Vozes Mortas (poesias & seus ecos)
1 Vertentes
É preciso gritar, apelar ? Sim, se torna necessário!
Mas quem vai escutar? Isso não importa!
O que podemos fazer?
Abram as janelas e as portas
porque precisamos sair.
Vamos deter os que levam as mãos aos rostos
e não veem onde, realmente, o mal está.
Tampam os ouvidos para não escutar
o muito que poucos tem a dizer.
Não, não irão ouvir!
Para eles, estes poucos ora não existem
ora tendem a mentir.
O importante é não se esquivar,
aos passos deste caminho não podemos parar.
Não se entreguem a estes falsos braços,
que te afagam e partilham abraços.
Mirem estas faces, mas não se abalem
com as projeções de sorrisos dissimulados.
Vamos correndo ou em curtos passos,
não podemos é permanecer parados.
Venha você também e fixe-se neste lado
porque aquele lá é capaz de te ferir.
Não se importam com o tamanho do desastre
tenha certeza, eles podem te destruir.
Não é uma fuga, é o encontro com a verdade.
A sabedoria está nesta movimentação
nossas palavras gritam em apelação!
Fiquemos deste lado, pois lá?!!
Eles carregam pedras no lugar dos corações!
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