Wahine
1 Sad Girl
Ela não sabia o que era ser, assim optou por procurar alguém pra se completar. E de braço em braço procurava a solidão sem que percebesse que nada daquilo era realmente verdade.
Vez em quando, se encontrava num verso qualquer que dizia o que ela queria ouvir. Ela não sabia o que era amar, e se quer gostaria de descobrir, pra ela amor não vinha com importância o bastante quando se punha na frente um sorriso de plástico, se agarrava no que não acreditava, porém botava fé no que se constatava real.
Amor pra ela era raridade, se acreditava que talvez um dia ela pudesse encontrar seu amor numa amizade ou, numa esquina, numa praça, num livro, numa cafeteria, em sua escolha, no céu, nos sonhos. Tinha dias em que pensava que morreria sem encontrá-lo, e isso acabava com ela.
Na maioria das vezes, tinha uma ampla visão sobre os assuntos em que discutia, nem sempre havia êxito. Nem sempre ela sabia onde pisava, era incerta de si, e de um modo geral, não fazia ideia de que era remendado o amanhã. Seus abrigos eram no mínimo um bom livro, enchia a boca d’água ao ouvir que se tinha tempo livre, mergulhava na sua história de todo dia, e teimava ao se ouvir que deveria sair de lá de dentro. Ela queria mesmo era sumir dentro da história e não ter mais nenhum motivo para olhar pra trás.
Como convinha, ela tomava seu café se reclinava delicadamente na cama e lá ia ela, não vagando por meras frases, mas, sim focando em cada vírgula. Ela era apaixonada por aquilo que não conhecia, e não resistia a um perigo. Ela gritava por medo da solidão, porém só se sentia plenitude no absoluto breu. Ela tinha medo, na verdade, de tudo que a rodeava, tudo que ela queria e não podia ter a fazia ficar satisfeita. Sinceramente, não sei mais como descrevê-la. É a menina mais complicada gerada e sem descrições que Deus poderia dar o dom da vida e eu ainda mal a conhecia, mesmo sendo ela.
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