Volver a verte
12 No será pasajero.
Notas iniciais
POV Emma
Fui buscar Sophia na escola, quando estávamos indo pra escola do Henry busca-lo vi meu celular chamando. Olhei o visor. “Mom Eva”. Atendi no viva voz.
— Emma, Regina está com você? – A voz de minha mãe estava aflita.
— Vovó!!! Cadê a mamãe Regina? – Sophia falou animada prestando atenção na conversa.
— Não mãe.
— Oi Sophia meu anjo!
— Quero a Vovó!
— Emma, venha pra cá, aconteceu uma coisa, desculpa! Filha!
Eu não entendi nada. Ela ficou falando desculpa sem parar, pedi pra que ela se acalmasse e que me esperasse. Peguei Henry e fui pra casa de mamãe. No caminho tentei ligar pra Regina, porém ela não atendeu. Todas as 5 ligações caíram na caixa. Eu estava preocupada com a minha noiva. Henry também tentou ligar de seu celular, mais também caia na caixa.
— O que aconteceu? – Falei entrando na casa da minha mãe com Sophia nos braços.
— Emma! Graças a Deus.
Pedimos que Henry ficasse na sala com Sophia e fomos pra o fundo da casa conversar, mamãe me explicou o que aconteceu, inclusive as asneiras que Lily falou pra Regina.
— Mãe, que merda, por que está apoiando Lilith?
— Não estou apoiando ela Emma, ela simplesmente pediu para conversar comigo, e quando veio até aqui Regina chegou.
— Não acredito, essa mulher é louca, eu sempre quis ter filhos mamãe! Não era um plano exclusivo que fiz pra ela.
— Ela me disse que te ama Emma, disse que estava disposta a tentar contigo, veio pra cá quando sua avó solicitou sua certidão para seu casamento. Ela pensou que me convencendo que ela era o melhor pra você seria mais fácil. A verdade é que eu não posso determinar quem é melhor pra você, filha, eu já aprendi isso duramente, e jamais tornarei a me envolver em suas decisões, porém creio que Regina entendeu tudo errado.
— Vou procura-la, fique com as crianças, por favor?
— Claro filha, me perdoe por qualquer coisa.
— Não se desculpe.
— Emma, espera. – Eva tirou de sua mão o anel que sempre usava, Emma reconheceu e já ouviu muito falar sobre aquela joia, Ela havia ganhado do meu pai, havia sido de minha avó. – Leve, eu faça Regina entender que sem ela essa família não existe.
Eva tinha os olhos marejados, limpou e foi em direção as crianças. Sai da casa da minha mãe ainda digerindo toda a situação.
Mais que merda Lilith, você adora é ferrar com a minha vida. Onde estaria Regina?
Andei com o carro por algumas ruas de Storybrook, até passar pela construção do centro educativo. Desci rapidamente e atravessei todo o terreno, olhei a construção eu já estava bem evoluída, mais continuei meu caminho até chegar nas arvores que ficavam em frente ao lago que passava lá trás, pude ver o corpo de Regina encolhido no pé da árvore. Ela chorava baixinho com a cabeça apoiada nos joelhos.
— Regina? – Sussurrei me abaixando e sentando ao seu lado.
— Emma, o que faz aqui? – Regina me olhou assustada, limpou as lagrimas e respirou fundo.
— Vim te buscar, tem coisas que precisamos resolver.
— Emma, tudo bem, eu acho que preciso ficar sozinha.
— Regina...
— Emma, vá com seus filhos por favor, está na hora do desenho de Sophia, sabe que ela fica chateada quando não assistem juntas e você...
— Regina, minha mãe me contou o que aconteceu e eu vim até aqui resolver logo essa situação. Lilith estava certa.
Vi Regina engolir seco o que eu disse, seus olhos começaram a lacrimejar na hora, eu os o limpei com carinho.
— Eu tinha planos de ter uma família e adotar crianças. Esse sempre foi o meu sonho querida. – Passei meu braço pelo corpo de Regina a abraçando. – Este sonho se fez mais presente quando eu voltei pra você, pois eu vi que você seria uma mãe maravilhosa! E eu não tive dúvidas quando conheci Sophia, ela é nossa, ela nasceu pra ser nossa querida. Henry é um presente lindo que veio junto e acredite, o fato de não sermos casadas não muda em nada, ainda somos sim uma família e você é a única que faz com que esta família seja completa, Regina eu te amo e eu sei que não tivemos o tempo de namorar e já fomos logo tendo uma família, de fato isso é assustador, só que meu amor, entenda, eu não tenho dúvidas do que eu quero pra mim, e eu quero você, quero nossos filhos, e nenhuma outra pessoa fará com que eu mude de ideia, por que isso não é uma simples ideia, isso é realização, eu me sinto realizada em todos os sentidos, por que tenho você!
— Emma! – Regina se jogou em meus braços me apertando com força e chorando muito.
— Calma meu amor, eu estou aqui, e jamais vamos nos separar. Eu te amo Regina Mills.
Regina me beijo e eu pude sentir minhas lagrimas se juntarem as dela, eu também estava chorando, doeu vê-la assim tão frágil. Eu nunca duvidei do que sinto por Regina desde sempre foi amor e jamais deixará de ser. Podemos ter passado um tempo separadas mais agora eu não iria larga-la mais, nunca mais.
— Eu te amo Emma.
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