Waiting For Something
1 Prólogo
Notas iniciais
Konohagakure no Sato (Japão)
4 de Fevereiro de 2009 (segunda)
06h50
A rosada estava apreensiva, mexendo suas mãozinhas de criança para lá e para cá, tímida. A família Haruno havia se mudado há pouco tempo para Konoha, e sua mãe Mebuki havia lhe afirmado que a escola nova não seria tão ruim assim. Ela andava acanhada, segurando no tecido do vestido laranja que estava usando, tímida. Mas ela tinha que ir. Ela tinha que fazer muitas coisas, apenas para agradar seus pais.
Era uma menina adorável, e os pais a colocavam em um pedestal – não que Sakura na verdade não merecesse ser colocada em um pedestal. Ela se sentia desconfortável com tantos mimos, que iam de vestidinhos bordados a qualquer brinquedo que ela quisesse. Após despedir-se de sua mãe, em sua inocência de criança estava partindo para outro país, outro mundo, e só voltaria ao seu mundo depois de anos, no que eram na verdade, depois de quatro horas.
Logo começou a ver as outras crianças, que a viram também, o que fez ela se encolher toda. Sentiu-se como um tatu bola, queria se encolher e rolar para longe o mais rápido possível. A nova escola não era grande, era bem simples. Na entrada concentravam-se vários grupinhos de crianças, e ela viu um balanço entre a multidão. Com seu interesse de criança, foi andando até o balanço, apenas para encontrar um garoto loiro sozinho, assim como ela.
Vê-lo, na verdade, apertou seu coração. O menino tinha um loiro radiante como o sol, e olhos azuis tão intensos quanto o céu. Mas naquele momento, seu céu parecia... nublado. Se aproximou do garoto com ar de curiosidade, pronta para falar com ele, afinal, estava sozinho, assim como ela. Aproximou-se perto o suficiente e logo iria chamá-lo, quando outro garoto a interrompeu. Este tinha o tom de pele moreno e cabelos como o do loiro, porém de cor castanho escuro. Usava uma blusa branca com uma jaqueta preta por cima, calças de pano e tênis.
— O que você ia fazer? – Perguntou esse novo garoto a ela.
— E-eu? Eu... – Começou a dizer, totalmente perdida. – Eu... eu ia falar com aquele garoto. Quer dizer, ele parece triste... Minha mama diz que não devemos ficar triste.
— Você é nova aqui? Quer dizer, todos sabemos que aquele garoto é... estranho. Minha mama diz que não podemos falar com ele.
— Por que? Ele parece normal como todos nós.
— Eu não sei, mas eu não desobedeço minha mama.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos e o sinal tocou.
— Qual o seu nome? – O garoto perguntou, já andando para dentro da sala, fitando a rosada.
— Sakura. – Respondeu, olhando o loiro que havia sido deixado para trás. – Haruno Sakura. – Ele sorriu.
— Como as flores de cerejeira que florescem na primavera? – Ele perguntou, tirando um sorriso tímido dela, que assentiu. – O meu é Inuzuka Kiba.
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