Waiting For Superman
1 Capítulo único
Notas iniciais
She’s talking to angels, counting the stars
Making a wish on a passing car
She’s dancing with strangers, falling apart
Waiting for Superman to pick her up
In his arms, in his arms
Waiting for Superman
Waiting For Superman — Daughtry
Felicity POV
Observava as estrelas entre um passo e outro na varanda do meu pequeno loft, eram minhas coisas favoritas no mundo: as estrelas e o balé. Toda noite repetia o mesmo processo, minha casa não tinha nem um pouco de luxo, mas me dava essa vista maravilhosa do céu a noite. Eu amava as estrelas, isso porque meu pai sempre me dizia toda noite quando era pequena "Quando conseguir contar todas as estrelas do céu, descobrirá o tamanho do meu amor por você " e todas as noites contávamos o máximo de estrelas possíveis, era minha parte favorita do dia. Quando meu pai se foi, eu mau conseguia olhar para o céu, então minha mãe me disse "Procure a estrela mais grande e brilhante, é seu pai olhando por você lá de cima", e eu ainda faço isso todos os dias porque me sinto tão perto dele nesse momento. Eu queria saber se ele tem orgulho do que me tornei, entretanto duvidava porque eu mesma não estava nem um pouco, trabalhava em supermercado para me sustentar porém acabei me acomodando com a situação e desistindo do meu maior sonho: dançar.
O clima natalino pode ter me dado uma coisa que eu não me permitia sentir a muito tempo "esperança" ou a conversa com minha mãe no telefone possa ter me impulsionado a isso também. Ela morava na Itália, nos falávamos todos os dias praticamente, já fazia 5 anos desde que ela se mudou, quando se apaixonou novamente e se casou com um bom homem, abriram um pequeno restaurante por lá e sei o quanto ela estava realizada. Faria um teste para uma grande academia de balé amanhã, desde que eu soube dele venho treinando arduamente em todo meu tempo livre; ia ter vários concorrentes, mas acho que um milagre de natal estava acontecendo comigo pela primeira vez em muito tempo. Resolvi acreditar em mim mesma.
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Estava roendo as unhas na platéia vendo todas aquelas performances e elas eram incríveis, eu não estava insegura por mim eu sabia que eu tinha talento só que todos em minha volta também tinham, tudo ia dar certo, tinha um pressentimento bom, ele não podia falhar hoje. Sinto minha respiração trancar dentro do meu peito assim que eu ouço:
— Felicity Smoak, pode subir ao palco — diz uma voz masculina grave. Me levanto com bastante determinação caminhando até o grande palco onde vejo os jurados me olharem com atenção. Respiro fundo dizendo para mim mesma "Você é capaz de fazer isso" repetidas vezes.
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Oliver pov
Estar de volta em casa depois de tanto tempo não era o que eu imaginava, fiquei muito tempo afastado daqui, me alistei no exército ainda jovem, minha família achou que ia ser mais uma coisa de momento, pois achavam que eu só fazia isso porque queria chamar a atenção. Não me encaixava nos planos que eles tinham feito para minha vida. Não fiquei tantos anos servindo lá a toa, precisava me encontrar como ser humano e lá eu consegui. Apensar de ter feito grandes coisas, aconteceram coisas terríveis também que nunca serei capaz de esquecer, mesmo querendo. Depois de tantos anos não tinha planos de retornar para casa tão cedo, porém um acidente numa missão acabou me levando a uma aposentadoria precoce do exército.
Estou em casa faz quase 6 meses e me sinto tão fora dela ao mesmo tempo. Meus pais fazem o melhor que eles podem, eu reconheço, não sou ingrato, entretanto o problema está em mim, precisava descobrir o que era sozinho. Tomei a decisão que achava ser a mais sensata: decidi desbravar o mundo numa viagem sem data de retorno, só voltaria quando estivesse pronto. Espero estar um dia. Estava ansioso para ir, mas faltava só uma semana para o Natal, privei minha presença em tantos natais com a minha família e não faria isso de novo justo nesse, então só iria no dia seguinte; eu devia isso a eles e também queria passar esse tempo em família, tentar me encaixar talvez. Percebo o meu celular tocar no meu bolso esquerdo, vejo que era uma chamada do meu grande amigo de infância, Tommy.
— Tommy meu caro — atendo o aparelho.
— Ollie, não acredito que sua viagem está tão perto — diz decepcionado.
— Não é como se estivesse voltado para o exercito sabia? Vou estar sempre com o telefone por perto e pode me visitar onde eu estiver, você é bem mais rico que eu afinal — brinco, ouço seu riso do outro lado da linha.
— É a vantagem de se tornar um empresário de sucesso. Certo que não é tão emocionante como ser um soldado e ir atirando para todo lado com aquelas armas maneiras, portanto prefiro estar em uma reunião do conselho do que arriscar minha bunda salvando o mundo — faz uma pausa — Mulheres precisam de Tommy Merlyn a salvo — argumenta.
— Coitada dessas mulheres... — provoco.
— Cara já que é sua última semana aqui na cidade precisamos montar um cronograma para pegar a mulherada, irmão — diz animado.
— Eu vou pensar com carinho prometo — minto só para tentar acalmá-lo, mas queria aproveitar o máximo de tempo possível com a minha família.
— Não tente me enrolar Oliver — fala com o tom de voz firme.
— Não estou. Agora preciso desligar, tenho de resolver algumas coisas da viagem que estão pendentes ainda — digo me levantando da mesa do café onde estou, deixo uma gorjeta generosa na mesa antes de sair do local.
— Certo Ollie, nos falamos mais tarde — se despede.
— Até, Tommy.
Andando pelas ruas da cidade, percebo quão deslocado estou, me sinto desconfortável numa cidade tão grande com pessoas indo e vindo de todo lado. Olho o endereço da loja que eu preciso ir mais uma vez e percebo que vou precisar de um táxi, não conheço quase mais nada por aqui. Paro na beirada da calçada procurando, sem sucesso, de repente sinto alguém trombar em mim, uma mulher loira, não muito alta; antes que eu possa reclamar do ato, vejo que ela estava com muito pressa, tanto que atravessou no meio do cruzamento bem na hora que o semáforo se abriu, ela não percebeu o táxi e o motorista pareceu estar distraído no telefone. Por puro extinto vou ao encontro da moça, alcanço seu braço a puxando bruscamente fazendo nós dois cair sobre meio fio, caio por cima dela e logo percebo o motivo da distração: ela estava chorando, seu rosto estava cheio de lágrimas e seus olhos estavam bem vermelhos. Ela era linda, uma das mulheres mais bonitas que eu já vi. Saio de cima dela percebendo a aglomeração em volta, ajudo a loira a se sentar.
— Você está bem moça? — pergunto preocupado, alisando seu rosto, ela volta sua atenção para mim parecendo perdida.
— Na verdade, não sei — diz num sussurro, estava em choque é claro, toco em seu delicado rosto procurando qualquer vestígio de lesão.
— Você se machucou? — ela volta a me olhar nos olhos, sinto meu coração falhar na batida, como uma mulher que eu mau conhecia podia causar esse efeito em mim?
— É...Não eu acho, me desculpe, eu estou confusa — tenta se levantar rapidamente.
— Hey calma, vamos com calma — ofereço minha mão a ajudando, ela aceita relutante.
— Eu estou bem, obrigada — diz ajeitando sua roupa.
— Eu faço questão de levá-la a um hospital mais próximo para ter certeza, fazer um raio-x pelo menos — ofereço de bom grado.
— Realmente não é necessário — começa a se afastar, indo em direção ao taxista que quase a atropelou. Vou atrás dela dizendo:
— Eu faço questão
— Já disse que estou bem, obrigada por salvar minha vida, só que agora realmente preciso ir embora — diz sem paciência, volta sua atenção pro taxista que parece tentar se desculpar com ela.
— Quer que eu te perdoe? Então me leve embora daqui agora, preciso respirar — ela entra no táxi sem me dar qualquer chance de dizer alguma coisa. Volto para trás e percebo um metal dourado perto da guia onde caímos, pego o mesmo do chão e vejo que é uma pulseira, começo a andar rapidamente em direção ao veículo, entretanto ele já tinha dado partida. Era inútil. Olho a pulseira novamente e vejo um nome gravado nela.
— Felicity Smoak — respiro fundo — então é esse seu nome, preciso te encontrar — afirmo determinado.
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Felicity POV
Chego em casa aos pedaços, eu tinha falhado com o meu sonho e pior comigo mesma, o que ia dizer para minha mãe quando ela telefonasse? Eu não poderia mentir, eu jamais faria isso, mas a verdade podia doer tanto também e como doía ainda. Vou para o meu quarto, só queria me esconder do mundo e esquecer o acontecido. Acordar com esperança que só tivesse sido um pesadelo, por mais que eu soubesse que não era, a dor que eu sentia no meu peito era real demais para isso. Deito na cama desolada e vou a procura da pulseira que a minha mãe tinha me dado antes de se mudar, tateio meu braço não sentindo-a e começo a ficar desesperada.
— Não, não e não! — vejo que ela não está no meu braço — Não posso ter perdido justo ela — levanto da cama rapidamente a sua procura, não era por ser de ouro ou o valor dela, entretanto ela era especial demais para mim, porque eu sei o esforço que minha mãe fez para comprá-la. Olho por toda parte sem sucesso.
— Só posso ter perdido ela na rua, que droga! — praguejo frustrada.
— Deve ter sido na hora que aquele moço me salvou — levo a mão sobre minha cabeça — Que merda de dia, não bastava ter fracassado no teste, quase sou atropelada e ainda por cima perco algo tão importante — sinto as lágrimas caírem pelo meu rosto e me jogo no chão, deito a cabeça para o lado e vejo a pequena árvore de natal que eu tinha montado, rio sem emoção dizendo:
— Maldita época do ano. Nos dá esperança que nossa vida possa mudar, acreditando que existe magia no natal — levanto num rompante de fúria em direção da árvore — Amanhã volto para o emprego que eu tanto odeio, que rotina medíocre que me aguarda — digo exaltada jogando a árvore no chão.
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Oliver POV
Faço minha corrida matinal no parque como era de costume nesses últimos meses, mas minha cabeça estava longe com um único pensamento: uma bela loira que agora eu sabia que se chamava Felicity Smoak e nada mais. Esse era o problema, não tinha ideia de como encontrá-la, talvez fosse inútil, ainda sim não ia desistir, queria vê-la de novo antes de partir, me recusava acreditar no amor, ainda mais a primeira vista. Não podia negar a verdade, ela teve um grande impacto sobre mim.
— Fico surpreso de você não ter dado de cara com uma árvore ainda, você não está no mundo lua você está... chuto algo mais longe como plutão — zomba Tommy atraindo minha atenção.
— Desculpe, é que eu não consigo deixar pra lá — digo frustrado.
— Ainda estamos falando da garota da pulseira? — pergunta entediado.
— Parece ser algo pessoal e de valor, me sinto na obrigação de fazer o possível para devolver — omito parte era verdade.
— Nossa ela deve ser muito gostosa mesmo pra você ter ficado tão vidrado assim — conclui acelerando o passo, tento acompanhar dizendo:
— Ela é muito bonita, mas não é só isso — tento negar mais para mim mesmo.
— Você está apaixonado por uma mulher que você mau conhece e para piorar só viu ela uma vez — bufa — Para finalizar, você diz que ela foi grossa, e você salvou a vida dela, cara! — termina incrédulo.
— Ela estava com problemas Tommy, era fácil notar — rebato.
— Você venceu pelo cansaço, vamos encontrar essa garota antes que eu me mate de tédio com essa história já que você fala dela o tempo todo — para sua corrida recuperando o fôlego — Se tivesse o nome dela já ajudaria em alguma coisa — diz pensativo.
— É Felicity Smoak — respondo de imediato.
— Como você sabe disso ? — pergunta surpreso.
— Está gravado na pulseira — a pego do meu bolso a mostrando.
— Você é um mané mesmo — da um tapa na minha nuca — Se você tivesse me dito antes me pouparia de tanto drama mexicano — ele pega o celular do seu bolso.
— E como isso nos ajuda? — digo confuso.
— Ollie esse tempo no exercito foi difícil mesmo, esqueceu que existe tanta tecnologia ao nosso favor, nem para fazer um facebook você serviu — me repreende mexendo no aparelho.
— E que diferença isso faz mesmo? — dou de ombros o observando.
— Toda meu caro, sua cinderela trabalha num mercado bem próximo daqui e ele nem abriu ainda, da tempo de se arrumar, por a armadura e vir buscá-la de cavalo branco — zomba me mostrando o celular — Só torça pra ela não ser o cavalo — imediatamente a reconheço.
— É ela — um sorriso involuntário se forma em meu rosto.
— Você deveria ver sua cara Queen, patético com esse sorrisinho apaixonado — faz uma careta me provocando.
— Melhor eu indo, não quero me atrasar — me viro — Tommy estou devendo uma pra você.
— Ollie! — grita me impedindo de ir.
— Sim?
— Ela é bem gostosa mesmo e ta solteira — faz um gesto ridículo com a sobrancelha, eu me viro o ignorando simplesmente enquanto ouço sua risada de longe.
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Felicity POV
Enquanto terminava de fechar o caixa que eu estava trabalhando, vejo a minha amiga Caitlin vir bem animada em minha direção.
— Felicity do céu, tem um Apolo lá fora a sua procura, se ele for seu primo eu quero o telefone — diz entusiasmada.
— Cara bonito e ainda por cima me procurando? — franzo o cenho — deve ser um engano provavelmente.
— Você é a única Felicity Smoak que trabalha nesse mercado, vai lá logo filha de Deus, antes que finja ser você e agarre ele — me empurra impaciente.
— Ai, já vou — a repreendo, ela se afasta. Começo a caminhar ansiosa — Espero que só não seja um cobrador ou alguém para me vender um plano de saúde — balbucio. Finalmente chego na entrada. Vejo um homem loiro de costas com ombros largos e bem musculoso, com certeza ele malhava todo dia, toda hora.
— Pois não? — o chamo e assim que ele se vira não consigo evitar a surpresa, era o homem que me salvou
— Pelo visto se lembra de mim — solta um sorriso, estende a mão para me cumprimentar — Meu nome é Oliver — aceito o seu cumprimento.
— Claro que sim, mas como você sabe meu nome e ainda por cima onde eu trabalho? — pergunto de uma vez em meio ao choque.
— Não precisa se assustar — diz com o sorriso no rosto tentando me tranquilizar.
— Um pouco difícil não acha? — digo erguendo uma sobrancelha e cruzando os braços — Admito que não o agradeci da melhor forma, porém estava num momento ruim, ainda sim tenho certeza que não disse o meu nome... — o loiro me interrompe fazendo um gesto com a mão.
— Só te encontrei por causa disso — leva a mão ao bolso retirando algo e logo reconheço minha pulseira. Não consigo evitar suspirar aliviada.
— Você a encontrou! — sorrio o olhando.
— Parecia ser muito importante, então procurei seu nome no facebook só para te devolver — finaliza, eu assinto com a cabeça emocionada.
— Obrigada, eu nem sei como te agradecer Oliver — o abraço sem pensar duas vezes, estava tão feliz.
— Não tem que me agradecer, fico feliz em te ajudar — corresponde o abraço, não posso evitar de perceber o como me senti confortável em seus braços. Ele era um desconhecido que me salvou mais de uma vez, só que um estranho ainda. Me solto do abraço.
— Eu estou numa dívida enorme com você — ele sorri me deixando desconcertada — Nem sei como te pagar — sorrio de volta, que homem maravilhoso.
— Acho que sei como... — diz delicadamente
— Como então? — pergunto ansiosa
— Aceitando meu convite para um almoço — coloca as mãos no bolso parecendo envergonhado — Poderia ser agora — finaliza abaixando a cabeça, tento segurar o riso fingindo estar pensativa.
— Qual é Felicity, eu a salvei e vim devolver sua pulseira, mereço um voto da sua confiança pelo menos — implora praticamente.
— Um não — digo séria percebendo a decepção em seu rosto — Vários na verdade — sorrio e ele parece ficar aliviado
— Mas faço questão de pagar ou nada feito, pelo menos isso — faço um bico o fazendo rir.
— Que mulher independente você — brinca.
— Você não viu nada ainda — ele assente ainda sorrindo
— Vamos porque estou faminta — digo levando a mão ao estomago, que já estava roncando.
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Chegamos em uma lanchonete perto do meu trabalho, e o caminho foi um pouco silencioso demais me deixando levemente desconfortável, ele parecia ser um homem bom, porém não sabia o que ele queria de mim ainda; sentamos um de frente para o outro.
— Aqui estamos — digo a primeira coisa que vem a minha cabeça, o silêncio estava me matando.
— Aqui estamos — repete um pouco envergonhado, era difícil de acreditar que um homem tão lindo como ele era tímido — nunca vim aqui antes — diz fazendo eu voltar minha atenção para ele.
— Como assim? De que mundo você veio? — cruzo os braços brincando com ele — Esse é o melhor hambúrguer da cidade.
— Vivi em vários mundos... nenhum deles era bonito — diz distante.
— Desculpa, você não fez muito sentido... — o encaro fixamente — Que mundo você estava então? — pergunto sem conseguir segurar a minha curiosidade. Percebo-o desconfortável e em silêncio.
— Você não precisa me dizer nada, desculpe — digo olhando para baixo envergonhada.
— Servi o exército por alguns anos — franze os lábios soltando um suspiro — Era raro ter um momento como esse.
— Não poderia imaginar, nunca — digo com sinceridade
— Você deve ter feitos coisas incríveis mesmo. Um verdadeiro herói — sorrio tentado animá-lo.
— Estou bem longe de ser um Herói Felicity — diz parecendo cansado ao fitar suas mãos, sem expressão.
— Percebo o quanto isso te incomoda Oliver, não consigo imaginar o inferno que você deve ter passado todos esses anos — seguro sua mão atraindo sua atenção — Se quiser desabafar sobre esses dias, ficaria contente em te ouvir — ofereço com um sorriso no rosto.
— Desde a minha volta ninguém me ofereceu algo assim, muito obrigado — ele coloca sua outra mão sobre a minha, sinto um arrepio percorrer todo o meu corpo.
— Você é meu Herói e não pode tirar isso de mim, salvou uma mau agradecida duas vezes — brinco tentando aliviar o clima.
— Não te achei mau agradecida — faz pequenos círculos sobre minha mãos com os polegares me deixando nervosa
— Tenho certeza que aconteceu algo, me lembro de ter visto lágrimas em seu rosto quando a salvei — assinto com a cabeça me lembrando do ocorrido — Você parece que teve um dia de merda — finaliza.
— Sim...eu tive, era só um sonho estúpido — nego frustrada, queria esquecer.
— Eu tenho certeza que não era e faço questão que me conte — diz determinado.
— Na verdade, naquela hora, estava saindo de uma audição de balé... eu estava indo bem, muito bem na verdade — faço uma pausa, era difícil falar — Bem no final da minha apresentação errei um passo, o que me levou ao chão, de uma maneira nada positiva — levo minhas mãos até meu rosto.
— Quem diria que seu sonho era ser uma bailarina, eu achei que o sonho de toda mulher fosse trabalhar em supermercado como caixa — brinca com um enorme sorriso no rosto, me fazendo rir alto.
— Que abusado — digo jogando uma batata frita no mesmo, aumentando o sorriso em seu rosto.
Conversamos sobre tantas coisas, era incrível, parecia que o tempo tinha parado aqui com ele. Oliver era tão diferente dos outros homens, não sabia explicar. Percebo que nos falávamos um bom tempo já, olho o relógio arregalando os olhos.
— Eu to super atrasada — me levanto rapidamente, o loiro se levanta também.
— Eu sei que é estranho, mas ficaria feliz se você passasse o seu número de telefone — diz envergonhado. O que me faz sorrir.
— Tudo entre a gente começou estranho — faço o loiro rir do meu comentário.
— Talvez eu possa te ajudar em algo, mas antes de te dizer prefiro ter certeza — responde animado.
— E você pretende me deixar curiosa mesmo? — pergunto indignada.
— Você não estava atrasada? — rebate minha pergunta, estreito os olhos para ele.
— Engraçadinho — faço uma careta para o loiro, pegando a caneta em meu bolso, puxo seu braço e começo a anotar o meu celular no mesmo — Não vai perder hein? — digo o encarando séria.
— Jamais — sorri sustentando nosso olhar, sorrio de volta. Claro que estávamos flertando, solto seu braço e me viro para ir embora, antes que eu possa agarrá-lo aqui mesmo. Escuto Oliver me chamar.
— Sim? — giro sobre os calcanhares para o encarar.
— Cuidado antes de atravessar a rua. Olhe os dois lados para atravessar, um dia desses eu salvei uma moça bonita de ser atropelada. Ela era tão distraída — provoca com aquele sorriso encantador. Mostro a língua para ele sorrindo, começo a correr com o um sorriso idiota estampado no rosto.
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Chego em casa entusiasmada e ansiosa, por mais que odiasse admitir estava com medo que Oliver não me ligasse, conseguia ver tanto sofrimento por trás do seu olhar. Mesmo sem saber tudo que ele passou; comigo ele era tão doce e meigo, achava bobagem essa coisa de destino, entretanto estar com ele me parecia tão certo.
Vou até a varada, ainda não era noite, mas precisava de um ar fresco; talvez ele nem me ligasse, seguro as grades fechando os olhos com a brisa fresca tocando meu rosto. Sinto meu telefone vibrar no bolso da calça, respiro fundo, como estava tão nervosa? Meu coração estava prestes a explodir! Pego o celular, vejo um número desconhecido.
— Espero que, só uma vez, não seja a operadora me oferecendo uma promoção — atendo o aparelho — alô?
— Felicity, boa tarde, sou eu Oliver — não consigo conter o sorriso em meu rosto, queria me estapear por isso — pode falar?
— Oh hey, Oliver não esperava sua ligação tão cedo — minto descaradamente — pode falar, claro — digo tentando conter a animação na minha voz.
— Queria saber se você topa jantar comigo amanhã, quero te contar uma novidade super bacana, porém precisava ser pessoalmente — diz com a voz suave.
— O que seria? Não da pra adiantar nada? — pergunto ansiosa.
— É algo muito bom mesmo, só isso posso adiantar — responde.
— Ah, não é justo isso me fazer esperar ate amanhã — insisto.
— Então é um sim? — posso sentir entusiasmo em sua voz.
— Sim, mas só porque quero saber a surpresa, não porque você é terrivelmente bonito e charmoso — brinco.
— E não estou fazendo isso para te ver de novo — rebate rindo.
— Então até amanhã Oliver — me despeço entrando na sala.
— Amanhã te mando o endereço, tenha uma ótima noite Felicity — diz meu nome com uma voz rouca... era tão sexy...
— Boa noite Oliver — desligo o telefone, dando pulinhos animados.
Vejo a árvore de natal caída sobre o chão da sala. Vou em sua direção parando do seu lado — Me desculpe, talvez eu não tenha sido justa com você — a pego do chão a arrumando sobre a estante novamente — Talvez o natal ainda tenha algo bom reservado para mim.
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Oliver Pov
Estava olhando o relógio totalmente impaciente, ela não tinha chegado. Faltava cinco minutos ainda e não posso evitar pensar: e se ela não viesse? Queria passar o máximo de tempo possível com ela antes da minha partida, confesso que as vezes pensava em desistir dessa volta ao mundo por ela, mas seria possível eu ter me apaixonado por alguém tão rápido assim? Todos esses anos sendo soldado nunca planejei um futuro. Nunca me permiti sonhar com isso; ela me fazia pensar em todas essas coisas e isso me assustava pra caramba. Olho o horário de novo e vejo que ela estava 2 minutos atrasada, fico frustrado. Pego o telefone pensando o quão desesperado ia parecer se ligasse agora, começo a discar seu número.
— Quem é a mulher má que o deixou esperando aqui sozinho desse jeito? — sou interrompido pela voz mais doce que eu conhecia, me levanto rapidamente me virando para olhá-la. Era uma baita visão, ela estava maravilhosa em um vestido vermelho, era difícil até recuperar o fôlego.
— Tudo bem com você Oliver? — pergunta preocupada.
— Sim, só preciso me recuperar — pego um olhar confuso seu — Você está maravilhosa Felicity — sorrio torto para ela que cora de imediato.
— Obrigada, você está muito bonito também — arruma seu cabelo tentando disfarçar a timidez, puxo a cadeira para ela se sentar e sento ao seu lado.
— Poderia ficar a noite toda falando sobre o quão bonita você está.
— Oliver! — me repreende envergonhada.
— Mas tenho certeza que você veio aqui por outra razão — faço uma pausa percebendo o quanto ela estava ansiosa. O garçom chega para anotar os nossos pedidos e ela bufa desapontada me fazendo rir. Ele anota os pedidos e vai embora, finjo ainda estar prestando atenção no cardápio só para provocá-la.
— Ei — me cutuca ansiosa.
— Sim — dou de ombros.
— Pode parar de me enrolar, por favor? Estou prestes a ter uma crise aqui — percebo seu desespero, não consigo evitar de sorrir parar ela.
— É verdade — faço pouco caso e recebo um olhar de reprovação — Parei de brincar — ajeito minha postura para encará-la melhor — Felicity, meu nome é Oliver Queen.
— E? — responde com desdém.
— Que me faz filho de Moira Queen — concluo a fazendo ficar pensativa por um momento.
— Moira Queen? A bailarina mais famosa da cidade, fundadora da instituição Queen, a melhor academia de balé da cidade? — pergunta eufórica.
— Essa mesmo — ela da um soco no meu braço — Ai!
— Sua mãe é incrível e eu a admiro tanto — diz com um enorme brilho nos olhos a fazendo ficar mais adorável que o normal.
— E amanhã a tarde essa mulher incrível está disposta a te assistir e te dar um vaga na companhia, se for bem — concluo, a loira abre a boca surpresa me encarando.
— Ai. Meu. Deus. — diz ofegante — Não sei se eu consigo ou muito menos se estou preparada — percebo seu nervosismo.
— Ei Felicity — levo minha mão sobre o seu rosto o segurando com delicadeza — Eu sei que você consegue, eu vou estar o tempo todo do seu lado te apoiando.
— Eu... — a loira se joga em meus braços abraçando-me com força, instantaneamente devolvo o abraço, e foi devastador! Me sentia tão bem nele, diria que completo. Tudo nela me fascinava, queria tanto ela em meus braços para sempre. Esse pensamento me assustava, porém essa verdade gritava dentro do meu peito. Perdi a noção do tempo, tanto que só nos soltamos quando o garçom nos interrompeu com os pedidos.
— Oliver, não tenho palavras ou um gesto que mostre o quanto sou grata por isso — consigo ver a emoção no seu olhar.
— Acho que depois do balé, eu mereço ser a sua segunda coisa favorita no mundo — brinco tirando um enorme sorriso daquele rosto lindo.
— Segunda é um céu estrelado — leva o indicador ao queixo como se tivesse pensativa — Terceira... acho que dá.
— Por que não me avisou antes? Me deixou te trazer nesse restaurante caro, sendo que eu podia te levar ao parque para observar as estrelas — fecho a cara — Inaceitável Felicity Smoak.
— Você não perguntou antes — diz rindo me fazendo rir junto com ela.
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Vejo a Loira andar de um lado para outro, roendo as unhas. Observo ela atentamente, tentando achar a melhor forma de acalmá-la. Entro no seu campo de visão a fazendo parar. Coloco minha mão em seu ombro atraindo seu olhar para o meu.
— Vai dar tudo certo Felicity.
— Eu não sei — nega com a cabeça. Evitando olhar em meus olhos.
— Eu sei de duas coisas Felicity — seguro seu rosto — Primeira, você não está sozinha — faço uma pausa enquanto ela me olha com expectativa — Segunda, eu acredito em você — termino e vejo um sorriso confiante dominar seu rosto.
Ficamos simplesmente nos olhando, poderia facilmente me perder em seus belos olhos, e um impulso toma conta de mim fazendo-me puxar seu rosto, selando seus lábios aos meus suavemente, era ainda melhor do que poderia imaginar, ela tinha lábios tão doces e macios, se eu tinha alguma dúvida que eu estava apaixonado por ela, agora eu estava perdido. Ela segura meu braço com força e começa movimentar seus lábios contra o meu, era como me sentir vivo outra vez. Antes que pudesse aprofundar o beijo, ouço minha mãe limpando a garganta nos interrompendo.
— Pode subir no palco, eu mesma vou te assistir querida — diz cordialmente.
— Sim senhora — responde engolindo seco. Ela se afasta e se vira para me olhar uma última vez, pisco para ela me sentando para observá-la melhor.
Começa tocar uma melodia suave, Felicity da passos tímidos na sua apresentação, conforme a música anda, ela faz passos mais ousados. Ela parecia um anjo dançando naquele palco, eu estava encantado por ela, nem piscava, vidrado em sua apresentação, tinha certeza que não tinha ninguém melhor que ela. Termina sua apresentação fazendo um espacate. Me levanto no mesmo instante a aplaudindo fervoroso com um enorme sorriso no rosto. Ela sorri para mim. Vejo minha mãe e minha irmã discutindo algo. A loira segura suas mãos apreensiva, esperado o resultado, eu não tinha nenhuma dúvida que ela tinha conseguido.
— Agradecemos sua apresentação querida — diz minha mãe, antes de falar mais uma coisa a Thea — Vai ser um prazer ter você em nossa companhia ano que vem.
— Obrigada...! — fala ofegante a cumprimentado.
— Vai ser uma honra tê-la aqui conosco, agora realmente preciso ir — se despede com um sorriso.
— Ai meu Deus! — começa a pular animada, começo a andar em sua direção e quando Felicity me vê, corre em minha direção.
— Parabe- nem consigo parabenizá-la, sua boca cobre a minha num beijo urgente nossas línguas se encontram numa sintonia perfeita, envolvo sua cintura com meus braços a trazendo mais próxima do meu corpo. Ela solta um gemido e morde o meu lábio me fazendo perder um pouco o controle. Ouço meu telefone tocar estridente no bolso da minha calça, nos separamos ofegantes.
— Preciso atender essa, um minuto — peço, ainda tentando me recuperar.
— Claro — ela assente, mordendo o lábio envergonhada.
— Tommy seja rápido, porque eu estou num momento maravilhoso aqui — olho para loira envergonhada enquanto conversava com minha irmã.
— Não me diga que transou com a cinderela? Esse é meu garoto — fala animado.
— Não é da sua conta pervertido e não, só nos beijamos — o repreendo.
— Que romântico, já disse que vai embora logo depois do natal, príncipe? — pergunta com deboche na voz.
— Não tive coragem ainda... — respondo a olhando e vejo ela lançar um sorriso para mim e sinto um enorme aperto no peito.
Felicity POV
Eu estava apaixonada mesmo, nem consigo disfarçar, fico olhando para ele enquanto sua irmã me diz coisas aleatórias; eu estava tão feliz, nem me lembro de ter me sentido assim antes.
— Como vão resolver esse relacionamento de vocês de agora em diante? — sua pergunta atrai minha atenção.
— Oi? Desculpe? Não namoramos ainda e nem nada — digo confusa.
— Que pena. Consigo ver o quanto gosta do meu irmão, mas seria complicado, ainda mais agora que ele está indo embora — completa parecendo chateada.
— Acho que não entendi — digo tentando conter meu nervosismo com suas palavras.
— É a viagem que ele vai fazer daqui 3 dias, depois do natal ele não pretende voltar tão cedo — ela termina de falar e sinto um enorme buraco se formar no meu estomago.
— Que droga...! — diz frustrada — Você não sabia de nada.
Sinto meus olhos arderem, ele ia embora e nem se deu o trabalho de me contar, vejo ele se aproximar, tento me manter forte mas estava prestes a desabar na frente dele.
— Ollie, me desculpa — Thea diz ao seu irmão assim que ele chega.
— Se desculpar porque Speedy? — ela lança um para mim.
— Quando você pretendia me contar que ia embora Oliver?! — solto extremante irritada.
— Eu vou deixar vocês dois conversarem — a morena sai pela porta sem jeito.
— Felicity, eu ia te contar — diz desesperado vindo ao meu encontro, me afasto dele negando com a cabeça.
— Quando estivesse no avião de partida?! — esbravejo o empurrando.
— Claro que não, eu só não sabia como, perdão — se desculpa de cabeça baixa.
— Eu não quero te ver nunca mais — digo deixando uma lágrima cair pelo meu rosto.
— Felicity, por favor eu gosto demais de você — faz uma pausa abatido — Me deixa explicar — implora.
— Me esquece Oliver — digo me virando rapidamente e dou passou largos, sinto sua mão segurar meu braço.
— Não encosta em mim! — grito, ele me solta assustado — Não é a maneira certa de se tratar alguém que você diz gostar — falo entre as lágrimas — Adeus Oliver.
Começo a correr sem rumo em meio as lágrimas, como podia doer tanto se era tão recente. Paro na calçada, eu sabia o porque doía tanto e a resposta doía ainda mais.
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Em um barzinho no centro da cidade, eu estava com minhas amigas, não queria sair de casa, Preferia estar na minha varanda olhando o céu estrelado; chorar sozinha. Não era a melhor forma de esperar o natal, admito, ainda sim estar aqui não parecia ser uma solução melhor.
— Quero só ir pra casa — olho o relógio e vejo que já são quase 23:00, o natal se aproximava e eu só queria me isolar do mundo.
— Amiga é véspera de natal, não podíamos te deixar sozinha em casa — diz Sara levando uma mão ao meu ombro.
— É Felicity, esse bar ta cheio de homem gato, vamos falar com um deles — fala Caitlin tentando me animar.
— Eu já disse que não! — respondo irritada.
— Felicity, você precisa esquecer, ele está prestes a ir embora, você não pode ficar nessa — a loira me lembra do que eu tentava esquecer, só que não conseguia tirar da cabeça.
— Vocês duas não entendem — suspiro.
— Então por que você não nos ajuda a entender? — a morena pergunta me olhando com carinho.
— Eu sinto que ele é o amor da minha vida e estou prestes a perdê-lo para sempre — desabafo e sinto lágrimas grossas escorrerem pelo meu rosto.
— Então o que você ainda está fazendo aqui amiga? — Sara me encara indignada.
— O quê? — rebato confusa.
— Felicity não faz a sonsa — diz Caitlin me dando um tapa — Vai atrás do seu homem mulher, vai deixar ele ir embora sem fazer nada?
— É Felicity vai — a loira me incentiva animada.
— O que vocês querem que eu faça? Invada a mansão Queen e peça para ele ficar por mim? — ironizo.
— Sim — as duas respondem ao mesmo tempo.
— Eu nem sei onde fica a mansão.
— Todo mundo sabe Felicity, vem pro meu real — ambas começam a me puxar da cadeira — Eu te levo — agora levanta esse traseiro dai.
— Ta, eu vou atrás do homem que eu amo, se ele não ficar eu o sequestro e o amarro na minha cama se necessário — me levanto tomando coragem.
— Essa é minha garota! — diz a loira animada.
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Observo Oliver de longe, não foi nem um pouco difícil entrar, expliquei quem eu era na portaria e Thea liberou minha entrada imediatamente, nós conversamos um pouco e ela me disse que ele estava devastado com a nossa briga. Eu ia ser o milagre de natal dele, não pude conter meu sorriso. Me aproximo lentamente sem ser notada por ele, o meu loiro favorito, estava debruçado sobre o corrimão da escada observando toda a festa sem realmente estar nela. Entro no seu campo de visão, ele parece não acreditar no que vê. Se levanta ajeitando o Smoking.
— Que Clichê — digo subindo a escada lentamente — Oliver Queen debaixo de um visco de natal — ele olha para cima e ri a constatar o visco sobre sua cabeça, ele abre a boca e imediatamente levo o meu dedo sobre os seus lábios o calando.
— Só me escuta — ele assente, dando um beijo no meu dedo indicador — como eu sentia falta do toque dele.
— Bom menino — suspiro olhando em seus olhos — Oliver, eu to perdidamente apaixonada por você — o loiro abre a boca surpreso — E decidi que não vou e nem quero te deixar ir embora — seguro suas mãos — Eu sei, pode ser cedo demais talvez, mas eu sinto que você sente o mesmo por mim, se isso que vivemos em tão pouco tempo for tão real para você como é pra mim — levo minha mão sobre o seu peito, parando próximo ao seu coração — Por favor fique — finalizo fitando Oliver com intensidade. Ele parecia bem mexido com minhas palavras, vejo tantas coisas em seu olhar...
— Felicity... — faz uma pausa incitante — Desculpe, não quero te decepcionar — sinto meu coração afundar dentro do peito.
— Você fez todo esse esforço sendo que eu já tinha cancelado essa viagem ontem mesmo — volto a atenção para Oliver surpresa — Eu já tinha todo um plano pra te reconquistar, gastei uma fortuna para te fazer uma surpresa e você faz isso?! Sinceramente — me repreende fingindo estar sério.
— Oliver... — não consigo conter as lágrimas e o sorriso bobo em meu rosto.
— Felicity Smoak, eu te amo é cedo, só que soube no momento em que te vi que você é minha única certeza desde que eu voltei — sorriu torto para mim, meu coração estava prestes a explodir — E eu nem sou maluco de te deixar ir embora. Ele envolve minha cintura me puxando para um beijo ardente, enlaço seu pescoço; começamos a ouvir aplausos, nos separamos apenas para olhar todos lá embaixo nos observando. Fico sem jeito enquanto Oliver me levanta do chão distribuindo beijos pelo meu rosto e pescoço.
— Todos estão nos olhando — digo envergonhada tampando meu rosto.
— Eu quero que o mundo saiba — acaricia meu rosto com delicadeza, escuto os fogos de artifício lá fora e abro um sorriso e ele volta me beijar.
— Feliz Natal — roço meu nariz suavemente contra o seu.
— Feliz Natal — repete com nossas testas ainda coladas — Ganhou o que queria do papai Noel? — diz com um sorriso e de olhos fechados.
— Sim — fecho meus olhos — E você?
— Quase tudo — afirma, me fazendo abrir os olhos — Como assim? — pergunto surpresa.
— O resto você vai me dar agora mesmo — me pega no colo me fazendo soltar um grito involuntário, me olha malicioso e me beija novamente.
— E a festa e os convidados? — pergunto tentando conter o meu riso.
— Estou mais interessado na nossa festa particular — pisca pra mim, e começa correr comigo no colo pela escada.
— Quem sou eu para negar um presente de natal desses — começo a distribuir beijos pelo seu pescoço, o deixando todo arrepiado.
— Você definitivamente é o amor da minha vida — diz com sorriso bobo nos lábios antes de voltar a me beijar.
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