Volver a verte

1 Recuerdos: Un viaje lleno de equipaje


Notas iniciais
Sejam bem vindos! Os encontro lá em baixo, boa leitura. Estou torcendo para gostarem.

Regina e Emma se conhecem desde crianças, moravam na mesma cidade — Storybrooke — e estudavam na mesma escola. Até Emma mudar-se – a contra gosto – para um internato.

Deixando tudo na pequena cidade onde viveu desde seu nascimento. Mas após 17 anos longe, Mary irmã mais velha de Emma se casaria e ela teria que voltar.

Eva – mãe de Emma e Mary – sempre foi muito dura com a filha caçula por sua condição sexual. Quando descobriu, foi um choque, a única atitude que teve foi mandar a filha para um internato pensando que isso era coisa de criança ou uma fase que logo mudaria. Porém não foi o que aconteceu. Na visão de Eva a menina só piorou. Depois que formou-se no colégio se mudou para a casa da avó que deu total apoio e não a rejeitava por sua condição. Emma tem cabelos loiros e pele branquinha, seu corpo era definido mas ela não praticava nenhum tipo de exercício.

Mary entrou correndo em casa o telefone tocava insistente – deu tempo de atender.

— Alo? – falou ofegante.

— Até que em fim me atenderam! – Pode-se ouvir uma risada gostosa do outro lado da linha.

— EMMAAAAAA! – Mary sempre gritava era a escandalosa da família e Emma adorava isso. Sorrio ainda mais.

— Como você esta? Ansiosa para o casório?

— Claro! Nossa tem tanta coisa pra fazer, nunca imaginei que casar dava tanto trabalho. – Mary disse se sentando no sofá.

— Eu avisei pra não casar.

Mary ouviu o barulho da porta se abrindo.

— Só um minuto Emms. – Mary tirou o telefone da orelha. – Regina é você?

— É sim Mary! – Regina adentrou a sala da pequena casa.

— Não deu tempo de fazer comida, põe aquela lasanha congelada no microondas, acho que o David não vem pra cá, então dá pra nós duas.

— Tudo bem, quem é? – Regina apontou o telefone.
— A Emma.

— Ah, vou lá. – beijou a testa de Mary e foi para a cozinha.

Ao escutar o nome da antiga amiga, muitas memórias vieram à cabeça de Emma, principalmente o momento que ela nunca se esqueceria, o motivo que fez a sua mãe a descobrir e mandá-la pra bem longe.

~ 17 anos atrás ~

— Vem ver Gi! – Emma gritou e voltou a olhar a janela.

— O que Emms? – a moreninha se aproximou.

— A Mary esta beijando o David lá no quintal.

Regina soltou uma risada e Emma a olhou.

— Se sua mãe ver isso vai matar Mary e David.

— É... – Emma sentou em sua cama, pegou sua boneca e começou a pentear os cabelos do brinquedo – Regina, como é beijar?

— Ah é aquilo que você viu a Mary e o meu irmão fazendo ué. – sentou-se num pulo ao lado da amiguinha e ficou a olhando brincar com a boneca.

— Isso eu sei né, eu estou perguntando o gosto, o que se sente. Você já deve ter beijado. – Olhou os olhos castanhos de Regina que estavam bem próximos.

— Não Emms, eu nunca beijei, mas deve ser bom -pensou por instantes — Se você gosta da pessoa que esta beijando. – Regina mantinha os olhos fixos aos de Emma.

— Então, se eu gostar da pessoa eu posso beija-la?

— Hmm. Acho que sim. – Regina colocou uma parte dos cabelos revoltos de Emma atrás da orelha e sorriu.

— Eu gosto de você. – Emma falou de uma vez já colando seus lábios de uma forma desajeitada nos de sua amiga. Que assustou-se um pouco porém manteve seus lábios selados. Regina levou uma das mãos até a bochecha de Emma, uma caricia também desajeitada.

— Emma! – Eva gritou quando abriu a porta do quarto das filhas e se deparou com a caçula e a amiga naquela situação – Regina saia da minha casa agora! Não quero você aqui! Nunca mais está me escutando? – dizia já puxando a menina pelo braço a levando para fora de sua casa.

~ Tempos atuais ~

— Pronto Emms – Mary colocou o telefone na orelha, mas a irmã não respondeu. — Emma?

— Ah! Desculpa Mary, viajei aqui. – Mary soltou uma risada.

— E quando você chega? Estou com tantas saudades!

— Então, foi por isso que eu liguei, vou chegar antes do imaginado. – falou em um tom meio triste.

— Aconteceu alguma coisa? – Mary se preocupou com o tom da irmã.

Emma contou para a irmã que havia terminado o relacionamento que tinha com uma mulher e estava muito triste, pediu para ficar na casa de Mary que prontamente aceitou.

Mary ficou um bom tempo conversando com a irmã. Era isso que Emma precisava de um colo e voltaria, pois sabia que em Storybrooke o encontraria.

Ela estava com saudades da sua cidade de sua irmã, dos amigos e não podia negar que de sua mãe também.

Regina era morena, olhos castanhos e um corpo escultural, de deixar qualquer marmanjo babando. Trabalhava na prefeitura como assistente pessoal do prefeito, que não era um homem muito honesto, a morena nunca gostou de lá, mas ela tinha que se sustentar, tinha uma casa e um compromisso. Regina era madrinha do lar para crianças desabrigadas que havia em Storybrooke e todos os meses tinha que ajudar nas despesas, pois as doações de outras pessoas já não eram mais freqüentes. Ela tinha muito amor pelas crianças que habitavam este lar, por isso lutava para ajudar a manter o local.

Como todos os dias passava pelo lar — que chamava Amanhecer — Regina acordava as crianças que estudavam de manhã para irem ao colégio, eles adoram tomar o café da manhã com a morena. As crianças tinham muito respeito por ela, que por sua vez tratava aqueles meninos como sua família, é um amor recíproco.

Após o café Regina foi para o trabalho, Mary já havia avisado que Emma chegariam ainda essa semana e ficaria na casa das duas.

Moravam juntas, pois a Mary se revoltou após Eva proibir Emma de voltar a morar com elas mesmo após ter terminado o colégio. Mary sempre apoiou Emma e se a loira não voltaria para casa. Mary, também não colocaria os pés no local.

Regina como era um ótima amiga e também queria sua independência, se ofereceu pra compartilhar uma casa com Mary.

O fato que elas não esperavam é que Emma chegaria precisamente hoje.

Emma morava em Boston, logo cedo pegou a estrada em seu fusca amarelo rumo a pequena cidade de Storybrooke no Maine. Chegou lá era de tarde o sol estava se pondo, dirigiu-se para a casa da irmã, cruzando as ruas calmamente. Estava encantada quase nada havia mudado, passou em frente ao Granny’s, ela e Mary costumavam ir almoçar e jantar com sua mãe em dias especiais, passou pela frente da escola onde estudou em seus primeiros anos de vida, as lembras da infância vinham muito fortes em sua cabeça, fazendo com que ela derramasse algumas lagrimas. De longe avistou alguém saindo da casa de Mary acelerou seu fusca, assim que alcançou a conhecida estacionou ao seu lado.

— Licença a Mary esta em casa? – perguntou para a senhora que acabou de deixar o local. Ela tinha uma aparência cansada, mas bem era familiar.

— Não jovem, nem ela nem a Senhorita Regina.

— Ah, eu sou Emma irmã da Mary, você é a...?

— Emma Swan! Menina como esta diferente quase não te conheci! Sou a Francisca aquela que passava as roupas para a sua mãe, você se lembra? Agora eu faço a limpeza da casa da sua irmã.

— Claro que me lembro! É estou um pouco crescidinha. – sorriu docemente. – eu acabei de chegar de viajem, será que você podia abrir a porta pra mim, é que não queria esperar Mary, chegar aqui neste carro apertado estou bem cansada. – falou com sinceridade.

— Claro, vou deixar minhas copias de chave com você depois eu pego de volta.

Emma teve sorte, não precisaria esperar no fusca, se despediu da senhora estacionou na frente da casa e entrou. A decoração era simples, de uma casa de interior mas inspirava conforto. Emma não estava com fome porém estava muito cansada. Subiu as escadas e primeiro quarto que ela achou ela entrou tirou sua roupa e tomou um banho rápido, se deitou na cama e logo pegou no sono.

Regina e Mary chegaram juntas do trabalho, estavam cansadas pelo dia exaustivo que tiveram.

— Hoje é seu dia de fazer o jantar Gi. – Mary tirou os sapatos e se jogou no sofá.

— Não senhora eu vou tomar meu banho e você prepara o jantar ou esqueceu que você não cozinhou ontem? – Regina nem esperou a resposta foi para o seu quarto, jogou a bolsa em um canto e foi direto para o banheiro, tirou a sua roupa e entrou no Box, estranhou pois o chão estava molhado mas imaginou que a Francisca tivesse lavado. Depois de alguns minutos relaxantes a morena saiu do banheiro enrolada em sua toalha. Assim que Regina entrou no quarto, soltou um gritinho baixo com o susto que tomou, havia alguém em sua cama, se aproximou de vagar. Viu os cabelos loiros jogados sobre os rosto da pessoa tirou uma mecha e pode contemplar a beleza que ela tinha em sua memória, sim era a Emma, seus traços eram mais maduros, mas seu rosto transmitia aquela paz de sempre, sua beleza só tinha evoluído, não tinha duvidas.

A garota loira ressonava, Regina imaginou que ela deveria estar cansada pela viajem, a morena ficou alguns minutos a contemplando, quanta saudades, foi até a sua bolsa tirou de lá um colar o beijou e olhou para Emma sorrindo consigo.

~ 17 anos atrás ~

Regina estava sentada na beira do laguinho, ali era seu lugar favorito, ficava atrás de um campo onde as crianças costumavam brincar. Estava com um pressentimento ruim. Um aperto no coração. Desde que a Mãe de Emma as flagrou pela segunda vez trocando caricias. Estava chorando, a mulher fez ameaças de afastar sua filha da amiga e só de pensar nisso o coração da morena doía. Levantou-se já era a hora do colégio.

— Regina! – Era David correndo na direção da irmã a pegou pelo braço – Vamos corre!

— Que foi David? Aconteceu alguma coisa com a mamãe? – disse aflita, seguindo correndo também.

— Emma, Gi... – falava enquanto corriam pelo campo aberto.

— O que tem ela? – interrompeu antes que ele terminasse, seu frio na barriga aumentou.

— Passei na casa dela pra chamar a Mary pra ir ao colégio e ela me disse que hoje Emma estava se mudando pra um colégio interno em outra cidade!

Ao ouvir aquilo, Regina se soltou do irmão e saiu em disparada na frente dele, correu o mais rápido que pode, suas pernas eram longas demais para uma garota de 13 anos, isso a ajudou e pela primeira vez agradeceu por ser a mais alta da turma, seu pensamento só martelava uma coisa. Não podia deixar Emma ir.

Precisava ao menos se despedir. Depois de ter beijado a amiga o seu sentimento só aumentou, as duas meninas definitivamente não entendiam, mas sentiam algo muito forte. Regina sentia algo tão grande que até a sufocava com a proximidade que teve com a pequena loira dos olhos verdes.

Regina se sentia nova para todo esse sentimento e Emma era uma garota, o que tornava tudo ainda mais confuso em sua cabeça.

Porém como dizem, o amor não tem idade, nem sexo.

— Emma! – Regina gritou assim que chegou a rua da garota.

Avistou Mary no portão – com os olhos vermelhos – que apontou para o carro que já estava chegando na curva, Emma deu um aceno triste com lagrimas nos olhos de dentro do veiculo que sumiu virando a esquina.

— Gi... – Mary se aproximou da amiga e a abraçou.

— Por que sua mãe fez isso Mary, eu prometi que não chegaria perto da Emma. – começou a chorar. Sentia seu coração doer.

— Gi se acalma. – afagou as costas da amiga.

— Não dá Mary! Ela ta indo não sei pra onde, sozinha e a culpa é toda minha!

— Regina, olha – Mary respirou fundo – Não é culpa sua, Emma e Mamãe discutiram feio, Emma alegou que nem se a prendessem dentro de casa ela se afastaria de você, mamãe achou melhor colocá-la no colégio interno que tem na cidade da minha avó.

— Mas... Como vou viver agora? Meu peito esta doendo Mary... – Regina soltou-se da amiga e se sentou no chão, suas pernas estavam bambas.

— Regina, calma, vai ver mamãe se arrepende e trás ela de volta. – tentou explicar ao ver a amiga encostando a testa nos joelhos, pode notar que amorena já estava com o rosto lavado de lagrimas.

— Mary será que isso que eu sinto é amor? Minha mãe me disse que a gente não escolhe quem vai amar.

— Não sei Gi... Pode ser que o seu coração tenha escolhido minha irmã. – Mary se sentou ao lado da amiga. Ficou um tempo em silencio só escutando o choro de Regina, ela não sabia o que fazer para ajudar, também queria que Emma ficasse, não entendia o que acontecia com Regina e Emma, achava estranho, mas independente disso ama as duas — Olha Gi a Emms me pediu que te entregasse isso. – Mary quebrou o silencio, tirou do bolso um colar e entregou para a morena. Regina limpou as lagrimas, seu coração esta triste, encarou o colar, conhecia muito bem aquela peça e seu significado para todos da família Swan.

— Mais é a medalha que ela ganhou quando nasceu...

— Gi... Emma te deu, disse que era pra você nunca se esquecer dela.

~ Tempos Atuais ~

Depois de tanto tempo Emma estava ali a sua frente, era um sonho feito realidade. Mas Regina não queria acordá-la, pegou o que precisava para esta noite e foi se trocar no quarto de Mary.

Assim que Regina colocou os pés no andar de baixo, Mary gritou:

— Regina, ta pronto vem!!

— shiiiu. – disse a morena entrando na cozinha e fazendo sinal de silencio.

— Que foi sua louca?

— Vai acordar a Emma.

— O que? A Emms já chegou? – perguntou eufórica já tirando o avental para ir ver a irmã, mas Regina a segurou pelo braço.

— Sua irmã esta dormindo! Deve estar cansada pela viajem, não vai acorda-la Mary.

— É mesmo — Falou triste — Então vamos comer – Completou.

Jantaram e colocaram o papo em dia, alem de melhores amigas Regina e Mary eram cunhadas – Mary é noiva de David que é irmão de Regina — desde pequenas juntas, sempre uma desabafando com a outra.

Regina queria ficar na sala, mas Mary insistiu para que ela fosse dormir em seu quarto, pois era cama de casal e sobrava espaço.

Regina tardou a pegar no sono, milhões de coisas passavam em sua cabeça, mas o que prevalecia era Emma.

— O que será que ela vai achar quando me ver? Será que depois de tanto tempo ela, me esqueceu? Que pensamento idiota Regina, claro que esqueceu, foi um amor infantil à 17 anos atrás. Só você ficou presa a esse sentimento!

Sem duvidas as recordações que chegaram junto com Emma a fez pensar no seu primeiro e quisá único amor. Amanheceu, outro dia.

— Acorda! – David disse entrando no quarto da noiva.

— Cala a boca! – reclamou Regina.

— Gi? Dormiu aqui por quê? Medo de escuro de novo? – o rapaz foi até a janela e abriu as cortinas deixando com que a luz do sol invadisse o local.

— Fecha isso David... Emma chegou e dormiu no meu quarto, daí vim pra cá. – reclamou a morena novamente, colocando o edredom sobre sua cabeça e se virando pra o outro lado.

— Vocês fizeram uma brincadeirinha de noite e nem me chamaram, queria participar da suruba! – Brincou e pode ouvir a risada de Mary que até então estava calada.

— Só fala besteira hein amor! – a morena se virou sorrindo.

— Vamos levanta, levanta, levanta! – disse puxando a coberta que as cobria deixando só o edredom.

— Caramba David quando você quer consegue ser chato! – reclamou Regina se virando de bruços e ainda cobrindo a cabeça com o edredom.

— Não fala assim do meu amorzinho Gi – Mary se levantou da cama, foi até o noivo trocaram alguns carinhos – Dav, faz café pra gente? – fez uma carinha manhosa e David como sempre não resistiu.

Mary entrou no banho e David foi saindo do quarto.

— David? – Disse Emma lembrando do amigo.

— Emma! – disse assim que a reconheceu. – Nossa quanto tempo hein! Como você esta?

— Estou bem e você? Ansioso pro casório cunhadinho? Vai entrar na coleira hein! – brincou.

— É mas pela minha princesa, vale a pena! – sorriu. – Vou lá fazer um café pra vocês.

— Ah beleza. – Ele ia descendo a escada, então Emma perguntou — Cadê a Mary?

— Esta no quarto, pode entrar!

David desceu e Emma entrou, a primeira coisa que viu foi um corpo deitado na cama, logo imaginou ser a sua irmã e sem pensar duas vezes se jogou em cima da pessoa.

— Bom dia! – gritou sorrindo alto. – Acorda preguiçosa! – começou a fazer cosquinhas na pessoa.

— aaaii – reclamou uma voz rouca.

— Mary? – perguntou assim que percebeu que a voz não era da irmã.

— Não, Regina. – disse com voz sonolenta e um pouco irritada.

— Ah, desculpa! – Emma estava envergonhada.

Emma abaixou a cabeça e sentiu o cheiro que os cabelos de Regina exalava – agora pra fora da coberta – sentiu-se embriagada, por um instante voltou ao seu passado, isso definitivamente não havia mudado em Regina.

Seu perfume adocicado com aroma de maçã e canela, usava a fragrância que a morena mesmo havia feito, era um cheirinho tão bom. Lembrou-se de como Regina ficou feliz ao constatar que seu projeto de ciências havia dado certo, a fragrância perfeita foi titulado, seus olhos brilhavam um castanho tão vivo, quando foi mostrar para a pequena loira, de olhos verdes alegres, seu feito.

Emma estava com os olhos fechados lembrando-se dos olhos felizes de Regina, esses jamais esquecera.

— Emma?

— O que? – sussurrou ainda meio tonta pelo cheiro.

— Dá pra sair de... – Regina respirou vagarosamente sentindo seu corpo coberto pelo da loira, sentia seu coração acelerar, mas não demonstraria isso — Cima de mim – fez uma pequena pausa — Por favor. – Ela estava arrepiada e essa proximidade, a fez sentir um calor e sua respiração falhou.

Emma rolou para o outro lado da cama, totalmente envergonhada, ficando de costas para Regina. Não sabia o que fazer, depois de tanto tempo estavam ali, juntas, era estranho, estavam envergonhadas? Não sei se essa seria a palavra correta.

— Desculpa de novo. – Emma mantinha-se de costa.

— Ah tudo bem essas coisas acontecem. – Regina se ajeitou na cama dando as costas para a Loira, não queria que ela a visse com a cara amassada matinal.

— Como você esta?

— Bem e você?

— Estou bem também.

— Que bom que voltou, senti sua falta. – Regina apertou os olhos nem ela acreditou que havia dito aquilo.

Emma sorriu em silencio, Regina sempre fora assim espontânea sempre dizia o que pensava. E era um sinal de que todo o passado não foi esquecido. Mas antes que pudesse dizer que também sentiu, Mary saiu do banheiro.

— Emms! Que saudades!

Emma se levantou e foi abraçar a irmã. Regina aproveitou a distração e saiu do quarto de fininho.

Regina foi tomar café com as crianças como de costume, mas ninguém a percebeu saindo. Emma ficou um pouco chateada queria vê-la, estava com saudades. Na cabeça de Regina, Emma nem se lembrava dos – poucos porém especiais – momentos juntas. Momentos que as fez descobrir o amor e o que elas realmente eram.

De tarde naquele mesmo dia, o Sr. Prefeito pediu para que Regina levasse um documento até a paróquia central. Estava distraída, sua cabeça estava a mil, recebeu a noticia pela manhã que uma das funcionarias do lar pediu demissão, precisava de um substituto, já não haviam muitos que a ajudava e agora teria uma pessoa a menos.

Emma havia ido até a paróquia ver o padre que era um senhor que a garota respeitava muito, quando seu pai morreu foi ele quem ajudou a família. Tinha um carinho especial pelo velho. Ao sair do local, viu uma morena vindo em sua direção em passos apressados e cabeça baixa.

— Regina? – Emma perguntou parando na frente da mulher a assustando.

— Ah! – soltou um gritinho e colocou uma das mãos no peito e olhou para a loira a sua frente. – Que susto Emma!

Foi a primeira vez que Emma olhou para a face de Regina, não havia mudado muito, suas feições estava ainda mais lindas do que nunca, que saudades Emma tinha daquele olhar, ficou toda boba com tanta beleza. Passou a mãos na nuca tentando voltar à conversa.

— Desculpa! – sorriu. Emma se aproximou colocando as duas mãos nos braços de Regina que se mantinham ao lado do corpo, estava olhando nos castanhos fixos, só desviou para alcançar a bochecha da morena em um leve beijo, aproveitando para sentir o máximo que podia daquele cheiro maravilhoso que Regina exalava – Você saiu rápido de manhã, nem deu tempo da gente conversar.

— É, eu tinha que ir trabalhar. – Regina estava constrangida.

— Nossa como você esta diferente! – Emma já a encarava felizmente e sentindo- se meio infantil pelos sentimentos que estavam brotando espontaneamente, disse sem tirar os olhos de Regina.

— Diferente como? – perguntou olhando a mulher à frente nos olhos.

O Castanho encarando o verde, o verde rendido ao castanho, ambos matando a saudades de se encontrarem.

— Mais linda! – Emma se aproximou. – Já era, sem duvidas, a garota mais linda de Storybrooke aos 13 anos, mas agora, sem duvidas, esta no posto de mulher mais linda.

Regina sorriu envergonhada.

Emma, estava sentindo-se agora boba, quanta certeza tinha dessa declaração.

Sem duvidas. Definitivamente, sem duvidas, mesmo. Emma pensou rindo de si. Pareço uma garotinha de 11 anos falando assim.

— Obrigada. – Respondeu Regina corada.

— Você disse que sentiu minha falta, mas até agora nem me deu um abraço de boas vindas. – Emma sentia uma necessidade enorme de tocá-la, precisava sentir Regina perto, queria sentir seu cheiro novamente.

Iupes, 3 vezes hoje, estou com sorte! – Emma limpou os pulmões já se preparando para inalar o perfume particular da morena.

Regina se aproximou e a abraçou, um pouco desajeitada. Sentia seu coração Mais que acelerado, estava quase saltando pela boca, não sabia se era medo, vergonha, saudade. O fato era que não queria Mais largar Emma, aquele momento parecia eterno. Uma sentia a respiração da outra, Regina fechou os olhos. Emma respirou o perfume da morena algumas vezes, e Mais uma vez ficou zonza de tão doce que era.

— Emma?

Ouviram uma voz conhecida, e por impulso se afastaram e fitaram a pessoa.

De novo não! Regina fitou a mulher com um olhar sério.

— Mãe!

Era Eva, olhava para Regina quase a fuzilando com os olhos. Emma olhou para a mãe a repreendendo com o olhar e recuou alguns passos. A mais velha desviou o olhar para a filha, não queria a afastar, estava com saudades.

— Com licença. – Regina disse e foi em direção a igreja.

As duas acompanharam a morena com o olhar. Assim que ela sumiu voltaram a se encarar. Emma já esperava pra ouvir um monte das baboseiras que a mãe sempre lhe dizia.

— Não vai me dar um abraço filha?

Emma hesitou um pouco, surpreendeu-se, não era esperado. A saudades e o amor que tinha por aquela mulher que a pós no mundo falou mais alto. Elas mantinham contado com ligações, e se viam em festas de família, mas Eva nunca aprovou as atitudes da filha que ela julga ser vergonhosa. Já Emma fazia de tudo para agradar a sua mãe, porém a sua homoafetividade era algo que ela não conseguia e nem queria esquecer ou mudar, pois se Eva a amasse teria que se acostumar com a sua condição.

Notas finais
Que bom que você chegou até aqui caro leitor. Espero que tenha gostado, agora te peço um favor, comente?Obrigada mesmo, te vejo no próximo capitulo! Beijos.