Várias Fics

10 Fic Caçadores de Vampiros - Parte dez


Notas iniciais
Pessoal, me dói o coração, mas aí vai:
O ÚLTIMO CAPÍTULO DA FIC CAÇADORES DE VAMPIROS!

Andrew resmungou algo como " vou ver como está" e voltou para a casa dos vampiros. Eu estava encostada a uma pedra. Mal me aguentava de pé. Lou arfava um pouco. A esplosão tinha sido tão forte que havíamos sido jogados a uns metros de onde estávamos. Eu me virei para ficar de frente para Lou, e havia perdido o equilíbrio, mas ele foi rápido, e me pegou antes que eu caísse. Eu estava em seus braços. Abraçei-o, com todas as minhas forças. Queria nunca mais me separar dele. Eu e Lou éramos apenas um. E chorei.

-Não chore -disse Lou, me abraçando forte.

-Eu fiz coisas terríveis. Fugi, matei, assaltei casas. Eu não deveria me separar de você. Fui uma idiota -falei

-Não. Eu fui um idiota por não ficar do seu lado — murmurou Lou.

Era tão bom ficar ali perto dele... Após alguns minutos abraçados, sentamos os dois no chão, esperando Andrew voltar.

-Lou, como é... A casa por dentro?

-É enorme. Não temos apenas um quarto. Temos quase um quarto por pessoa.

-Como assim? -perguntei

-Vejamos... Um para Andrew e Rose, que formaram um lindo casal, um para Teddy, Ian e Giusepp... -Lou não terminou esse nome. Eu cheguei mais perto dele. — Um para Jessica e Tania, mais uns dois quartos extras, para o caso de mais visitantes, ou caçadores, e um para nós dois -ele disse isso e sorriu.

Eu entendi porquê. Quando quiséssemos transar, teríamos privacidade.

Mas nesse momento, não ri como Lou. Outro companheiro nosso havia sido morto. Precisávamos seguir em frente. Andrew chegou.

-Tudo está destruído. Se alguém sobreviveu, é improvável dizer que sim. Espero que estejam todos mortos. Vamos para casa.

Lou me ajudava a andar enquanto Andrew carregava o que havia sobrado das nossas armas. Ele disse que não precisávamos fazer perguntas a Rose, por que se Alexsander estava morto, ela havia parado de ser possuída.

Chegamos na casa quando já era de noite. Eu não aguentara mais andar, e Lou me carregou. Mas ele estava perdendo as forças também. Assim que batemos na porta, fomos recebidos por uma Jessica super preocupada. Ela havia nos mandado entrar e sentar em cadeiras. Quase me surpreendi quando entrei na casa. Estava irreconhecível.

As paredes eram lisas, revestidas com cimento, e pintadas de um marron leve. As prateleiras que estavam nesse primeiro cômodo estavam repletas de estacas usadas, partes de corpos de vampiros mortos, e uns vidrinhos que estavam com a etiqueta cuidado: veneno e sangue de vampiros. Levantei e andei até uma parede, que estava cheia de quadros com fotos de pessoas.

-Os antigos caçadores -disse Andrew, do meu lado.

Corri os olhos, para ver um quadro que eu esperava. E lá estava: uma mulher e um homem, ambos de cabelos e olhos escuros. Enquanto os cabelos das mulheres eram lisos e sedosos, os do homem eram um pouco enrolados. Embaixo, estava a legenda: Martin e Emma Livnsbi.

Eu estava maravilhada com aquilo. Meus pais, naquele quadro... Eu senti dor e felicidade ao ver aquilo. Sorri, mas lágrimas caiam dos meus olhos. Olhei mais adiante e vi o quadro com o rosto bondoso de Lissa, que sorria como uma princesa. Do seu lado, estava o rosto de Gaspard, e de vários outros ao redor. Do lado do retrato de Gaspard, outro retrato estava se formando. Eu dei uns passos para trás, estava assustada por aquilo.

-Não se preocupe, é só mais um... -disse Jessica, mas sua voz se calou, por fim.

-Não é possível -disse Tania, que havia entrado na sala agora.

-O que foi? -disse Rose, entrando com Teddy e Ian na sala. Ela foi para perto de Andrew.

-Um novo quadro se formando.... Onde está Giuseppe? -exigiu Ian.

-Giuseppe está morto -sussurrou Tania, começando a chorar.

Jessica também chorou, e as duas se abraçaram. Ian ficou paralisado. Teddy saiu da sala, saindo pela porta em que entramos. Rose se abrigou em Andrew, e eu, fui para perto de Lou.

Ficamos em silêncio, observando o novo quadro se formar. Giuseppe estava sério, mas uma sombra de sorriso passava em seu rosto. Ele era muito querido por nós. Tinha a melhor tática com coisas explosivas, e tirando Andrew, era o melhor com espadas do nosso grupo.

Quando decidimos fazer alguma coisa, Teddy entrou dentro de casa. Estava com uma expressão séria no rosto. Resmunguei que estava com fome, e fomos para fora para comer. Depois, iríamos tomar banho e ir dormir.

Eles haviam conseguido carne muito boa. Não perguntei de qual animal era e como conseguiram, por que não estava com vontade de falar. Todos estavam cansados. Andrew, eu e Lou fisicamente e Rose, Jessica, Tania, Teddy e Ian mentalmente. Fomos para dentro aos pares. Lou e eu fomos os primeiros.

-Onde é o nosso quarto? -perguntei a ele, quando entramos na sala novamente.

-Por aqui -disse ele, pegando a minha mão.

Entramos em um corredor. Haviam 7 quartos, e o meu e de Lou era o último do corredor. Lou abriu a porta para mim entrar. Era simplesmente maravilhoso. Não tinha tanto luxo quanto aqueles do hotel, mas era muito bom. As paredes foram pintadas de um tom leve de marrom também, como a sala. A cama era apenas um pouco macia. As cobertas e lençóis eram cinzas.

-Eram para todas as cobertas serem iguais, mas diferenciamos as cores para facilitar na hora de lavar. -disse Lou.

-Como conseguimos uma casa boa como essa? -perguntei, maravilhada.

-Não tenho a mínima idéia -falou Lou, sorrindo para mim.

-E as roupas? Onde estão? -perguntei, novamente.

-Continuaremos a dividir roupas, essa foi uma das coisas que continuamos a seguir. Estão em outra sala. Junto com as toalhas. Venha. -ele disse. Pegou minha mão e fomos para outra sala.

Ela tinha várias, muitas, mas muitas prateleiras mesmo, cheias de roupas. Eram cuidadosamente feitas de madeira. Escolhi uma bermuda leve, que ia até o joelho e camiseta regata pretas. Peguei uma toalha verde clara, um conjunto de lingeries ( sem Lou ver ) e depois segui com ele para o banheiro. Ele escolheu uma calça preta de tecido leve, e uma camiseta branca, sem mangas.

O novo banheiro era grandinho. Tinha uma banheira e um chuveiro, separados por uma parede de box. Coloquei minhas roupas em cima de uma prateleira e encarei Lou.

-E então? -perguntei

-Então o que?

-Vamos tomar banho juntos, certo?

-Não havia pensado nessa possibilidade -disse ele, largando suas roupas do lado das minhas e me beijando. Era a primeira vez do dia em que eu realmente me sentia feliz.

Mas decidimos que eu ia primeiro me lavar no chuveiro, depois iria na banheira, depois, Lou repetiria o mesmo processo. Depois, ficaríamos os dois na banheira por alguns minutos.

Eu me despi e entrei embaixo da água do chuveiro. Estava morninha. Lavei bem meus cabelos e o corpo, depois avisei a Lou que ele podia entrar no chuveiro, e entrei na banheira. Estava cheia de espuma, que cheirava muito bem. Fechei os olhos e me deixei relaxar. Segundos depois Lou se encontrava do meu lado. A banheira também era um pouco profunda, mas tinha alguns degraus, então nos sentamos lá, quietos, apenas abraçados um no outro. Quando já estávamos cansados, saí da banheira e fui para o chuveiro, para me enxaguar. Lou veio atrás de mim, e nos enxaguamos juntos. Mas na hora de se trocar, eu ordenei a ele que ficasse lá, no chuveiro. Ele, obedeceu, mas com uma carinha triste. Dei um beijo nele e me troquei.

Observei um pouco a lingerie antes de colocar. Era preta também, e havia vários laçinhos no meio do sutiã, nos lados da calçinha, etc etc. Vesti a blusa e a bermuda e disse que Lou podia vir. Ele saiu do box do chuveiro com uma toalha enrolada na cintura, e olhou para mim.

-Você é tão... Linda -disse ele, me agarrando. Me deixei cair nos braços dele.

Eu me soltei dele e saí do banheiro, dizendo que estaria esperando no quarto. Ele deu um sorrisinho travesso antes de eu fechar a porta.

Caminhei em direção ao meu quarto, mas algo me fez parar. Olhei para os frascos de veneno e sangue de vampiros. Fiquei muito tentada a pegar e experimentar. Estendi uma mão para um frasco de veneno, mas uma mão branca afastou a minha do frasco.

-Você está maluca? -perguntou Andrew.

-Não. Só... Me deu uma vontade de experimentar. Isso não veio de mim -disse eu, tensa.

Eu estava assim por que era a primeira vez que estávamos sozinhos entre quatro paredes desde aquele primeiro hotel.

-Acha que as mordidas estão me influenciando? -perguntei, sussurrando.

-Deus queira que não -respondeu ele.

-Você está bem? -perguntei.

Ele não respondeu, como se não tivesse me ouvido.

-Eu te fiz uma pergunta -eu disse calmamente.

Ele não falou nada, mas pude ver no seu olhar o que ele queria. Cheguei mais perto e o abracei levemente. Eu senti ele fechar os olhos enquanto encostava seu queijo em meu ombro esquerdo. Nessa hora eu percebi que não importava qual garota Andrew namoraria na vida, eu sempre seria a garota dos seus sonhos.

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Eu deitei na cama, me espreguiçando. A cama parecia mais deliciosa quando eu estava com sono. Mas não dormi, por que Lou entrou no quarto.

-Te acordei? -perguntou ele levemente.

-Não, eu ainda estava acordada.

Lou deitou na cama, do meu lado.

-Lou... Em algum momento quando eu estava fora daquela sala na casa dos vampiros, vocês dois foram torturados?

-Quando fomos capturados, eles nos amarraram no teto daquele jeito. Não sei o significado de tortura pra você, mas apenas esse ato de ficar amarrado foi. Depois da primeira vez que você saiu de lá... -Lou reapondeu e passou a mão pelo pescoço. Eu automaticamente levantei e olhei para ele.

-O que houve? -perguntei

-Bem... Alexsander injetou um pouco de veneno e sangue dele nas nossas veias -disse Lou envergonhado.

-O que? -disse eu levantando da cama.

-Não precisa fazer um escândalo por causa disso -disse Lou, se levantando também.

Eu não ia gritar. Isso complicaria a situação de Andrew e de Lou. Eu também não quis ser incomodada por ninguém quando Gaspard me mordeu.

-Não vou fazer escândalo nenhum -disse eu, civilizadamente. -Você só... Poderia ter avisado.

Lou soltou uma risada gostosa, que faz muito tempo que eu não ouvia. Esse era o verdadeiro Lou.

-Sabe -disse ele rindo e se aproximando- eu adoro quando você fala isso.

Eu fiz uma careta e me encostei contra a parede, enquanto ele ficava me observando. Estávamos a um metro de distância um do outro, e nos encarávamos. Ele estava tão sexy com aquela blusa, exibindo seus músculos... mas havia alguns arranhões também. Decidi não fazer perguntas.

-Por que -perguntei, quebrando o silêncio — você está me encarando?

-Estou olhando para suas roupas.

-O que que tem elas? -perguntei, olhando para meu corpo. Percebi que uma parte so sutiã e da calçinha estavam aparecendo.

-São tão bonitas... Seria uma pena se eu tivesse que tirá-las -disse ele, me prendendo contra a parede.

Eu havia ficado tão... Constrangida com esse comentário, mas o jeito que ele me pegou me fez esquecer dos problemas. Era apenas eu e ele, e foda-se o mundo, pensei. Eu cruzei meus pés acima da cintura dele e meus braços em volta do seu pescoço. Ele avançou até a porta e a trancou. Depois, calmamente, nos deitamos na cama, nos acariciando.

Ter que tirar as roupas tantas vezes em um dia me fez desejar andar nua por aí. Era chato, mas quem diria que era uma das melhores partes da relação?

Lou tinha um jeito estranho de tirar as roupas. Eu não sei como ele conseguia, me beijando e agarrando. Mas, devagar, ele tirou a blusa, depois o calção, e ficou a observar meu corpo. Eu ruborizei um pouco.

Ele ficou na posicão de uma pessoa quando fazia flexões. Mãos apoiadas na cama, e pés encostados na mesma. Eu estava presa.

-Sabe -disse ele, deitando em cima de mim devagar — pra que observar uma paisagem se eu tenho seu corpo para ver?

Isso foi o limite. Eu o puxei para cima de mim, me agarrando a cada pedaço de seu corpo que eu encontrava. Era difícil tirar suas roupas, mas ele sempre facilitava para mim. Consegui arrancar sua blusa primeiro. Era tão gostosa, tão... Forte. Ele me ajudou a tirar suas calças. Jesus, eu sempre me sentia tão leve quando estava assim, com Lou.

Ele sentou na cama, apoiado na cabeceira, e eu sentei em seu colo, de costas para ele. Ficamos abraçados por um momento. Foi maravilhoso. Só que eu queria mais. Eu queria ele. Ali, agora. Me virei de frente para ele e voltamos a nos beijar. Ele ia passando suas mãos nas minhas costas, até que chegou no sutiã. Com rapidez, o desabotoou e o tirou. Em segundos, todas as nossas roupas estavam no chão. A cama rangia e balançava um pouco enquanto Lou entrava e saia de mim.

Demorou muito tempo para que nos cansássemos e deitássemos civilizadamente na cama. Dormimos de conchinha, e como estava fazendo uma noite quente, nos cobrimos apenas com um lençol. Eu decidi colocar apenas as roupas íntimas, apesar dos protestos de Lou. No final das contas, ele também vestiu sua cueca.

Alexsander apareceu de novo em meus sonhos, mas foram apenas flashes da sua imagem real. Ele dizia:

Vocês três conseguiram fugir. Ótimo. Mataram a minha companheira, Roxanne, mas não a mim. Seu amigo se sacrificou. Vocês acham que os vampiros se extinguiram da face da terra, mas não. Vocês fizeram com que ganhássemos mais. Lembrem-se: a Casa apenas cai quando seu dono morre. Eu não morri. Estaremos indo atrás de seus amigos. Principalmente, do loirinho nojento. Qual seu nome? Ah, Andrew. Estaremos indo até ali e os destruiremos. Até logo, Grace Livnsbi.

Eu levantei da cama assustada. Levantei tão de repente que Lou também levantou e perguntou o que aconteceu.

-Ele sobreviveu. Alexsander está vivo, e vai vir atrás de nós.

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-O que? -perguntou Jessica.

Eu havia contado a história aos outros caçadores, revelando que ele aparecera em meu sonho, e que estaria aqui em pouco tempo.

-Não pode ser possível -disse Ian, firmemente.

-É claro que é possível. Ele há tempo manipula meus sonhos, ele gosta de fazer coisas malignas e foi ele quem... -eu disse, mas não terminei, pois Andrew me lançou um olhar maligno.

-E foi ele o que? -perguntou Rose

Apesar dos protestos de Andrew, eu continuei, mas não do jeito que queria.

-Foi ele quem sequestrou e torturou Eu, Lou e Andrew. Foi por causa dele que Giuseppe morreu.

Rose se encolheu um pouco. Percebi que havia falado com muita ferocidade. Andrew me lançava um olhar de repreensão por isso.

-Então... se ele está lá fora, temos que caçá-lo -falou Teddy.

-Podemos nos dividir em dois grupos — sugeriu Lou.

-Isso: um para ficar cuidando da casa e um para ir caçá-lo -concordou Tania

-Eu... Vou junto -disse Jessica, com a voz fraca

-Eu também -disse Ian

-Esperem -disse eu, calmamente -Todos da casa tem que aprovar isso -eu disse, olhando para Andrew e dizendo as palavras devagar. — Todos.

-O que acha, Andrew? -disse Rose.

Ele ficou em silêncio.

-Sim? -eu disse

-Podemos nos dividir sim -disse ele, por fim.

-Como formaremos os grupos? -perguntei

-Eu, você, Lou e Ian vamos caçá-lo. Tania, Jessica, Teddy e Rose Ficam aqui para defender a casa, caso aconteça um ataque.

-Eu não vou ficar aqui! -disseram Jessica e Rose ao mesmo tempo.

De tanto elas insistirem, Andrew resolveu que apenas Teddy e Tania ficariam na casa. Os dois eram durões, e lidariam com um ataque.

-A que horas partimos? -perguntou Lou.

-Pode ser agora mesmo -disse Ian.

-Ou podemos esperar até depois -disse Andrew.

-Corta essa! -falei em voz alta — Ou vamos agora ou nunca.

-Qual é o seu problema? Sua obsessão pela caça, você não quer parar quieta! -disse Andrew

-Por que ELE MATOU MEUS PAIS! -eu disse, levantando. — FOI ELE, NÃO FOI? DIGA! FOI ELE!NÃO FOI ELE QUEM MATOU OS PAIS DE TODO MUNDO AQUI?

Eu estava prestes a me jogar em cima de Andrew, e foi preciso o esforço de Lou, Teddy e Ian para me segurar. Eles me levaram para fora e me soltaram perto das árvores. Lou queria ficar comigo, mas eu o mandei sair dali. Desferi um chute contra uma árvore média. Após alguns minutos chutando árvores, machuquei meu pé. Praguejano, voltei para perto de Lou e perguntei:

-Temos acesso ao arsenal?

-Temos sim. Vamos lá, eu te mostro onde é.

Andamos até um dos lados da casa, onde havia uma porta, meio alçapão, que dava para um porão subterrâneo. Lou me guiou por armas e mais armas. Em cada prateleira havia uma pedrinha verde. Haviam armas da mais fina tecnologia, espadas de prata e de bronze, estacas de prata de vários tamanhos e formatos.

-Pra que tantas armas? -perguntei.

-Não faço a mínima idéia -respondeu Lou.

-Não temos arcos? E flechas?

-É mais no fim, Grace.

Andamos mais um pouco, e chegamos a ala dos arcos e flechas.

Escolhi um arco cor de prata e flechas da mesma cor. Eles, sendo de prata, tinham quase o mesmo efeito das estacas. Depois de pegar algumas armas, saímos de lá. Os outros estavam nos esperando lá fora. Rose estava carregando uma mochila, acho que com água e comida. Nos despedimos de Teddy e Tania e saímos para andar na floresta. Íamos caçar um vampiro.

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Não falei com Andrew durante a maioria da viajem, mas quando estava precisando de ajuda, ele me chamou.

-Grace, pode subir em uma árvore, para ver ao horizonte, o que tem?

Resmungando um pouco, eu subi na árvore rapidamente. Olhei ao redor; não não havia nada de errado. Desci e comuniquei aos outros.

-A nossa casa fica ao sul da casa dos vampiros. Leste e oeste estavam fechados. Ele só pode ter ido para o norte -disse eu.

-Ou ter tomado outro rumo a partir de certo lugar -falou Ian só para me irritar.

-Vamos rumar para o norte -disse Jessica, me apoiando.

Andamos ligeiramente para o Norte, então. Jessica ficava tagarelando nos meus ouvidos. Eu agarrava a minha blusa com as mãos para não partir para cima dela. Andamos por tantas horas e o sol estava tão forte que sua luz quase me cegava.

-Parem -disse eu, olhando em volta, e estendendo as mãos nos meus lados.

-O que foi? -disse Jessica — Você viu alguma coisa?

-Jessica, fique em silêncio! -falei, em voz alta.

-O vilão anda invisível? -brincou Ian.

-Não, mas senti seu cheiro.

-Cheiro? -disse Andrew, juntando as sombrancelhas.

-Claro! -respondi.

Andamos na direção que senti o cheiro. Caminhamos o dia inteiro, mas não encontramos nenhum sinal de Alexsander. Anoiteceu, e resolvemos deitar na floresta, com duas pessoas na guarda. Ficamos eu e Andrew. Ele tentou falar comigo quando os outros dormiram, mas eu subi em uma árvore e sentei em um galho grosso. Fiquei olhando ao redor. O cheiro de Alexsander me atormentava, quase me fazia vomitar, e não me deixava dormir. Estava quase amanhecendo. Olhei para baixo e vi que Andrew estava dormindo. Mas havia alguém de pé, saindo do nosso grupo. Desci suavemente da árvore e vi que era Rose. Peguei um arco e umas flechas e uma estaca de prata e saí correndo atrás dela. Tentei pará-la, mas ela me derrubou no chão, fazendo muito barulho. Os outros acordaram e vieram na nossa direção, mas saímos correndo. Fomos em direção a uma pessoa. O cheiro aumentava. Preparei um arco na flecha.

Mirei e acertei Alexsander no estômago.

Rose avançou na direção de Alexsander, para cuidar dele, mas Andrew a agarrou por trás. Mas eu estava livre. Joguei o arco no chão e peguei minha estaca, atacando Alexsander. Ele ia pagar por tudo, mas principalmente pelos meus pais.

Cheguei perto dele e o empurrei para o chão. E cravei minha estaca no seu coração. Rose gritava e esperneava. Todos estavam segurando ela. E eu coloquei minha estaca mais e mais vezes no coração de Alexsander. E a cada estacada ia dizendo, em voz alta:

-Essa foi por mim... Essa foi pelos meus pais... Essa foi por Gaspard... Essa foi por Lissa... Essa foi por Andrew... Essa foi por Rose... E essa foi por Lou!

Eu fui estacando mais, até que Rose se aquietou. Minhas mãos e roupas estavam sujas de sangue, e continuava a estacar. Sabia que Alexsander estava morto, mas continuei a fazer isso. Lou me puxou para trás.

-Chega, Grace. Venha para cá. Chega... De estacar

-Não! Ele... Vai pagar! -gritei eu.

Derrubei Lou no chão. Para isso foi necessário dar uma cotovelada no seu nariz, e saiu sangue. Estava correndo de volta para o cadáver, para estacá-lo mais e mais. A fúria havia tomado meu corpo. Alguém mais forte puxou meus braços para trás e me imobilizando.

-Grace, não faça isso -falou Andrew.

-Me solta -disse eu.

-Não vou te soltar até você sossegar.

-Me...

-Para com isso! Olha o que você está fazendo! Jessica está chorando descontrolavelmente, Ian e Rose estão paralisados, e olhe o que você fez com o seu... Com Lou. -falou ele

Olhei ao redor. Jessica tremia, correndo de um lado para o outro. Ian estava refletindo, encostado a uma árvore. Rose estava brincando com uma mecha do seu cabelo. Lou estava ainda atordoado no chão. Me livrei do aperto de Andrew e fui na sua direção. Ele se afastou de mim, mas eu ajoelhei devagar do seu lado.

-Calma. Não. Não vou te machucar -disse eu calmamente, acariciando sua bochecha.

Ele finalmente me deixou cuidar do seu ferimento.

-Me desculpe, mas vou ter que fazer isso -falei.

Rasguei uma manga da sua camisa e a cortei em vários pedaços. Peguei uma garrafa d'água e molhei uns dois pedaços da manga e limpei seu nariz cuidadosamente. Limpei mais ou menos. Ia cuidar melhor desse ferimento quando chegássemos em casa. Peguei um pano seco e dobrei. Dei-o cuidadosamente a Lou, que o aceitou. Eu o ajudei a levantar e reunimos nossas armas. Decidimos ir logo para casa. Chegaríamos lá por volta da hora do almoço, se fôssemos rápidos.

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-E então, como foi? -disse Teddy, que veio nos cumprimentar quando chegamos.

-Conseguimos -disse Ian

-Onde está Tania? -perguntou Jessica.

-No fundo da casa -falou Teddy

Jessica foi correndo para lá.

-Lou, vamos cuidar desse seu machucado -eu fallei, tentando arrastar Lou para dentro.

-Machucado? -indagou Teddy.

Lou mostrou seu nariz, que ainda sangrava um pouco.

-Tudo isso com uma cotovelada -disse Ian, satisfeito — Eu não mexeria com Grace se fosse você.

Mostrei a língua para Ian e entrei em casa com Lou.

-Quer tomar banho antes? -perguntei

-Não.

-Troque a blusa. Ou rasgue a outra manga -sugeri

-Boa idéia -disse ele, tentando rasgar a manga, mas não conseguia

-Com licença- falei, tirando a mão dele de lá.

Peguei uma faquinha que sempre carregava junto comigo e fic um pequeno corte na manga. Depois, guardei a faca e rasguei o resto.

-Pronto! Braços a mostra -eu fui pegar o kit de primeiros socorros enquanto falava isso.

Peguei uns pacotes de gazes e algodão, e não esqueci de pegar um pouco de água e soro. Misturei um pouco de água e soro em um potinho e mandei Lou deitar a cabeça para trás. molhei um pouco de algodão, mas não deu para limpar. Tentei as gazes. Deu certo, mas Lou não parava quieto, então o arrastei para o quarto e o deitei na cama.

-Fique quieto, Lou! -ralhei quando ele se mexeu.

Mas ele não parava quieto. Eu imobilizei suas pernas com as minhas e seus braços ficaram livres apenas. Continuei passando a gaze molhada no seu nariz.

-Arde? -indaguei. Ele fez sinal que sim com a cabeça.

Soprei devagar enquanto passava a gaze umidecida. Consegui limpar seu nariz. Quando terminei, o deixei livre. Levantei da cama e peguei um paninho que tinha trazido junto. Dobrei-o e entreguei a Lou.

-Tome -disse eu — Não deixe seu nariz sangrar mais.

-Ok -assentiu ele.

Saí do quarto para levar os objetos inutilizados para fora. Ao sair do banheiro, me deparei com Rose.

-Rose, tudo bem? -perguntei

-Tudo sim. Olhe, Grace, eu queria... Falar com você.

-O que quer?

-Me desculpe por contrariar você assim daquele jeito, naquele dia, no hotel. Eu não sabia que estava... -Rose falava muito depressa.

-Não tem problema -falei. — Você estava sendo controlada por outro. Era isso que ele queria

-É que eu sei que Andrew só tem olhos para você e...

-Espera aí! Quem disse isso? -perguntei

-Ninguém precisa dizer. Só de olhar já percebemos isso. Pode ficar com e...

-Rose -eu a interrompi, colocando a mão na parede. Mesmo sendo um ano mais velha que eu, Rose era mais baixa- eu não gosto de Andrew. Não há nada entre nós. Você sabe que estou com Lou.

-E depois da explosão? — Rose perguntou, me fazendo silenciar. Aquelas memórias não, não....

-Aquilo é passado -respondi. — Temos que nos focar no futuro agora. Certo?

Rose encarava o chão.

-Certo, Rose?

-Ok.

Ela disse isso e me abraçou. Me senti um pouco surpresa. Rose não era de abraços, mas quem sabe depois dela ter sido possuída, ela mudasse sua personalidade — para melhor.

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De noite, eu estava sentada na porta. Havia me oferecido como "guarda" esta noite. Havia uma cadeira bem confortável para sentar, mas eu havia Preferido o chão. Havia vestido calça comprida e uma jaqueta grossa, que me protegiam contra o frio.

Depois das mordidas de Alexsander, eu havia ganhado praticamente super poderes. Enxergava melhor no escuro, tinha reflexos mais rápidos em batalha, e até um soco meu tinha mais força ( como aquele que atingi Lou, mais cedo ) . Com isso, ouvi um movimento atrás de mim, e já identifiquei quem era.

-Acordado a essa hora, Andrew? Não deveria ficar zanzando pela casa.

-Não consigo dormir -disse ele, sentando ao meu lado. Isso me fez sorrir.

Havíamos tido a mesma conversa Na noite em que cheguei, só que ao contrário. Eram boas lembranças.

-Acha que os derrotamos? -perguntei a Andrew. — Os vampiros?

-É uma idéia -respondeu ele — Mas não penso assim. Há de ter mais por aí.

Fiquei em silêncio.

-O que Alexsander disse para você no último sonho?

-Não foi bem um sonho. Eram apenas flashbacks. Ele disse que seu poder estava reduzido devido a explosão. Ele disse que havíamos matado Roxanne, sua companheira, mas ele não. Disse que enquanto o pai não morresse, a casa não desmoronaria. -disparei, lentamente

-Algo mais?

-Ele disse que...

-Que o que? -perguntou Andrew, impaciente

-Que viria atrás de você primeiro -falei rapidamente, agora.

Eu pensei que ele ficasse sério, ou preocupado como eu, mas invés disso, apenas riu.

-Sério mesmo? -perguntou

-Isso mesmo -eu disse, envergonhada.

-Não se preocupe. Sabemos nos defender,e além disso, ele está morto.

-É -eu assenti, rindo também.

Ele resmungou que estava com sono e eu falei:

- Pode dormir, mas não aqui, não consigo te carregar até a cama.

Falei rindo, mas ele já obedeceu. Levantou e começou a andar na direção do quarto. Mas parou e voltou.

-Grace?

-Sim?

-Obrigada por tudo nesses dias -disse ele, me estendendo a mão. Levantei.

Ele me puxou para perto, e nos abraçamos. Tinha esquecido de como era estar entre seus braços. Ele me soltou, e dessa vez foi para o quarto de vez. Eu voltei a sentar na porta.

"Rose é uma mulher de sorte" , pensei.

******************************************************

Fiquei sentada lá a noite toda, mas graças aos meus novos "poderes", eu não dormi. Eram quatro da manhã quando Ian me sacudiu.

-Pare! O que você quer? -eu disse em voz alta para ele.

-Calma! Só achei que estivesse dormindo. -disse ele, sentando do meu lado.

-Por que eu dormiria? -resmunguei

-Não sei.

Eu me encostei no portal, do meu lado.

-Como era a Casa dos Vampiros? -perguntou Ian, finalmente.

-Por que quer saber disso?

Ele deu de ombros.

-Assustadora. Quando eu havia sido capturada, estava a alguns quilômetros de lá. Era de manhã. Quando acordei, estava em um quarto. Era ainda o mesmo dia. Aquele maldito vampiro me levou para as salas de tortura e... Ah, você quer saber como era a casa... Suas paredes eram rústicas. Não eram pintadas. Os móveis tinham um ar do tempo das cavernas. E o chão era áspero. Se não quisesse se machucar, você teria o senso de andar calçado lá dentro.

Ian riu e perguntou novamente, dessa vez, interessado.

-E como é... Ser mordido?

Eu trinquei os dentes.

-Horrível, Ian. Apenas horrível. Em algumas mordidas, eles liberam algo que nos acalma, nos paralisa, aceitando a mordida.

-Posso ver...?

Eu não esperei ele terminar a frase. Puxei meus cabelos para trás e inclinei um pouco minha cabeça para que eue pudesse ver. Devagar, ele passou um indicador pela mordida, que ainda cicatrizava. Primeiro, senti uma pontada de dor. Depois, um arrepio passou pelo meu corpo.

-Você está cansada, Grace. Vá dormir -disse Ian.

-Não vou dormir. Meu turno não terminou.

-Agora é assim, alguém te substitui toda noite.

-Novas regras, huh? -perguntei

Ele assentiu.

Em silêncio, eu caminhei de volta para o meu quarto. Abri a porta e tentei fechá-la com o mínimo ruído, mas sem querer, fiz barulho, e Lou acordou.

-Ah! O que? Oh, Grace, é você -disse ele, feliz.

-Sim, voltei -disse eu, tirando meus tênis e meias.

Eu sempre colocava tênis e meias quando ia vigiar, pois se precisasse matar um ou outro vampiro, estaria pronta.

-Dormiu? -perguntou Lou, erguendo uma sombrancelha.

-Claro que não -disse eu rindo.

Havia um pijama em cima de um banquinho no quarto para mim. Eu removi minha calça e camiseta e o coloquei, ciente que Lou observava cada movimento meu. Deitei na cama.

-Interessante essa troca de turno nova, nossa -falei.

-Pensamos em um jeito de não ficarmos cansados. Você não ia ficar dormindo de manhã, não é?

-Pensando bem, não -falei, me aconchegando mais nos seus braços.

-Está preocupada com algo? -perguntou Lou.

-Não sei. Não sei se matando Alexsander os vampiros morreram todos. E se morreram, o que faremos dessa nova vida? Continuaremos morando todo dia aqui, afastados da cidad...?

Lou me impediu de terminar com um beijo, no qual nos agarramos de novo. Mas não tiramos nenhuma roupa. Eu estava cansada, e Lou me respeitou.

-Não se preocupe com isso -disse ele, me beijando no intervalo de cada palavra.

Depois de muitas trocas de beijos e carícias, nos deitamos: eu nos braços de Lou. Assim, tranquilamente, dormi, sem pesadelos.

**************************************************

Muitos anos se passaram depois daquilo. Nenhum ataque de vampiro se sucedeu. Parecia que a casa dos vampiros havia caído. Um dia, eu e Lou fomos caçar animais para comermos perto da nossa casa. Uma coisa que eu vi em um tronco oco de uma árvore me chamou a atenção. Caminhei até lá e abri uma portinha, que já estava entreaberta. Um turbilhão de lembranças veio até mim. Eu me lembrava daquele arco... Eu o havia colocado ali anos antes, durante uma perseguição. Foi no dia que eu havia sido capturada por Alexsander.

-Grace? O que foi? -perguntou Lou, chegando perto de mim e colocando a mão no meu ombro.

Eu mostrei o arco para ele, que se ajoelhou do meu lado. E contei a história. Esse era meu arco preferido: se ajustava perfeitamente nas minhas mãos.

Voltamos para casa com um esquilo, um gambá e um porco selvagem. Depositamos os animais perto do tanque, onde Tania, Teddy e Rose iriam limpá-los, e depois Andrew e Ian, assá-los, enquanto Jessica arrumaria os temperos.

A convivência na casa havia sido boa para todos: todos conversavam com todos. Teddy estava se aproximando aos poucos de Tania, que retribuia a chegada também. Ian seduzia Jéssica, e sempre que ele chegava perto e falava com ela, ela derrubava o que estava segurando, no chão. Eu sempre ria quando isso acontecia.

Mas havia um casal que se destacava na casa. Andrew e Rose. Depois daquela conversa comigo, Rose havia percebido que Andrew realmente gostava dela ( apesar de ainda gostar um pouco de mim ) e havia se entregado a ele. Eles realmente se amavam. De vez em quando, podíamos escutar os gritos do quarto deles. Eram gritos de Rose. Eu ria com Lou e ficava imaginando o que eles estavam fazendo. Era óbvio.

Eu também estava muito feliz com Lou. De vez em quando, eu tinha um ataque de pânico, devido aos meus poderes novos. Ele sempre estava lá para me acalmar. E quando eu me voltava contra ele, eram os outros que me acalmavam. Um dia eu havia me apavorado, por que havíamos transado sem camisinha. Havia sido de repente. Eu e ele estávamos muito excitados e bem... Você sabe. Durante dias ele conversou comigo e disse que não era problema, e que se acontecesse algo, lidaríamos com isso juntos. Eu então havia me acalmado e dias depois, continuamos a nossa rotina sexual. Não era toda noite que fazíamos sexo, por que um dia, um estava cansado, outro dia, o outro, um dia, um estava de guarda, e assim vai, então, eram poucas vezes na semana.

Sempre entravam novos membros na casa, mas cada um tinha a morte mais dolorosa que o outro. Enfim, ficamos apenas Lou e eu, Andrew e Rose, Ian e Jessica e Teddy e Tania na casa.

Um dia, todos nós estávamos cansados, e fomos dormir de roupa. Ian havia ficado na guarda. Ele nos acordou no amanhecer, gritando:

-VAMPIROS! VAMPIROS! ELES ESTÃO DE VOLTA!

Eu havia dado um pulo da cama. Lou também, e creio que todo mundo da casa o fez. Fomos direto ao arsenal pegar armas e tudo mais, e fomos até a porta da frente. Muitos, mas muitos vampiros corriam em direção a casa. Ian riscou uma linha de fogo ( ele era bom nisso ). Eu preparei um arco para Jessica e para Tania. Era pura adrenalina.

Eu nunca abandonaria essa vida de caçador por nada. Acredito que Lou e os outros também não.

Olhei para Lou.

-De volta a caça? -perguntei

-De volta a caça -ele concordou, dando um aceno de cabeça.

Sorrindo, juntos nós dois atacamos os vampiros que subiam o morro.

FIM

Notas finais
Gostaram do fim da fic? Comentem! Quem sabe eu faça um ''retorno'' rsrs