Se aquele Uzumaki ficar achando que é assim que a brincadeira termina, está ele muito, mas muito enganado mesmo.

Agora eu vou mostrar a verdadeira Haruno Sakura em ação. Ele não viu nem um terço do que eu sou capaz.

Tudo bem que foi até muito sexy da parte dele aquele beijo, o que não significou nada para mim. Eu nunca confundo trabalho com relações pessoais, Naruto. E você não vai ser o primeiro a me desestruturar assim.

Eu não vou deixar, mesmo que você esteja começando, bakka.

Óbvio que eu não fui embora de lá. Como uma WIB, e a líder delas, estou na obrigação de descobrir mais. E não vai ser por mandato de Uzumaki nenhum que eu vou sair daqui sem levar alguma coisa.

Esse Naruto se acha esperto, mas ele nem viu que eu peguei sua pistola quando ele me agarrou.

Me escondi atrás de uma parede e recostei a porta, sem fazer nenhum barulho. Esperei ele e Jiraya saírem de lá e finalmente pude sair. Coloquei meu capacete e cheguei á porta, olhando para os dois lados antes de cruzá-la.

Ouvi alguém vindo e rapidamente coloquei uma escuta minúscula na porta e subi na parede, me fixando no teto. A minha vantagem era que o teto é bastante alto. Minha desvantagem era que eu estava numa base inimiga.

-Ah, cara... Não acredito que você gostou mesmo do beijo da moreninha. –Era o Kiba, com os braços cruzado atrás da cabeça, virando o corredor, junto com Neji, ainda sério e levemente ruborizado.

-Nem eu acredito nisso. –Dizia Neji, pasmo. –Ela realmente... Cara ela é demais! Você tem que ver ela lutando e...

-Me poupe, Neji, tá parecendo a Taylor Swift apaixonada. –Kiba soltou uma risada gostosa.

-Espera, cara. –Neji disse, olhando para os lados. Kiba tratou de sacar a arma, mas Neji colocou a mão em sua frente, o impedindo de qualquer burrice. –Calma.

Eu fui andando no teto na direção deles, com todo o cuidado do mundo e acabei passando de lá, sem ser vista. Meu objetivo era chegar à sala de reunião.

Fui seguindo por vários corredores até que vejo Jiraya saindo de uma sala. Virei minha cabeça para ver melhor e logo avistei a primeira câmera. Essa seria fácil de desviar.

As câmeras da CIA são posicionadas de modo que peguem o corredor inteiro. Menos as quinas superiores.

Então fui me espremendo por lá até virar o corredor e conseguir colocar um vídeo de gravação da sala que eu havia feito, no lugar do original. Tratei de colocá-lo em minha cintura, junto com meus outros apetrechos.

Dei um sorriso.

Fiz isso com as outras duas câmeras que revelavam minha posição e então estava pronta para chegar á sala. Peguei meu relógio, abrindo um pequeno mapa holográfico do local e logo descobri onde era o tal lugar.

Fácil.

Eu chequei antes de me aproximar novamente da sala de reunião e apenas coloquei minha mão para dentro da sala, pregando a escuta na parede e uma pequena bomba de gás. Olhei para o lado. Quem surgia no fim corredor? Ele mesmo. O Uzumaki.

Segui em sua direção e parei em cima dele, a fim de o observar. Ele estava conversando com sua mãe.

-Então, filho...

-Eu já sei mãe... Ela é perigosa. –Obrigada.

-Tome cuidado! –Ela o abraçou, com um ar preocupado e saiu, em direção á sala de reunião.

Ele seguiu para o lado oposto da sala e foi direto para o banheiro, onde o surpreendi. Era um corredor muito longe dos demais e, se surgisse qualquer imprevisto, eu saberia escapar.

-Sabia que você não tinha ido embora.

-É. Eu acho que me apeguei. –Eu disse, tirando o capacete, quando já estava no chão.

Ele abriu um sorriso para mim.

-Você sabe que eu não aguento sair sem me despedir, não é mesmo? –O provoquei, passando meus dedos por sua face e fazendo uma voz manhosa, concentrando meu olhar em sua boca, apenas.

Ele riu e passou suas mãos por minha cintura.

-Você é tão bobinho. –Fui o guiando até dentro do banheiro, onde o prensei na parede, passando minhas mãos por sua face, o fazendo ficar cara a cara comigo.

-Não me subestime, Haruno. –Ele disse sarcástico.

Foi aí que comecei a real provocação. Uma parte de mim não queria ir embora porque ela é muito orgulhosa. A outra parte, (menor) queria realizar a missão perfeitamente.

A essa hora, a Tsunade-sama deve estar escutando tudo.

Eu comecei a provoca-lo, insinuando beijos e deslizando minhas mãos por seus ombros. Foi aí que as deslizei até suas costas e as coloquei dentro de sua blusa, colando uma escuta ali.

Ele soltou uma risadinha.

-Tudo bem, tudo bem. Você sabe jogar, mas ainda não dominou.

Eu cheguei mais perto dele, fechei meus olhos e mordi seu lábio inferior, o puxando. Depois lhe dei um beijo e simplesmente saí. Ele começou a rir e eu olhei para trás.

-Tchau, Uzumaki. Nos encontraremos por aí. –Eu disse, antes de colocar meu capacete e sair de lá, sorrateiramente.

Fui até a porta que Naruto tinha me levado, sempre trocando as gravações das câmeras e recolhendo-as, sem que ninguém me visse.

Abri a porta, antes de dar uma bela olhada para trás e sumir na escuridão. Segui por vários corredores metalizados e, enfim cheguei ao final do túnel.

Dava num posto, abandonado. Passei por lá, como uma sombra, sem ser vista ou algo do tipo e resolvi ir andando até a base, pra recolher mais alguma informação, até que vejo a Tsunade-sama e o nosso jato, me sobrevoando á uma baixa altitude.

Elas descem uma corda, bastante resistente, com um lugar de apoio aos pés e eu subo, tirando o capacete e abrindo o maior sorriso.

Entrei lá e as perguntas não cessavam.

-E ai? Como que foi? –Perguntou Ino, com os olhos brilhantes.

-ME CONTA TUDO! O QUE VOCÊ APRONTOU? –Temari disse, se virando e rindo para mim.

-Boa a ideia das escutas... –Hinata disse. Fiquei confusa.

AH. NÃO. A ESCUTA DO NARUTO! ELAS HAVIAM ESCUTADO TUDO!

Tsunade riu para mim, mas desviamos nossa atenção para uma voz, saindo do receptor do jato. Minhas escutas estavam entrando em ação