V.v.i.p

12 Capítulo 11


Notas iniciais
Geeeeeeeeeeeente! Eu vi que muita gente ficou triste com o capitulo anterior, e provavelmente ficará com esse também.
Vai ter muita coisa daqui em diante, quero muitos reviews sobre o que estão achando. É difcil para mim escrever que o Ye sofre tanto.. Enfim.

Divirtam-se!

P.S: Eu tava pensando com meus botões, já que a fic não é só HaeHyuk, eu pensei em mudar o banner ou fazer um banner a cada mês.. Não sei. Se alguém quiser [ou a linda que fez o banner atual] fazer outro com os personagens da fanfic, eu agradeceria. :3

Capítulo XI

- Lee SungMin! – o professor falou alto. – Onde você estava? A aula já começou há cinco minutos.

- Professor, o JongWoon disse que eu ia chegar atrasado e.. – foi interrompido.

- Esse daí é outro que vai se ver comigo. Ele não está aqui!

O menor arqueou a sobrancelha, confuso, viu o amigo indo em direção a sala de aula quando foi até o quarto de HeeChul. Sem contrariar mais o professor, foi se sentar. Ficou ali em seu lugar, imaginando o que poderia ter acontecido. Tsc, não ia se preocupar tanto. Yesung amava matar aulas daquela matéria, não seria novidade não o ver lá.

~

Aquela aula demorou a acabar. Assim que teve chance pegou o celular e mandou um sms a Yesung, ele sempre respondia na hora, sempre.

- Lee SungMin, venha cá. – o professor chamou o aluno. O mais baixo foi ao encontro de quem lhe chamava.

- Sim? – guardou o celular no bolso, eram proibidos na sala de aula.

- Avise ao seu amigo JongWoon que se ele não aparecer em minha próxima aula, eu vou reprová-lo! – olhou-o com certa raiva. – E não é só ele. Todos vocês, sempre faltando minhas aulas.

- É que... Nem sempre dá tempo de vir. – se arrependeu de ter falado.

- Como é? Isso aqui não é festa para você querer ou não vir. Vocês todos moram aqui para isso, estudar! – estava berrando. O aluno a frente de sua mesa abaixou a cabeça. – Sabe o que vou fazer? Se algum de vocês faltarem minha aula UMA VEZ SEQUER! Vou reprovar os oito!

- O que? O senhor não pode fazer isso! – desesperou-se, simplesmente não podia repetir de ano.

- Posso e vou. Avise aos seus amiguinhos. Mais uma falta... Já sabe. Agora vá – fez um gesto com a mão.

SungMin saiu da sala revoltado, foi até seu armário guardando seu material e pegando o da aula seguinte. Ao tocar no bolso da calça, deu-se conta que Yesung não havia respondido. Estranhou, mas deixou de lado. Seguiu para sua aula. Ele iria aparecer. Cedo ou tarde, mas ia.

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Ofegava muito, seu corpo suava, os olhos estavam fechado, recuperando-se do delicioso orgasmo que acabara de ter. O corpo acima do seu estava no mesmo estado. Logo sentiu o peso dele cair sobre si. Sentia sua respiração bater contra seu pescoço, arrepiando-o levemente. Acariciava as costas dele, bem de leve. Abriu os olhos para fitá-lo e ele também tinha o olhar sobre si. Parecia que HanGeng estava mais lindo do que nunca. A luz que vinha da janela iluminava seu rosto e corpo, deixando-o com a pele mais branca. Levou uma de suas mãos até a face do menor, alisando-a com o polegar.

- Não acredito que fiz isso... Com você. – deu seu famoso riso de canto, levando a mão que estava no rosto do chinês até sua testa, levantando a franja, um pouco.

- Tinha que ser comigo, Ciderela.. – sorrio docemente, saindo de cima do maior, deitando-se ao seu lado. – Vamos ficar juntos para o resto da vida..! – riu um pouco.

- Promete...? – sussurrou, olhando-o. Recebeu o olhar do menor em si também.

- Prometo, Kim HeeChul... – selou seus lábios com os dele, demoradamente.

O selo fora retribuído. Mas em um simples selar, tinham tantos sentimentos... Nem HeeChul ou HanGeng saberiam explicar o que sentiam naquele momento.

Apenas deixara-se levar pelo momento, aproveitando daquela sensação nova e deliciosa.

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Ao contrário de seus amigos do 3º ano, o 1º teve aquele horário vago. Os alunos se espalharam pelo colégio e os meninos do V.V.I.P foram até a mesa de pedra atrás da quadra de esportes.

Kibum avisou assim que chegou que queria dormir. Colocou a bolsa em baixo da cabeça, deitando a mesma ali. Acomodou-se melhor sobre toda a mesa, ocupando todo espaço ali.

Siwon e KyuHyun riram e sentaram um de frente para o outro, nos bancos. Ficaram conversando ali, calmamente, não muito alto para não acordar o amigo.

- E então, Siwon... Por que você está assim ultimamente? – resolveu tocar no assunto.

- Assim como? – olhando-o.

- Sei lá... É... Meio para baixo, todo calado... – coçou a nuca.

- Foi uma coisa que aconteceu... Com o HeeChul.

- Ah, então tem a ver com o Chul? – sorrio de canto.

- Sim, tem. Mas não é nada bom...

- Quer falar...? – Kyu não era a melhor pessoa para ouvir os desabafos de alguém, mas sentiu-se na obrigação de fazer aquilo com uma pessoa tão querida. Siwon assentiu positivamente.

- Eu... Eu vi o HeeChul beijando o... – fez uma pausa longa.

- O...? – estava morrendo de curiosidade.

- Aquele novato, o chinês. – abaixou o olhar.

- O que? Sério isso? – levou a mão até os lábios, cobrindo-os, estava espantado.

- Sim, é. – ainda do mesmo modo.

Siwon começou a contar tudo que havia acontecido, deixando o menor cada vez mais surpreso com tudo.

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Era aula de Educação física, Taemin e Minho ficaram no mesmo time de vôlei. Jogavam bem, mas não podiam perder. O mais velho não gostava disso, em nada na vida.

Ao ter um pequeno intervalo para beber água, foi à chance que viu para falar com ele. Sem aviso, segurou em seu braço, puxando-o para a parte de trás da quadra.

- O que foi? – Tae olhava-o confuso.

- Não fique assim comigo. Está me matando... – era sincero, sempre. – Volte a falar comigo normalmente.

- Estou falando, ué. – deu de ombros.

- Sabe do que estou falando, não seja cínico! – falou em um tom mais alto.

- Minho... Depois de tudo que você fez e disse, como quer que eu continue falando com você. Nada vai voltar a ser como era ant....

Num ato um tanto inesperado, Minho segurou o menor pela cintura, selando seus lábios demoradamente com os dele.

Taemin ficou sem ação, paralisado. Mas ao sentir os lábios do mais velho começar a se movimentar, o empurrou com força, o fazendo cair no chão. Correu e não olhou para trás, seu rosto provavelmente estaria vermelho de tanta vergonha. Não acreditou naquilo que o ‘amigo’ fez. Só parou de correr quando estava perto dos armários. Encostou no que lhe pertencia, respirando ofegante. Tocou a boca com a ponta dos dedos da mão, levemente.

Não era assim que pensava em ter seu primeiro beijo.

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Os namorados trocavam bilhetes durante a aula de geografia. Aquilo era muito normal, mas o V.V.I.P havia inventado uma maneira de que a aula ficasse mais animada. Eles transformaram os simples recadinhos em bilhetes quase eróticos.

Quando os meninos do 3º ano começaram o ensino médio, todos estudavam na mesma sala e foi onde isso começou. Sempre quem iniciava a brincadeira era Yesung ou HeeChul e é claro que ficava mais pesado.

A cada resposta um sorriso malicioso se alargava na face de HyukJae. DongHae já havia dito que queria beija-lo, toca-lo mais intimamente. Só de pensar o mais velho se arrepiava. Mordia o lábio inferior, escrevendo de volta para o moreno.

“E se pudesse me tocar agora... Onde seria?”

O menor sorriu de canto com aquilo, rapidamente o respondeu.

“ Me diga você aonde quer ser tocado, EunHyukkie...”

Assim que o mais alto pegou o pedaço de papel o sinal tocou. Abraçou o pescoço do mais velho, sorrindo. Deslizou suas mãos pelo peitoral definido do outro, indo cada vez mais para baixo. Ao tocar a ponta dos dedos no umbigo, DongHae ficou em alerta. Mas ele desceu mais as mãos e ficou a acariciar o membro do outro por cima da calça, bem de leve.

- Quero que me toque aqui... – sussurrou tão sensualmente que Hae se perguntou se aquele era seu Hyuk.

- Você sabe que estamos no meio da sala de aula e os garotos estão nos olhando... – riu baixo, estava estranhando aquilo, já ele não era de fazer isso em lugares com gente.

- Desde quando liga para isso...? – apertou o membro dele com força.

- Hyuk! – seus olhos se arregalaram, e rapidamente tirou as mãos do mais velho dali. Seu corpo começava a corresponder ao toques do outro. – Hoje a noite eu dou o que você quer... À noite. – virou o rosto para o maior, que inflou as bochechas. – Lindo. – acariciou sua face.

Ambos sabiam que aquela noite ia ser boa, muito boa.

#

As aulas estavam acabando e não era exagero sentia-se exausto. Férias chegando e as lições, provas, trabalhos pareciam ficar cada vez mais complicadas. Estava indo para seu armário, novamente. Sentiu seu celular vibrar, alguém lhe ligava. Ao pegar o mesmo em seu bolso, viu que era Yesung, rapidamente atendeu.

- Alô, Ye? Onde você esta? – seu tom de voz era preocupado.

- Minnie... Eu... – fez uma pausa. SungMin ouviu o outro soluçar do outro lado da linha. Chorando...?

- Ye, me diz onde você está!

- Banheiro... Ultimo andar... – falava baixo.

- Estou indo, espere ai! – desligou o celular e saiu correndo como hoje cedo.

Sentia seu coração apertar, como se algo estivesse errado. Nunca viu ou ouviu o mais velho chorar. Ele sempre era tão forte e calmo. Correu muito, subiu as escadas quase tropeçando.

Estranhou o maior estar no banheiro que estava sempre em reforma. Chegou no ultimo andar do prédio mais calmo, andando rápido.

A porta do local estava aparentemente fechada, mas ao empurra-la constatou que estava errado. Ao entrar no banheiro olhou para os lados, logo avistando algo que lhe deixou muito chocado.

Viu Yesung encolhido no canto da parede, chorando em silencio. Ele usava uma saia escolar e sua blusa social branca de seu uniforme estava visivelmente rasgada.

- Ye! – correu até o amigo, ajoelhando ao lado dele. O abraçou fortemente, mas não fora correspondido.

Olhava o corpo do maior com marcas roxas e avermelhadas, como se tivesse apanhado. Ou melhor, levado uma surra. Virou a cabeça para o lado, vendo a calça, roupa intima e tênis dele e mais a frente um par de algemas – o objeto que mais estranhou. – e um pano preto.

O amigo também tinha vestígios de um líquido branco e viscoso em partes da perna e rosto. Segurou o mesmo com ambas as mãos, fazendo-o lhe olhar.

Nunca havia visto Yesung daquele modo, apavorado.

- O que aconteceu...? – fazia uma breve carícia em seu rosto.

- E-Eli... – tentava conter as lágrimas, mas era em vão.

- Ele que fez isso com você...? – sua expressão de preocupada se tornou raivosa.

- Min... Tira-me d-daqui... – abaixou a cabeça, chorando mais.

- Certo,Ye... Vem, consegue se levantar. – com muito esforço viu o maior se levantar. Não iria deixa-lo sair daquele jeito.

Juntou as vestes do outro, ajudando-o a colocar a boxer preta que lhe pertencia e a calça. Deixo-o descalço e segurando a saia que antes vestia, saiu com ele do banheiro.

Passou o braço pelos ombros do menor, tendo dificuldade para se locomover.

- Quer que eu chame algum dos garotos para lhe ajudar... – foi interrompido.

- Não! – falou mais alto com o resto de força que tinha. – Não quero que ninguém me veja assim... Nesse... Estado deplorável...

- Ye, como isso aconteceu...? – estavam perto dos dormitórios.

- Eu vou lhe contar... – não conseguiu e começou a chorar novamente. – Mas preciso de um tempo e... – parecia uma criança pequena.

- Shh... Tudo bem. Você conta quando quiser... – o outro concordou com a cabeça.

O caminho para seu quarto ainda estava distante e as lembranças de tudo que havia lhe acontecido, não saiam de sua cabeça.

Depois da terceira vez, Yesung já havia perdido as contas de quantas vezes fora abusado naquela tarde. Estava exausto, sentia seu corpo mole, sem forças.

Algum tempo depois ali, viu Eli entrar no local novamente.

- Então, se divertiram rapazes? – sorriu de canto, se aproximando de DooJoon. Mandou-o desligar a câmera.

- Ah sim... Adoro cuzinhos virgens como o dele. – o ultimo garoto a se retirar de Yesung, fazendo-o gemer abafado de dor.

- Acho bom que tenham se divertido. Agora vão, se não eu vou me encrencar. – os cinco rapazes foram embora, deixando apenas os dois amigos e o prisioneiro.

Eli foi até Yesung retirando suas mordaças e algemas. O maior ficou largado no chão, acariciando os próprios pulsos.

- Preciso dizer que se você contar o que aconteceu aqui, esse vídeo vai para o mundo todo, não né? – riu. – Espero que tenha entendido que quem manda aqui sou EU! Eu, Eli Kim. – segurou o rosto dele com força, dando uma tapa estalada em seguida. – Lixo! – saiu do banheiro.

Começou a chorar alto, abraçando o próprio corpo corrompido. DoonJoon ainda ficou alguns minutos ali, olhando-o. Sentia-se culpado, mas... Não tinha volta. Saiu do local, deixando um Yesung totalmente diferente do que conhecera.

O moreno sabia, tinha uma longa história para contar a SungMin.

Notas finais
Não vou me demorar aqui. Estou ansiosa para saber o que estão achando.

Comentários são sempre bem-vindos!