V.v.i.p
16 Capítulo 15
Notas iniciais
Então, eu fiz um cap de POV e com os couples que vão aparecer mais agora em diante. A fic já, já vai entrar na reta final, mas ainda tem muita água pra rolar e panz.
Quem quer fazer um banner SiHanChul? :3 Ganha one-shot! -QQQ
Mais coisas nas notas finais e seria bom que vocês lessem lá. :3
Divirtam-se!
Capítulo XV
DooJoon POV — on
Nós fomos acordados mais cedo que o normal, o diretor tinha um comunicado para fazer a nós, alunos.
Era sexta-feira ultimo dia de revisão das provas das duas semanas seguintes. Todos estavam exaustos de estudar – pelo menos para aqueles que faziam isso. Estava desgastante para todo mundo, mas pelo menos seríamos compensados com a festa de formatura. Essa ia ser organizada pelo time e a direção. Algumas regrinhas postas pelos velhos chatos do colégio. Mas nada que comprar umas boas garrafas de vodka escondido não resolvessem.
Ainda estava de pijama – como a maioria dali – e me arrastava até uma das cadeiras do grande auditório, afundando na mesma. Cerrei os olhos, tinha certeza que se ficasse naquela posição teria ótimos sonhos. Estava quase lá... Tomei um leve susto ao sentir duas mãos pousarem em meus ombros, apertando-os sutilmente. Abri meus olhos, virando o rosto para trás. Um sorriso se formou nos meus lábios ao ver ele.
- Oi... – falou em um tom baixo, provavelmente notara que havia me acordado.
Segurei seu pulso, fazendo-o se sentar ao meu lado. Ele corou e ficou meio sem jeito, assim que passei meu braço por seus ombros. Devo dizer que também estava estranho para mim.
- Dormiu bem? – o olhei, deixando um leve e doce sorriso nos lábios.
- Uhum. Sonhei com você... – ele corou mais. Realmente era muito fofo.
- Mesmo? E como foi? – abri meu sorriso, mostrando-me mais interessado. E de fato, estava.
- Bem, foi... – sua história fora interrompida, pois batidas no microfone se fizeram presentes.
O diretor Jung estava sobre o pequeno palanque que havia no meio do palco do auditório. Tossiu um pouco, batendo mais algumas vezes na ponta do microfone para ver se o mesmo pegava. Iria começar o longo discurso.
- Bom dia rapazes. – começou, sendo respondido por alguns alunos. – Sei que tem revisões hoje, mas o aviso vai ser realmente rápido. – fez uma breve pausa, tomando um pouco da água que havia ali ao lado do microfone. Pude notar que sua mão ainda estava enfaixada. O tal JongWoon havia feito um estrago grande nele. – Como todos sabem, a formatura do 3º ano está bem próxima. Então, eu e o corpo docente deste instituto pensamos e decidimos convidar outro colégio para vir festejar conosco... – o diretor fora interrompido, vários alunos reclamando. – Silencio! – aumentou o tom de voz. – Vamos convidar o Colégio Feminino... – novamente interrompido.
Uns gritos de aprovação de alguns alunos. Tenho quase certeza que ouvi a voz de Eli. Ri baixo, vendo o quanto os estudantes haviam ficado realmente animados com a notícia. E realmente era algo bom. Garotas... Quanto tempo não ficava com uma, beijava uma, transava com uma... Ah, podia sentir até o gosto, já.
Mas seus pensamentos nada castos foram interrompidos quando um suspiro um tanto desgostoso saiu dos lábios daquele garoto ao meu lado.
- O que foi Seob? – virei um pouco o corpo para ele, pendendo a cabeça para o lado.
- Nada... – estava com um bico visivelmente enciumado nos lábios. – Só não vejo necessidade de essas garotas virem. – falava de um modo fofo, baixo, sem tirar o bico dali.
- Bem, se é um “baile”, seria bom que tivessem garotas. Eu gostei da ideia. – sorri verdadeiramente, apertando-lhe o ombro levemente.
- Ainda gosta de garotas, DooJoon...? – olhou para mim, meio incomodado.
- Hm, sim. – respondi simples. Ele mordeu o lábio inferior e voltou a olhar para frente.
O diretor terminou seu pequeno monólogo, assim nos liberando para as aulas que não demorariam muito para começar.
Segurei YoSeob pelo braço, puxando-o para um corredor vazio – naquele momento. O empurrei até a parede mais próxima, colando nossos corpos. Aproximei meu rosto do dele, selando nossos lábios demoradamente. Dei alguns passos para trás, no final deste, vendo seu rosto ficar avermelhado. Um sorriso satisfeito se instalava em meu rosto.
- Seob... – disse em um tom baixo.
- Hm? – ele desviou o olhar, fofo.
- Hoje à noite, vai ao meu quarto. Darei um jeito de tirar o Eli de lá. – mordisquei meu lábio inferior, um tanto maliciosamente.
- Ah, ok. Eu... Vou aparecer. – sorriu docemente, cerrando os olhos no processo.
- Até mais. – estalei um beijo em sua fronte, saindo do local. Pude ouvir seus paços logo atrás de mim, seguindo um caminho diferente.
~
O tempo se arrastava, parecia que o ponteiro do relógio não andava. Eu tentava prestar atenção nas aulas, mas não conseguia. O peso da culpa ainda me afetava. Saber que eu ajudei num estupro não me deixava nada bem. E o JongWoon é amigo do YoSeob... Não sei o que faço. Mas cada minuto que passa, parece que meu problema só cresce.
Finalmente o sinal tocou, estava morrendo de fome, já que não tomei café. Andava tranquilamente pelos corredores em direção ao refeitório. Estava no meu modo automático, não via o que estava a minha frente ou escutava conversas alheias ao meu redor. Só queria chegar ao meu destino mais rápido possível.
Entrei no grande salão barulhento, avistando a mesa em que sempre ficava – no meio do lado direito. Voltei meu olhar para as pessoas que ficavam no meio, assim o vendo. O cabelo loiro o deixava ainda mais jovem e adorável. Por um minuto parei para pensar. E se Eli descobrisse que eu mantinha um caso com YoSeob? Ah, eu sabia que aquilo sim iria dar em merda. Era meu amigo de infância, mas mesmo assim tinha a capacidade de fazer atrocidades com pessoas que ele julgava ‘nojentas’. Parei de pensar naquilo. Seria apenas mais uma coisa para eu pirar. Chega, quero paz!
DoonJoon POV — off
#
HeeChul POV – on
Enquanto todos ao meu redor falavam alto, brincavam e se divertiam, comentando a maldita formatura. Eu pensava nos dois homens da minha vida. Um que eu conheci quando eu tinha apenas onze anos e o outro esse ano. Por incrível que pareça, eu sentia o mesmo pelos dois.
Tinha vontade e receio de falar com SiWon. Ele me pegou aos beijos com o HangKyung em nosso quarto. Por mais que eu fosse frio com ele, sentia algo. E toda vez que o via esse “algo” crescia. Agora, está igual ao chinês. Não sei o que fazer, como proceder. Minha vida está um caos e eu tenho que sorrir e me mostrar diva para o resto do mundo.
Suspirei pesadamente, fechando meus olhos com força, apertando-os. Abria-os lentamente, fitando o teto, querendo uma resposta. Afundei meu corpo na cadeira da mesa do refeitório. Os meninos estavam felizes. Até YeSung que tinha sofrido com o ataque dos cachorros do Eli, estava melhor que eu. HanGeng não estava lá, dizia que ia aproveitar o tempo livre do intervalo para estudar.
Novamente meus olhos se fecharam. A imagem do final de semana veio em minha mente. Aquele dia foi totalmente perturbador. E não só por eu ter apanhado, mas por ter tratado SiWon daquele modo... Céus, sou uma pessoa tão ruim assim? Tão egoísta.
Não, não, não, HeeChul. Você é uma boa pessoa, só está confuso. É isso.
Sem ao menos dizer nada, levantei da mesa, recebendo sete olhares curiosos. Eu não sabia onde estava indo, mas precisava espairecer. Saí daquela parte do prédio, indo para uma que jamais tinha ido – por livre e espontânea vontade. Quando me dei conta já estava ali na frente. A capela. Nunca havia me dado conta o quando aquele local. Era um tanto medonho, também.
Fui entrando lentamente, não queria ser notado. Todos sabiam da minha fama de ateu, que não era mentira. Mesmo assim, não queria arriscar.
Era grande, tinha uma decoração bonita, gótica. Combinava com o resto do colégio.
Sem saber muito bem o que fazer me sentei em um dos bancos que havia ali, bem atrás. Continuei ali, sem fazer nada, apenas olhando a bela decoração que a capela tinha.
Acabei dando um pequeno salto ao ouvir um “Amém”. Olhei desesperado para os lados buscando a alma penada que havia dito aquilo. Quando finalmente achei, vi que a tal alma era mais conhecida do que qualquer outra.
Ele estava ajoelhado em um dos bancos da frente, perto do altar. As mãos juntas, os dedos entrelaçados. Os lábios se moviam devagar, estava rezando. Eu realmente não entendia o porquê dele rezar tanto. Tsc, como se adiantasse de alguma coisa.
Levantei e fiquei olhando-o de longe. Queria correr até ele e o abraçar com força, pedindo para que nunca mais me soltasse. Mas se eu o fizesse, provavelmente ele iria me rejeitar e depois ir embora. Então, HeeChul, vamos tentar algo menos direto.
Comecei a andar em direção a ele, tendo máximo de cuidado para que meus tênis não fizessem barulho no piso. Parei atrás dele e sem pensar muito me ajoelhei ao seu lado, imitando-o nos gestos das mãos, mantendo a cabeça baixa. Pude perceber que ele olhou para mim, ficando visivelmente surpreso por me ver ali. O olhei, mantendo uma expressão neutra. Ele abriu a boca para falar algo, desistindo em seguida. Suspirou pesado, olhando para frente, em direção ao altar. Suas mãos pousaram no apoio a nossa frente, como se apertasse a madeira, mas sem por força no ato. Sorrateiramente, segurei a mão dele. Senti resistência de sua parte, mas continuei ali, segurando, mesmo sem ele querer.
- O que faz aqui, hyung...? – olhava para nossas mãos juntas.
- O mesmo que você...
- Veio rezar? – o tom soou meio irônico.
- E se tiver vindo? – o olhei desafiador, mantendo meu sorriso de canto.
- Bem, se diz. – retirou sua mão da minha, sentando-se no banco. O imitei, virando um pouco de lado para conversarmos melhor. – Ok, agora diga o por que de estar aqui, hyung.
- Não sei. Apenas saí andando e vim parar aqui. – dei de ombros, continuando a olha-lo. Não havia reparado, mas ele estava mais bonito naquele dia. – Acredite se quiser.
- Eu acredito calma. – sorrio gentilmente. Ele estava ‘normal’ comigo e isso era bom.
- Sinto sua falta... – simplesmente saiu sem eu nem pensar direito. Tanto ele quanto eu, arregalamos um pouco os olhos, aquilo não era comum da minha pessoa.
- Também sinto a sua, hyung... – ele ficou mais perto, tocando meu rosto com uma das mãos.
Eu cerrei meus olhos aproximando meu rosto do dele. Selamos nossos lábios demoradamente. Começamos um movimento lento, encaixando-nos perfeitamente. Entreabri os lábios pedindo passagem para minha língua que era completamente concedida. Entrelaçava a sua língua a minha, massageando-as num ritmo calmo. Suas mãos foram até minha cintura, apertando-a com força. Levantei-me de onde estava e sentei em seu colo, pondo uma perna de cada lado – sem interromper o beijo. SiWon alisava minha cintura e costas, mantendo-me perto dele. Estávamos em um momento só nosso. Um momento que não tínhamos a muito tempo.
Eu só espero que quando esse delicioso beijo terminar, ele se toque. Ainda estamos na capela. Mas quem liga?
HeeChul POV – off
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DongHo POV – on
Eu estava numa pilha muito grande. Só faltavam três dias para aquela maldita lista sair, eu não aguentava mais tanta espera. E ainda teve aquele acontecimento de ontem à noite... Eli dizendo que eu estava no time. Ok, ele é o capitão, manda na porra toda, mas ele que decide assim? Sem nem falar com o treinador? Eu não vou ficar ligado a isso, pois pode ter sido apenas uma pegadinha dele. Coisas que hyungs fazem com mais novos.
Suspirei pesadamente, deitando minha cabeça na mesa. Não tinha dormido bem noite passada. Quer dizer, eu não estou conseguindo dormir mais de três horas por dia, desde aquele maldito teste na segunda. Acho que vou enlouquecer.
O sono começava a ficar presente. Estava entrando em estado de alfa. Eu teria dormido muito bem, se o sinal não tivesse tocado bem naquela hora. Xinguei o maldito barulho em voz alta – abafada pelo som irritante.
Fui me arrastando para a sala de aula ao lado de Minho. Sabe, agora que toquei no nome dele, tenho notado que nunca mais vi Taemin junto de nós... Alguma coisa aconteceu entre esses dois. Ah, eu vou descobrir, pode ter certeza que vou. Hunf!
A minha sorte era saber do assunto das provas das semanas seguintes. Assim eu poderia finalmente dormir em paz.
Cheguei à sala, me sentando nas ultimas cadeiras – onde sempre ficava. Peguei alguns livros e coloquei a minha frente, deitei minha cabeça sobre eles, tendo-os como travesseiros. Não demorou muito para eu pegar no sono.
Aula chata, professor irritante, assunto que eu já sabia. Por favor, só deixem-me dormir.
DongHo POV — off
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Taemin POV – on
Ontem o Minho disse a mim que não poderia mais me ter somente como amigo. E me mandou pensar com carinho sobre sua proposta de namoro. E eu estou assim, bem calmo, tranquilo e... E a quem eu quero enganar? Estou a fim de arrancar meus cabelos e... Não meus cabelos não. Quero arrancar as folhas desse livro idiota! Não consigo ler ou prestar atenção. Para piorar não sou tão bom nessa matéria do demônio. Mas tenho que me concentrar. Minho vem depois. Primeiro meus estudos.
~
Tivemos uma pequena pausa na hora do almoço. Entre uma garfada ou um gole do suco, eu dava uma lida em um parágrafo. Estava conseguindo estudar daquele modo. Sentei-me afastado de Minho e DongHo, eles falam de mais e se jugam muito inteligentes para estudar feito loucos. Resmunguei baixo, voltando a comer.
Eu conseguia vê-lo de onde estava. Sorrindo, brincando com os colegas de nossa classe. Um de nossos amigos passou o braço por seus ombros largos, ficando assim, abraçado a ele. Ao ver aquela cena, senti um aperto estranho na altura do peito. Um incomodo diferente, nunca havia sentido aquilo. Balancei a cabeça negativamente, voltando para meu almoço e estudos.
Mesmo estando o máximo compenetrado possível, aquele aperto continuava a me apertar. Apertava meu coração. Não estou entendendo isso. Por que dói tanto vê-lo sendo tocado por alguém? Por quê?
- Saia de perto dele... – falei baixo, para ninguém em especial, voltando a olhar meus amigos na mesa distante a minha. – Saia... – mordi o lábio inferior, abaixando a cabeça.
Quero que esse sentimento ruim passe. Não quero sentir isso. É ruim. Alguém faça isso parar. Alguém o tire de perto do meu Minho. É, meu. Somente meu.
Num pensamento totalmente impensado, levantei-me de onde estava. Caminhei firme até aquela mesa. Poderia estar parecendo um touro enfurecido e realmente era. Parei ao lado dele, empurrando nosso ‘amigo’ para longe. Segurei na gola de sua camisa, puxando-a para cima, levantando-o no processo.
O que aconteceu no segundo seguinte, ninguém esperava. Nem ao menos eu.
Simplesmente me via dando um selinho demorado nos lábios de Minho, sem parar de apertar a gola de sua camisa social.
Me afastei bruscamente, dando alguns passos para trás. Recebi muitos olhares confusos, espantados e a maioria de repulsa.
Levei minha mão até meus lábios, cobrindo-os. Mais alguns passos para trás e corri. Corri como nunca havia feito antes. Meu rosto queimava de tanta vergonha.
Eu realmente tinha feito isso. Havia realmente beijado Minho na frente de todos. Céus... Quero sumir!
Taemin POV — off
Notas finais
Então, o que acharam do capítulo? 'o'
Olha povo, eu tô com projeto de três fic's depois dessa. Uma é SiChul em parceria da BeyondWall, minha Tia sz.Q E mais duas solo. Uma delas é YeBum, que eu já havia comentado aqui. E a outra é EunHae, um pouco mais complexa.
E eu queria saber se vocês querem que eu coloque um DOC dessas duas fanfics. Quem tiver interesse manda um 'UP!' :3
Comentários e sugestões são sempre bem-vindos!
Fale com o autor