Notas iniciais
Oi genteee ^^ Essa fic é original mas eu me baseei no seriado Friends para escrever uma história leve e divertida *-* Eu quero dar um ar de seriado, então ao final dos capítulos (não do prólogo) eu vou colocar um "IN THE NEXT EPISODE OF W.O.M.E.N" ok? bjs

Olá, meu nome é Aline e essa é a minha história e de minha melhor amiga, que também se chama Aline. Confuso, eu sei, mas logo você se acostuma. Bom, essa história aconteceu há muitos anos atrás, e para que você entenda tudo, terei que contar como tudo começou...

***

Eu conheci Aline há muito tempo. Ela era uma garota bem diferente das outras. Talvez pelo fato de usar camisetas de super-heróis ou por ela ter, com o passar do tempo, desenvolvido três personalidades completamente diferentes. Aline (sua personalidade normal), Red e Eliza.

Apesar de ser constantemente envolvida em brigas e barracos em pontos de ônibus, ela é uma boa pessoa.

Uma garota do interior que veia para a capital buscando oportunidades. Como morava sozinha precisava trabalhar para pagar seus estudos e as contas, então acabou descobrindo a arte do pole dance bem cedo. Com muita prática, esforço, sacrifícios e pagando suas aulas profissionais com bicos prestados por toda a cidade, Aline entrou no mundo da dança no poste e se tornou muito famosa entre caminhoneiros e maridos infiéis com o codinome Red Swan ou Cisne Vermelho, por apenas utilizar penas de ganso vermelhas durante suas performances.

Amava dançar, mas não naquele lugar. Quando começou, sabia que não estava preparada psicologicamente para o que iria enfrentar por isso antes de suas performances ela sempre “tomava umas” e nunca se lembrava de suas danças. Dessa forma ela, inconscientemente, gerou uma nova personalidade, uma que era acostumada a lidar com homens mulherengos e nunca se deixava abalar. Red, uma mulher sexy e independente que não gosta nada de mulheres e seduzia qualquer homem que quisesse. Essa foi uma maneira que ela se protegeu, mesmo sem saber, “de ser comida viva”. Aquele lugar não era para garotas como ela. E Aline nada sabia de sua nova personalidade, até o dia que nós descobrimos...

***

Era uma tarde linda de primavera, as árvores estavam coloridas e as ruas enfeitadas com as flores que caiam pelo chão. Uma brisa leve refrescava toda a cidade de São Paulo. Essa era sua estação preferida, então ela decidiu sair para um passeio. Aí que nossa história se inicia.

Como de costume ela pegou um ônibus, e estava tão preocupada se desviando das pessoas suspeitas e mal cheirosas que nem notou uma simpática senhorinha, que estava ao lado dela. A senhorinha puxou conversa e por coincidência ou força do destino ela descobriu que a senhorinha era minha avó, nós estudávamos juntas, mas por alguma razão, nunca tínhamos sido muito próximas.

Esse evento fez com que nós nos aproximássemos e acabamos virando amigas. Descobrimos ter muitos gostos e sonhos em comum e um deles era conhecer outros países como Inglaterra, Itália, e Estados Unidos.

Não demorou muito para Aline desabafar sobre seu trabalho comigo, me disse que não aguentava mais, que o trabalho era horrível e seu patrão era um verme que tratava todos como lixo. Eu queria que ela saísse de lá, e ela também queria, mas não conseguia um emprego com o salário suficiente para sobreviver na capital paulista e nada que eu dizia chamava sua atenção.

Um dia eu estava vagando entediada pelos sites na internet e acabei descobrindo algo que me deu uma ideia. Fui de imediato contar para minha amiga:

– Eu descobri um programa do governo, que leva estudantes para outros países... Podemos fazer faculdade em qualquer lugar do mundo! Bem... Não todos... Mas boa parte deles...

– Sério?

– Sim! E os estudos, a estadia e a viagem, são bancados pelo governo! É demais! Acho que seria um ótimo recomeço. Nós devíamos fazer a prova juntas.

– Eu não sei...

– Aline, a gente vai fazer a prova sim! Não adianta discutir. Esse é o tipo de chance que só se tem uma vez na vida.

Após muitos debates entramos em consenso e decidimos tentar. Estudamos juntas para fazer a prova, e depois de muito estudo conseguimos as vagas! Eu fiquei tão animada! Sempre foi um sonho conhecer outros países. Como falávamos inglês, poderíamos ir para qualquer país que estivesse na lista de faculdades estrangeiras. Então escolhemos ir para o país das oportunidades. Estados Unidos.

Estava chegando o dia da viagem e Aline estava muito nervosa, pois teria que se demitir, e ela não gostava nada de seu chefe. Ela me dizia que ele era um velho ridículo que se aproveitava de moças ingênuas e que nunca pagava as dançarinas de modo justo. Eu sabia que a situação não seria fácil, então decidi ir junto com ela. Ambas munidas de celular para casos de emergência e muito spray de pimenta fomos “botar um ponto final” na parte ruim da vida da minha amiga.

Chegamos ao estabelecimento, que era como qualquer Strip Bar que existe por ai, e como estava de dia ainda a boate estava vazia. Apenas o patrão de Aline estava lá.

Logo que Aline pisou naquele lugar Red Swan apareceu. Eu demorei para perceber o que realmente estava acontecendo, mas notei que quando minha amiga entrou foi como se ela tivesse se tornado outra pessoa. Sua postura mudou, parecia mais séria e confiante, seu olhar também era outro. Parecia que aqueles olhos já tinham visto muito da porcaria que é o mundo hoje. Achei que era algo normal, como um modo de autodefesa.

– Me espere aqui. – Red queria me proteger. Algum tempo depois eu descobri que Red Swan não gostava muito de mulheres, mas reconhecia que eu já tinha ajudado muito sua “eu” original. Afinal, a convenci de sair daquele buraco imundo. Red sabia que sua existência se deu a partir do medo e insegurança de Aline, e era consciente a tudo que acontecia com ela. Mas Aline não sabia da existência de Red.

– Você é louca? Não vou deixar você entrar sozinha! Eu vou com você!

Ela não discutiu. Entramos no escritório e vimos o chefe de Red que estava deitado num sofá, com muitas garrafas de bebida barata espalhadas pelo chão. Eu fiquei enojada quando vi um rato passar rápido por mim, o cheiro podre no ar me deu náuseas e eu senti meu almoço subir pela garganta.

Red pegou uma das garrafas que tinha metade ainda de bebida, e chegou peto dele:

– Chefinho... – sussurrou Red.

Eu sabia que minha amiga devia ser diferente naquele lugar. Mas Aline estava mais que diferente... Parecia outra pessoa...

Ele se mexeu, mas nada aconteceu então Red abriu a garrafa e despejou todo o conteúdo na cabeça do chefe.

– @#$@%$#@$$%%!!! &*&¨%¨& Aline! O que você pensa que ta fazendo? Quem é essa?

– Eu vim pegar minha grana. Estou indo embora e quero meu dinheiro. – Red estava séria e direta, ela não sairia dali sem seu pagamento e os juros sobre aqueles dois anos que Mário a havia roubado.

–Você esta de brincadeira... Onde já se viu minha estrela vermelha ir embora... Você quer um aumento né? Eu sei que é isso, e já disse semana passada, eu não posso pagar mais agora, mas quando as coisas melhorarem você vai ganhar uma grana gorda...

– Eu estou indo embora mesmo. E quero minha grana e tudo mais que você me roubou esses dois anos.

–Isso só pode ser piada... – disse rindo histéricamente.

– Vamos acabar logo com isso? Me paga que eu estou indo! Não quero ficar nem mais 5 minutos nessa porcaria de lugar! Eu não preciso disso! Meu marido tem 2 empregos! – Red falava sem ao menos piscar.

– O que? – eu estava totalmente confusa.

– Eu sempre quis dizer isso – Red disse com um sorrisinho pra mim e virando para Mário completou: — Quer dizer, eu tenho duas passagens pra muito longe daqui. – disse Red voltando a ficar irritada.

– Queridinha se você quer ir embora, pode ir... Mas você vai com uma mão na frente e outra atrás, assim como quando você chegou aqui. %¨¨%$#@##@"! Ingrata! Eu que te tornei a estrela da boate e é assim que me agradece?

As coisas estavam esquentando e Mário parecia ameaçador. Eu queria ir embora logo dali, a situação estava me apavorando. Não entendia como Aline conseguiu sobreviver ali por dois anos... Ela realmente é uma batalhadora.

– Você não me conhece Mário... Devolve minha grana antes que a coisa fique feia pro seu lado...

– Pro meu lado? Menina, você pensa que ta falando com quem? Você não me conhece, acho melhor tu pegar suas tranqueiras e ir embora daqui enquanto eu ainda tenho paciência! – Ele fez uma pausa pegando uma das garrafas e tomando um gole. A bebida escorreu pela barba mal feita e pingou na camisa amarela que ele usava. – Quer saber? Se ferrou, agora você vai ver o que merece!

Peguei Red pelo braço, implorando com um olhar assustado para ir embora, estava preocupada. Nunca a vi daquele jeito. Red pareceu perceber minha aflição e decidiu acabar logo com isso.

Mário avançou em cima de Red tentando agarrá-la. Red agiu rápido e esbofeteou a cara dele.

– Tire suas mãos imundas de cima de mim!

– Sua...

Mário estava perto de uma gaveta, e Red sabia o que tinha ali. Uma arma. Ela se colocou entre ele e a gaveta.

– Mário, eu sei toda sua sujeira, eu sei que você está se escondendo de agiota e também sei que não paga seus impostos faz muito tempo. Eu sei toda merda que esta escondida debaixo do seu tapete e posso abrir minha boca. Se você não quer, me paga que eu vou embora pra sempre e você nunca mais vai ficar sabendo de mim.

Ele avançou um pouco mais em direção à gaveta...

– E, se você tentar me matar, sabe que tem gente que vai me procurar, além do que, essa belezinha aqui do meu lado, — disse Red apontando para mim — é filha de um sargento. Você não quer se encrencar quer?

Após aquela investida, Mário recuou, e eu tentei não parecer surpresa em ganhar um pai militar.

– Você é esperta em trazer a menina aqui... Tudo bem... Vou te pagar, mas se eu ver essa sua cara bonita em algum lugar, você esta ferrada. Nem sempre sua amiguinha vai estar com você.

Mário pegou a carteira e deu 500 reais pra Red.

– Cadê o resto?

– Que resto? Pega tua grana e zarpa daqui.

– Mário eu estava tentando ser legal, mas você força a barra assim... Eu quero mais dois mil que você me deve por esses anos que eu aguentei essa tua cara feia.

– Ta louca? Pega seus 500, isso é tudo que eu te devo e vai embora antes que eu me arrependa...

Red virou pra me olhar com um sorriso e acertou a garrafa, que ainda estava em sua mão, na cabeça de Mário.

Eu tapei minha boca com as duas mãos para abafar o grito rouco. Mário caiu no chão onde se formou uma poça de sangue em volta de sua cabeça. Minha própria cabeça começou a girar e achei que fosse vomitar. Eu estava aterrorizada.

– Você matou ele...

– Claro que não. Ele só vai acordar com uma puta dor de cabeça. Filho da mãe. – disse chutando o corpo dele.

Eu nunca tinha visto Aline daquele jeito. O pavor tomou conta de mim, meu corpo tremia compulsivamente e as palavras saiam da minha boca parecendo um grasno:

– Aline... – eu a chamava sem obter nenhuma resposta.

Ela estava abrindo as gavetas procurando dinheiro, além de pegar os 700 da carteira e de Mário, e nas gavetas achou 2 mil e trezentos reais. Red pegou os 2 mil e deixou um recado em cima da mesa junto com os 300, dizendo “Pra pagar a dor de corno, quer dizer, de cabeça... Não. É pra dor de corno mesmo! Deve doer mais. Sinceramente Red”.

– Aline...

– Você pode parar de me chamar assim? Meu nome é Red.

Foi aí que eu descobri a nova personalidade da minha amiga.

Notas finais
*como o Mário tem uma boca muito suja achei melhor não escrever kkk* Parece meio confuso, eu sei, mas as coisas serão explicadas o/ E ae?? Gostaram? Reviews?