Notas iniciais
Oi pessoal!!! Então, eu adoro escrever, como provavelmente todos vocês aqui. Bom, eu tava muito afim de escrever alguma coisa, e essa história aqui não é nada demais mesmo, só por diversão, e, boooom, espero que vocês gostem e tudo o mais. Comentem!!!
Boa leitura.

14 de dezembro, 2009

West Cooperfield, Austrália.

Você já se perguntou quem é você? Quem é essa pessoa que você olha todos os dias no espelho? Quem é essa pessoa a quem você conhece cada marca ou pequeno defeito, cada irregularidade no seu corpo? Quem é ela, ou ele, de verdade? Essa pessoa que carrega tantos problemas? Tanta autocrítica ou apenas ignorância? Por que você acha que você está aqui?

São tantas perguntas. Há um tempo, eu não sabia responder nenhuma delas. Nem mesmo com um sucinto e vazio 'eu não sei'. Porque eu não apenas 'não sabia', mas eu nunca tinha pensado sobre isso. Sobre quem eu era. Eu não fazia ideia. Eu não vivia uma vida que era minha, eu não sabia nem mesmo viver. Eu era vazia. Bom, não literalmente. A única coisa que realmente me preenchia era a minha mente. Minha mente nunca estava vazia.

Talvez você nem tenha prestado muita atenção nesse meu discurso irritante. Mas verdadeiro. E agora, você vai voltar para aquela linha onde você acabou se perdendo em pensamentos. Mas posso estar errada. Você possivelmente leu tudo. Com atenção a cada palavra. Aposto que a última coisa que você está se perguntando é como estou me sentindo agora.

Diante de tudo isso. Desse quarto ridículo de hotel suburbano três estrelas.Eu volto a me sentir vazia. Fraca, inútil. Assim como em alguns meses atrás. Mas pior, porque eu sei a resposta para todas aquelas perguntas. Sei exata e detalhadamente a resposta para tudo aquilo que se encontra em minha frente.

Eu olho vagamente ao redor do quarto de hotel. Uma garrafa cheia de Bailey's no chão, as cortinas rasgadas, o colchão vomitando penas de ganso, um maço de cigarros em cima do criado mudo, o abajur estilhaçado. A janela quebrada. Mas a única coisa que eu realmente vejo nessa bagunça é a dor. A dor que emana daquele líquido pegajoso que mancha o sofá e escorre no papel de parede pêssego-rosé. E nessa mistura de cheiros, tabaco, álcool, perfume cítrico e aquele cheiro insuportável de sangue, a dor, a fúria e a minha decepção viram o pior de todos os sentimentos: o vazio. Vazio daquele quarto de hotel. Vazio daquele cheiro que me enoja. O vazio daquele vermelho escuro que se destaca no ambiente.

Mandy Moon, vazia.

Notas finais
Espero que a leitura não tenha sido cansativa pra voces!!! SE preparem para o proximo capítulo!!! Quaisquer sugestões são bem-vindas!!!
Beijos,
Dorrit Division.