Voulez-vous coucher avec moi ce soir?
4 Capítulo 04: Desejo
Harry não era o tipo de homem que contava quantas vezes fazia alguma coisa. Ele não se importava se era a quarta taça de vinho que tomava, não ligava de se gabar de ter comprado uma, ou talvez duas garrafas Domaine Leroy*, e definitivamente não o incomodava se fosse a décima vez que ligava para um de seus restaurantes preferidos pedindo para entregarem refeições completas para dois, mas quem poderia culpá-lo por contar as vezes que vira Tommo no último mês? Foram exatamente nove vezes. Aquela noite seria a décima e Harry tinha uma proposta a fazer.
Proposta que fora momentaneamente esquecida quando Tommo se anunciou no interfone e Harry liberou sua entrada. O homem estonteante que adentrou sua sala roubou todo o fôlego que havia em si, o rapaz estava vestido de forma modesta — como ele passou a se vestir sempre que ia para o apartamento de Harry -, mas ainda assim deslumbrante na visão do mais velho. Tommo vestia uma calça jeans preta justa na medida certa, acompanhada de vans pretos — aparentemente os calçados preferidos dele — e uma blusa moletom cinza com listras estratégicas que deveria ser um ou dois números maior que seu atual manequim. O cabelo liso havia apenas sido jogado para o lado e Harry reparou que ele não havia feito a barba daquela vez; e ele gostou demais do que via.
— Eu abri mais um Domaine Leroy para nós, e mais uma maravilhosa refeição do Ledbury. — Harry tinha a voz calma enquanto caminhava tranquilamente até Tommo e envolvia seu rosto com as duas mãos. — Gostei que não fez a barba, deveria deixá-la por um tempo. — Não deu tempo para que o rapaz respondesse, logo capturando seus lábios em um beijo afoito e com gosto de saudade, mesmo que já tivessem se visto naquela mesma semana. — Oi. — Sorriu ladino ao se afastar minimamente de Tommo.
— Oi. — Trocaram mais um beijo antes de se afastarem de fato e Harry conduzi-los para a mesa da varanda, lugar preferido de Tommo no apartamento.
— Você está me mimando, Styles. — Tommo tinha um sorriso discreto nos lábios, ditando Harry de forma brincalhona. — Quantas vezes preciso repetir que nada disso é necessário?
— Você pode repetir pelas vezes que desejar, eu vou continuar a fazer as mesmas coisas. — Harry o fez sentar-se à mesa. — Além do mais, não gosto de comer sozinho, e gosto da sua companhia. — O mais velho afirmou enquanto servia uma taça de vinho para Tommo.
— Se você prefere assim… — O rapaz sorveu uma pequena quantidade de vinho, sorrindo e deleite logo após. — Como foram seus dias sem mim?
— Tediosos, se quer saber a verdade. — Harry assumiu seu lugar diante de Tommo, com as porções de comida entre eles. — Um dos meus amigos viajou para a Irlanda para visitar alguns parentes, outro tem saído mais com um amigo que não conheço e, aparentemente, não vou conhecer. — O homem servia a si e a Tommo enquanto falava. — Aliás, acho que ele não quer promover um encontro entre todos nós para evitar que a gente o difame, deve ser um pretendente dele e ele não quer misturar as coisas.
— Seria tão arriscado assim te apresentar a um pretendente? — Tommo tinha o brilho do divertimento no olhar enquanto falava, genuinamente interessado no que Harry tinha a lhe dizer.
Essa pequena dinâmica entre eles aconteceu de forma natural e a princípio, quando se deu conta de como as coisas estavam acontecendo, Tommo se assustou e tentou voltar tudo para uma linha profissional, por assim dizer. O rapaz não gostava muito de jogar conversa fora, poderia acabar falando mais do que deveria, o que resultaria na sua vida particular exposta de forma totalmente desnecessária; o problema era que Harry gostava. O homem, apesar de ter diversos amigos, muitos dos quais ele considerava próximos o bastante para poder falar sobre qualquer assunto, era levemente solitário e gostava de falar sobre seu dia, contar sua rotina, seu pequenos problemas e conflitos de trabalho. E mesmo não gostando muito de falar, Tommo gostava de ouvir.
Então as coisas caminharam daquela forma. Harry ligava para a agência duas, às vezes três, vezes por semana e pedia para que Tommo fosse até seu apartamento, quando o rapaz chegava a mesa normalmente estava posta, eles jantavam, Harry falava, Tommo ouvia e comentava e só depois ele iam para cama. O sexo com Harry continuava quente, forte, bruto e cru; e Tommo não conseguia se cansar disso, era puro de uma forma que jamais conseguiria explicar.
— Você teve algum outro cliente hoje? — Raramente Harry lhe fazia aquela pergunta, e Tommo apenas imaginava o motivo dele não perguntar. Seria por possessividade? Seria por querer fingir que Tommo era apenas um amigo colorido? Seria por receio de descobrir que talvez Tommo estivesse com alguém que ele conhecesse?
— Hoje não. — Manteve um sorriso ladino ao responder, mordendo o canto da boca em provocação enquanto desviava seu olhar para a Londres sob seus pés. — Mas ontem teve um… Foi… Interessante.
— Interessante como? — Harry não queria de fato saber sobre os outros encontros de Tommo, ele não tinha interesse algum sobre quem mais estava pagando para ter o rapaz em sua cama; o ponto era que aquele era o único assunto sobre o qual o rapaz falava, e Harry gostava de ouvir sua voz.
— Ao que me parece, ele nunca tinha saído com um acompanhante antes. — Tommo voltou sua atenção para Harry. — Ele estava nervoso, mal conseguia abrir as próprias calças… Foi uma cena e tanto.
— Bem… Se você tivesse sido o primeiro com quem sai talvez eu ficasse tão nervoso quanto. — O mais velho encolheu os ombros com um sorriso sedutor.
— O ponto, Styles, é que aparentemente ele não sabia para o que estava me pagando. — Brincou com um pedaço de carne em seu prato. — Ele, aparentemente, tinha a ideia fixa de que precisava ser o ativo na relação. — Harry o fitou de forma curiosa, com uma sobrancelha erguida e Tommo tomou a deixa para se levantar e seguir até o homem. — O ponto é que vocês me pagam para uma coisa bem simples. — Fez com que Harry se encostasse na cadeira e sentou-se em seu colo, de frente para ele e com os braços sobre seus ombros. Roçou o rosto no de Harry, fazendo com que sua barba arranhasse levemente o pescoço alvo. — Vocês me pagam para satisfazê-los. — Deixou uma trilha de beijos desde a base do pescoço até o lóbulo da orelha, que fora pronta e obscenamente sugado. — Pode ser acompanhá-los no jantar a noite. — Rebolou sobre a virilha do mais velho, sentindo seu membro começar a dar sinais. — Ou para tê-los bem abertos para mim, com meu pau bem fundo em vocês. — Tommo falava e rebolava de forma sutil sobre e ereção cada vez menos discreta. — Ou então para ser fudido com força e sem cuidado algum. — Ouviu o ofego de Harry e se sentiu vitorioso naquele momento; o homem não era o que Tommo chamaria de fácil sedução. — Como quer que eu te satisfaça hoje, senhor Styles?
— Dance para mim Tommo. — A voz saiu arrastada, quase sussurrada, mas Tommo ouviu, e sorriu em seguida enquanto se levantava devagar do colo do homem.
— Como quiser, senhor Styles.
O rapaz levantou do colo de Harry sem pressa alguma, sustentando o olhar lascivo e sedutor; a música não estava no rádio, não havia som algum além das respirações deles dois, mas Tommo podia ouvi-la e Harry podia senti-la conforme os movimentos do mais novo se iniciavam. Tommo se livrou dos tênis e meias sem cerimônia alguma, mas sua dança a princípio era apenas movimentos calmos, lentos no que Tommo jogava seu quadril de um lado para o outro, quase como se estivesse tímido; e então ele fechou os olhos e deixou a cabeça pender para o lado enquanto subia as mãos por seu abdômen e peito, até atingir o pescoço e puxar levemente os próprios fios.
Harry assistia a tudo maravilhado, não deixando de notar quando a blusa do rapaz subiu levemente, acompanhando o movimento de suas mão, mal notara quando se deixou de forma mais desleixada, deixando que suas pernas se abrissem o suficiente para se sentiu confortável com a ereção que já tinha.
Com um sorriso brincalhão Tommo desceu as mãos pela lateral do corpo, rebolando suavemente, e voltou a subi-las, dessa vez por dentro da blusa, erguendo-a e logo a descartando no chão. Inclinou-se para frente até seu rosto estar próximo ao de Harry, com as mãos apoiadas em seus joelhos, deslizando até as coxas roliças.
— Voulez-vous coucher avec moi, ce soir**… — Sussurrou a letra da música bem rente à orelha de Styles. — Voulez-vous coucher avec moi. — Mordiscou a pele de seu pescoço e voltou a se afastar. — He sat in her boudoir while she freshened up. — Continuou cantarolando enquanto suas mãos brincavam com a barra da calça e da boxer também preta que vestia, assistiu em deleite os olhos verdes escurecerem enquanto assistia seus dedos contornarem o limite do jeans. — Boy drank all that magnolia wine — abriu o botão da calça e rebolando de forma exagerada deixou que o tecido lhe escorregasse a pele, tendo que ajudar em alguns pontos, já que era modelo justo — On her black satin sheets — virou-se de costas para o mais velho, apoiando as mãos no vidro absurdamente limpo e transparente — Is where he started to freak, yeah! — Ainda de costas fingiu que iria tirar a boxer, descendo apenas alguns poucos centímetros, sequer o bastante para ter visão do início de suas nádegas. Tommo estava ignorando seu próprio membro duro, reflexo de se sentir desejado por um homem como Harry Styles; estava gostando daquilo, daquele pequeno joguinho, daquela dança sem música, das pupilas dilatadas de Harry, da exposição íntima que estava fazendo.
E Harry também estava se deleitando; abrira as calças em busca de certo alívio e quando Tommo voltou a cantar, dessa vez se atendo ao refrão enquanto rebolava subindo e descendo as mãos pelo corpo, empinando-se mais do que seria necessário em qualquer outro momento, foi obrigado a apertar sua ereção para evitar ter um orgasmo apenas com a visão obscena. E então Tommo tirou por fim a última peça que tinha no corpo, ainda de costas, ainda rebolando, mas quando ele se virou encontrou olhos praticamente negros de desejo de Harry e gemeu com visão sem pudor algum.
Desceu sua mão direita direto para seu membro, estimulando-se lentamente, com a voz rouca e já falha, esquecendo e perdendo-se na letra da música. — Made the savage beast inside — ouviu-se cantando, talvez fora de ritmo, talvez na hora errada, mas não importava mais — Roar until he cried — apoiou a cabeça no vidro e inclinou-se para trás, dando a Harry toda a visão de seu corpo, ainda estimulando-se — More, more and more… — praticamente gemeu as palavras.
Harry não aguentou mais apenas assistir, em pulo se ergueu e libertou o próprio pênis da boxer que vestia; Tommo se assustou levemente quando Harry segurou seus pulsos e as prendeu sobre sua cabeça com uma de suas mãos, usando a outra para passear por seu corpo sem restrições.
— Você é lindo. — A voz do mais velho estava rouca de desejo e Tommo gemeu ao ouvi-la, o que provocou um sorriso um tanto divertido e satisfeito em Harry. — Sabe o que eu quero Tommo? — Raspou a barba por fazer na pele sensível sob a orelha do mais novo. — Sabe como você vai me satisfazer hoje? — O rapaz negou, os olhos semi-cerrados em antecipação. — Eu quero que você cavalgue em mim. — Tommo bateu a cabeça contra o vidro apenas por se imaginar naquela situação; era um novidade, Harry costumava querer dominar o momento, e Tommo sempre permitiu, não havia motivos para querer mudar. — Eu quero você se divertindo com meu membro, quero te ver sentando em mim, quero você rebolando no meu pau. — Harry lambeu uma faixa dos pescoço levemente suado de Tommo. — Você quer isso, doce? Quer montar em mim hoje? — A única resposta que Tommo foi capaz de dar foi um fraco “quero”.
Harry tinha um sorriso largo quando se afastou do mais novo, deixando os braços dele caírem para a lateral do corpo; Tommo estava hipnotizado nos movimentos do mais velho. E naquele momento não importava que havia dinheiro envolvido, não importava que Tommo deveria ser o sedutor e não o seduzido, não importava que o rapaz iria embora antes do café da manhã; tudo que importava naquele momento era o desejo mútuo. Harry não se despiu, como Tommo acreditou que ele faria, apenas abriu a camisa branca que vestia e pegou a camisinha que, preventivamente, havia deixado no bolso da calça e a ofereceu para Tommo.
— Põe para mim, doce. — O homem seguiu até a poltrona que Tommo sempre imaginou ser mais confortável do que a própria cama de Styles, sentando-se a vontade e mantendo as pernas um tanto abertas.
Tommo logo se colocou de joelhos diante dele, puxando rapidamente a calça e a boxer para fora de seu corpo; mas antes de abrir o pacote de camisinha ele se concentrou em lamber e a sugar o membro de Harry, deleitando-se com os gemidos e ofêgos que o mais velho soltava, e gemeu com a pequena dor que o puxão de Harry em seu cabelo lhe causou.
— Eu não quero gozar na sua boca agora, doce. — Harry mantinha a cabeça de Tommo afastada de seu pênis, mas contornou seus lábios com a ponta do órgão, usando a mão livre para guiá-lo. — Quero que sente em mim. — Apesar das palavras, Harry ainda afundou um pouco seu membro na boca do mais novo. — Sente agora. — Puxou Tommo com força, fazendo-o apoiar as mãos em seu quadril em busca de apoio. O rapaz não relutou, concentrou-se em abrir o pacote da camisinha e deslizar o látex pelo pênis de Harry. — Espera. Vira. — Tommo o fitou confuso, sem entender o pedido. — Vira. — Harry o forçou a virar, e Tommo entendeu sua intenção quando o mais velho usou suas mãos para afastar suas nádegas e afundou o rosto em sua bunda, lambendo e insinuando a língua em seu ânus.
E sim, Tommo se inclinou, apoiando as mãos nos joelhos de Harry para ter apoio e empinar-se mais, gemendo e rebolando contra o rosto do homem. Harry levou suas mãos ao quadril de Tommo, segurando com força enquanto o penetrava com a língua, imitando os movimentos de vai e volta que seu pênis faria logo depois; seu pênis que estava duro como pedra e implorando por enterrar-se no mais novo, e cada gemido ou grunhido de Tommo apenas piorava sua situação. Até que simplesmente não pode mais esperar, em um movimento rápido segurou a perna de Tommo e girou o corpo, jogando-o de qualquer forma sobre a poltrona e o penetrando sem cerimônia alguma. Gemeram em uníssono com o ato, ambos ansiosos e desejosos por aquele momento, embora Tommo também gemido pela surpresa e uma leve dor que o tomou, mas logo esqueceu quando Harry iniciou as estocadas; estavam rápidas e erráticas, assim como os gemidos e grunhidos do mais velho em seu ouvido, mas Tommo não se importou, ao contrário, gostou. E foi na posição estranha que Harry os colocou que atingiram seus limites pela primeira vez na noite.
— Desculpe. — Harry pediu momentos após o orgasmo, ainda dentro de Tommo. — Eu fiquei ansioso demais. — Riu um pouco e deixou um beijo do pescoço do menor ao se mexer, sentando de volta na poltrona com Tommo em seu colo. — Mas eu ainda quero que cavalgue em mim. — Passeou a mão pelo peito do rapaz, beliscando cada um de seus mamilos, e a descendo até seu membro ainda sensível e sujo do orgasmo, estimulando-o com precisão. — Quando quiser, doce.
E Tommo logo quis. Encaixou os joelhos entre o corpo de Harry e os braços da poltrona, apoiou os braços em seus ombros e deixou-se cair sobre seu membro já desperto e ainda com a mesma camisinha. Não precisou de tempo algum antes de começar a rebolar, tendo o rosto de Harry afundado em seu pescoço, mas logo as mãos firmes e fortes do mais velho o incentivou a se erguer, logo voltando a sentar. E Tommo manteve seus movimentos mesmo quando suas coxas queimavam pelo movimento contínuo e seus joelhos ardiam pelo atrito com o estofado, continuou até mesmo quando atingiu o próprio limite, continuou porque estava gostoso, porque queria que Harry gozasse daquele jeito, porque não sabia quando poderia ficar naquela posição de novo. Afundou os dedos entre os fios castanhos do mais velho, puxando-os sem muita força, mas o suficiente para ouvir um ofego.
Percebendo o cansaço de Tommo, Harry rodeou sua cintura com o braço e o manteve erguido e parado, usando os ombros colados na poltrona como impulso para erguer o quadril e fodê-lo naquela posição, rápido, preciso e fundo. Tommo gozou mais uma vez antes mesmo de ter ciência do fato, e Harry o acompanhou logo em seguida, soltando o corpo de Tommo uma vez que atingiu seu limite, sentindo-se enterrar profundamente nele mais uma vez, e manteve seus braços ao seu redor. A cabeça de Tommo descansava sobre o ombro de Harry, os braços estavam largados em um abraço frouxo, sentia-se exausto, mas satisfeito; Harry não estava muito diferente. O sexo entre eles era sempre tão intenso.
Poucos minutos depois Harry se ergueu, mantendo um sonolento Tommo em seus braços e seguiu até o quarto, mas antes mesmo de ter a chance de deixar o rapaz deitado na cama o ouviu sussurrar algo sobre banho antes. Com um sorriso nos lábios seguiu até o banheiro, deixou Tommo sentado no tampo do vaso enquanto enchia a banheira e a preparava com sais e sabonete líquido. Era mais uma informação para sua não tão longa lista de coisas que sabia sobre o lindo rapaz de olhos azuis; Tommo gostava de deitar para dormir apenas depois de um bom banho quente, com a pele limpa e cheirando a sabonete.
— Para um homem de negócios, você tem muitas tatuagens curiosas, senhor Styles. — Ouviu a voz levemente sonolenta de Tommo às suas costas. — Já te falaram isso?
— Sim, minha irmã e minha mãe. — Harry riu brevemente. — Meu pai se abstem de comentários. — O homem se virou e estendeu a mão para Tommo, ajudando-o a se levantar. — E quanto a você? Já comentaram sobre suas tatuagens tão curiosas quanto as minhas?
— Não muito. — O rapaz deu de ombros. — Normalmente só se preocupam com o que sei fazer… — Harry riu e o ajudou a entrar na banheira.
— Vou buscar o vinho, já volto.
Tommo o observou sair do banheiro e fechou os olhos por alguns segundos; Harry era apaixonante, o que o fazia questionar quanto a decisão do homem em buscar por um garoto de programa ao invés de conquistar um namorado, tinha certeza que haveria diversos candidatos. Não era, também, como se ele fosse questionar alguma coisa; era seu trabalho estar ali, era muito bem pago para isso, mas sua curiosidade prevaleceria. Esticou-se e ligou a hidromassagem, relaxando de forma quase instantânea; abriu os olhos apenas ao ouvir os passos de Harry, observando-o surgir no banheiro gloriosamente nu com duas taças e a garrafa de vinho.
— Não seja egoísta, me dê algum espaço ai dentro. — Louis capturou sua taça, já servida pelo homem e se afastou um pouco da borda, dando espaço para que Harry se sentasse atrás de si. — Diga-me uma coisa, com uma carteira diversificada de clientes, qual a sua renda mensal? — Tommo tinha a cabeça encostada no ombro de Harry, e apesar de surpreso não estranhou tanto a pergunta. Harry gostava de falar, e Tommo já havia percebido que ele lhe perguntaria sobre sua vida profissional apenas para manter algum assunto, já que Tommo não lhe daria mais do que isso.
— Cerca de 150 mil libras. — Harry mordiscou seu pescoço enquanto ele sorvia um pouco do delicioso vinho. — O suficiente para um vida confortável.
— Eu te ofereço o dobro. — Sussurrou em seu ouvido.
— O que? — Tommo se moveu um pouco para poder encontrar o olhar de Harry. — O que quer dizer Styles?
— Eu te ofereço o dobro por exclusividade. — Harry tinha um olhar sério e analisador, estudando as reações que o rosto de Tommo deveria estar revelando. — Não gosto da ideia de estar a mercê da sua agenda livre.
— E por que não procurar um namorado?
— Onde estaria a vantagem disso? — Harry os moveu até ficar entre as pernas de Tommo, de frente para ele. — Um namorado cobra datas, eventos, presentes, noivado… E eu ainda assim estaria sujeito à agenda livre.
Tommo o fitou em silêncio por instantes que pareceram eternidades para Harry; talvez ele estivesse pensando sobre a história de namorado, ou talvez o valor, apesar de ser o dobro do que ele afirmou receber, poderia não ser o suficiente.
— Minha agenda continuaria não sendo livre. — O rapaz tinha um olhar sério, o mais sério que Harry já vira nele. — Meus finais de semana são meus. — Harry poderia lidar com isso, ele também teria outros eventos e pessoas a encontrar. — Minha vida pessoal não está a venda, então…
— Eu quero saber seu nome. — O homem se insinuou entre suas pernas, ficando mais próximo de Tommo, que já era capaz de se sentir sua nova ereção. — Não vou pagar para sua agência para que fique com noventa por cento, quero pagar direto para você. — Mordeu o lábio inferior de Tommo. — O que me diz? Apenas eu entre suas pernas, seu nome, sua conta bancária por trezentos mil libras por mês.
— Por quanto tempo?
— Indeterminado. — Sugou os lábios de Tommo e logo iniciou um beijo afoito, passando a simular uma penetração suave e calma, apenas esfregando seus corpos.
— Por que precisa do meu nome?
— Porque tenho que colocar seu nome no contrato. — Tommo o afastou um pouco, fitando-o em confusão. — Sou uma figura um tanto pública, não posso e muito menos quero ter meu nome envolvido em algum escândalo envolvendo as pessoas com as quais me relaciono. O contrato é a nossa segurança; sigilo e exclusividade da sua parte, dinheiro e prazer da minha. — Harry sorriu e voltou a beijar Tommo, que logo o envolveu pelo pescoço.
Ele poderia lidar com isso, poderia lhe dar seu nome e mais alguns poucos dados de identificação que um contrato solicita, poderia assinar e ficar com Harry. Na verdade, é a melhor escolha; ganharia o dobro do que ganha, deitaria apenas com Harry, um homem milionário e lindo, e poderia ter uma rotina. O problema era um possível envolvimento afetivo. Era arriscado.
E essa preocupação não deixou sua mente nem mesmo enquanto Harry o penetrava, mesmo que seu corpo correspondesse, mesmo que saíssem gemidos prazeroso de sua garganta. Sua mente nublou-se apenas quando o orgamos o atingiu pela quarta vez naquela noite. Harry não queria um relacionamento, e Tommo muito menos; haveria um contrato.
— Louis Willian Tomlinson. — Comentou depois de algum tempo, com Harry ainda se recuperando entre suas pernas. — Eu aceito sua oferta, Harry Styles.
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