Votos de Amor
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Boa leitura, nos vemos nas notas finais ♥
As batidas da música aumentam conforme o carro aproximava-se do local ainda desconhecido por Emma. Era tradição, todo ano era arrastada para festas na qual não estava animada pra ir.
- Você veio! — um grito de felicidade foi dado quando a porta da casa de campo foi aberta. Qualquer um de olhos fechados saberia que toda aquela animação só podia vir de uma pessoa: Zelena.
Ela estava elegante como sempre. Trajava um vestido branco com detalhes verde água que realçavam seus olhos penetrantes que agora olhavam com euforia para a bela loira a sua frente que inclusive, era sua melhor amiga.
- Eu sabia que você viria, você sempre vem. Não resisti a mim, sei disso.
- É bom te ver também Zel.
Após os cumprimentos necessários Emma pôde observar mais o lugar onde estava. Não era nenhuma das propriedades de Zelena que ela conhecia, nunca havia estado ali antes. Uma melodia suave porém com batidas leves inundou seus ouvidos e por uns segundos, Emma deixou-se levar pela letra de olhos fechados.
"These nights never seem to
Go to plan
I don't want you to leave
Will you hold my hand?"
Um arrepio tomou conta do seu ser. Quase que por instinto, abriu seus olhos e olhou em volta, Zelena já havia desaparecido por entre a multidão, provavelmente pediu para segui-la, mas Emma não iria, estava embriagada. Sentiu um perfume familiar tomando conta de seu olfato.
"Não, você não está aqui. Não é real. Não é real."
Ela tentava se convencer enquanto dava mais uma olhada no ambiente acalmando os sentidos. A casa era elegante, espaçosa e preenchida por um mar branco de pessoas que achavam que cores eram símbolos de seu destino. Analisou com mais cuidado o espaço em que se encontrava até seus olhos pararem em um ponto vermelho do outro lado da sala.
"Oh merda Swan, porque você ainda ouve Zelena!?" pensou alto dando meia volta. Saiu daquele espaço procurando por ar fresco do lado de fora da espaçosa casa de campo.
Foi como um balde de gelo.
Um milhão de pensamentos, um milhão de sensações... sentimentos. A cabeça da loira rodava e rodava. O passado estava ali, lhe mostrando mais uma vez que ele pode vencer, que ele pode sim machucar.
- Muito bem Zelena, você é uma ótima jogadora, mas ja pode parar com essa obsessão de joguinhos de desafio contra mim. — Emma falou de uma vez ao encontrar com Zelena no bar que se encontrava fora da casa.
- Não sei do que está falando querida, o que houve? Viu um fantasma? Você está pálida. Tome esse martini, vai ver você melhora.
Zelena viu o rosto da amiga tomar um tom de vermelho claro. Ela tinha um sorriso cínico no rosto, sabia muito bem do que Emma falava. E sim, ela realmente era uma ótima jogadora.
- Você realmente não existe Zelena.
- Ei espera ai, onde você pensa que vai? — tomou o braço da loira e a virou antes que pudesse se livrar da conversa e sair rumo a porta de entrada.
- Você realmente acha que eu vou continuar aqui? No mesmo ambiente que ela? Celebrando um "novo ano" cheio de "coisas boas"? — Emma praticamente gritava com os olhos marejados de raiva, de tristeza... de dor.
- Você realmente vai deixar essa chance passar Emma? Logo agora que ela voltou de viagem... sozinha? Logo agora que a chance pra vocês se acertarem bateu na sua porta?
Zelena estava muito próxima a Emma cochichando em seu ouvido, ela enfatizava o "sozinha" o que fez um arrepio tomar o corpo da mulher a sua frente. Ela torcia pela felicidade, e faria de tudo para que seus desejos fossem atendidos.
- Bom, — disse Emma soltando-se das mãos de Zelena — sinto muito, mas se for pra eu ficar nessa festa, será a metros de distância dela.
Tomou o martini de uma vez só enquanto observava o sorriso malicioso nos lábios de Zelena.
- Como você quiser meu bem, como você quiser.
[Flashback on]
Seus olhos se cruzaram, neles continham faíscas, de desejo, de paixão. De repente Regina se viu pressa, esmagada contra a parede.
- Você é tão gostosa... tão quente... tão minha. — Emma sussurrava contra seu pescoço por onde destribuía beijos e chupões que com certeza deixariam marcas no dia seguinte, mas... quem se importava?
- Emma... e-eu quero vo-você. — a morena arfava ao sentir sua blusa sendo arrancada e a boca da loira invadindo seus seios de forma delicada e ao mesmo tempo quente.
- O que você quer que eu faça à você minha rainha?
- Me torne totalmente sua, me mostre o quanto me quer. Me ame, me fo-foda. Faça o que quiser da sua rainha.
Foi o bastante.
Ela tomou a boca de Regina para si em um ato desesperado de saciar sua sede da morena que por sua vez entrelaçou suas pernas na sua cintura. Emma jogou Regina na cama sem nenhuma cerimônia e começou a tirar suas próprias roupas ficando apenas com sua calcinha de renda vermelha.
Regina gemeu.
- Você é tão sexy Emma.
- Você quer me enlouquecer.
Logo suas bocas ja estavam grudadas novamente.
E Emma descia cada vez mais, beijando cada parte de seu belo e torneado corpo moreno que arrepiava-se a cada carícia. Parou em seus seios dando lambidas e pequenas mordidas que estavam levando a outra à loucura, até que Emma parou e com um movimento rápido, Regina já estava totalmente nua à mercê daquela loira que a olhava como um caçador olha para sua presa.
- Você não sabe o tanto que esperei por isso. — encarava-a com um olhar de puro desejo que queimava por dentro.
Sem chance de Regina protestar Emma mergulhou por entre suas pernas invadindo sua intimidade manipulando seu clitóris devagar. Ela chupava e mordiscava com intensidade como se sua vida dependesse daquilo. Regina por sua vez agarrava-se ao lençol branco com força e murmurava palavras sem sentido. A loira introduziu dois dedos sem aviso fazendo um vai e vem frenético. Sua boca subiu tomando a boca de Regina que gemia e gritava seu nome chegando ao clímax. Estavam em outro mundo, não importava se alguém ouvisse, estavam entregues ao prazer.
- Se entregue pra mim minha rainha. Me dê o que eu quero ter. Torne-se minha. — a voz rouca em seu pé d'ouvido foi demais para ela. Ambas entregaram-se ao orgasmo juntas compartilhando do desejo insaciável que tinham uma pela outra.
- Eu sempre quis te sentir desde o dia que vi você entrando pela porta de Zelena. Sempre sonhei com isso, em sentir seu gosto, em sua voz gritando meu nome...
- Shhh! Estou aqui agora, com você meu amor. Vamos aproveitar o momento. — uma lágrima solitária rolava pelo rosto de Regina que fechava os olhos aninhando-se aos braços de sua Emma.
A loira não percebeu, estava em êxtase por ter seu amor tão próxima de si. Abraçou-a com ternura e assim juntas, caíram em sono profundo.
[...]
- MAS COMO ASSIM ELA VIAJOU? COMO ELA PÔDE VIAJAR COM AQUELE TOSCO?
- Emma calma.
- Não me pede pra ter calma Zelena, a última coisa que você deve me pedir agora é pra ter calma!! Ela vai se casar... Ela, ela viajou para se casar com Robin... Ela me enganou Zelena!!
Emma andava de um lado pro outro no seu apartamento. Estava confusa, estava frustrada, estava se sentindo traída. Traída por Regina, traída por Zelena, traída por si mesma em acreditar naquela morena sexy e mentirosa.
- Olha isso Zelena, olha o que ela me deixa... "Meu amor, as coisas foram mais fáceis assim. Tive que partir, mas saiba que te amei desde a primeira vez que te vi e nunca vou deixar de ser sua rainha. Você não entenderia. Serei eternamente sua, espero que me entenda. Te amo..."
O papel caiu de suas mãos junto com seu corpo. Ela queria chorar, queria socar alguém, queria socar Regina, mas ao mesmo tempo queria seu abraço reconfortante.
- Emma, por favor. Eu sei que tem alguma explicação pra isso. As coisas vão se acertar, eu prometo que vão. — Zelena abaixou-se e abraçou a amiga em um ato desesperado como se com eu abraço todas as suas decepções e dores sumissem.
- Não, não vão. — disse Emma secando as lágrimas que insistiam em cair — A partir de hoje, eu não sei quem foi Regina Mills. Ela nunca existiu.
[Flashback off]
- 3... 2... 1... — um coro de vozes gritava olhando pro imenso relógio a sua frente. De repente, fogos de artifícios cortavam o céu negro como tintas em um papel em branco. Logo a música recomeçou, todos animados desejando um feliz ano novo e aqueles velhos e antigos votos.
Emma olhava para o céu afastada de todos, sentada na grama, sozinha em um local de pouca luz embaixo de uma árvore solitária. Ela fazia seu voto em silêncio para si mesma:
"Mais amor, menos dor."
Era o que sempre pedia desde a partida de Regina, durante dois longos anos.
Até hoje ela não entendia o porque de Regina tê-la deixado. Não entendia porque se envolveu com ela com uma casamento marcado nos dias seguintes. Não entendia esse amor que sentia e que a devastava por dentro.
"O amor é isso mesmo, uma dor doce e aguda que serve para nos mostrar a realidade e a dureza que é se entregar a um sentimento cego quando se quer ver demais."
Ela sempre repetia para si as palavras de sua mãe, porém não entendia. Não entendia como algo que lhe fazia tão bem, de uma hora para a outra, lhe fez tão mal. Sentiu uma lágrima escorrer por sua face enquanto abria os olhos devagar ao lembrar que Regina estava no mesmo local que ela. Ela precisava ir embora, não aguentaria vê-la. Não aguentaria ter que encarar aquele mar castanho que era seus olhos novamente.
"O amor realmente é uma fraqueza".
Levantou-se de onde estava e passou sorrateiramente pelos fundos para dentro da casa. Por sorte não havia ninguém lá, todos estavam na pista de dança, o que facilitaria sua ida sem perguntas nem questionamentos. Mas algo lhe veio em mente, pelo pouco que viu não havia ninguém de vermelho na pista de dança. Ela arrepiou-se com a possibilidade.
- Você continua linda sabia? Oh Miss Swan. Como eu senti sua falta.
Era ela. A poucos metros. Era ela. Aquela maldita voz rouca novamente.
- Não se aproxime. Você ja fez o bastante voltando pra cá. — a voz da loira saía mais como um sussurro. Ela continuava de costas para Regina, segurava a maçaneta e havia encostado sua testa na madeira fria e lisa da porta a fim de tentar não virar para a direção da morena.
Tensão. Tudo ficou em silêncio até que Emma ouviu passos atrás de si.
- Eu já falei pra não se aprox...
Ela não teve tempo. Em questão de segundos estava de frente para aquela linda morena que lhe vinha causando tantos pesadelos. Estava presa entre seu corpo e a porta.
- ME SOLTA, VOCÊ AINDA NÃO SE SATISFEZ? TEVE QUE VOLTAR PRA VER O MEU ESTADO? SE VANGLORIAR DO QUE FEZ COMIGO? VER O QUANTO ME DEIXOU QUEBRADA?
- Emma cala a droga da boca e me escuta!!!
- JOGAR NA MINHA CARA QUE ESTÁ FELIZ E CASADA ENQUANTO ME USOU E SAIU NO OUTRO DIA COMO SE EU FOSSE UMA PROSTITUTA?
- Emma para com isso e me ouve!!!
- VEIO ME MOSTRAR O QUANTO ESTÁ FELIZ COM SEU NOVO MARIDINHO MEDÍOCRE E O QUANTO SUA VIDA VAI BEM SABE-SE LA AONDE?
- EMMA ELE É GAY.
Regina soltou Emma que estava parada ainda tentando digerir a informação.
- O que?
- O Robin... ele é gay. — a morena disse baixinho olhando para o chão.
- Ahhh ótimo. Fugiu com ele e agora que descobriu que ele é gay voltou correndo pra a abestada aqui pensando que vou te aguardar de braços abertos e...
- Você ta entendendo tudo errado!! — Regina gritava levantando o olhar e só ai Emma percebeu que assim como ela a morena tinha lágrimas nos olhos.
- Parabéns Regina Mills, além de arruinar minha vida, acabou de estragar meu primeiro dia do ano.
A loira abriu a porta e fez menção a sair correndo. Não queria que Regina a visse chorar, porém sentiu uma mão em seu braço impedindo-a.
- Você não pode fugir de mim Emma, eu vou te encontrar. Qualquer lugar que você for, eu te encontrarei porque eu te amo!
- Agora você me ama? Depois de dois anos Regina? Dois anos!!
- Você é uma idiota mesmo, não me escuta! — com uma mão Regina bateu a porta atrás de Emma imprensando a loira novamente.
- Eu sou a idiota agora? Além de tudo me chama de idiota? Vai se ferrar Regina!
- Talvez você me entenda assim...
Fogo e gelo. Mar e terra. Sol e chuva. Emma e Regina. Combinações explosivas.
Regina tomou Emma para si com força e a beijou com todas as urgências do mundo, com toda sede e voracidade que tinha. O mundo la fora perdeu o sentido, não se ouvia mais nada além do som de suas línguas dançando em uma sincronia perfeita, travando uma luta incrível na qual ganhar e perder não tinha a mínima importância naquele momento.
Separaram-se quando o ar se fez necessário. Testas coladas e um silêncio interminável, até que a loira quebrou o gelo.
- Você me machuca Regina. Me mata aos poucos.
- Emma...
- Eu...
- Emma, foi tudo mentira.
- O que?
- O Robin tem um pai muito tradicional, se imaginasse que ele não gostava de mulheres, bom... não quero nem imaginar. Então ele me pediu que vivesse com ele em Milão por esses anos apenas enquanto se estabilizava financeiramente e assim pudesse sair das asas do pai pra viver sua vida. Eu me sacrifiquei por ele, mas eu não sabia que nós iriamos...
- Nos apaixonar. — Emma completou tristonha.
- Sim. Não pude manter contato pelo bem do acordo que tive que fazer com ele. Nem Zelena sabe disso ainda.
- Regina...
- Não se passou um dia sequer desses dois anos que eu não tenha pensado em você Emma. Que eu não tenha pensado em seu beijo, em cada detalhe seu e nossa... como eu tava com saudades desse par de esmeraldas. — Regina completou acariciando o rosto da loira com as costas da sua mão enxugando as lágrimas que rolavam.
Emma suspirou de olhos fechados.
- Acho que tenho um suicídio à cometer.
- Então quer dizer que...
- Que eu estou com saudades. — Emma abriu os olhos encarando o lindo sorriso que estava a sua frente.
Sem pensar duas vezes as duas se beijam novamente, dessa vez com mais ternura e paciência. Desfrutando uma o sabor da outra como se matassem a saudade daquela mágica sensação.
- Vem, tem um quarto la em cima que podemos usar. — a morena disse com falta de ar por conta do beijo.
- E quem disse que eu quero?
- Não lembro de você dizer não.
- Nem lembro de dizer sim.
- Emma... vem. — Regina invadia o espaço pessoal de Emma novamente falando com autoridade. — ou eu te como aqui mesmo.
Um gemido abafado foi o suficiente como resposta. Subiram as escadas e viraram um corredor. Emma empurrou Regina contra a parede e começava a beijá-la o pescoço.
- Emm... vamos pro quarto.
Entraram na segunda porta branca do não muito comprido corredor vermelho vinho. A porta bateu ao mesmo tempo que Emma caiu na cama já trajando apenas suas peças íntimas. Regina, que continuava em pé parada próxima a cama, despiu-se de qualquer roupa que cobria seu corpo. Emma gemeu.
- Que saudade meu amor... que saudade! — Regina provocava, lambendo o lábio inferior da outra e mordendo-o de leve.
Segurou seus pulsos da loira acima da cabeça como havia feito minutos atrás na porta e livrou-se do sutien preto que usava.
- Sonhei tanto com esse corpo envolto em meus braços novamente...
Seu hálito de menta arrepiava o corpo de Emma ao encontrar a pele de seu pescoço que ansiava por carícias.
- Por favor...
- Me diga Emma, o que quer?
- Mate... sua... saudade... de... mim. — dizia entre uma mordida e outra que recebia sem seus seios.
Regina a puxou para a borda da cama e lentamente chegou com seu nariz e inalou o cheiro que emanavam do meio das pernas da loira.
- Sempre tão deliciosa.
Arrancou a ultima peça que Emma tinha cobrindo seu corpo e brincou com seu clítoris de leve.
- Re-regina... ande logo... com isso.
Foi a deixa. Regina mergulhou na intimidade de Emma mordiscando, lambendo e levando a outra a loucura que observava atenta a tudo. Dois dedos e um vai e vem frenético. Foi o suficiente para que os corpos tombassem um de cada lado da cama chegando ao êxtase total.
- Promete que nunca mais vai me deixar? — Emma sussurrou de olhos fechados.
- Prometo minha menina.
- Enfrentaremos à tudo e à todos juntas?
- Juntas.
- Eu te amo. — falaram juntas depois de um tempo.
Ficaram ali se observando por minutos, deixando que seus olhos tivessem uma conversa silenciosa enquanto matavam a saudade em meio a carícias. Sorriram uma para a outra. Sorrisos tímidos, mas porém carregados de dúvidas a serem respondidas e sentimentos a serem demonstrados. E como fogos de artifício, seus lábios se uniram finalmente. Com carinho e ternura selando o voto mais precioso da noite, o voto da confiança, o voto de uma vida nova, o voto do amor.
- Emma você está ai? — uma voz feminina do outro lado da porta tirou as duas de seus devaneios.
- Merda, merda, mil vezes merda! É minha mãe. O que ela faz aqui? — Emma falava mais para si do que para Regina.
- Emma não vai me dizer que...
- Emma você está ai? — ela insistia.
- Não, ela não sabe. Eu estava muito machucada Regina, se ela soubesse ia te caçar em qualquer lugar que você estivesse!
O comentário da loira fez Regina sorrir.
- Acho que está na hora dela saber, não acha?
- Regina... ela não vai aceitar nunca.
- Juntas lembra? — respondeu levantando o queixo da loira e ja tomando seus lábios.
- Juntas.
Então a porta se abriu em meio ao beijo quente que era protagonizado por duas lindas mulheres apaixonadas que não estavam nem ai pro mundo, apenas para a felicidade batendo à porta outra vez.
Notas finais
link: https://www.youtube.com/watch?v=pB-5XG-DbAA
Bom, é isso. Espero não ter ficado muito ruim.
Aguardo vocês nos comentários e um ótimo ano pra todos ♥
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