Poncho

:- Por que você demora para atender minhas ligações cara? — ele estava irritado por que eu estava ignorando suas ligações e eu estava com raiva. Não queria falar com ninguém.

:- Não estou muito a fim de conversar nesse momento, Tony. – caminhando até onde eu tinha parado minha moto, recém comprada.

:- Percebi. O que aconteceu para você está assim?

:- A empregada está fugindo de mim. Ela não vai escapar Tony, se ela pensa assim está muito enganada, eu posso caçar aquela mulher no inferno e esmagar como se fosse um inseto.

:- Alfonso, se acalma, não faça nada de cabeça quente sem pensar. – ele falou num tom de alerta e eu aproveitei para subir na minha moto.

:- Há quanto tempo eu estou na procura dela? Ela soube se esconder no momento certo, mas que ela se prepare, por que eu posso arrumar uma surpresa bem desagradável.

:- Não faça nada que o leve de volta para a prisão. – ele falou, e parecia adivinhar os meus pensamentos, por que eu estava com tanta raiva dela que se aparecesse nesse instante na minha frente eu a estrangularia até que ela ficasse sem ar. Assim sem piedade. Travei o meu maxilar voltar para a prisão eu não queria, mas se eu fosse necessário eu agiria da minha maneira.

:- Eu estou pensando em viajar, ir para o lugar onde ela tem alguns parentes, no interior daqui da capital.

:- Isso tudo para que? Para fazer alguma bobagem de cabeça quente, segue o meu conselho, como amigo e não como policial. Não faça isso, use os seus homens. Coloque-os para investigar, você já sabe a cidade e tudo fica mais fácil. – eu balancei ao pensar no que ele acabou de falar e ele era perspicaz para notar isso, mesmo que por telefone. – Alfonso, seja o calculista que eu conheci na prisão, não seja impulsivo.

:- Você venceu. Vou mandar alguns homens irem atrás de Olívia. – procurei no meu bolso da jaqueta, o meu isqueiro e o meu pacote de cigarro logo acendi um e continuei falando no celular com Tony.

:- Pensou e vai agir correto, Poncho, muito bem. Se fizesse alguma bobagem talvez você perdesse as informações que Olívia traz consigo e eu também tenho interesse, na verdade.

:- Por que diz isso? — perguntei tragando o cigarro e depois soltando a fumaça.

:- Eu tenho um motivo para ter te ligado, tenho uma notícia para contar.

:- Qual é? — perguntei com o cigarro ainda na boca, curioso o que a empregada traidora tinha a ver com a ligação dele.

:- A próxima pessoa a depor será Eugênio.

Aquela notícia me pegou em cheio, fiquei surpreso mesmo, até parei de fumar por alguns segundos, finalmente chegou a vez do filha da puta falar novamente sobre o assassinato, eu só esperava que ele contasse algo importante que não mentisse.

:- Pelo menos uma boa notícia nesse dia. – falei dando o ombro como se ele pudesse ver.

:- Achei que gostaria de saber, como eu estou ajudando Andréa, ela vai arrumar um jeito para que eu esteja presente e vou ser um dos primeiros a começar minha avaliação sobre o que Eugênio falar.

:- Isso é muito bom. – comentei. – Quero que me conte tudo que ele falar, Tony, cada palavra.

:- Alfonso, você vai saber o que precisar saber, lembre-se que o investigador sou eu.

:- Sem essa Tony, eu sou um dos maiores interessados em saber sobre esse depoimento.

:- Justamente por isso, agora se eu estiver certo e pode acontecer de Eugênio não falar nada que seja novo e seja uma pista relevante para a investigação, eu vou dizer a Andréa que peça o depoimento de Olívia, quem melhor que ela que convive com ele diariamente para falar mais sobre o assunto.

:- Ainda com isso de dupla personalidade que a vadia da Angelique falou, porra, Tony ela deve ter mentido eu convivi com Eugênio e nunca vi nada disso, nenhum indício de nada. Impossível esconder algo assim.

:- É aí que você se engana, é possível esconder algo sim, especialmente com tratamento e remédios, e por isso precisamos justamente do depoimento de Eugênio, saber como foi tudo isso, quem foram seus psicólogos e tudo mais.

Essa história que Eugênio tinha dupla personalidade ainda não entrava na minha cabeça.

:- E tem outra coisa, também Alfonso.

:- Diga. – eu falei prendendo o cigarro no meu dedo.

:- Existem pistas fortes e fontes também que indicam que o seu irmão voltou para a cidade.

:- O que?! – eu quase gritei no meio da rua, que por sinal estava mais deserta do que outra coisa.

:- Nada está confirmado, mas existem homens que estão procurando por ele aqui e eu vou me juntar a essa equipe, virou caso de policial federal e agora o bicho pega.

:- Nesse cara vocês tem que manter o olho, Gonzalo, veio para aprontar alguma.

:- Não só a policia, como você também, se Gonzalo aprontar pode ser com você Alfonso.

:- Eu estou mais que atento, Tony, sei me defender dele.

:- É o que eu espero, agora eu tenho que ir o dever me chama e só liguei para dar essas notícias.

:- Obrigada, por elas e também pelo conselho. – falei jogando o cotoco do cigarro fora e pisando em cima. Ele se despediu e eu procurei o meu capacete, não tinha mais o que fazer perto da casa de Eugênio.

Quando me preparava para sair o celular tocou novamente.

:- Alô?

:- Não me interessa aonde você está, o que está fazendo ou deixa de fazer. As últimas brincadeirinhas suas de esconde-esconde ou seria caça ao tesouro, chegou aos meus aguçados ouvidos.

:- Maite, — eu revirei os olhos. – sem essa de suas palavras com duplo sentido, agora. Não estou com humor para isso hoje.

:- Perdeu a empregada e agora quer descontar o mal humor em mim. Ok, não há problema para isso que serve minha amizade, não é verdade? Agora sei que não deve ficar sozinho hoje antes que faça alguma bobagem e eu estou com fome, ou seja, você vai me encontrar o restaurante do seu hotel em meia hora. Grata.

Ela desligou na minha cara, sem deixar eu falar mais nada, eu realmente tinha que aturar Maite com as suas manias hoje? Se eu não tivesse que conversar com ela, não aturaria mesmo, porém eu precisava organizar alguns de nossos homens para ir atrás de Olívia, fora que Maite era experiente em rastrear as pessoas, tinha muito experiência com isso. É eu precisava encontrar com ela.

Foi pensando nisso que eu pisei fundo na minha moto após guardar o celular e ligar a moto, eu tinha presa. Não demorou para eu chegar no hotel, estacionei minha moto e fui direto para o restaurante, como ela não me surpreendeu em já estar lá me esperando.

:- Eu já almocei, você não tinha ideia da fome que eu estava. – ela falou antes de que eu me sentasse a mesa. – eu pedi esse whisky para você. – empurrou o copo para o meu lado da mesa.

:- Pelo menos isso, você acertou. – eu coloquei algumas pedras de gelo no meu copo que estava puro. E a vi ela tomando tequila.

:- Desembucha de uma vez o que aconteceu lá na casa do Eugênio.

:- Nada. – eu soltei amargo. – Olívia viajou tem alguns dias, voltou para o interior onde tem alguns parentes morando por lá. Parece que adivinhou que eu a peguei.

:- Ela vai voltar.

:- Estou com tanta raiva que eu a perdi, que pensei em eu mesmo ir atrás dela no interior, agora pegar, minha moto e ir. – passei a mão no meu cabelo e estava grande atrapalhando minha visão, logo mais eu teria que cortar.

:- E o que você faria quando a encontrasse? Bobagem na certa. – julgou.

:- Você andou conversando com Tony por acaso?

:- Não revelo minhas fontes.

:- Não pode ter sido ele, não daria tempo dele falar com você por que foram ligações com curto espaço de tempo. – comentei com os olhos apertados e ainda desconfiado, como ela sabia disso tudo. – Enfim, o que eu quero falar com você é que quero alguém no rastro de Olívia.

:- Alguns dos meus?

:- Isso. Eu poderia mandar alguém dos meus, mais eles estão ocupados na outra missão, você sabe. Fora que Jack está no outro caso.

:- Da ruiva fugitiva. – ela sorriu ao mencionar Dulce. – Bom, eu posso usar três dos meus homens, Alonso, Ricardo e Pepe, acredito que não vai ser um trabalho difícil encontrar a empregadinha fora que tenho certeza que ela volta para a casa de Eugênio.

:- Não vou esperar até isso acontecer, se é que vai, por que se ela perceber que eu já descobrir o que ela me fez, pode ter a certeza que ela não volta não arriscaria o seu pescoço.

:- Você tem razão e quer usar os meus homens por que são os melhores em rastrear. – sabia que ela se convenceria.

:- Bla bla bla, sim. – eu revirei os olhos ao ver que ela se divertia com isso. – Soube que as chances de Gonzalo ter voltado para a cidade são altas?

:- É por isso que eu também queria conversar com você, — ela voltou a ficar séria – hoje de manhã quando você foi atrás do seu assunto, a empregada e tudo mais. Me enviaram um relatório sobre Gonzalo.

:- E o que descobriram?

:- Gonzalo voltou para capital faz alguns dias, nossos homens também já voltaram estão vigiando os lugares que ele costuma estar, mas se sabe que ele pode não dar as caras por um bom tempo sendo assim não deu nenhum sinal de vida.

:- Você está errada. – neguei com a cabeça mordendo severamente meus lábios, descontando em algo. – Ele vai aprontar alguma, algo me diz isso.

:- Se ele quisesse se esconder não seria aqui, onde muitas pessoas estão à procura dele, o seu amigo policial falta babar raiva feito aqueles cães farejadores quando o assunto é o Príncipe. Eu, você, fora os outros inúmeros inimigos do Gonzalo que vivem aqui.

:- Escute o que eu estou te falando, ele vai aprontar alguma. – tomei mais do meu whisky.

:- Então ele não nega o seu sangue mesmo.

:- Sem piadas desse nível, Maite, não me compare com ele.

:- Relaxa, Alfonso, encare como um elogio tem que admitir que o seu irmão tem certas qualidades que não são dispensáveis, ele é inteligente conseguiu por anos ocultar sua identidade de príncipe, convenhamos isso não é para qualquer um, apenas para alguém com muita tática e algo de gênio. – falou e levantou o seu copo antes de tomar mais tequila.

:- Você só pode estar brincando, algo dizer que ele é um gênio, ele tem é sorte. – comentei irritado.

:- Se existe uma coisa que eu aprendi nesse tempo de experiência, fora o tempo na prisão é. Tenha os seus inimigos perto e outra saiba ver as qualidades e defeitos neles, é assim que você está um passo a frente.

Ela então pegou a garrafa de tequila que tinha na mesa e colocou mais em seu copo, tinha o sal e o limão ali também, mas ela ignorava, bebia pura mesmo. Devem ter a irritado por alguma coisa.

:- O que está acontecendo com você, só bebe assim à uma hora dessas quando passou algo. – comentei sugestivo.

:- Alguns planos que eu tinha foram furados ontem, apenas isso. E tive um dia difícil. – ela deu os ombros.

:- O que foi, algum sexo casual te deu um bolo? — pela primeira vez eu ri. – Olha que eu posso dar um jeito nisso. – olhei para o seu decote num vestido preto.

:- Sem essa garotão, você é carta fora do meu baralho, está no cemitério. Meus objetivo são outros agora.

:- Por que fala assim? — eu peguei uma de suas mãos cruzei nossos dedos. – Podemos nos divertir ainda.

:- Esse jogo já enjoou Alfonso, você não me surpreende mais e nem eu a você. E sabe de uma coisa bem interessante? — ela me puxou pelas mãos cruzadas e eu me aproximei mais, realmente interessado. – Uma das vantagens de ter chegado antes, é conversar com alguns funcionários, conseguir entrar no seu quarto sem problemas e sem querer querendo ver as câmeras de seguranças e voilà... Uau. Aparecem vídeos de você beijando Dulce – Ela fez uma cara de surpresa e ainda colocou a mão livre para acompanhar a expressão. – Está aí “o senhor já superei ela”.

:- Como você joga baixo, eu não deveria ter dado acesso a você para ver as câmeras. – fiquei até constrangido com essa, tudo o que eu queria era, não olhar para a cara acusadora de Maite e por isso desviei o olhar para o restaurante como um todo e fazendo isso, encontrei o olhar e pior a presença de Dulce na entrada. Não tinha como ficar pior aquele começo de tarde.

:- O que foi ficou tenso de repente? — ela estranhou eu ter soltado da mão dela e ter me ajeitado na cadeira. Ela começou a procurar o que me fez ficar assim e logo encontrou, é claro.

:- Nossa como você mudou a postura tão de repente, só por que viu ela. – Maite soltou um riso. – Nem parece mais o cara que queria transar comigo, há alguns instantes, tá parecendo um homem casado que foi flagrado traindo a mulher, Poncho. Relaxa. — E como Maite não poderia ser mais cínica, deu um aceno para Dulce a cumprimentando.

Se eu conhecia Dulce, como eu ainda julgava conhecer, ela não deixaria isso barato. Como eu estava certo, não demorou muito para Dulce logo estar perto da nossa mesa, do nosso lado.

:- Há essa hora eu já vejo vocês dois aqui, bebendo. – começou falando irônica. – A agência está um caos, Alfonso. Eu tive que colocar tudo em ordem agora de manhã por que você decidiu apenas não ir hoje.

:- Não fez nada além do seu trabalho, Dulce, afinal a agência também é sua. Eu tive que sair para resolver alguns assuntos, não que isso seja da sua conta.

:- Estou vendo bem vendo o tipo de assunto que você teve que resolver – ela deu uma encarada sinistra em Maite. Que nem se importou continuou assistindo a nossa conversa como se visse uma série favorita ao vivo, ela queria ver eu me foder mesmo.

:- Não enche o saco a essa hora do dia, Dulce, não tem outro para ver não.

:- Até tenho, mas ainda não é a hora só mais a noite. – foi a vez de Dulce sorrir para o meu desgosto, eu sabia que tinha a ver com Eugênio, por que ela sorria de uma forma diferente.

:- Ótimo então porque não nos dá licença e vai encontrar com o seu casinho. – eu sinalizei com a mão para que ela saísse e isso pareceu deixá-la com mais raiva.

:- Você nem parece o mesmo Poncho de ontem. – ela falou sarcástica, se aproximando da mesa, me deixando sem saber onde chegaria. – Sabe, Maite, ontem Poncho estava bem diferente de hoje, estava na verdade querendo minha companhia, mais que isso ele me queria mesmo. Sente tanta falta de mim que coloca homens para me seguir, saber onde eu estou. Você não está dando conta do recado, querida? — Dulce falou para Maite, mas me olhando com um fingido pesar.

Antes que Maite pudesse sequer abrir a boca, eu falei antes.

:- Na verdade, Dulce, eu e Maite temos uma relação extremamente aberta e bem sincera, eu sei TODOS os caras com quem ela está assim como ela sabe as minhas mulheres. Bem diferente de alguém que eu conheci, inclusive acabo de contar o que aconteceu ontem entre nós para ela, não se importou assim como eu. É como o nosso lema, a vida segue e os verdadeiros ficam. – joguei uma direta para ela que só não pulou em cima do meu pescoço por que estávamos em público.

:- Esse é um bom lema será que você segue ele fielmente, ou pensa que não vi você me olhando malhar na academia do hotel logo cedo, nem tinha amanhecido, acho bem curioso que você saiba os meus desregulados horários. Mas, como você disse a vida segue, e eu vou seguir com a minha vida que, aliás, hoje promete ser uma ótima noite. Vou me encontrar com Eugênio e não preciso dizer mais nada.

Ficamos nos encarando e só faltava sair faíscas reais de nossos olhos.

:- Vocês dois são ridículos. – Maite nos roubou a atenção com facilidade. – Chega a ser patética essa ceninha. – ela deixou de mexer em seu copo com o dedo na borda, girando e girando, para pegar e tomar. — Tudo seria mais fácil se você admitisse que está apaixonada, Dulce. Maite disse depois bebeu um shot de tequila, sem limão e nem sal, por fim para me encarar diretamente em sua frente.

E eu encarei Maite era louca, adorava provocar Dulce.

:- Eu sempre quis dizer isso pessoalmente a você, mas não tive a oportunidade. – deixou o copo na mesa.

:- Veja como fala, não tire conclusões equivocadas de mim. Essa conclusão tem até uma dose de humor, se eu tivesse com vontade até riria, mas sairia forçada. Tanto você quanto eu saberíamos disso. Patético soa até o que você insinuou, eu apaixonada por Alfonso.

:- E quem disse que eu falava do Poncho? — Maite encarou Dulce com tanta seriedade que ela até tirou a expressão de deboche do rosto, e eu fiquei muito mais incomodado, uma coisa seria eu e outra bem distinta é ela estar apaixonada por Eugênio. Por mais que isso explica muito das suas atitudes, por que só apaixonada ela poderia ter feito o que fez.

Não deu tempo de Dulce revidar as acusações de Maite, alguém entrou correndo no restaurante e chamando por seu nome.

:- DULCE! DULCE! – nós três e o restaurante inteiro se voltou para a voz masculina que a chamava, assim que ele a viu em pé correu até onde ela estava. – DULCE, estou te procurando feito um louco.

:- O que aconteceu? Rodrigo, para entrar feito um louco gritando assim. – ela disse o encarando assustada.

:- Eu tenho pressa. Preciso que você venha comigo imediatamente, me ajudar. – ele pegou no seu antebraço e a puxou para que ela o acompanhasse, eu imediatamente como um reflexo me levantei da mesa e Maite sofrendo de uma solidariedade repentina também.

:- Eu vou com você, porém antes precisa me dizer o que aconteceu para você ficar assim nervoso.

:- Foi tudo muito rápido foi agora a pouco, em frente ao Elite Way eu e Eugênio tínhamos acabado uma reunião finalmente fechamos um negócio importante para a Universidade e então eu e ele sairíamos para almoçar. Mas, quando estávamos no estacionamento do Elite, aconteceu tudo. Foi questão de segundos.

:- O que aconteceu DIABOS! – ela exclamou chamando a atenção do restaurante uma vez mais e mostrando visivelmente que estava nervosa.

:- Levaram ele, Dulce, sequestraram Eugênio. – por fim Rodrigo falou.

:- Foi você? — ela se virou e me encarou dura. – Se eu descobrir que é mais uma brincadeira sua Alfonso. – ela tinha um tom de ameaça quase fiquei insultado por ser acusado assim.

:- Não fui eu, não perderia o meu tempo com isso. – falei severo com certo nojo.

E Dulce ficou calada agora em vez dele puxar o braço dela, foi o contrário. Ela saiu levando ele extremamente apressada para a saída.

:- Ela está tão apaixonada pelo Eugênio que até te acusar ela fez. Essa Dulce vai quebrar a cara e não vai demorar.

Tudo o que eu fazia era olhar para a entrada do restaurante, me lembrando do tom ameaçador de Dulce.

:- Sequestraram Eugênio. – Maite estava surpresa do meu lado. – Poncho? — ela me chamou e eu ainda olhava o vazio que Dulce e Rodrigo deixaram ao sair dali, ela teve que trazer o meu rosto com as mãos para que eu a olhasse. – Você estava certo.

:- Sobre o que?

:- Gonzalo aprontou mais uma das suas. – me contou séria sua suspeita.

Essa era uma ótima hipótese, Gonzalo voltando para a cidade e acontecendo uma coisa dessas, só não fazia sentido o causa desse sequestro, por que Gonzalo faria algo assim? O que isso me afetaria, isso seria apenas Dulce.

Mais o que realmente ficaria na minha cabeça e não sairia por um longo tempo, era a acusação de Maite sobre Dulce, ela estava apaixonada por Eugênio.

Por que isso me incomodava ao ponto de esquecer a existência de Gonzalo, e o que ele fez, levando em conta o ódio que eu sinto por ele.

O que eu sentia pela Dulce era tão forte assim?

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