Notas iniciais
Viram que escrevi os nomes dos capítulos em francês? Foi pra ficar mais bonito, keke. Também pra combinar com o lugar onde se passa a história e enfim.
Agora vem o capítulo que mais me dediquei pra escrever, é meu primeiro lemon, um pouco longe do resultado que eu realmente queria. Mas tudo bem, acho que melhoro com o tempo, certo?
Boa leitura.

As coisas aconteciam lentamente, todas perfeitamente em seu tempo. Mas um tempo longo e que demorava a finalmente passar. Jonghyun estava melhor, tanto que daria início as primeiras sessões de fisioterapia em breve, mas ainda precisava de algumas consideráveis melhoras, essas logo viriam, se tudo desse certo. Seus machucados também haviam melhorado timidamente, se tornando aos poucos apenas manchas tímidas em seu corpo. A única coisa que continuava exatamente igual era a memória, ainda inexistente.

Quanto as histórias contadas em todas as noites, isso também continuava igual. Kibum só ia ao quarto quando tinha certeza de que o outro já estava dormindo, porque se sentia melhor fazendo aquilo daquela forma. Acreditava não ter coragem de contar e ter os olhos de Jonghyun presos em si, tentando se lembrar de um dia ter vivido tais recordações.

Seria uma grande angústia, mas podia ser evitada. E Kibum estava fazendo exatamente isso, a evitando com todas as forças que tinha.

Na sexta noite, o que Kibum contara foi o mais belo momento que tinha como lembrança. Uma lembrança linda e muito bem aproveitada, guardada com cuidado num lugar especial dentro do peito do médico.

- Jjong, lembra de quando você me apresentou seus pais? Sua mãe se assustou com minhas roupas diferentes. Foi engraçado – Kibum começou, mesmo não sendo ouvido pelo outro, que como de costume dormia pesadamente.

Eu não sabia o que usar, minhas roupas estavam todas espalhadas pelo quarto e eu andava de um lado para o outro, preocupado. Você estava em algum lugar sob algumas roupas, não tinha como achar nada em meio a tanta bagunça. Tudo que eu ouvia era sua risada, dizendo que eu estava agindo de forma boba. Claro que eu discordava, ia conhecer seus pais, precisava estar arrumado e causar uma boa impressão. Terminei vestindo uma roupa qualquer, com uma frase dita por você rondando em minha mente. “Use as primeiras peças que vir, mais tarde acabará sem elas de qualquer jeito”. Corei ao ouvir, não poderia ser o que estava imaginando. Mas bom, fingi que nem prestara atenção e ainda meio incerto vesti uma calça escura com umas tachinhas no joelho, um tênis de cano alto e uma regata trash, meio detonada por ser minha favorita. Você tirou alguns fios do meu cabelo de lugar enquanto me beijava, mas não me importei, acho que também baguncei o seu. Quando chegamos ao restaurante, seus pais estavam numa mesa reservada, conversando animadamente enquanto nos esperavam. Eles estavam tão arrumados, ambos de ternos e sua mãe usava um lindo scarpin de cetim vermelho. Nós fomos apresentados e pedimos nossos pratos, era um restaurante italiano, meu preferido por sinal. Comemos e tivemos conversas extremamente agradáveis, foi tudo muito bom, e por sorte me dei bem com seus pais, eles disseram que eu tinha uma personalidade encantadora. Quando acabamos o prato principal, eles disseram que tinham de voltar ao trabalho e foram embora, sem ao menos comerem a sobremesa. Você me contou que eram pessoas importantes e me senti lisongeado de dedicarem um tempo apenas para almoçar com o filho e seu novo namorado. Mesmo sozinhos, comemos uma deliciosa torta de pêras. Então voltamos para a minha casa, onde meus pais haviam viajado e só voltariam em algumas semanas. Liguei a televisão e deixei num canal de música qualquer, tocava uma música quase sensual, meio animada. E foi com ela que nos beijamos despreocupados, aos poucos transparecendo nossos desejos adormecidos. Tudo foi se tornando mais urgente, mais intenso. Quando finalmente percebi, estava sentado sobre o aparador ao lado da porta, abraçando sua cintura com minhas pernas. Nos livramos rapidamente de algumas peças de roupas e então me lembrei do que você havia dito, realmente acabaria sem nada em meu corpo, mas você também não sairia ileso, não mesmo. Então, tendo as coxas apertadas com força, senti meu corpo ser pressionado contra uma parede gelada, nossos membros despertos tendo o primeiro contato. Ah, poderia ir ao céu apenas com aquilo. Você abandonou meus lábios e deu atenção a meu pescoço alvo, deixando marcas por todo lugar que descobria. Quando me deitou sobre o tapete macio no centro da sala e desceu os beijos até meus mamilos, tive que apertar seus cabelos com força, numa tentativa débil de não enlouquecer com tanto prazer. Mesmo não querendo que acabasse, fiz você parar assim que chegou ao cós da minha cueca. Queria que a satisfação fosse equivalente, e por isso fiz um movimento meio ninja, deitando suas costas sobre o tapete felpudo, ficando dessa vez por cima. Desbravei seu corpo com mordidas, algumas arrancando gemidos dolorosos de você, que em atos meio masoquistas, me incentivava a ir mais além. Por sorte não fui parado quando cheguei a seu ponto sensível e pulsante. Puxei sua boxer preta e tive um pequeno relance do paraíso, falo sério. Tomado pelo desejo e luxúria, abocanhei o membro de uma vez só, lhe arrancando um gemido alto. Suas costas arquearam e suas mãos agarravam com força o tapete, tentando perceptívelmente se controlar. Enquanto isso eu me divertia com suas expressões, fazendo movimentos torturantes em seu membro, ouvindo você tentando pedir por mais, com palavras e frases desconexas. Sabia que não aguentaria por muito tempo, e por isso abandonei o pedaço de carne pulsante, recebendo um resmungo qualquer em resposta. Sorri e deixei que você ficasse por cima novamente, estava me preparando mentalmente para o que viria a seguir. Eu era virgem, e sabia que doeria. Você pareceu perceber, mas não fez toda aquela coisa estranha de dedos. Apenas me roubou um beijo, um beijo esfomeado e desesperado. Enquanto isso me penetrava lentamente. Ainda assim senti dor, e deixei algumas lágrimas escorrerem em meu rosto, mordendo com força o lábio inferior, um pequeno e fino filete de sangue escorreu do mesmo. “Shii, acalme-se que logo passa” foi o que você sussurrou em meu ouvido segundos antes de agarrar meu membro, apertando-o de forma prazerosa. Após pouco tempo, já estava acostumado e investia meu próprio quadril contra seu corpo, quase que ditando a velocidade. Você me masturbava na mesma intensidade e eu gritava, provando da melhor sensação existente. Não demoramos para chegar ao ápice, juntos. Foi algo indescritível, ainda mais quando você deixou o corpo cair ao meu lado e me puxou, fazendo com que acomodasse minha cabeça em seu peito, ouvindo as batidas desesperadas de seu coração. Afagou meus cabelos carinhosamente e proferiu três palavras repletas de sentimento e sinceridade, tudo que eu precisava para saber que aquele seria o momento mais memorável da minha vida. “Eu te amo”, foi o que ouvi antes de fechar os olhos, exausto e realizado.

- Sabia que essa é uma das lembranças mais importantes pra mim? – Kibum sorriu, as lágrimas correndo livremente por seu rosto, não faria questão de secá-las – Você me fez sentir especial, e naquele momento confirmei que te amava, de verdade.

- Me amava? – Jonghyun indagou baixo e sonolento, sua voz falhando – Do que está falando? E porque choras? – se preocupou imediatamente com a figura de rosto molhado sentada ao seu lado.

O médico não percebera o outro acordado enquanto imerso em seu conto, e sem saber o que fazer diante de tais perguntas, correu rapidamente para fora do quarto.

Para longe do quarto.

Acabou se sentando a beira da piscina onde aconteciam algumas sessões de fisioterapia, era uma sala enorme, com uma parede inteiramente feita em vidro. Por ser um vidro claro, a luz refletia seus raios na piscina calma e lançava fachos de luz amarelada por todos os lados.

Não pensara na possibilidade de Jonghyun acordar durante suas histórias. Não havia se preparado mentalmente para se caso algo do tipo viesse a acontecer. E ainda foi pego num momento delicado, chorando. Correra apenas por medo, talvez também porque as palavras fugiram instantaneamente de si, mesmo que se esforçasse, não conseguiria responder as três simples questões que o foram direcionadas.

Sim, eu sempre te amei e ainda amo mais que qualquer outra coisa. Estava contando uma história vivida por nós dois, há algum tempo atrás, uma bela e romântica memória que tenho. E choro porque você também deveria se lembrar disso, e tratar com tanto apreço quanto eu, mas nem se recorda de quem sou.

Três respostas completas, verdadeiras e muito bem explicativas. Três respostas que simplesmente desapareceram de sua mente. As três respostas que provavelmente assustariam Jonghyun, mais do que as lágrimas presenciadas. Porque ele com certeza ficou assustado, não é normal acordar e ter um médico sentado a sua frente, chorando copiosamente enquanto diz que o ama.

Notas finais
Okay, fim do capítulo podre. E ah, qualquer erro, é porque eu to com sono ~desculpa de sempre.
Não tenho muito o que comentar hoje, só que levei um bom tempo pra escrever essa cena, não curti muito no fim das contas. Mas tudo bem, vou me esforçar mais.
Estamos no capítulo doze e provavelmente faltam uns dez pra acabar, coisa pouca. Tentarei não enrolar pra postar.
Então, todo mundo cantando To You, Monster e Te Amo comigo? E esperando o comeback do Boyfriend também? ~muitas emoções.
See ya no próximo :*