Waiting For You
33 Capítulo Trinta e Dois
Notas iniciais
Bella POV.
Conforme os dias foram se passando, Edward e eu começamos a ficar cada vez mais próximos. Eu me pegava pensando nele durante o trabalho — com mais frequência do que anteriormente — e sorria, lembrando das horas que tínhamos passado juntos.
Ele estava ficando mais em meu apartamento do que o seu próprio, indo para lá mais para dormir, já que ainda não tínhamos conversado com Henry. Somente Alice e Jasper sabiam que estávamos juntos e, a nosso pedido, eles não comentaram com ninguém.
E, em breve, eu e Edward contaríamos ao nosso filho, embora eu ainda não tivesse ideia de como explicaria tudo para ele. Em breve, poderíamos parar de nos esconder. Tudo o que eu mais queria, o quanto antes, era contar a todos e poder mostrar como eu estava feliz.
Como estávamos felizes.
Edward e eu merecíamos isso, afinal de contas.
Quando o mês do aniversário do meu filho chegou, as coisas começaram a ficar corridas, mas, mesmo assim, nós conseguíamos arrumar um tempo para ficarmos juntos. Estávamos nos conhecendo novamente, nos reconectando, e esse tempo juntos serviu para me mostrar que, embora alguns anos tenham se passado e muitas coisas tivessem acontecido, o que eu sentia por Edward só crescera.
E, sinceramente, manter isso para mim mesma estava se tornando mais difícil.
Eu ainda era completamente apaixonada por ele. E a cada dia que passava, eu o amava um pouquinho mais. Toda vez que eu achava que tinha chegado ao limite, que era impossível me apaixonar mais, eu me surpreendia ao vê-lo sorrir para mim e esse simples ato fazer com que meu coração acelerasse e eu um sorriso igualmente bobo nascesse em meu rosto, provando que eu estava errada.
Sim, era possível eu amá-lo mais.
E eu não me importava nem um pouco com isso.
No sábado, um dia antes da festa de Henry, eu levantei cedo e corri até a cozinha, onde comi algo de forma rápida, já que tinha que buscar o meu pai no aeroporto. Preparei o café da manhã dos meus garotos e o deixei pronto, antes de correr para o banheiro. Eu sabia que estava adiantada, que o voo do meu pai só chegaria daqui umas duas horas, mas queria chegar, passar no shopping e organizar alguns últimos detalhes da festa, antes de ir pegar o meu pai.
Por isso, saí de casa assim que Edward chegou, depositando um beijo rápido nos lábios dele.
Ajudei Esme e Alice rapidamente com os últimos detalhes da festa e peguei meu pai no aeroporto, feliz por ele ter vindo. Fazia algum tempo que eu não o via e eu sentia falta dele.
– Onde está o meu neto? — ele indagou, após me dar um abraço.
Eu sorri.
– Ele ficou com Edward no meu apartamento — respondi, entrelaçando meu braço ao dele e começando a andar em direção à saída. — Eu achei melhor deixá-lo lá… Ele ainda não sabe sobre a festa de amanhã e eu tenho que resolver algumas coisas na rua antes de voltar para casa… O senhor não se importa, não é?
Ele sorriu de volta para mim, enquanto se aproximava e depositava um beijo em minha testa.
– Claro que não, criança — respondeu. — Vamos lá. Eu vou adorar ajudar, nem que seja um pouco, com a festa do meu neto.
No dia seguinte, eu tentei distrair Henry o máximo que eu pude, não querendo que ele descobrisse sobre a sua festa. Quando Alice me mandou uma mensagem, dizendo que estava tudo pronto e que quase todos os convidados haviam chegado, eu o arrumei rapidamente.
– Nós vamos saí, mamãe? — ele indagou, me observando com atenção.
Eu sorri.
– Vamos sim, baby — eu disse. — Nós vamos até a casa da vovó, ok?
Eu procurei mantê-lo entretido durante o caminho, ansiosa para chegarmos logo. Eu já tinha feito várias festas de aniversáro para Henry, mas aquela teria algo novo e especial.
Era a primeira festa que ele teria com todos nós juntos. Os avós paternos e maternos, o pai e a mãe, os tios…
E eu tinha certeza de que ele iria adorar.
Tive o prazer de ver o grito de felicidade que ele soltou quando viu todos reunidos, antes de correr para o seu pai. Cumprimentei todos e conversei durante um tempo com as mães dos seus amigos de creche, antes de voltar meus olhos para Edward.
Ele estava… lindo. Simples, vestido casualmente, um enorme sorriso no rosto enquanto observava Henry. Durante os últimos meses, tínhamos ficado juntos praticamente todas as noites e sempre que podíamos. Na noite passada, porém, ele tinha ido embora, já que meu pai estava ali e ainda não tínhamos contado a ele.
E eu sentia a falta dele.
Tentei me controlar durante um tempo, conversando com outras pessoas, verificando se estava tudo em ordem, mas meus pensamentos acabavam voltando para ele. Eu só queria ficar um pouco com ele, trocar um abraço e um beijo…
Não faria mal, certo?
Incapaz de resistir, eu andei até ele, um plano rápido se formando em minha mente. Aproveitando que Edward estava um pouco mais distante de todos, meus olhos nunca deixando Edward, eu o puxei para dentro da casa, sabendo que ela estava vazia àquela hora.
Entrei na cozinha e o empurrei para a parede, sem dar a ele alguma chance de protestar — não que ele fosse fazer isso. Coloquei-me na ponta dos pés e o beijei rapidamente, sentindo cada pelo do meu corpo se arrepiar, assim como aquelas borboletas no estômago e meu coração acelerando.
Edward nunca deixou de causar tais efeitos em mim.
– O que foi isso? — Ele me indagou, um sorriso no rosto, assim que me afastei um pouco para que pudéssemos respirar.
Eu encolhi os ombros, um sorriso nascendo em meus lábios.
– Eu senti saudades — disse. — E ontem não pudemos nos despedir direito…
Edward riu.
– Hmmm… — Ele disse, se aproximando de mim novamente, e me puxou para os seus braços. — Nesse caso…
Eu fechei os olhos, ainda sorrindo, quando ele depositou um pequeno beijo na ponta do meu nariz, antes de roçar, delicadamente, seus lábios nos meus…
Eu me perdi no momento, meu coração batendo a cada minuto mais rápido, pronta para retribuir ao seu beijo.
Até que eu ouvi algo que eu não esperava.
– Papai — a voz de Henry chegou até os meus ouvidos -, poque você tá beijando a mamãe?
Eu congelei imediatamente, meus lábios ainda nos de Edward, sem saber o que fazer. Arregalei os olhos e me afastei, colocando as mãos atrás das minhas costas, como se eu tivesse sido pega fazendo algo muito errado e tivesse medo de ser repreendida pelos meus pais.
Eu mantive meus olhos em Edward, sem saber o que faríamos. Nenhum de nós tinha planejado aquilo. Na verdade, conversaríamos com Henry aos poucos, querendo que ele se acostumasse com nós dois juntos. Tomaríamos todo tipo de cuidado para não deixá-lo confuso.
Ele descobrir que seus pais estavam juntos na sua festa de aniversário definitivamente não estava em nossos planos.
Edward abriu e fechou a boca várias vezes, parecendo tão assustado quanto eu. Ele olhou para Henry e para mim, antes de passar a mão em seus cabelos, mostrando-me que ele estava nervoso, e começou a gaguejar.
Henry, porém, parecia não estar com paciência para esperar o seu pai responder.
– Vocês tão namolando, papai? — ele voltou a perguntar, um sorriso nascendo em seu rosto. — Que nem os papais dos meus amigos?
Eu arregalei os olhos quando ouvi isso, me sentindo a cada minuto mais nervosa. Eu não tinha ideia do que eu falaria para Henry. Não tinha ideia de como explicar tudo para ele. Não era para ser agora, muito menos aqui.
Não enquanto havia pessoas lá fora para comemorar o seu aniversário.
– Olha, Henry, eu… — Edward começou, depois de engolir em seco. — Eu e a sua mãe estamos começando a… a nos…
Ele parou de falar novamente, olhando para mim com desespero. Eu respirei fundo, tentando me recompôr, e caminhei até uma cadeira. Puxei-a e sentei, antes de fazer um sinal para que Henry viesse até a mim.
Eu o coloquei em meu colo e empurrei uma mecha do seu cabelo para fora da sua testa, tentando sorrir para ele.
– Nós estamos começando a namorar, querido — eu murmurei, tentando escolher as palavras certas. — Como estamos começando, não contamos para ninguém ainda, entende?
Ele me observou durante um momento, antes de assentir.
– Quando eu namolá também vou esconder, mamãe? — ele indagou, fazendo com que eu arregalasse os olhos.
Eu não queria que ele visse dessa maneira…
– Não é assim, querido — eu comecei, sem saber como sair dessa. — Nós só estávamos… esperando o seu aniversário passar para contarmos para todos, sabe?
Ele assentiu, parecendo entender, embora nem eu estivesse entendendo o que queria dizer.
– Por isso, a mamãe queria te pedir para guardar segredo, pode ser? — eu pedi, sorrindo para ele. — Aproveite a sua festa. Depois que o seu aniversário passar, nós contaremos para todos. Ok?
Ele abriu um sorriso e assentiu.
– Tá bom! — disse, animado.
Eu abri a boca para continuar explicando tudo para ele, mas antes que eu pudesse dizer algo, Henry já estava descendo do meu colo e logo saía da cozinha, correndo, sem nem mesmo nos dizer o que ele tinha vindo fazer aqui em primeiro lugar.
Eu olhei para Edward, que sorria levemente, as mãos no bolso. Revirei os olhos para ele e me coloquei de pé, me mantendo parada ali. Eu sabia que se andasse até ele e o beijasse, exatamente como eu queria fazer, não conseguiria sair da cozinha tão cedo.
E era a festa do nosso filho acontecendo lá fora.
Não podíamos fazer isso agora.
– Pelo visto, teremos que conversar com ele o quanto antes. — Edward disse, fazendo-me sorrir. — Amanhã, talvez?
Eu assenti.
– Acho melhor — eu respondi, começando a andar em direção à porta da cozinha. — Você sabe… crianças não conseguem guardar segredos por muito tempo…
Ele riu.
– Vamos lá — murmurou, apertando a minha mão de leve. — Vamos voltar para a festa do nosso garoto.
Eu sorri de volta para ele e tornei a assentir, antes de me dirigir até lá.
A festa acabou sendo mais divertida do que o de costume, embora tenha sido, também, muito cansativa. Nós cantamos ‘parabéns para você’, partimos o bolo, dançamos com o nosso filho… Edward e eu sempre trocamos olhares um para o outro e sorrimos, mas, devido ao que havia acontecido mais cedo na cozinha da casa dos pais dele e o fato de Henry ter nos descoberto, nós evitamos nos aproximar muito. Ficamos juntos para tirar fotos e tudo o mais, mas procuramos não darmos indícios de que estávamos juntos novamente. Em primeiro lugar, tínhamos que deixar tudo o mais claro possível para Henry.
Afinal, eu não queria que meu filho ficasse confuso ou algo do tipo.
Entretanto, exatamente como eu tinha dito a Edward mais cedo, crianças não conseguiam guardar um segredo por muito tempo, e eu me dei conta de que isso era mais verdade do que eu pensava quando todos os convidados foram embora e meu filho se aproximou, me fitando com curiosidade.
– Mamãe? — ele me chamou, cortando uma conversa minha com Jasper. — A minha festa acabou?
Pensando que ele só estava triste por a festa ter, de fato, encerrado, eu assenti, estendendo a mão e passando-a pelos seus cabelos completamente bagunçados. Henry teria, definitivamente, que tomar um banho quando chegássemos em casa. Suas roupas estava sujas, com manchas de comida e de bebida.
– Acabou sim, amor — eu sorri. — Você se divertiu?
Ele assentiu, sorrindo imensamente.
– Muito! — Levantou os braços, animado. — A gente podemos fazer outla?
Eu ri.
– A gente pode — corrigi. — E no seu próximo aniversário, o que vai demorar um pouquinho, a gente faz, ok?
Ele assentiu.
Alguns minutos depois, todos nós nos reunimos na sala de estar dos Cullen, meu pai conversando animadamente com Carlisle. Henry estava próximo a Edward, fitando todos com curiosidade, se remexendo de forma inquieta no lugar. Eu continuava a conversar com Jasper, embora meus olhos estivessem sempre no meu filho, já que não queria que ele voltasse lá para fora sozinho. Nós tínhamos arrumado tudo o que podíamos, guardando o pedaço de bolo que sobrara, assim como a comida, mas eu não queria que Henry pensasse que ainda havia algo e se arriscasse perto da piscina sozinho.
E então, de repente, quando a conversa começou a diminuir, Henry olhou para mim e abriu um grande sorriso.
– A mamãe e o papai tão namolando! — Soltou, fazendo-me congelar. Eu arregalei os olhos para ele, sentindo meu coração de repente bater mais rápido contra o meu peito, sem conseguir acreditar que ele realmente havia dito aquilo. — Eles se beijalam na cozinha mais cedo, que nem os pais dos meus colegas!
Eu olhei para Edward, e o encontrei com a mesma expressão de surpresa que eu. Sentindo minhas bochechas corarem, novamente me sentindo como se tivesse sido pega fazendo algo errado, eu olhei ao redor, encontrando todos… sorrindo?
– Hmmm… — Edward murmurou. — Eu e… bem, nós…
Jasper, ainda meu lado, soltou uma gargalhada, impedindo que o pai do meu filho continuasse a dizer qualquer coisa.
– Jasper! — eu sibilei. — Por que você está rindo?
Ele balançou a cabeça, ainda rindo.
– Todos já desconfiavam — ele disse. — O que você esperava?
Eu engoli em seco.
– Todos? — murmurei.
Ele encolheu os ombros.
– Até o seu pai, que chegou ontem, notou algo entre vocês — disse. — Mesmo tentando disfarçar, vocês estão sempre se olhando, sempre sorrindo, sempre pegando um na mão do outro…
Eu mordi o lábio inferior, meus olhos voltando para Edward. Ele sorriu quando meus olhos encontraram os seus, e eu corei novamente, não por vergonha dessa vez.
Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda conseguia me fazer corar.
– Bom, eu já imaginava isso. — Carlisle disse, sorrindo. — Espero que vocês dois sejam muito felizes. Afinal, vocês merecem isso.
Pouco a pouco, cada um foi dizendo algo parecido, até o meu pai, que se aproximou de Edward e apertou a sua mão, agradecendo por tudo o que ele tinha feito quando eu tinha viajado para Londres. Eu olhei rapidamente para Esme e troquei um sorriso com ela. Eu não me sentia muito confortável, ainda, na presença dela agora quanto no passado, mas ela nunca tinha me tratado mais de maneira diferente. Ainda estávamos nos reaproximando, mas eu tinha esperanças de que, aos poucos, tudo ia voltando ao normal.
Ficamos na casa dos Cullen durante mais algum tempo, mas logo saíamos. Meu pai iria voltar para casa no dia seguinte, de manhã. Por isso, Edward iria, novamente, dormir no apartamento dele naquela noite.
Eles nos seguiu até lá, porém, já que a quantidade de presentes que Henry ganhara fora maior do que esperávamos e uma parte deles não coube no carro. Quando chegamos, eu entrei na garagem, Edward ainda atrás de mim, e parei na vaga. Henry já estava meio sonolento e eu pude perceber que ele estava fazendo uma força para ficar acordado.
Eu desci do carro e com a ajuda de Charlie e Edward, nós levamos os presentes para cima. Edward deu um banho em nosso filho enquanto Charlie e eu ajeitávamos a bagunça, e saiu do quarto dizendo que, embora tenha tentado ficar acordado, Henry tinha adormecido enquanto ele colocava o pijama nele, o que me fez sorrir.
Nada me fazia mais feliz do que saber que eu tinha feito algo que o meu pequeno garoto havia gostado.
E se ele soubesse que ainda teríamos uma pequena reunião em família na quarta, no dia do aniversário dele…
Eu tenho certeza de que ele ficaria ainda mais feliz.
– Eu vou, hmmm, tomar banho. — Charlie disse, depois que terminamos de ajeitar todos os presentes. — Boa noite, Edward. Foi bom vê-lo novamente.
Edward sorriu levemente para o meu pai, retribuindo o aperto de mão.
– Igualmente, Charlie — respondeu. — Fico feliz que tenha conseguido vir.
Depois de me dar um sorriso rápido, o meu pai sumiu pelo corredor, deixando Edward e eu sozinhos na sala. Ele se aproximou de mim assim que ouviu o barulho da porta do banheiro se fechando, puxando-me para os seus braços.
Eu sorri para ele e me estiquei, enlaçando o seu pescoço com os braços, colando-me ao seu peito o máximo que eu podia. Beijei-o levemente nos lábios, saboreando o momento, já morrendo de saudades dele.
Por mim, ele poderia ficar a noite toda, mas, mesmo com meu pai já sabendo, eu não estava muito confortável em dividir a cama com Edward, sabendo que meu pai estava ciente daquilo, mesmo eu já sendo uma mãe e já ser adulta.
– Vou sentir saudades… — ele sussurrou em meus lábios.
Eu sorri novamente.
– Hmmmmm… — murmurei. — Eu também.
Nós nos beijamos por mais algum tempo, até que a necessidade de ar se tornou mais urgente. Encostei a minha testa na dele, meus olhos ainda fechados, enquanto respirava de forma curta e rápida.
Eu realmente queria que ele dormisse aqui essa noite.
Depois de algum tempo, eu abri os olhos.
E perdi completamente o fôlego quando vi como ele me fitava. Seus olhos verdes estavam um pouco mais escuros e tão intensos que eu simplesmente me perdi ali.
Senti meu coração bater mais forte contra o meu peito, assim como aquele famoso calafrio. Aquele momento pareceu perfeito para dizer como eu me sentia.
Eu não queria esperar mais.
Eu precisava dizer a ele como eu me sentia.
– Edward… — eu sussurrei, ainda me sentindo presa ao seu olhar.
Ele sorriu um pouco, e a sua mão cobriu a minha bochecha, fazendo-me suspirar
– Sim? — ele murmurou de volta, nunca deixando de acariciar a minha bochecha.
Eu abri a boca para dizer que eu ainda era completamente apaixonada por ele, mesmo sem saber se ele se sentia exatamente daquela forma, mas o barulho da porta do chuveiro abrindo quebrou completamente o feitiço, fazendo com que nós nos afastássemos.
– Acho melhor eu ir — ele disse, meio sem graça.
Eu ri um pouco, embora estivesse frustrada. Acompanhei-o até a porta, dando-lhe mais um beijo e um abraço, antes de deixá-lo ir.
Soltando um suspiro, eu tranquei a porta e caminhei até o sofá, onde me sentei, desejando que o tempo passasse rápido e eu pudesse ficar com ele novamente.
– Edward já foi?
Eu dei um pequeno pulo de susto ao ouvir a voz do meu pai, mas sorri para ele, tentando disfarçar, e assenti. Ele se sentou ao meu lado e pegou o controle da televisão. Coloquei minha cabeça em seu ombro e suspirei novamente, dessa vez desejando que meu pai não tivesse que ir embora no dia seguinte.
Ele e eu éramos muito próximos e, às vezes, gostávamos de nosso próprio tempo e espaço, mas eu gostava de tê-lo por perto, assim como sabia que meu filho gostava também.
– Você devia vir mais vezes, pai — eu murmurei. — Nós sentimos a sua falta.
Ele sorriu, enquanto passava um braço sobre o meu ombro, puxando-me mais para perto dele.
– Eu sei, criança, mas por enquanto não dá — respondeu. — Em um ano eu me aposentarei, porém. Quem sabe eu não arrumo um pequeno lugar para morar aqui por perto?
Eu sorri.
– Eu gostaria disso — disse. — Muito.
Nós conversamos durante algum tempo, a televisão esquecida.
– Então… você e Edward, hein? — ele comentou depois de algum tempo, sorrindo um pouco para mim.
Eu encolhi os ombros.
– É… — mordi o lábio inferior. — Estamos juntos há pouco tempo, pai. Não queremos apressar nada. Queríamos conversar com Henry antes de contarmos para todos, mas ele acabou nos pegando na cozinha hoje mais cedo…
Charlie riu.
– Eu não estou criticando, filha — ele respondeu. — Na verdade, fico feliz pelos dois. Confesso que no começo não fui muito fã dele, mas acho que foi mais por ver a minha filha crescendo. Eu sei que Edward é um ótimo homem. E torço muito para que vocês sejam felizes, de verdade.
Eu sorri.
– Obrigada, pai — sussurrei. — O seu apoio significa muito para mim.
Nós conversamos durante um tempo, mas logo fomos dormir, já que amanhã, antes do trabalho, eu teria que levar o meu pai para o aeroporto.
Deitei-me na cama e peguei o celular, somente para ajustar o despertador. Um sorriso, porém, nasceu em meu rosto quando eu vi que havia uma mensagem de Edward.
Sinto a sua falta. Dormir sem você não é a mesma coisa ):
Eu rapidamente digitei uma resposta, mesmo que soubesse que ele provavelmente já teria adormecido.
Eu sinto saudades também. Não vejo a hora de tê-lo novamente ao meu lado…
Ainda sorrindo, eu me virei na cama e fechei os olhos, torcendo para que o tempo passasse rápido logo.
Eu realmente estava louca para dizer a Edward como eu me sentia.
_
Na quarta à noite, após chegar do trabalho e arrumar Henry, eu terminei de ajeitar tudo para a pequena festa que faríamos, somente para a família desta vez. Charlie tinha tentado conseguir mais alguns dias de folga, mas como dois dos seus colegas já estavam de licença, eles estavam sem pessoal e precisavam de ajuda.
– Henry, querido — eu o chamei, enquanto terminava de colocar os aperitivos na mesa -, não suje a sua roupa, ok?
Ele assentiu, me fitando com atenção.
Nós começamos a comemorar quando todos chegaram. Edward e eu ficamos juntos tanto quanto o possível, agora que não havia mais necessidade de esconder. Em algum momento da noite, todos foram para a sala, assistir a um filme da escolha de Henry, e enquanto eles colocavam o filme no aparelho de DVD, eu fiquei na cozinha, terminando de fazer a pipoca e separando as bebidas.
– Você precisa de ajuda, Bella?
Eu terminei de colocar o tempo necessário para a pipoca e me virei, encontrando Esme na porta da cozinha, parecendo um pouco tímida.
– Ah, Esme, não há necessidade, mas obrigada — eu sorri. — Eu só preciso esperar a pipoca e pegar as bebidas.
Ela sorriu e se aproximou mesmo assim, vendo as cervejas que eu já tinha deixado na bancada, assim como alguns salgadinhos.
– Não, eu insisto — ela disse.
Com um sorriso, eu assenti, e nós começamos a levar tudo para a sala.
Quando voltei para terminar de pegar os copos e a pipoca, ela me seguiu novamente, mas dessa vez não fez menção de me ajudar enquanto eu abria o armário e pegava os copos.
– Eu posso falar com você, Bella? — ela indagou de repente, e eu estranhei o tom de sua voz. Ela parecia… envergonhada? — Eu prometo que serei rápida…
Confusa e curiosa, eu assenti. Sentei-me à bancada e ela me seguiu, sentando-se à minha frente, um pequeno sorriso em seu rosto. Eu escondi as minhas mãos no colo, não querendo que ela visse que elas estavam um pouco trêmulas, denunciando o meu nervosismo.
– Eu só queria me desculpar pela maneira que agi quando você chegou — ela murmurou. — Sei que você fez tudo o que fez pelo bem de Edward e da nossa família, e, por isso, eu sou eternamente grata. Não consigo me imaginar fazendo o mesmo…
Eu mordi o lábio inferior, sentindo minhas bochechas corarem pelo elogio.
– Eu só fiz o que achei que era certo na época, Esme — eu suspirei. — Eu sei que machuquei Edward, sei que feri toda a sua família, mas eu não sabia mais o que fazer… Não podia permitir que nada de ruim acontecesse à sua família. E quando eu descobri que estava grávida… tudo o que eu mais queria era voltar, entretanto, eu não podia… Não se isso significa que eu perderia não só vocês, mas o meu filho também.
Ela assentiu, sorrindo de forma leve para mim, e esticou a mão, pegando a minha e dando um pequeno aperto.
– Eu entendo, querida — ela disse. — Eu a julguei antes de saber toda a verdade e sinto muito. Eu teria feito o mesmo. Edward teria feito o mesmo. Eu só espero que, um dia, possamos recuperar aquela bela amizade que tínhamos antes de você ir embora. Você sabe que sempre a considerei uma filha. Eu espero que você um dia me permita chamá-la assim novamente.
Eu me levantei e dei a volta, puxando-a para um abraço, feliz por ela dizer aquilo.
– É claro, Esme — eu sorri. — Obrigada por tudo. E obrigada por entender. E eu prometo nunca mais deixar Edward novamente, a não ser que ele queira.
Ela riu.
– Eu não acho que você corre esse risco…
Nós duas rimos e trocamos mais um abraço, antes de irmos para a sala, ambas com um sorriso no rosto. Eu me sentei entre as pernas de Edward e puxei Henry para o meu colo. Sorri ainda mais assim que Edward envolveu seus braços ao redor de nós dois, nos puxando para perto.
Nós passamos todo o filme daquela maneira, embora eu tenha certeza de que, eventualmente, a posição tenha ficado um pouco desconfortável para Edward. Quando o filme acabou, Henry estava adormecido no meu colo, sua respiração calma, seus lábios entreabertos. Carlisle o pegou do meu colo, para que eu pudesse levantar, e o levou até o quarto. Nós ficamos conversando durante um tempo ainda, antes de todos irem embora.
Eu me despedi de Jasper e Alice, os últimos a saírem, antes de fechar e trancar a porta. Eu mal tinha feito isso quando senti Edward me puxar para si, colando seu corpo ao meu.
– Enfim, sós — ele sussurrou. — Deus, eu senti a sua falta…
Eu abri a boca para responder, mas antes que pudesse fazer isso, ele me beijou, empurrando-me contra a porta. Eu gemi contra a sua boca e levei as minhas mãos até o seu cabelo, segurando as suas mechas entre os meus dedos. Ele levou as mãos até os meus quadris, apertando o suficiente para me fazer queimar de desejo.
– Q-quarto — gaguejei, quando ele quebrou o beijo, não querendo correr o risco de Henry acordar e nos pegar ali.
Ele assentiu, mas não parou de beijar e mordiscar o meu pescoço, o que fez com que eu gemesse um pouco mais alto do que queria.
– Edward — sussurrei -, por favor…
Eu o senti sorrir contra a pele do meu pescoço, antes de colocar as mãos na minha bunda, impulsionando o meu corpo para cima. Eu enlacei as pernas ao redor dos seus quadris, e deixei que ele me guiasse até o quarto. Tornei a beijá-lo assim que ele fechou e trancou a porta do quarto — coisas com as quais tínhamos que nos preocupar quando havia uma criança em casa -, levando as minhas mãos até a sua camisa e começando a desabotoá-la.
Edward andou até a cama, eu ainda em seu colo, e inclinou-se ali, deitando por cima de mim, minhas pernas ainda ao redor dele. Parecendo não ter paciência de esperar por muito tempo, ele rapidamente tirou as minhas roupas e as suas, fazendo-me rir.
– Hmmmm — ele gemeu contra a minha pele, quando ergui o meu quadril, roçando a minha entrada contra a sua ereção. — Eu senti tanto a sua falta…
Eu senti meus olhos encherem de lágrimas quando ele me olhou, seus olhos escuros de desejo, e, de repente, a necessidade de falar para ele como me sentia foi tão grande, que não aguentei mais esperar.
Ele precisava saber.
Com cuidado, girei-nos na cama, ficando por cima dele, uma posição que, eu sabia, ele sempre tinha gostado. Segurei o seu rosto entre as minhas mãos e o beijei, longa e delicadamente, querendo que ele sentisse o quanto o amava. Alguns segundos depois, guiei-o para dentro de mim e sentei nele, bem devagar, um pequeno sorriso nascendo em meu rosto quando o senti gemer.
– Bellla… — ele murmurou. — Por favor, mais rápido…
Quando ele estava completamente dentro de mim, eu puxei o seu corpo, fazendo com que ele se sentasse também. Por fim, segurei seu rosto entre as minhas mãos, só falando quando ele estava me fitando.
– Eu sou completamente louca por você — sussurrei, a minha voz completamente rouca. — Totalmente apaixonada…
Edward parou o movimento dos seus quadris e seus olhos se arregalaram. A sua boca caiu aberta, em choque, antes de ele abrir um enorme sorriso e me puxar para mais perto dele — se é que isso era realmente possível — e me beijar.
– Oh, Bella — ele sussurrou. — Você não tem ideia do quanto eu te amo. Tanto…
Parecendo, de repente, estar desesperado, Edward nos virou na cama, ficando novamente por cima de mim, seus quadris encontrando os meus de forma rápida e desesperada. Ele nunca parou de me beijar, de me tocar, de me puxar mais para si, de dizer como ele se sentia, fazendo-me me apaixonar a cada vez mais por ele.
Suas estocadas foram ficando mais firmes com o passar do tempo, assim como o seu aperto em mim, e eu sabia que ele estava quase alcançando o seu clímax. Parecendo desesperado para que eu gozasse antes dele, Edward levou a sua mão até o meu clitóris, e depois de algum tempo tocando-me ali, eu gozei junto com ele, colando seus lábios nos meus, impedindo que um grito escapasse da minha boca.
Seu corpo caiu em cima do meu e ele deitou a cabeça no meu pescoço, respirando de forma curta e rápida no meu pescoço. Eu o apertei contra mim quando ele tentou nos virar na cama, não querendo que ele se afastasse, mas ele deu um jeito de virar e me puxar para o seu peito.
Eu tentei recuperar a respiração, louca para dizer que o amava novamente, e depois apoiei o queixo em seu peito, um sorriso tomando conta do meu rosto quando o vi me olhar e sorrir também.
– Eu te amo — sussurrei. — Eu nunca deixei, por um minuto sequer, de te amar. Cada dia da minha vida, toda vez que eu via o nosso filho…
Ele colocou um dedo em meus lábios, impedindo-me de continuar a falar.
– Shhh, eu sei — murmurou. — E eu sempre, também, te amei, Bella. Mesmo com raiva, mesmo fazendo de tudo para te esquecer, eu sempre te amei. E eu sempre vou te amar.
Ele me beijou rapidamente, antes de se afastar e segurar o meu rosto entre as suas mãos.
– Eu estive esperando você por tanto tempo, meu amor — ele murmurou. — E agora que você está aqui, que você é minha novamente e que eu sei que você me ama, eu nunca vou deixá-la ir.
Com lágrimas em meus olhos e rindo feito uma idiota, eu o beijei uma, duas, três vezes, até que esses beijos ficaram intensos e nós começamos outra rodada.
Ambos trabalhávamos amanhã, mas nenhum de nós estava se importando com isso, perdidos demais em nós mesmos.
E, se dependesse de mim, seria assim para sempre.
Edward POV.
Conforme os dias foram se passando, o meu relacionamento com Bella foi crescendo. Nós começamos a nos conhecer novamente, já que muito havia acontecido durante esses quase quatro anos que ela esteve fora. Agora com meus pais já cientes de nosso relacionamento, assim como Henry, sair em encontros se tornou mais fácil. Carlisle e Esme sempre davam um jeito de roubar o neto, e Bella e eu aproveitávamos tais momentos para nos curtir um pouco.
Eu me pegava sempre sorrindo para ela, às vezes sem motivo algum. Fosse assistindo a algum filme, fosse deitados na cama após uma noite cheia de atividades, eu não conseguia acreditar em quão sortudo eu era por tê-la comigo novamente. Durante tanto tempo eu vivi fechado, focado só no trabalho, me recusando a acreditar no amor novamente… me recusando a acreditar que Bella tinha, de fato, um dia me amado.
Mas ela tinha. E agora ela estava aqui e tinha me dado um filho.
Definitivamente, eu estaria louco se a deixasse partir.
Com o tempo passando tão rápido, logo estávamos nos arrumando para o julgamento de Laurent. Bella estava inquieta, eu podia dizer isso só olhando para ela, embora ela estivesse tentando não demonstrar. Henry ficaria com meus pais, e Jasper nos acompanharia até lá.
– Ei… — Eu me aproximei dela, colocando as minhas mãos em seus braços e acariciando-os de forma suave. — Vai ficar tudo bem… Ele vai ficar preso durante muito tempo, você vai ver.
Ela mordeu o lábio inferior com um pouco de força, mas assentiu.
– Eu sei — murmurou. — Só estou um pouco nervosa… Sinceramente, não vejo a hora para que tudo acabe.
Eu sorri para ela e me aproximei um pouco mais, até que nossos corpos estivessem praticamente colados.
– Vai ficar tudo bem, baby — eu sussurrei, roçando meus lábios nos dela. Um sorriso nasceu em meu rosto quando eu a ouvi suspirar e fechar os olhos, seu corpo todo relaxando contra o meu. — Eu vou estar lá o tempo todo, ok?
Ela assentiu, seus olhos ainda fechados, enquanto esticava os braços e me abraçava pelo pescoço, antes de me beijar.
Como eu já imaginava, o julgamento de Laurent foi longo, mas o resultado foi extremamente satisfatório. Pelas mortes que ele cometeu e tudo o que fez — como roubar, falsificar documentos, identidades e ameaças -, Laurent foi condenado à prisão perpétua sem direito a condicional por bom comportamento. Obviamente, a advogada dele protestou e provavelmente iria recorrer, mas eu saí de lá com um enorme sorriso.
Finalmente, aquele capítulo de nossas vidas estava encerrado.
E foi, também, excelente ver como Bella relaxou por completo no decorrer dos próximos dias. Meu aniversário se aproximava e ela se juntou à minha mãe e a Alice, querendo organizar uma festa, embora eu tenha insistido que não precisava de nada.
Mas eu precisava.
Eu precisava dela comigo todos os dias. Eu precisava do meu filho vivendo comigo todos os dias, sem precisar me preocupar em acordar cedo e ir para o meu apartamento antes que ele acordasse. Eu queria os dois morando comigo, eu queria tê-los ao meu lado todos os dias.
E para mim, não importava se era cedo ou não, se Bella e eu tínhamos acabado de voltar. Eu queria, o quanto antes, que todos soubessem que ela era minha.
Então, enquanto ela se juntava a Alice e a Esme para organizar uma pequena festa, apenas para a família e os amigos mais próximos, eu fui à procura de um anel de noivado. Por um momento, pensei em dar a ela o que eu havia dado anos atrás, mas eu queria algo novo, eu queria surpreendê-la.
Caso ela não gostasse, ela poderia trocar depois. Eu não me importaria.
Mantive isso em segredo, não querendo que meus pais ou a minha irmã deixassem algo escapar. Fui a diversas lojas, pesquisei na internet durante horas… até encontrar um que eu sabia que era perfeito para Bella.
Liguei para Charlie e pedi a sua bênção para pedir Bella em casamento. Eu já havia feito tal coisa, anos atrás, mas eu queria pedir novamente. Eu queria que ele soubesse que eu só tinha boas intenções.
– Você sempre teve a minha bênção, filho. — Charlie disse, fazendo-me sorrir. — Bella nunca deixou de ser sua. Agora, vá lá e peça. E eu espero receber logo um convite para o casamento de vocês dois.
Com a aprovação do seu pai e o anel já em mãos, eu só precisava do momento perfeito.
Eu passei os próximos dias saindo de casa com o estojo de veludo no bolso, o anel seguro lá dentro. Pensei em reservar um restaurante, pensei em levá-la para dançar, pensei em fazer algo inesquecível, mas nada disso parecia combinar com nós dois. Preparei um discurso, somente para descartá-lo logo em seguida, porque eu não queria que ficasse forçado.
E então, no dia do meu aniversário, quando todos nós estávamos reunidos na casa dos meus pais, eu senti que aquele dia seria perfeito.
O presente perfeito seria Bella dizer sim para mim.
– Papai, papai!
Eu saí de meus devaneios e olhei para baixo, vendo meu filho ali, me encarando. Ajoelhei-me e o puxei para perto de mim, meus olhos batendo rapidamente em Bella, que estava conversando com os meus pais.
– Você precisa de algo, campeão? — eu indaguei.
Ele sorriu.
– Eu vim entlegá o seu plesente, papai — ele respondeu, esticando um embrulho. — Eu que escolhi!
Eu ri, e o agradeci, dando-lhe um abraço e um beijo na bochecha. Rasguei o embrulho rapidamente, um grande sorriso nascendo em meu rosto quando eu vi um álbum, a capa sendo um desenho que Henry tinha feito de Bella, eu e ele.
– É lindo, Henry — eu sorri. — O papai amou.
Ele me fez abrir e olhar todas as fotos, sempre em meu colo. A maioria delas era de quando ele ainda era um bebê, de quando ele estava aprendendo a andar e de seus aniversários anteriores. Logo, as fotos que eu tinha tirado com ele começaram a aparecer, e foi bom reviver aqueles momentos. Em breve, dentro de alguns meses, faria um ano que eu tinha conhecido o meu filho.
E eu nem conseguia acreditar que tinha passado tão rápido e que muito tinha acontecido desde então.
Depois de terminar de olhar o álgum e prometer a Henry que tinha sido o melhor presente que eu tinha ganhado, eu lhei dei outro abraço e o coloquei no chão. Ele começou a andar em direção ao meu pai, mas logo voltou correndo até a mim e abraçou as minhas pernas, um sorriso enorme tomando conta do rosto dele.
– Te amo, papai! — ele disse.
Eu o abracei de volta e depositei um beijo demorado no topo da sua cabeça, sem conseguir deixar de sorrir. Sem conseguir acreditar que ele era mesmo meu. Meu filho. Meu Henry.
– O papai também te ama, filho — sussurrei de volta. — Muito.
Depois que ele se afastou, eu voltei meus olhos para Bella, e sorri ao ver que ela me observava. Quase que automaticamente, coloquei a mão no meu bolso e pequei o pequeno estojo, apertando-o entre os meus dedos.
Eu a pediria em casamento naquela noite.
Não haveria velas, música ou qualquer coisa assim, mas eu sabia que nada disso era necessário para tornar aquele momento especial para nós dois.
Desta vez, ela não precisaria se preocupar com Laurent nem ninguém mais. Desta vez, ela não fugiria. Desta vez, Henry estaria ali conosco. E eu não a deixaria partir. Nunca.
Desta vez, tudo seria diferente.
Fale com o autor