Vou amar-te para sempre...

1 Capítulo 1 - Memórias:


Notas iniciais
Olá meninas :) Voltei com uma fic um pouco diferente do habitual. Desculpem a demora mas ando um pouco em baixo :(
Bem, só para avisar , vocês queixaram-se que os capítulos eram enormes e que não dava tempo para ler então reduzi e vou postar (tentar, pelo menos) 2 vezes por semana: Em geral, à Segunda ou Quarta e Sexta, Sábado ou Domingo :)
Espero que gostem :) xoxo.

Capítulo 1 — Memórias:


“- Porque é que decidiu aceitar esta aventura?

- É exactamente como disse… Isto é uma grande aventura. Em toda a minha vida sempre adorei desafios.”


Acabei de parar o meu Leitor de DVD e bebi mais um gole do meu vinho. Levantei-me lentamente e caminhei por todo o corredor. Certo! Aqui estavam as minhas recordações mas eu já não era mais a mesma. Na verdade, eu havia perdido algo ali, só não sabia bem o que… Talvez o meu coração.


*Flashback*:

- E então, como eu estava a dizer, a ciência não pára! Temos de investir se queremos ser competitivos no mercado. Que me dizem?

- Sr. Presidente? A sua filha acabou de chegar.

- Excelente! Ficamos por aqui. Pensem na minha proposta. Até amanhã!

Ele saiu do escritório, caminhando com uma segurança de um líder mas continuava a ser o meu adorado…

- PAI! – Ele deu-me um abraço, levantando os meus pés do chão.

- Filhinha… Como foi a viagem?

- Fantástica!

- Y España, qué tal?

- Muy buena.


E assim saímos os dois, gargalhando até ao restaurante mais próximo do centro da cidade…

Como nos velhos tempos.

*Fim do Flashback*

As lágrimas caíam pelos meus olhos intensamente. Como eu sentia saudades do meu pai! Ele era como que o meu suporte para a vida e foi-me arrancado das mãos, de repente… Nesse instante, uma forte batida na porta fez-me despertar para a dura realidade (ou talvez não) que era a minha vida.

- Menina desculpe, eu reparei que está fechada aqui há horas. Está tudo bem?

Suspirei bem fundo antes de continuar.

- Maria, eu estou com saudades do pai. – Disse, deixando escapar uma lágrima pelo canto do olho. A Maria era a nossa empregada de família à muitos anos… Às vezes relembro-me de quando eu (muito mais nova) percorria os salões da nossa casa de verão dançando balé ou então quando me sentava no último piso a pintar e ela, sempre ali, sentada junto a mim a pintar… Talvez o maior talento escondido que eu já vi em uma pessoa.

Quanto ao meu pai, esse é o segredo que eu escondi durante toda a minha vida. O meu verdadeiro pai morreu quando eu tinha apenas 2 anos e, para mim, nunca o cheguei a considerar meu pai de verdade. Depois, claro, havia o Jared… Um daqueles “chatos e irritantes” homens que a minha mãe vivia sempre enfiada na sua casa, tomando chá? Pois, claro, “a cup of tea” é sempre uma excelente desculpa meu caro Holmes! Na verdade, confesso, ele não era assim tão mau e quando se casou com a mamã (como estupidamente lhe chamava), Jared tornou-se no meu verdadeiro Pai! Era bom estar com ele (mesmo não tendo o mesmo sangue de nobreza que ele tinha). Nós passeávamos pela cachoeira, pescávamos no rio, acampávamos… E sim, ele foi o melhor exemplo de Pai que eu alguma vez tive e hoje admito, eu tenho saudades dele…

- A menina precisa de mais alguma coisa? – Perguntou a Maria mal foi chamada a ajudar numa das tarefas daquela enorme casa, que eu não sabia como ainda a conservava.

- Não, minha querida. Mais uma vez, obrigada! – Disse, dando-lhe um abraço. Aquela que há 20 anos atrás, não passava de uma mera empregada, agora já era parte da família.

Ela retirou-se e eu voltei a ficar sozinha, ali, naquele grande escritório, sentada em frente à televisão. Abri o armário e analisei os filmes caseiros. Logo optei por um, bem engraçado onde, por acaso, eu era a protagonista.

Pai: “E então quando fores grande…?”

Eu: “Vou ser muito, muito, muito RICA!”

Pai: “O que vais fazer com tanto dinheiro?”

Eu: “Viajar.”

Pai: “E onde vais?”

Eu: “Não sei ainda.”

Pai: “Ei, pequena, que tal Paris?”

Neste segundo, eu acabei de parar o vídeo e analisava astutamente cada palavra que havia escutado enquanto o sorriso do meu Pai – que eu não voltei a ver após aquele terrível acidente de carro – iluminava todo o enorme escritório. Assim, optei que aquelas palavras eram o correcto! Eu devia uma viagem a mim mesma… Porque não Paris? Liguei o computador e verifiquei os voos disponíveis. Para completar a minha sorte, ao fim deste mesmo dia havia um voo a sair do aeroporto, o que seria perfeito… Quanto mais cedo fosse melhor!

Agarrei em alguma roupa (pouca pois, não tencionava ficar lá muito tempo, no máximo uns 15 dias) e coloquei-as dentro de uma maleta que levaria mesmo ao ombro, juntos com os meus documentos mais importantes, telemóvel desligado e claro, a escova dos dentes… A minha vida começaria agora!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.