Voyage au Tibet
1 Catastrophe
Notas iniciais
??” Eu não acho que a mãe dele é a portadora do Miraculous do pavão. Então nessa história essa possibilidade passa bem longe!
??” Boa leitura!
Era para ser uma viagem incrível. Nada de muito extravagante e nada muito demorado. Seria nossa segunda lua de mel. “Uma viagem feita exclusivamente para relaxar”, dizia ela. Eu achava desnecessário. Não só pelo fato que teríamos que nos afastar de Paris e de nosso filho, mas também porque teria que me afastar do trabalho. E não é que eu fosse uma pessoa fissurada em trabalhar, mas como um estilista famoso e de renome, eu tinha prazos para cumprir. Mas ela era determinada demais... Havíamos renovado nossos votos de casamento há poucos dias e ela estava louca para viajar. “Adrien já é um mocinho, Gabriel. Ele pode se virar sozinho”, dizia ela dia e noite. Eu não pude resistir. Às vezes a teimosia dela era mais forte do que eu. E, por causa dessa mesma teimosia, nossa viagem fora marcada.
Começaríamos em Bangladesh, e depois seguiríamos para Myanmar. De lá, cruzaríamos a fronteira para o Tibete e terminaríamos nossa viagem em Nepal. Seriam poucos dias e Adrien ficaria sob responsabilidade de Nathalie, minha assistente. Tudo parecia perfeito, planejado e sem falhar. Mas só parecia...
Em nossa viagem para Bangladesh, Louise se mostrou deslumbrada com tudo o que encontrava e via. Por um momento pensei em como aquela viagem havia sido uma boa ideia. Não era segredo para ninguém que eu era realmente apaixonado por minha esposa. Por ela, eu faria qualquer coisa. Ver seus lindos olhos de esmeralda iluminados ao explorarem os segredos Dhaka me deixava realmente muito satisfeito por ter cedido a seus pedidos de viajar.
Ao chegarmos em Myanmar, Louise se dedicou a desvendar os costumes e lendas locais. Andava de vilarejo a vilarejo, conversava com todos os tipos de pessoa que encontrava. Havia realmente se entregado de corpo e alma para aquela viagem e parecia querer saber a todo custo quais mistérios se escondiam por aquelas terras. A princípio, achei que fosse apenas curiosidade. Mas, à medida que sua curiosidade foi se tornando uma obsessão, fiquei preocupado. Tentei intervir. Perguntava a ela qual a necessidade de adentrar ainda mais no país sendo que podíamos nos prender apenas aos pontos turísticos. Mas ela não me respondia. Ela não me escutava. Estava disposta a vasculhar aquelas terras desconhecidas a procura de sabe-se lá Deus o que ela queria.
Eu me sentia cada dia mais frustrado, mas mantinha isso escondido. Faltavam apenas dois dias para irmos embora e se quer tínhamos visitado os outros países de nossa lista. Quando a questionei sobre isso, ela apenas ergueu os olhos para mim e disse que precisava de mais tempo. Que não poderia voltar para casa sem encontrar o que estava procurando. Aquela foi a gosta d’água. Nossa briga foi exaustiva, explosiva. Tenho a leve impressão que todos daquele vilarejo a ouviram. Eu tentei de tudo para fazê-la mudar de ideia, mas ela estava inflexível. Após muita gritaria eu apenas assenti dizendo que ligaria para Nathalie na manhã seguinte e pediria para remarcar todos os meus compromissos. Louise apenas sorriu.
Depois de dois dias de nossa discussão, Louise finalmente achou o que procurava. Um pedaço antigo de pergaminho com anotações em um idioma totalmente desconhecido por mim, mas que, segundo Louise, se tratava do alfabeto birmanês. Ao acharmos esse pedaço raro da história, fui ingênuo ao achar que tudo voltaria ao normal e que, finalmente, poderíamos voltar para casa.
Doce engano. Louise quis viajar imediatamente para o Tibete. Frustrado com toda aquela situação, não pude fazer nada quanto ao desejo de minha esposa. Fomos direto para Lassa, onde Louise se encontrou com mercadores e vendedores da região. Sem me falar uma palavra se quer, rumamos para o monte Kailash. “Louise, o que está acontecendo?”, perguntei, sem aguentar mais aquela situação. “Querido”, ela falou enquanto me olhava, “Talvez eu tenha sucesso em minha expedição e encontre algo que realmente mudará as nossas vidas”, um misto de empolgação e esperança dançavam em seus olhos. Não pude me negar a ajudar. Ela me tinha nas mãos. “Só me prometa que me explicará isso tudo em breve, Lou”, praticamente supliquei.
Recebi a confirmação de minha súplica em forma de um beijo carinhoso e um sorriso sincero. Eu esperava que ela conseguisse o que veio buscar.
Nossa expedição pelo monte Kailash não foi com guia turístico ou artefatos de segurança. Se quer contávamos com utensílios de acampamento. Éramos apenas eu e ela, em uma montanha monstruosa e coberta de neve. É claro que isso não era uma boa ideia. Eu tentei avisá-la, mas sua teimosia era absurdamente maior do que seu bom senso. Passamos horas caminhando pelas trilhas, seguindo orientações de sabe-se lá quem. Até que chegamos a uma caverna.
“Finalmente...”, foi a única coisa que ela disse antes de adentrar a caverna como se já a conhecesse há muito tempo. “Lou!”, tentei adverti-la, mas já era tarde demais. Ela já estava muito longe de mim. Com passos cuidadosos me juntei a Louise.
Ela admirava uma parede com hieróglifos antigos, desgastados pelo tempo, mas surpreendentemente coloridos. Pequenas criaturas desenhadas junto a algumas figuras que pareciam joias. E logo abaixo dessas joias pessoas mascaradas que ostentavam armas não letais e lutavam contra bestas e monstros. “Isso, meu amor”, Louise disse enquanto alternava o olhar do hieróglifo para mim “É o que mudará a nossa vida”.
Diante do meu silêncio, Louise me explicou que aquilo era chamado de Miraculous. Uma magia muito antiga que havia se perdido com o tempo. Ela soube, ainda em Myanmar, que um monge do século passado havia conseguido salvar dois Miraculous antes que o monastério onde vivia fosse devorado pelo fogo. Esses dois Miraculos estavam escondidos em Kailash, mas só o encontraria quem, por ventura, encontrasse o pergaminho. “No começo, pensei que fosse apenas uma lenda”, admitiu. E disse que durante a pesquisa e procura, achou que isso era realidade.
Ela estava eufórica. Eu estava assustado. Mas seguimos em frente. Exploradores sem experiência em uma caverna desconhecida. Andamos pelo que me pareceram horas. Até chegarmos a uma pedra em formato retangular que parecia ter sido criada especialmente para o lugar onde estava descansando. O cansaço era evidente, mas a determinação de Louise parecia ser mais forte do que toda a situação. Ela não sossegou até tirarmos a pedra do lugar. E tamanha foi nossa surpresa quando uma passagem se revelou para nós. Fechada, úmida e estreita. Tivemos de entrar na passagem de joelhos e ela parecia diminuir a cada centímetro percorrido.
“ACHEI!” Foi a única coisa que eu ouvi antes que uma luz forte nos envolvesse. De repente, sem explicações, estávamos em um lugar amplo. A caverna havia desaparecido, a passagem havia se dissolvido. Estávamos no que parecia uma sala e ali, no meio dela, a repousar se encontrava um baú de madeira escura detalhado com entalhes vermelhos. Louise não se segurou, correu para o baú e o abriu sem medir as consequências. Dentro dele, escondido sob um punhado de tecido de seda branco, encontravam-se duas caixas brancas aveludadas e um livro com aparência antiga.
Com temor, Louise pegou os objetos com as duas mãos. Parecia sentir os poderes percorrendo-lhe as veias. Eu estava muito assustado para compartilhar desse momento com minha esposa. Minha preocupação sempre fora a sua segurança e estar ali, diante de uma situação que eu não sabia o que fazer me deixava desconcertado.
Guardando com delicadeza os pertences dentro de uma bolsa, Louise se virou para mim. “Você tem ideia do que isso significa, meu amor?”, perguntou com os olhos iluminados. Eu não tinha ideia. Eu se quer sabia o que lhe falar. Apenas suspirei, me sentindo derrotado por não saber como agir. Louise se aproximou, abraçando-me como só ela sabia. Depositou um beijo em meus lábios e sorriu. Aquele sorriso que afastava de mim toda a escuridão. “Nós iremos ficar poderosos. Nós iremos ajudar as pessoas... Tornar o mundo um lugar ainda melhor para nosso filho, Gab”. O jeito como ela sorria fez meu coração se alegrar. Mas no fundo da minha alma, eu sabia que algo estava errado.
Quando nos afastamos, me dei conta de que tudo estava em ruínas. A sala ampla onde estávamos começava a se desfazer, como em um passe de mágica. Louise agarrou minha mão e corremos sem rumo pela sala até chegarmos a um corredor escuro. Uma risada maléfica fez com que o meu coração disparasse ainda mais e um grito horrorizado escapou pelos lábios de minha esposa. Não sei dizer o que houve, uma escuridão tomou conta de meus olhos e eu apenas pude sentir as mãos de Louise tateando-me na escuridão. “Querido?”, perguntou ela com certo desespero na voz. “Estou aqui”, respondi enquanto a puxava para mais perto de mim e a envolvia em um abraço protetor. Aos poucos minha visão ia se acostumando com a escuridão e eu conseguia distinguir flashes de luz dançando pelo ar. ‘Talvez estivéssemos presos sob os escombros da caverna’ pensei sentindo um fio de esperança passar pelo meu peito. Sem pensar muito, segurei Louise pelas mãos e a guiei na escuridão, indo em direção ao que me parecia mais certo. Não sei especificar quando e nem como saímos dali, mas conseguimos. Louise finalmente respirou quando se viu longe de todo aquele breu e com um breve e forte abraço comemoramos o ocorrido. Mas as coisas ainda não tinham acabado.
Quando finalmente retornamos para nosso hotel em Lassa, Louise retirou da bolsa os artefatos encontrados na caverna assombrada. “Veja amor, como são lindos!”, ela disse enquanto estendia em minha direção as duas caixinhas aveludadas abertas. Nelas continham duas pequenas joias, parecidas com os hieróglifos antigos que vimos estampando a parede da caverna. “Para que servem isso, Louise?”, perguntei lançando-lhe um olhar duvidoso. “Meu amor” disse ela com sua doce voz “Vamos lutar lado a lado para transformar o mundo em um lugar melhor para nosso filho. Nos tornaremos heróis, vigilantes de Paris! Vamos combater o mal que assola nosso mundo, querido!”. Eu não tive outra reação se não rir daquilo. “Acho que essa viagem não fez bem para você, querida”, disse a ela enquanto me acomodava na cama. Louise apenas revirou os olhos lançando-me um olhar resignado em seguida. “Vou provar para você”, disse ela ajeitando em sua roupa o broche que se assemelhava as penas de um pavão. Ela abriu o livro que havíamos trazido da caverna e, folheando com pressa, abriu em uma página que continha uma heroína semelhante ao broche que usava. Ao olhar a escrita do livro não soube dizer que língua era. E pelo jeito, Louise também não. Uma risada nascia em minha garganta enquanto Louise recitava algumas palavras estranhas e essa mesma risada morreu em minha garganta quando vi uma luz azul envolver minha esposa da cabeça aos pés. Um grito horrorizado se fez presente na sala e de repente Louise havia desaparecido. No começo achei que fosse um truque. Mas ao olhar no chão e vislumbrar o estranho broche caído, meu coração disparou e um desespero sem fim tomou conta do meu ser.
“LOUISE?” eu gritava, sem receber uma resposta em volta. Alarmado, chamei as autoridades locais e liguei para todos que eu achava que poderiam ajudar. Ninguém pode fazer nada. Não falei para ninguém do que aconteceu, guardei em minhas coisas o broche de pavão e as outras coisas que tiramos daquela caverna. Naquele dia eu sabia que minha vida estava arruinada. Eu senti, no mais íntimo de meu ser, uma presença tomar conta dos meus sentidos e um desejo muito forte de vingança acometeu meu ser.
Quase não tive forçar para retornar para casa. Quase não tive forçar de encarar os olhos de meu filho, aqueles olhos tão parecidos com os de sua mãe. Eu o protegeria de todo mal. Não deixaria que nada de mal lhe acontecesse. Ele, a partir de hoje, passaria seus dias em casa, onde eu poderia ficar de olho nele e livrá-lo de todo mal deste mundo perigoso.
Passei anos estudando aquele livro, tentando decifrá-lo como se minha vida dependesse disso. Eu tinha que conseguir Louise de volta. Descobri ao longo dos estudos naquele livro que ao usar o Miraculous palavras certas deviam ser ditas para nos transformar em tais heróis. E palavras erradas lhe faziam cair em maldições terríveis. Pobre Louise... Sua alma estava perdida em algum lugar. E eu faria tudo o que eu pudesse para resgatá-la de volta.
Essa é a minha missão. Eu a traria de volta, custe o que custar. E para isso eu usaria do próprio poder do Miraculos. Ao me tornar Hawk Moth eu jurei que tomaria posse do poder absoluto. E é isso que eu vou fazer, assim que colocar as mãos no Miraculous da Ladybug e do Chat Noir. Muahahahaha
Notas finais
??” Gente, eu coloquei o nome da mãe do Adrien de Louise porque eu acho que combina com ela. Se alguém aí souber o nome dela de verdade (coisa que eu acho que ainda não foi divulgado) aí vocês me falam por mensagem pra eu mudar aqui, tá? :B
??” ME FALEM O QUE VOCÊS ACHARAM POR FAVORRRR!
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