V.v.i.p

7 Capítulo 6


Notas iniciais
Olá meus amores!!! Então.. Tentei não demorar muito, eu não gostei do capitulo anterior... Achei que ficou sem final. Enfim, trago um fresquinho cheeeeio de coisinhas pra vocês.. Divirtam-se!!!

Capítulo VI

Estava tão preocupado com seu pequeno, vê-lo desmaiar havia sido horrível. HyukJae já tinha acordado, mas dormia profundamente agora. Deitado na cama com a barriga no colchão, impedindo de dormir normalmente pelo grande machucado em suas costas, a qual estava demasiada sensível.

DongHae estava sentado no chão ao lado da cama, zelando pelo sono de seu amado. O dia já estava clareando e o cansaço começava a lhe atormentar. Não aguentou e adormeceu, sentado com a cabeça apoiada na cama.

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O café da manhã naquele sábado na mesa do V.V.I.P foi um tanto silencioso. Todos estavam meio acanhados, afinal não era todo dia que levavam uma surra daquelas.

Mas aquilo era realmente incômodo.

- Alguém viu o Yoseob? – Yesung cortou o silêncio que estava ali.

- Não! – a resposta veio um tanto baixa e coletiva.

- Ah... – resmungou. – Me poupem. Vão ficar assim só por conta daquilo? – para o moreno o que tinha acontecido era algo realmente trivial.

- Ye... – HyukJae começou. – Não estamos assim por conta da surra. – abaixou o olhar. – Foi pela situação em que fomos pegos. É meio humilhante ser pego quando você está quase transando! – elevou a voz um pouco, controlando-a em seguida.

- Eu sei HyukJae! Mas mesmo assim, o que ele fez é... – procurava palavras certas para se expressar. – É um absurdo! Como ele pode bater em alunos??

- Não fomos certos! Pecamos, devemos ser castigados da pior forma. – Siwon disse de cabeça baixa. HeeChul revirou os olhos.

- Eu concordo com você Yesung! – Heenim disse confiante no mais novo. – Já tem algo em mente?

- Mais ou menos... Vou planejar melhor. E eu vou fazer sozinho. Não quero que se metam, entenderam?!

- Por quê? – KyuHyun até o momento calado se pronunciou.

- Por que sim! E encerra o assunto! – o moreno fechou a cara.

Tinha que fazer algo que mostrasse para aquele Diretorzinho quem é que realmente mandava ali!

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Não conseguiu dormir a noite. O que tinha feito era algo que nem sábia direito explicar. Foi de repente, tudo tão rápido e ao mesmo tempo tão lento. Tinha provado de sensações novas, prazeres que nunca pensou em sentir.

A mão firme de DooJoon sobre si era... Mágico. Delicioso. Tantas coisas... Poderia passar a manhã toda ali só pensando e procurando palavras para descrever o que tinha sentido naquela noite que se passou.

Estava deitado sobre o peito dele, sendo abraçado, acolhido. Ele tinha um perfume forte e marcante. Nunca iria lavar aqueles lençóis...

Saiu de seus devaneios quando o viu acordar. Abrindo os olhos lentamente.

Ao acordar a primeira imagem que teve foi de YoSeob sorrindo docemente para si, sorriu de volta.

- Bom dia. – sussurou.

- Bom dia... – respondeu no mesmo tom sorrindo corado.

- Dormiu bem, Seob? – DooJoon sorriu mais ao ver o menor corado daquele jeito.

- S- Sim... – desviou o olhar. – DooJoon... O que aconteceu ontem, eu... – foi impedido de continuar quando o dedo indicador do maior pousou em sua boca.

- É um segredo nosso. Certo? – sorriu docemente. – Podemos ficar juntos e ver no que vai dar, mas preferia algo mais reservado, entende?

- C- Claro... – a ideia que Yoseob tinha era gritar para todos o que tinha acontecido com DooJoon, mas vendo quem ele era e a fama que tinha... Isso se tornaria um inferno.

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O café continuava normal, o assunto na mesa do V.V.I.P havia voltado ao normal. Estavam rindo novamente.

A entrada de três monitores fez o salão todo se calar.

- Todos os alunos presentes estão sendo chamados para o Auditório ‘2’ para um comunicado do diretor. Todos os alunos agora para lá! – saíram.

Os alunos ainda meio confusos saíram do loca. Era uma sinfonia de perguntas não respondidas. Era sábado, o diretor não costumava fazer ‘palestras’ nos fins de semana.

Ao entrarem no local viram o Diretor Jung em cima do palco que havia ali.

Os meninos do V.V.I.P sentaram-se juntos como sempre.

- Vocês devem estar se perguntando o ‘por quê’ de estarem aqui... – o diretor começou. – Eu queria relembrar algumas coisas para vocês, pois parece que a maioria esqueceu que isso aqui é uma escola. – respirou fundo. – Ontem aconteceu um fato o qual eu não vou dizer que me decepcionou muito! Alunos do 1º e 3º ano fizeram algo que é imperdoável. – olhou diretamente a quem falava.

Já em uma das fileiras sete garotos estavam espantados, nunca imaginariam que ele fosse fazer algo do tipo.

- Eu vou chamar um dos alunos envolvidos aqui em cima. – o V.V.I.P arregalou os olhos.! O diretor olhou uma lista na bancada a frente de si. – Kim JongWoon suba aqui, por favor. – olhou para o moreno. Esse estava paralisado. – Agora!

O silencio que estava no auditório foi embora assim que Yesung se levantou. Ele andava calmamente em direção ao palco, sorria cinicamente.

- Esse aluno eu tenho certeza que todos conhecem... Ontem ele e mais cinco colegas fizeram algo que... Não quero nem explicar. – estava falando em um tom raivoso. – Algo que passa de infração ou quebra de regras! Mas ele foi punido. – sorriu. – Por favor, retire sua camisa e vire-se. – depois que o comando foi dado, Yesung arregalou os olhos. – Vamos, não tenho o dia todo. – falou fora do microfone.

O moreno demorou alguns segundos até fazer o que ele queria. Retirou a blusa virando-se de costas para a ‘plateia’. Um “oh” foi escutado ao se virar, com certeza todos estavam boquiabertos com o que viam.

- JongWoon foi devidamente castigado por ter desobedecido uma regra. Espero que isso sirva de lição para você que pensam em fazer algo de errado. Pois eu me divirto muito nesses castigos. – sorriu abertamente.

- Sádico. – falou em alto e bom som.

- Como disse? – foi andando até o moreno.

- Velho sádico. – sorriu levemente. O diretor ficava cara a cara com si, lhe fuzilando com os olhos.

- Vou fingir que não escutei o que disse. Agora vá se sentar. – falou baixo, porem autoritário.

- Velho sádico! – gritou. O falatório de alunos começou novamente. – Você acha que com uma surrinha de merda pode me fazer abaixar a cabeça? Vai precisar me bater mais forte para eu querer alguma coisa com você. – sorriu maliciosamente. Os gritos começaram alguns de incentivo outros de reprovação.

~

- Yesung ficou louco de vez. – Kibum estava abismado com o que o amigo acabara de dizer ao diretor.

- Pelo menos ele tem coragem de fazer o que metade do colégio não fez. – HeeChul falou aprovando o moreno.

~

- JongWoon sente-se agora! – gritou.

- Bicha velha! – riu alto. Viu o Diretor Jung ficar enfurecido.

- Seu... – sua mão foi rapidamente ao rosto do aluno. Ele só não contava que essa fosse segurada, logo virando uma chave de braço. – Me solte!! – doía.

- E quem é que manda agora? – estava nas costas do diretor, cada vez mais torcendo seu braço. Se virou para os alunos sorrindo, vencedor.

- Está quebrando meu braço. – se ajoelhou de dor que sentia, nunca iria imaginar o quão forte Yesung era.

- Claro Vossa Alteza. – o soltou bruscamente, fazendo-o cair no chão. O virou de frente para si, sentando no colo dele. – E para finalizar o espetáculo... – segurou o rosto do diretor com ambas as mãos, dando-lhe um selinho demorado e forçado.

Todos. TODOS os alunos se levantaram e começaram a gritar, bater palmas, uma zoada só. Eles tinham um novo herói. Claro que alguns alunos logo se sentaram, mas o impulso foi tão grande que eles nem pensaram...

Yesung saiu de cima do diretor, saiu correndo para fora do auditório sendo bem aplaudido.

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Para surpresa de muitos o dia continuou normal. Na verdade todo o resto do fim de semana havia sido normal chegando segunda-feira foi o maior ‘bafafá’.

SungMin tinha voltado, mas parecia um pouco abatido. HeeChul notou, logo se virou para o amigo que sentava atrás de si.

- Por que está assim?

- Aconteceu uma coisa, Heenim... Uma coisa que não poderia ter acontecido. – suspirou de olhos fechados com força, como se quisesse esquecer-se de algo.

- Me conta, vai.

[Flashback ON]

Tinha acabado de chegar a casa de campo. Sempre grande e bonita... Tinha boas lembranças daquele local.

- Filho suba e arrume suas coisas. Já, já eles chegam. – comemorou animada.

- ‘Eles’ quem, mãe? – olhou um tanto confuso.

- Ah, uns amigos nossos, filho. – seu pai lhe respondeu, batendo de leve em seu ombro.

- Ah... Claro. – amigos chatos e velhos dos seus pais no fim de semana, não faltava mais nada para aquilo ficar pior.

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Algumas horas mais tarde o barulho no andar de baixo lhe fez perceber que as visitas tinham chegados. Tinha que descer...

Chegou lá com um lindo sorriso.

- Ah SungMin gostaria que você conhecesse o Sr. e Sra. Lee... – a mãe do menor falou mais alguma coisa sobre eles que não deu importância. Fez uma breve reverencia, continuando a sorrir. – E essa é a Sunny, filha deles. – uma linda jovem de cabelos castanhos claros, pele clara, lembrava muito uma boneca. – Ela tem sua idade, aposto que vocês vão se dar bem.

- Olá... – falou baixo um pouco tímida.

- Oi. – sorri verdadeiramente para ela, parecia uma boa pessoa.

Inteligentemente seus pais deixaram os dois a sós na sala. Sentaram-se um de frente para o outro no sofá.

- Desculpe minha mãe... É que ela acha que eu preciso arrumar uma namorada e... – foi interrompido.

- Tudo bem. – sorriu levemente. – Meus pais são assim também, tentam encontrar o príncipe encantado. Acho que eles podem parar as buscas... Viu o mais velho corar fortemente.

- Ah... Er.. – estava totalmente sem jeito. Sunny ria divertida.

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Era domingo, finalmente poderia voltar para casa. Estava feliz e sozinho. Seus pais tinham saído com os amigos para uma pescaria. Sozinho em paz... Ou quase.

- SungMin oppa? – Sunny abriu a porta de seu quarto, dando leves batidas.

- Pode entrar... – fechou o livro que lia botando em cima do criado-mudo. Se sentou melhor e indicou a cama para que ela sentasse.

- Atrapalho?

- De jeito nenhum. O que foi Sunny? – perguntou curioso.

- Isso! – num piscar de olhos os lábios dela estavam colados sobre os seus. Não teve nenhuma reação. Ficou parado enquanto ela lhe roubava um selinho.

Depois de alguns segundos ali, empurrou-a com certa força, fazendo quase cair da cama.

- O que pensa que está fazendo? – se levantou num pulo, limpando os lábios.

- Eu... Desculpe-me oppa... Eu gosto de você e... – uma mão num claro sinal de ‘pare’ foi posta a sua frente.

- Saia daqui. – indicou a porta do quarto. Os olhos de Sunny encheram-se de lagrimas. Correu para fora dali o mais rápido possivel.

[Flashback OFF]

A cara que HeeChul fazia era digna de piada. Até o próprio SungMin não aguentou e riu um pouco.

- Não sei o que dizer, mas... – balançou a cabeça negativamente. – Vai contar para o KyuHyun?

- Vou. – falou decidido. – Não escondo nada dele.

- Não esconde nada de quem? – Yesung chegara na sala de surpresa.

- Vai assustar a mãe, JongWoon! – HeeChul tinha uma das mãos no coração.

- Desculpa Cinderela! — Yesung riu sentando-se a frente do maior. – Do que falavam?

- No recreio eu te conto. – SungMin avisou.

- Ok. – virou-se. A professora entrara na mesma hora.

- Bom dia a todos! – os alunos responderam em coro. – JongWoon? – olhou para o moreno. – Sala do diretor. – os restantes dos alunos olharam para ele.

- Por quê? – já imaginava o que seria..

- Tem visita. – sorriu.

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Gostaria de ver qualquer pessoa menos aquela. Sabia que ela estava ali para brigar consigo. Lhe olhava secamente.

- ‘Velho sádico’? – olhou-o fuzilando. – Um braço quebrado e um beijo na boca?! – riu de deboche. – Quer ser expulso de uma vez?

- Ele me provocou, não tenho culpa. – falou simples.

- Você quebrou o braço do seu diretor! – falou mais alto.

- Ele me bateu! – se levantou no impulso, voltando a se sentar. – Ele não podia fazer isso... Ele... Ele disse que gostou de bater em nós!

- Admito que isso não foi bom, falarei com ele mais tarde. – respirou fundo. – Mas pelo o que vocês quase fizeram, não o culpo por educarem vocês desse jeito. – disse firme. Yesung riu.

Era sempre assim, sempre concordava com qualquer um menos consigo.

- Se concorda com tudo por que ainda está aqui? Por que veio falar comigo? – olhou para baixo. – Por que veio de tão longe para perder seu tempo?

- Não fale assim, JongWoon! Eu amo você e você sabe disso. Vim até aqui por que fiquei preocupada e... – foi interrompida.

- Chega Mãe! – gritou. – Não quero mais saber ou escutar. Chega.

- Filho... Eu vim do Japão para ver você e é assim que me trata? – colocou uma mão no peito, um tanto doída. – Devia agradecer por não ser seu pai aqui!

- Eu sei... – por mais que não quisesse tinha que concordar. Se seu pai estivesse ali iria ser dez vezes pior.

- Deveria contar de uma vez para ele. – viu o filho revirar os olhos. – É verdade JongWoon.

- Ele só enxerga o que quer. Nunca menti ou desmenti sobre o que eu gosto. Ele que se engana sozinho, não posso fazer nada.

- Você já teve oportunidades e nunca contou, por quê? – pegou sua mão do outro lado da mesa.

- Para quê? – sorriu triste. – Para ele dizer que o único filho homem é uma bicha? Uma desonra para toda nossa família... Prefiro do jeito que está.

- Você me pediu segredo e eu dei. – fechou os olhos como se relembrasse. – Você tinha uns... Quatorze anos?!

- Mãe, pare com isso...

- Me lembro como se fosse hoje... – sorriu para ele.

- Faz muito tempo. E não importa mais... Seu marido não quer ver o obvio.

- ‘Meu marido’ é seu Pai.

- Que seja.. – largou a mão da mãe, pondo-a na nuca. – Quanto tempo vai ficar?

- Mais dois dias. Só vim mesmo para lhe ver, mas semana que vem eu volto com seu pai e sua irmã.

- Ok. – olhou para baixo, sabia que aquilo significava briga.

- Mas me conte as novidades... – sorriu, vendo-o sorrir também.

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A professora pedia silencio ao qual era negado.

- Escutem! – berrou. – Um novo aluno. – mais barulho na sala. – Ya! Parem com isso e me deixem falar. Ele é estrangeiro.

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- Aluno novo? – Heenim se virou para SungMin. – E estrangeiro? Ganhei na loteria?

- Ai Hee, você não presta. – riu do maior.

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- Vou trazê-lo, quietos, sim? – os alunos afirmaram. – Venha... – trouxe um jovem rapaz, cabelos negros e repicados, pele clara, rosto afilado. Parecia um príncipe. – Deem as boas vidas meninos. – os alunos deram. – Pode se apresentar.

- Olá! Eu vim da China. – ouviu um ‘ooh’ dos alunos. – Me chamo HanGeng, espero me dar muito bem com todos vocês!

Notas finais
E então??? Hum? Gengs na area manolo -Q HÁ /alokNem vou demorar aqui...Comentários e sugestões são sempre bem-vindos!!