Víctimas Del Pecado
18 Dulce - 8
Dulce
:- Hei será que dá para vocês se controlarem? Estão numa casa de família! – Escutamos a voz de Cecília.
Só então Poncho desgrudou sua boca da minha para descer os seus lábios para o meu pescoço estávamos na varanda da casa de Ceci, na parte de trás.
:- Como se você e Estefan não fizessem pior? – Disse por cima do ombro de Poncho e senti e escutei ele parar o que fazia para soltar um riso contra minha pele.
:- Sim, mas estamos em nossa casa. – Ceci também riu.
E eu decidi empurrar Poncho, muito à contra gosto tenho que admitir e ele se separou não sem antes dar um sorriso safado por ver como nós estávamos. Cabelos desgrenhados, lábios vermelhos e acesos pelo menos eu consigo disfarçar melhor que ele.
:- Poncho, Estefan precisa terminar de lavar a louça na cozinha, pode ficar com Nicole? – Cecília pediu para ele ignorando nossa troca de sorrisos e olhares.
A diferença da última vez em que estivemos aqui, o nosso namoro era uma encenação total, agora os beijos e provocações eram reais.
:- Claro. – Ele foi não sem antes me dar um beijo de tirar o fôlego. – Para você não sentir tanto minha falta. – limpou com o dedo polegar resíduo de saliva no canto dos lábios. E caminhou para dentro da casa até onde estava Nicole, na sala de estar.
:- Fala! – Eu disse para Ceci, que me olhava mordendo os lábios, sabia que ela queria dizer algo e que tirou Poncho daqui por que era algo particular entre irmãs.
:- Ai eu estou tão feliz, Dulce! – ela foi até onde eu estava e me abraçou bem forte, sorri por que ela era louca desde pequenina.
:- Qual razão dessa felicidade toda? – tirei o sorriso para que ela não ficasse mal acostumada.
:- Você! – ela disse e eu fiquei confusa, olhando para ela, mas de olho também em Poncho.
Da onde estávamos eu tinha a visão perfeita dele na sala de estar, dele brincando com Nicole. Que estava sentada olhando para ele sorrindo banguela, tudo devido ao grandão está de quatro na frente dela, fazendo caras e bocas, com um laço feminino na cabeça. Não sabia dizer quem babava mais, ele ou Nicole.
:- Olhe para você Dulce! – a voz de Ceci surgiu ainda abraçada a mim. Me virei para encará-la. – Há quanto tempo eu não te vejo feliz assim! Há muito tempo, desde tudo o que aconteceu, quando nos reencontramos, só agora vejo você realmente feliz.
:- Ceci... — eu ia repreendê-la, mas ela me cortou.
:- Não! Sei que não sou boa em te decifrar, mas isso não se esconde hermana, olhe a porta de vidro aqui. – Ela apontou e vi nosso reflexo. – Olhe o seu olhar, sua pele, seu cabelo, há quanto tempo você não reflete felicidade?
Fiz o que ela me pedia para fazer, me observei, atentamente, eu estava diferente em verdade. Eu estava feliz, isso tudo se devia tudo a que tudo estava ao meu favor, foi uma boa jogada e eu levei essa partida, Angelique a qualquer momento receberia o segundo lance de fotos da minha noite com Eugênio, a minha agência e de Poncho estava no seu ápice tínhamos projetos sobrecarregando as gavetas e e-mails, Eugênio cada vez me procurava mais e eu e Poncho.
Me vi sorrir por um momento, no reflexo, olhando mais atentamente eu vi ele ainda brincando com Nicole, também devia e muito a ele o motivo da minha felicidade e admito que ele estava certo.
Depois que finalmente cedemos ao desejo, nosso desejo, estamos em nosso melhor. Nossa relação está chegando a pontos que não suspeitávamos que existissem, ele me conhecia seja em personalidade ou o meu corpo, por que ele agia a cada vez que transávamos, como se eu fosse sua. Sabia onde tocar, o que eu queria como eu queria. Estávamos em nosso melhor e isso se refletia em nossa vingança.
Então se eu estava feliz agora? Isso se devia muito a ele.
:- Você está muito apaixonada por ele. – a voz feliz de Ceci mais uma vez me tirou dos meus pensamentos.
:- Diz-me uma novidade, Ceci?! — virei para olhá-la. – Estamos namorando, não estaria com ele se não estivesse apaixonada. – Menti para ela na cara dura, ainda tinha que manter a farsa que eu e Poncho estamos perdidamente apaixonados um pelo o outro, quanto menos pessoas soubessem dessa farsa, teríamos mais credibilidade.
:- Não Dulce, agora é diferente. – Ela balançou a cabeça negando minha afirmação. – Da última vez, vocês estavam diferentes eram um casal só parecia ter algo tenso que os rondava, apesar da forma carinhosa como se tratavam. Agora vocês estão em sintonia, um entende o olhar do outro, os sorrisos se completam. – ela suspirou antes de sorrir para mim. – Eu tenho que agradecer a Poncho por devolver isso a você, por que você merece irmã.
Ceci era uma boba, uma romântica que entendia de outra linguagem, a dos sentimentos, a dos sentidos, poderia contar a melhor mentira para ela, mas se os meus gestos e expressões não faziam jus as minhas palavras, ela conseguia detectar a mentira. Talvez essas pessoas sejam as mais difíceis de enganar por isso ela sempre foi minha fonte de verificação, se eu conseguisse enganá-la, eu conseguia qualquer um.
:- Eu posso te contar um segredo.
:- Claro.
:- Quando viemos da última vez, ainda não tínhamos transado. – sorri para ela inocente e ela se surpreendeu que abriu boca surpresa. – Estávamos saindo, se conhecendo, essa coisa toda, só que ainda não tínhamos transado.
:- Isso explica a tensão entre vocês. – ela arregalou os olhos provavelmente se lembrando. – Mas, como você conseguiu? Dulce olha só para esse cara, se fosse eu já dado na primeira vez. Sem culpa alguma.
Ela me fez rir. E voltamos a olhar Poncho e Nicole juntos, agora ele estava deitado e segurava ela e voltava no ar fazendo ela gargalhar. Ah, se você soubesse, Cecília.
:- Eu não poderia arriscar Ceci, temos uma agência juntos. Era algo muito importante para perder, se desse errado.
:- Enfim. Agora vocês estão melhores que nunca. – ela piscou.
:- Tenho que concordar. – eu sorri para ela.
:- Acabei de me lembrar, há uns dias atrás, Vicente veio me visitar. – ela comentou e eu fechei a cara fechando o sorriso. – Ele queria ver sua neta, sabe aquela pose dele autoritária me disse que tinha direito por Nicole era da linhagem dele.
:- E você deixou aquele porco se aproximar de Nicole?
:- Claro que não Dulce. Eu o expulsei de casa antes mesmo dele entrar, ele ficou bravo disse que eu era insolente que eu não poderia negar esse direito dele.
:- Que absurdo. – eu comentei imaginando a cena.
:- No final das contas ele se convenceu que não veria Nicole, então me contou que nunca mais apareceria na minha vida, como as ameaças dele rotineiras, falou que viajaria definitivamente para fora do país.
:- Mentira? Isso seria muito bom para ser verdade.
:- Sim, então confirmei depois sua história, ontem ele viajou com a namorada rica dele para Austrália ela é dona de negócios por lá.
Me lembro que Ceci me contou que Vicente depois que eu desviei dinheiro da sua conta, entrou num processo de falência quando estava na rua da amargura encontrou essa tal namorada. Otária, não sabia o que estava levando consigo para a Austrália, mas eu não poderia reclamar da nada. Quanto mais longe Vicente estivesse de mim. Melhor.
:- Essa é uma notícia tão maravilhosa que mesmo sem acreditar em Deus, estou pensando em passar numa igreja e acender uma vela para agradecer esse milagre. – disse rindo. E recebi um tapa na cabeça de Ceci.
:- Não fale assim de Deus, Dulce, respeite-o. – ela me advertiu e eu ri por ela ser tão religiosa.
Ficamos um tempo ali conversando lá fora até Estefan, Poncho e Nicole chegarem, assim se foi à tarde inteira ficamos ali conversando.
Foi agradável, mas como eu e Poncho tínhamos compromissos quando caiu à noite cada um foi em seu carro para o shopping central da cidade. Assim como fomos para casa de Ceci, cada um em seu carro.
Tínhamos compromissos diferentes seguiríamos caminhos diferentes assim por sequência carros diferentes.
:- Você ainda não me contou o que vai fazer?
:- Cada um com seu compromisso. – ele falou sério me despistando. Enquanto caminhávamos juntos pelo shopping para passar o tempo.
Eu sabia que ele estava assim por que eu me encontraria com Eugênio, quando estávamos na casa de Ceci ele me mandou uma mensagem dizendo que queria me encontrar, Eugênio descontava a raiva e suas frustrações em sexo. Isso comigo. Eu não me importava em ser usada assim, na verdade às vezes me dava mais prazer.
Pelo o que eu soube Angelique e ele estavam nas piores, ela terminou com ele por conta de sua traição. Mas, por causa de Eugênio ela não saiu de casa, sabia ser extremamente convincente. Contou sobre sua bebedeira deve ter dito que eu me aproveitei do momento. Enfim, não sei como ele conseguiu com que ela ficasse em sua casa. Só que isso não duraria muito.
O noivado deles estava por um fio e seria eu quem cortaria esse fino fio para tudo arrebentar de vez. E isso seria hoje vou enviar as minhas fotos com Eugênio de vários encontros diferentes que tivemos, seria o fim de Eugênio e Angelique, o amor não tão eterno assim.
Gostaria de compartilhar essa felicidade com Poncho, mas ele ficava um porre quando o assunto era Eugênio.
:- Pelo menos poderíamos conversar sobre algo esse silêncio não dá para ficar. – comentei ficando irritada.
:- Sobre o que quer conversar? Eugênio? Não mesmo. – ele falou mal humorado.
:- Da um tempo não quero brigar com você.
Olhei para o seu rosto para ver que ele ficou quieto uma forma de dizer sem palavras que também não queria brigar, andamos mais ainda em silêncio o que eu detestei para falar a verdade. Até que ele parou bruscamente.
:- Espere um momento. – Olhando em volta.
:- O que foi? – eu também procurei por algo ou alguém conhecido a nossa volta.
Nada mais que um formigueiro, de pessoas passando para todos os lados, vitrines, roupas, produtos, enfim consumo, consumo, consumo.
:- Pensei que tinha visto alguém conhecido. – ele balançou a cabeça e suspirando passando uma mão livre pelo rosto colocou as mãos na cintura por um momento me olhando, abaixou a cabeça e quando levantou me encarou de lado, me puxando para ficar mais próximos.
:- Não tem nenhuma chance de você não se encontrar com Eugênio e ir para o hotel comigo?
Suspirei pensando na possibilidade, tentador, olhei para ele todo. Muito tentador, estava com sapatos sociais pretos italianos, um jeans mais justo destacando suas coxas e outras partes também, a camisa xadrez estava debaixo de um suéter verde escuro. Estava tentador, ainda mais quando imaginei eu tirando cada uma dessa peças de roupa. Pena que não poderia virar realidade nesse instante.
:- Falta muito pouco, Poncho. Não posso desistir agora eles estão por um fio.
:- Podemos fazer um outro trato?
:- Qual? – perguntei olhando para o seu rosto e com as mãos apoiadas em seu peito.
:- Quando eles terminarem tudo de vez, não vamos continuar com essa palhaçada. Desses encontros. – poucas vezes vi tanta seriedade em seu semblante e na sua voz. – Você deixa de se encontrar com Eugênio e eu deixo de me encontrar com Angelique. – foi claro.
Às vezes quando estava sozinha ficava imaginando mesmo contra a vontade o que tanto Poncho fazia indo se encontrar com Angelique, como ele não me contava, pensei até em segui-lo. Prontamente eu tirei essa bobagem da cabeça, eu não era dona dele. Me dava nos nervos imaginar ele com Angelique.
Nojo.
Eu poderia estar com Eugênio e me divertindo muito, mas o preço poderia ser caro demais sabendo que Angelique também tinha Poncho.
Poncho deixar de se encontrar com Angelique seria um desejo realizado.
Colocando numa balança também não poderia perder Eugênio. Esperei muito tempo por isso. Sou tão egoísta ao ponto de querer ter os dois só para mim. Poncho e Eugênio.
E para isso eu poderia usar dos meus artifícios.
:- Eu te ajudo a acabar com esse noivado. – ele prosseguiu a falar, vendo que eu fiquei indecisa. – Traio Angelique, filmo nós dois juntos e mando para Eugênio. E então acaba o noivado repleto de amor entre os dois pombinhos.
:- Você faria isso? Passaria por cima da sua vaidade?
Era isso que Angelique representava uma vaidade de Poncho, ter a noiva de seu inimigo com ele, era uma vaidade difícil de se colocar um ponto final, mas será que ele estava realmente disposto a isso?
:- Por você sim.
Me arrepiei.
Havia momentos que Poncho conseguia fazer isso simplesmente com o olhar, assim como agora, ele provava que era fiel nesses momentos a nossa vingança, tinha outras situações como essa agora que me olhava diferente parecia ser outro Poncho, aquele que olhou uma vez Nicole dormir então ele balança a cabeça como se quisesse afugentar algo e volta a ser o Poncho de sempre.
:- Eu aceito o trato. – disse me forçando a ser firme e convincente.
Uma coisa era mentir para Ceci uma boba romântica outra coisa era mentir para Poncho, um estrategista, profissional em mentir. Se ele desconfiasse de algo seria discussão na certa e isso eu não queria, estávamos em nossa melhor fase. Ele ficou me olhando, me avaliando ele não poderia nem desconfiar.
Se não aceito perder Eugênio, Poncho menos ainda.
Mordi os lábios levando para um outro caminho, ele olhou imediatamente para eles e depois sorri.
:- Depois que eles terminarem veremos tudo nas gravações. – subi uma sobrancelha audaciosa para ele.
:- Temos um trato. – ele puxou minha cintura, grudando mais nossos corpos e me beijou para selar o trato.
Subi minhas mãos até suas bochechas e deixei-as ali em sua barba, que era uma das coisas nele que achava mais sexy, o deixava com cara de mal, ainda mais quando ele estava sério como em momentos atrás. Quando ele roçou sua língua de uma forma diferente mais lenta na minha, eu me lembrei como é ter ele, por inteiro. Antes que eu me rendesse ao pedido dele de voltar para o hotel, cortei o beijo puxando seu lábio e ele gostou por que sorriu malicioso.
Antes que qualquer palavra fosse dita seu celular vibrou em seu bolso. Para pegá-lo ele se separou de mim. Olhou quem era e em seguida me deu a mão.
:- Vem vamos para a praça de alimentação.
:- Quem era?
:- Meu compromisso.
Decidi não insistir por que logo eu saberia quem era essa pessoa, não estávamos longe da praça, contudo quando cheguei lá e a vi. Apertei a mão de Poncho inconsciente eu ainda tinha vontade de bater na cara daquela mulher atrevida. Hoje só existia outra mulher que eu queria bater além de Angelique e era Maite.
:- Poncho! – Ela sorriu para ele o saudando. – Dulce. – ela me avaliou de baixo para cima e sorriu, por incrível que pareça cortês. Como se não tivesse feito a ceninha na festa.
:- Eu não acredito que estou aqui com essa mulher Alfonso.
:- Começamos com o pé esquerdo. – ela se levantou de sua mesa e me encarou de perto. – Não sou nenhuma ameaça a você e muito menos ao seu relacionamento com Poncho. Eu admito que peguei pesado, mas eu vi que você cometeria uma burrada se envolver com Eugênio.
:- Ela sabe de tudo? – Olhei para Poncho que confirmou com a cabeça.
:- Dulce, eu quero que conheça Maite. – ele falou e senti por um momento que fosse brincadeira. Só poderia ser, queria que o que? Ficássemos amigas? Talvez um sexo a três.
:- Escutem... – eu começaria a falar tentando não ficar mais irritada do que já estava.
:- Dulce, antes que fale qualquer coisa, quero que saiba que pretendo ajudar vocês com sua vingança.
Estranhei como assim ela nos ajudaria. Quem era aquela mulher?
:- Ajudar-nos a troco de que?
:- Eu tenho minha vingança particular. – mudou a expressão e eu senti que ela não estava para brincadeira. – Não vou entrar em detalhes, mas fui enganada e presa, assim como vocês dois. E quero me vingar do causador das minhas feridas e do meu sofrimento.
:- Não seremos amigas, aliadas, nada do tipo. O meu único parceiro aqui é Poncho. Ninguém mais. – deixei claro.
:- Não quero roubá-lo de você. – ela sorriu me perguntei o que era tão engraçado. – eu só o beijei na sua frente porque queria mostrar o quanto um envolvimento passional pode mudar tudo entre vocês.
:- Será que a gente pode sentar? – Poncho perguntou como se a conversa que nós estávamos tendo fosse comum, como comida ou o tempo. Ainda assim o fizemos.
:- O que você quer dizer com isso? – perguntei a Maite estava a encarando ainda como uma rival.
:- Eu senti na própria pele o quanto você fica vulnerável quando está envolvida sentimentalmente, quando você se apaixona ou quando você deseja seu inimigo. Fica desatenta deixa escapar detalhes que são fundamentais para sua vingança. Você definitivamente perde o foco e isso pode ser fatal estamos num jogo de vida ou morte.
Me lembrei do que eu senti quando vi ela beijando Poncho. Da besteira que cometeria, ela tinha razão, mas há certos acontecimentos que são inevitáveis e não há como voltar a trás.
:- Maite, tanto eu como Dulce temos controle sobre nossos sentimentos. Se não, Eugênio e Angelique não estariam em nossas mãos. – Poncho disse despreocupado.
:- Vocês têm é sorte, podem até serem fortes, mas são humanos e uma hora suas emoções vão pregar uma peça em vocês. – ela advertiu. – Enfim, eu queria te encontrar para falar o que eu achei das pessoas que foram em sua festa.
:- Ótimo. Eu trouxe no meu carro as fichas que Dulce conseguiu no banco de dados da Universidade, dos alunos do Elite. – Poncho revelou para Maite.
:- Perfeito. Podemos analisar juntos as fichas com as pessoas e relembrar da noite do assassinato, deve ter algum caminho que poderá começar a investigação.
:- Eu não vou poder fazer parte dessa liga da justiça. Os três mosqueteiros e etc. – revirei os olhos. – Tenho um compromisso. – olhei para Poncho que fechou a cara.
:- Sendo assim, ficamos aqui Maite ou depois podemos ir para o hotel, eu queria te mostrar... – Poncho ignorou o que eu disse e eu revirei os olhos.
:- Olha se querem marcar algum encontro sexual ou algo relacionado façam. Eu tenho que ir agora antes que me atrase.
Maite riu do que eu falei.
:- Dulce se quer saber a muito tempo que eu não transo com Poncho, nosso assunto é apenas profissional. Parece que ele encontrou alguma aliada melhor que eu. – ela riu. – E outra não fale essas coisas na frente dele, já tem a péssima mania de ser confiante demais.
Olhei para ele que realmente tinha um sorriso insuportável no rosto.
:- De qualquer modo não me importa o que vocês façam ou deixam de fazer, eu tenho que ir agora. – Me levantei e olhei a hora. – Maite, apenas um aviso. Não vou deixar que você e ninguém atrapalhem a minha vingança. – fui clara, colocando as cartas na mesa.
Para que ela visse que se ela tentasse fazer alguma coisa para tirar Poncho de mim. Eu não deixaria e ela compraria uma briga e das boas comigo. Ela apenas sorriu indicando que sabia o que estava fazendo. Olhei para Poncho e o beijei na frente dela, assim como ela fez da outra vez.
Depois eu sai da praça de alimentação em direção ao estacionamento.
Olhei para trás e vi os dois conversando, Poncho tinha um sorriso e Maite o encarava escutando atenta ao que ele falava, senti um aperto no peito eu tinha que está certa não devia ser dona de Poncho. Não deveria sentir essa sensação de posse.
Eu tinha que está certa, estava tomando a decisão certa, deveria naquele momento ir atrás de Eugênio por que ele estava me esperando e deixar Poncho ali, com Maite.
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