WICCA: o despertar
1 Prólogo
Notas iniciais
Já era quase meia noite, e eu não conseguia dormir, por causa do que aconteceria em minha vida no dia seguinte.
Eis que um barulho, no andar de baixo, chamou minha atenção, com todo o cuidado abri a porta de meu quarto e desci a escada pé por pé, então fui a cozinha e descobri que o suposto ladrão era o gato de minha mãe.
- GATO MALDITO — digo em voz alta, retirando-o de cima da lata de lixo que está caída no chão.
Com o barulho minha mãe aparece na cozinha, perguntando-me:
- Ei Kay, por que está segurando o fifi? — seu modo de falar carregava uma certa curiosidade, já que eu e o fifi nunca nos demos muito bem.
- Mãe, ele estava revirando o nosso lixo. Além de ele ter me dado um belo de um susto, pois eu achei que fosse um ladrão. — acho que ela não queria optar por mim ou por seu lindo gatinho, pois o retirou de minhas mãos e o colocou no seu colo.
- Filho, é muito tarde para tentar descobrir quem está com a razão, melhor voltarmos a dormir, pois amanhã será um grande dia!
- Nem me fale, ainda não consegui pregar o olho, de tanta ansiedade, mas a senhora tem razão, toda essa bagunça me deu um grande cansaço, que agora eu acho que deito e apago que nem uma pedra, boa noite. — termino lhe dando um beijo e subindo para o meu quarto.
Como previa deitei e apaguei, mas o meu sono não foi tão tranquilo, porque tive um terrível pesadelo.
...NO SONHO...
Eu estava em um lugar que para mim era familiar, mas não sabia de onde. Estava rodeado por enormes colunas de pedras, e no centro delas tinha um altar, onde havia uma mulher vestida com um vestido preto e um véu sobre o rosto, tomei coragem e fui falar com ela.
Ao ir me aproximando percebi que ela estava chorando. De repente ela se virou e eu pude ver seu rosto, aparentava ter em torno de trinta anos, tinha cabelos tão cor de mel, que cheguei a achar que uma colmeia tinha caído em sua cabeça. Mas foi então que eu vi aqueles olhos tão negros que pareciam ter sido roubados da noite. Foi então que ela começou a gritar comigo:
- Sai daqui — diz, empurrando-me — eles não podem te sentir onde você vive, mas aqui você se encontra em estado vulnerável.
- Vulnerável? Por que? Eu não vim aqui por vontade própria, afinal onde estamos? — a mulher aparentava estar ficando cada vez mais nervosa.
- Você quis conhecer o local, no seu subconsciente — de repente escuta-se passos e também ouço os gritos da mulher e então tudo fica escuro.
...DESPERTANDO...
Acordo assustado com que acabei de sonhar, ou seria, de presenciar, mas é ai que eu percebo que já amanheceu, olho para o meu relógio e vejo que estou tremendamente atrasado. E que então o grande dia comece!
Fale com o autor