Várias Fics
5 Fic Caçadores de Vampiros - Parte cinco
Notas iniciais
Foi... A melhor sensação do mundo. Andrew me tratava tão... Bem, eu tive que ceder. Era um insulto a Lou, mas, dane-se, Lou estava desaparecido, e eu estava me sentindo sozinha, mesmo com companhia. Sabe aquele momento em que você sempre sonhou na sua vida, mas tinha medo da hora em que chegasse? Então...
Depois de terminarmos, Andrew deitou na cama e eu deitei em seu peito nu.
-Tudo bem agora? — perguntou Andrew. Eu não estava olhando para seu rosto, mas deduzi que ele estava sorrindo.
-Tudo sim — disse eu, me aninhando mais em seus braços.
-Viu? Não precisava ter medo... — falou ele
Concordei com a cabeça e fechei os olhos. Quem me dera dormir tranquilamente, sem sonhos. Mas isso foi impossível.
Eu estava deitada em uma cama alta e confortável, envolta em um lençol de seda, cor de sangue. Era brilhante. O quarto tinha apenas uma porta e uma janela, que estavam trancados. Eu estava prestes a gritar quando alguém disse:
-Não levante.
-Lou? — chamei
-Isso mesmo -disse ele deitando ao meu lado na cama. Eu estava paralisada.
-Está com medo? — ele perguntou, suavemente, chegando com seu rosto e corpo pra perto de mim. Ele encostou seus dedos na minha bochecha, depois passou — os pelo meu pescoço...
E eu joguei a cabeça para trás, em transe, e fechei os olhos.
-Garota obediente... -disse Lou, olhando para mim. Por algum momento eu senti que estava nua. Céus, era um pesadelo... E ele... Ele também estava sem roupas. Ele se colocou embaixo das cobertas, passou uma mão por entre todo o meu corpo, e depois debruçou sua cabeça no meu pescoço. Abriu a boca e mostrou seus dentes afiados, e os cravou no meu pescoço, enquanto, com as mãos, continuava a acariciar meu corpo.
Eu não prefiro contar o que aconteceu depois, então vamos pular para a parte em que acordei.
Já estava de manhã quando abri os olhos. Após aquela série de sonhos em que Lou me torturava, eu tive uns minutos de sono tranquilo, antes de acordar.
Eu estava deitada no peito de Andrew ( Meu Deus, eu tinha mesmo acordado? )Eu me mexi um pouco para indicar que estava acordando.
-Bom dia -disse Andrew, acariciando meu cabelo.
-Bom dia -respondi, sorrindo para ele.
Fazia uma linda manhã.
-Vocês podem ficar aqui ainda hoje, mas de tarde terão que ir embora — disse um empregado do prédio para Andrew, enquanto eu ia para o banho.
-Certo — respondeu Andrew. — Ficaremos aqui até um pouco depois do almoço e depois vamos.
Eu entrei no banheiro, amarrei o meu cabelo e me despi. Liguei o chuveiro na água morna e entrei em baixo dele. A água estava uma delícia. Me ensaboei toda e depois me enxaguei. Me sequei e vesti outro par de roupas que eles trouxeram — outro short curto e blusa regata — e saí do banheiro.
-Andrew — disse eu, quando ele e eu fomos tomar café -, por que esses caras nos deram pousada ontem?
-Eu havia feito um favor para eles, e eles prometeram me devolver o favor, desde que fosse do alcançe deles.
-E qual foi o favor que você fez? — perguntei interessada.
-Eu salvei o filho dele de se tornar um vampiro. -disse Andrew, e tomou um gole de suco de laranja. — Ele estava preso na casa dos vampiros, a antiga. Eu entrei lá e...
-Você é louco? Entrou naquela... Naquela casa maluca e saiu assim, sem mais nem menos?
-Sim, mas naquela época era a minha primeira vez dentro daquela casa. E eu tinha saído com muitos, mas muitos machucados. Mas consegui tirar o filho de Vlad de lá, são e salvo. Bem, nem tão são.
-Quando... Quando foi?
-Poucos dias antes de Rose entrar na Casa.
-E só você foi lá, salvá-lo? Quantos anos você tinha? -perguntei novamente.
-Eu tinha 16. Fui sozinho. Bem, eu tinha "escapado" da casa e quando cheguei aqui na cidade, Vlad e família estavam na frente da casa, discutindo o desaparecimento do filho. Eu fui até lá e disse que poderia ajudar. De início, eles riram de mim, mas depois me deixaram ir, e eu fui e busquei o filho dele. Desde então, eles vivem me prometendo coisas.
-Dois anos. Você esperou dois anos para "usar" o favor dele -disse eu olhando para o croissant intocado no meu prato.
-É.
Terminamos em silêncio o café da manhã, e depois subimos para o quarto. Deitamos na cama e Andrew ligou a TV, e eu puxei uma revista para ler. Passaram — se horas até que eu vi uma notícia que me chamou a atenção. Dizia isso:
CASA É EXPLODIDA NA CIDADE DE GREYLAND
Nesta última sexta feira, Uma casa explode nos arredores da cidade de Greyland. Um garoto foi visto saindo da casa, com um embrulho na mão. Ele não foi mais visto.
Policiais e bombeiros acreditam que a explosão foi causada por um vazamento de gás na parte lateral da casa.
Há indícios de que os seis moradores da casa estejam vivos, foragidos nos arredores da cidade. Não há sinal de mortos ou feridos nos escombros.
Logo embaixo da notícia, estava uma foto — bem borrada, mas dava para ver seus traços: o cabelo enrolado, pele morena.
Eu parei de respirar e abaixei a revista, encarando a parede a frente, mas sem vê-la.
-O que foi? — perguntou Andrew, desligando a tv e me encarando.
-Olha..... Isso — foi só o que eu falei.
E mostrei a revista para ele. Ele leu a matéria e depois devolveu a Revista para mim.
Do nada, ele pulou da cama e pegou as bolsas, e colocou um monte de coisa dentro (ele eproveitou e pegou as sacolas de compras e guardou alguns lençóis e toalhas dentro, eu ajudei ele) e depois colocamos as sacolas em cima da cama.
-O que fazemos agora? — falei, olhando para ele.
-Precisamos arrumar comida. Você pode ir na cozinha, pegar alguma coisa? Eu preciso fazer uma ligação. Nos encontramos na porta de trás do hotel.
-Claro -disse eu — mas posso pelo menos levar uma bolsa?
Ele pegou uma das sacolas que ganhamos que estava com as nossas outras mudas de roupas e algumas toalhas de banho e me passou.
-Obrigada. O que posso pegar?
-Uns sanduíches. Algo leve para viajem.
-Certo. Nos encontramos na saída — disse eu, saindo do quarto e rumando para a cozinha. Recebi alguns assobios aqui e ali, e quase parei para socar um senhor de 50 anos, mas Estava concentrada demais. Fui direto para a cozinha.
-Boa tarde — eu disse para a primeira cozinheira que encontrei
-B...boa tarde. O q...que deseja? -respondeu ela
-Eu queria alguns sanduíches, e algum tipo de comida leve para viajem. Vocês tem alguma coisa?
-Apenas sanduíches, senhora.
Ela me conduziu mais para dentro da cozinha, onde tinha um amplo balcão com vários tipos de sanduíches.
-Pegue o que quiser — disse ela, me dando uma sacola para guardá-los. Eu encostei em um. Estava quentinho.
Tinham vários: de queijo, de presunto, de frango, de atum, e tinham até mini-hambúrguers. Peguei quatro de cada e agradeci a cozinheira.
-Eu... Tenho que pagar alguma coisa? -perguntei.
-Não, senhora, não p...
Ela não terminou de falar, pois um alarme comemou a soar no edifício. Eu e Andrew havíamos sido descobertos.
Saí correndo da cozinha para a porta dos fundos. Depois da mordida de Gaspard eu havia ganhado mais facilidade de memorizar as coisas, então fiz o caminho para os fundos com facilidade. Na metade do caminho, infelizmente, tive que passar por aquele velho que havia assobiado para mim. Dessa vez, ele havia passado a mão em mim, mas antes que eu pudesse lhe acertar, alguém fez esse favor para mim. Andrew havia dado um soco e tanto na cara do velho, que até saiu sangue de seu nariz. As bolsas com nossas armas, cobertores e toalhas estavam no chão. Peguei-as e tirei Andrew de cima do velho.
-Não vale a pena -eu disse.
Ele saiu de cima do velho, que estava caído no chão, E pegou todas as bolsas. Eu percebi que ele estava mancando. Peguei A maioria das bolsas e pendurei nas minhas costas, e passei uma mão pelas costas de Andrew. Ele fez o mesmo comigo. Saímos o mais rápido do prédio e continuamos andando. Andamos um belo meio quilômetro quando ouvimos uma explosão cortar o ar. E metade do prédio foi pros ares.
Já disse que odeio explosões?
Andamos até encontrarmos o início de uma caverna. Era bem baixinho, tinha pouca sujeira dentro e a luminosidade dentro era boa. Eu sentei Andrew em uma pedra, soltei as bolsas no chão e procurei umas folhas de palmeira que estavam por perto, amarrei-as e varri a "caverninha". Depois, peguei um cobertor -o mais fino que q gente tinha — e fixei-o no chão da caverna. Guardei algumas bolsas dentro, menos a de comida, e mais uma que Andrew tinha arrumado. Ele, não fez e nem falou nada durante a minha arrumação. Porém, quando sentei na frente dele, ele olhou para mim.
-Conseguiu pegar algo? -perguntou.
-Claro que sim — respondi. Depois dei uma olhada na sacola que ele trouxe. -Você conseguiu água! -falei em voz alta.
-Pensei que você não conseguiria -disse ele sério, massageando o pé esquerdo.
-O que houve com o seu pé?
-Estava fazendo a ligação quando cheguei numa maldita escada e torci o pé.
-Mesmo assim conseguiu vir correndo e socar um cara de 50 anos? -perguntei rindo.
-Isso é fácil de fazer — disse ele rindo também.
Infelizmente, o tempo estava ameaçando chover. Eu carreguei as duas últimas sacolas para dentro e ajudei Andrew a entrar. Bem na hora. Começou a cair tanta chuva Que eu achei que não ia mais parar de chover. Decidimos abrir uma garrafa d'água e um sanduíche para cada. Eu peguei um mini hambúrguer e Andrew um sanduíche de frango. Depois bebemos uma quantidade de água razoável e dormimos. Bem, não os dois. Revisamos os turnos. O da tarde ficou comigo. Na metade do meu turno, parou de chover. Andrew dormia tão quieto no seu canto que eu fiquei com pena de acordá-lo para irmos lá fora. Eu andei por perto da caverna, com o arco e duas aljavas de flechas pendurados nos ombros e uma estaca de prata amarrada na cintura. Uns minutos andando e eu ouvi passos perto de mim, mas não vinham da caverna. Vinham do início da floresta.
Os vampiros vinham chegando mais para perto. Eu atirei em vários com o arco, mas as flechas estavam acabando. Felizmente, os vampiros também. Eu já estava quase caindo quando ouvi tiros perto de mim, e Andrew gritou:
-Por que não me acordou?
Deixei para lá e peguei uma das armas que ele trouxe e jogou para mim. E começei a atirar nos vampiros.
Usar uma arma era bizarro. Eu quase nunca tinha usado uma, mas quando se está em apuros, se aprende depressa.
Quando terminamos, Andrew tirou um frasquinho do bolso e pingou algumas gotas em cada corpo. Em segundos, de tudo, só sobrava uns grãozinhos de terra.
-O que é isso? -perguntei, apontando pro frasco.
-Eu não sei o nome, mas serve para acabar com corpos de vampiros. Peguei na casa de Vlad quando entramos lá.
-Sem permissão? — perguntei com a voz um pouco alta demais. Eu também cheguei mais perto de Andrew.
-Eu não sou o único que faz coisas erradas. Por que você não me acordou?
-Não queria... Atrapalhar seu sono — disse eu, abafando um bocejo.
-Ótimo, miss corajem, agora vamos para dentro, você tem que dormir.
Como não tínhamos mais balas naquelas armas, decidimos deixá-las escondidas em um buraco fundo que encontramos para lá da caverna. Depois, voltamos para dentro e eu me deitei com a cabeça em um cobertor, no mesmo canto em que Andrew havia deitado antes. Ele, ficou de guarda.
-Tenha bons sonhos — disse ele abafando um sorriso.
Mas eu não tive.
Eu estava andando em uma floresta densa, com muitos galhos no caminho, muito diferente da que eu e Andrew estávamos. Eu estava achando tudo estranho quando uma voz feminina falou:
-Acho que estamos no caminho, Lou — disse a voz. Era... Rose.
-Sim, Rose. Estamos no caminho do fim do mundo — disse Lou. Rose lhe deu um soco na barriga.
Eles estavam andando na minha direção. Eu acho que eles não tinham me visto, por que passaram por mim como se eu fosse invisível.
-LOU! -gritei. Não houve efeito em Rose, mas Lou olhou para os lados como se tivesse visto uma assombração.
"Grace?" disse a voz dele na minha mente. "Você está bem?"
"Estou" eu respondi. "Onde vocês estão?"
"Passamos para Houstvill, acabamos de escapar de uma horda de vampiros" disse ele. "E vocês?"
"Eu e Andrew estamos nos arredores de Greyland, pensamos que vocês estivessem por aqui ainda."
"Tivemos que sair dali" disse ele.
"Nós... " eu disse com a voz fraca "Nós vamos encontrar vocês".
"Podem vir. Apenas tomem cuidado. Há mais uma toca de vampiros na divisa de Greyland com Houstvill"
"Lou" eu disse apavorada. "Isso é real?"
"Claro que é" disse ele irritado.
"Fiquem ali!" eu disse, a minha voz estava se distanciando.
"Eu prometo...!" disse Lou, sua voz também estando distante. E nesse momento, eu levantei do nada, no momento de um estalo.
Havia recomeçado a chover.
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