Volver a verte

10 Que quieres, esa?


Notas iniciais
Genteee comentem please! Nos vemos lá embaixo.

Eu estava no trabalho quando recebi uma ligação de Emma informando que poderia buscar Sophia na escola. Foi um assunto rápido e logo desligamos. Quando o relógio deu 15:45 eu sai da prefeitura rumo a creche da minha pequena.

Legalmente Sophia ainda não era minha filha, mais era filha de Emma, e eu amo as duas, me sinto plena quando penso nelas e quando penso em Henry. Estou com meus 30 anos, passei por muitas coisas e muitos relacionamentos que não deram certo, eu não entendia quais os motivos, agora vejo claramente, acredito que Deus já tinha esse plano pra mim. Essa família, e eu sou grata a ele por isso.

Quando me aproximei da escolinha, vi alguns pais de alguns amiguinhos de Sophia, ainda não tinha chegado a calçada da escola quando vi ela saindo do portão de mãos dadas com uma moça morena, magra e alta. Me aproximei rapidamente.

— Sophia! – Gritei chamando a sua atenção.

— Mamãe Regina! – Sophia soltou a mão da mulher e correu para meus braços.

A moça se virou e pude ver. Era Lilith. Enquanto Sophia me abraçava fui caminhando em direção a ela, que se virou e saiu andando depressa para o outro lado.

— Ei, espera! – Gritei e ela não me ouviu. – Volta aqui! – Vi entrando em um carro e sair em disparada.

Olhei Sophia só agora notei que ela estava com um pirulito na boca.

— Filha não pode ir com estranhos.

— Pirulito mamãe.

Sophia estava prestes a completar 3 anos mais ainda não formulava uma frase completa. Mais eu entendia perfeitamente o que ela queria dizer. A mulher tentou persuadir minha filha com o doce. Mais qual era a intenção de Lilith.

— Meu amor não pode aceitar coisas de estranhos. – Peguei meu celular e liguei pra Emma.

Eu queria ir na escola e gritar com todos os responsáveis como deixam qualquer pessoa vir e pegar minha filha assim? Que falta de atenção. Só que não faria escanda-lo na frente de Sophia.

— Emma, onde você esta? – Fui andando em direção ao carro com a pequena em meus braços.

— Mamãe Emma! – Sophia gritou e sorriu. – Pirulito!

— Oie meu amor, tudo bem? – Ema falou com a voz divertida.

— Onde você está? – Perguntei mais uma vez impaciente.

Sophia tentou puxar o celular da minha mão e ele caiu no chão junto com o pirulito da pequena.

— Sophia, não!

Eu gritei, estava nervosa, o que aquela mulher queria? Sophia se assustou e começou a chorar. Eu me abaixei e peguei o celular.

— Mamãe Emma!

Nossa filha era um amor de criança, mais era birrenta, odeia levar bronca e ser contrariada. Ela sempre chorava e chamava atenção de quem estava ao redor. Isso sempre me deixava brava, quando Emma estava por perto ela sempre vinha e acalmava a pequena. Por isso Sophia criou o costume de sempre chamar por ela quando algo estava errado ou quando não era do seu agrado.

— Cadê você mamãe! — Sophia ainda chorava quando a sentei na cadeirinha ela não queria ficar lá de jeito nenhum. Tentei me acalmar pra não assusta-la de novo.

— Sophia, por favor! Para de chorar, pequena. – Eu olhei ora ela e sequei as lagrimas que escorreram pelo seu rostinho que agora estava todo vermelho. Ela chorava ainda e até soluçava.

Eu não sabia o que fazer. Estava me sentindo uma idiota, assustei minha filha à toa. Merda! Hoje não estava sendo um bom dia. Peguei o celular e vi que Emma ainda estava na ligação, coloquei na orelha.

— Emma? – Falei esperando sua resposta.

— Me deixa falar com ela Regina. – Emma estava com um tom sério.

Pra me ajudar. Já sabia que eu iria ouvir quando chegasse em casa.

— Amor, olha a mamãe Emma no celular. – Estendi o aparelho pra Sophia que ainda chorava muito, ela pegou toda desajeitada.

Apenas fiquei observando, ela balançou a cabeça umas três vezes em confirmação parou de chorar, respirou fundo e pude ouvir o mantra que Emma a ensinou pra se acalmar.

— Cheira a florzinha – Sophia sugou maior quantidade de ar que pude em seus pulmões. – Assopra a velhinha – agora ela soltou o ar arfando.

Repetiu por duas vezes a mesma ação então limpou os olhinhos com a mãozinha livre, sorriu e mandou um beijo pro aparelho. Ela estava com um biquinho como se estivesse séria ainda. Me entregou o aparelho eu puxei sua mãozinha e beijei com amor.

— Filha desculpa. Mamãe estava nervosa.

Sophia apenas se ajeitou na cadeirinha, colocou o dedinho na boca como sempre fazia. Eu a prendi no cinto e fomos pra casa.

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Cheguei em casa e fui dar café da tarde pra Sophia e Henry que havia chegado da escola junto conosco.

Antes que o jantar estivesse pronto ouvi Emma chegar. Como sempre acontece Sophia fez sua festa de boas-vindas. Henry sempre a acompanhava, por mais que ele era maior e estava na pre–adolescência se deixava levar pelas brincadeiras de Sophia e Emma logico embarcava com os dois. Emma se jogava no tapete da sala enquanto Sophia e Henry se jogavam por cima dela eu amava ver aquilo, embora Emma achasse que não, ela tinha muito jeito com os dois. Era uma verdadeira mãe.

— Oi meu amor — Eu a recebi com os braços abertos.

Emma me deu um beijo rápido, me sorriu e cheirou meu pescoço como sempre fazia. Eu adorava sentir sua respiração que me arrepiava por inteira.

— O que fez hoje de gostoso? – Ela disse já abrindo uma das panelas que ainda estava no fogo.

— Ei, chegou na rua agora e nem lavou as mãos.

— Mamãe peppa pig! – Henry falou com Sophia em seu colo rindo, os dois sentaram no banco do balcão que separava a mesa de jantar da cozinha.

— Porquinha – Sophia falou rindo.

— Olha só amor. Acho que duas crianças ficarão de castigo!

Eu apenas sorri e me virei. Ouvi a gargalhada de Sophia, Emma a estava fazendo cosquinha.

— Quero colo! – Sophia falou estendendo os braços pra Emma.

— Vou tomar banho meu amor, fica com Henry. – Emma beijou a testa da pequena e beijou a testa de Henry.

Olhei Sophia ela fazia um biquinho manhoso.

— Quero a mamãe! – Emma a pegou no colo e Sophia agarrou seu pescoço.

Emma me olhou e eu fui até ela.

— Fica com a mamãe Regina então. – Emma falou e tentou dar Sophia pra mim, mais a pequena negou com a cabeça e se agarrou mais a Emma.

— Mamãe Regina, brigou com a neném. – Sophia falou baixinho mais eu pude ouvir.

Uma pontada no meu coração, minha filha ainda estava chateada comigo.

— Filha, bebezinha, desculpa. – Eu comecei a falar e passa a mão no rostinho de Sophia, ela apenas virou o rosto escondendo no pescoço de Emma.

Emma me olhou, estava triste também. Eu senti meus olhos encherem de lagrimas. Não disse nada apenas fui para o quarto. Em menos de 5min Emma estava entrando, foi em direção a mim.

— Amor, me conte o que aconteceu?

Eu estava chateada e ao mesmo tempo nervosa por que aquela mulher foi buscar Sophia? Contei tudo que havia acontecido pra Emma, ela disse que não sabia os motivos de Lilith, mais que iria descobrir. Ela entendeu meus motivos e disse que Sophia era pequena que logo me perdoaria, mais ver o rostinho da minha filha daquela forma era péssimo, me sentia rejeitada. A noite, foi longa, mais por fim, Sophia dormiu entre eu e Emma.

Notas finais
Gente comentem, o que acham que Lilith quer?