Volver a verte
6 Mis secretos, mi destino y mi ilusión.
Notas iniciais
Uma semana havia se passado, Regina chamou Emma para irem visitar as crianças lá no orfanato.
Estavam a caminho, Emma insistiu para que fossem em seu fusquinha amarelo.
— Emma esta carro é muito pequeno – Regina estava no banco do copiloto com uma das mãos delicadamente colocada sobre a perna da loira.
— Pequeno e cheio de historias. – Emma sorriu. Regina fez uma cara feia – Não amor, não é isso que esta pensando – Emma olhou para a morena, segurou sua mão e a beijou com carinho – Este fusca era da vovó.
Emma contou algumas das histórias que sabia, que fez com que a viagem se passasse rapidamente. Logo chegaram a cidade vizinha, Regina estava com tantas saudades que já chorava na porta da grande casa.
Assim que entraram, Regina viu Sophia deitada no sofá, se aproximou. Assim que a pequena a viu, começou a chorar, a morena que já estava em prantos a pegou no colo.
— O que foi minha princesa? – Regina beijou o topo da cabeça da criança.
Emma assistia a cena em pé na sala, uma das assistentes sociais que era responsável pela casa de abrigo se aproximou.
— Que bom que veio Srta Regina, a Sophia chorou a semana toda com saudades de você.
Regina sentou seu coração contorcer no seu peito, fez uma cara de dor e olhou nos olhos da criança.
— Não chore mais pequena, estou aqui.
Sophia era uma criança adorável, conquistava qualquer, porém era muito apegada a Regina, e essa mudança toda não estava surtindo um efeito bom para a pequena. Sophia colocou as pequenas mãozinhas no rosto da morena, beijou a bochecha de
Regina depois a abraçou apertado.
— Regina, me leva pa casa. – Regina não sabia o que fazer.
— Meu amor, agora aqui é sua casa.
— Mais eu quero ficar com você.
— Estou aqui minha pequena, vim ficar com você hoje. Me mostre seu quarto.
Emma observando toda a cena deixou algumas lagrima cair, imaginava a dor de regina e principalmente a dor da pequena.
— Oi, como é seu nome? – Emma chamou a assistente assim que viu Regina subir as escadas sendo puxada pela pequena princesa.
— Belle – A moça esticou a mão e apertou a de Emma.
— Belle, bem, sou Emma Swan, quero saber se tem alguém já com andamento na adoção da Sophia.
— Senhorita Swan, vamos até a minha sala.
Emma seguiu a mulher até uma sala naquele andar da sala mesmo, sentou-se em uma cadeira de frente a mesa de Belle.
— Aqui ultimamente as crianças tem mais dificuldades de serem adotadas, ainda não entendemos o real motivo, mais sempre que uma é levada acaba voltando. O irmão de Sophia mesmo é um exemplo disso. Antes mesmo da pequena nascer ele já estava em nosso abrigo, ele foi adotado por uma família, ficou por 2 anos e alguns meses, agora esta voltando a custodia do conselho tutelar.
— Mais qual o problema? – Emma ouvia atentamente toda a história.
— Não só o irmão de Sophia como muitas crianças grandes tem dificuldade para adaptação, então acabam voltando, e os casais agora estão optando por crianças entre 0 e 1 ano.
Emma conversou mais um pouco com Belle até ser interrompida pela gargalhada de Regina que vinha do andar de cima.
Passaram um dia agradável com as crianças, Emma conheceu todas e todas amaram a loira, e ela sem duvidas amou os pequenos. Em especial uma baixinha danada com um sorriso brilhante e se identificaram muito pois tinham o mesmo brilho no olhar quando olhavam Regina, o brilho era admiração.
Nem Regina muito menos Emma queriam ir embora. Mais teriam que faze-lo.
Se despediram das crianças. Prometeram voltar, porém essa promessa não era suficiente para conter os berros desesperados de Sophia. A pequena sem duvidas amava Regina e sentia-se segura perto dela. Regina se fez de forte pedindo para que Sophia não chorasse, mais assim que entrou no carro, desabou. Regina chorava tanto que até soluçava.
— Gi, calma! – Emma não sabia o que fazer, apenas puxou a morena para seus braços, apertou bem forte contra seu corpo, como se pudesse pegar toda aquela dor para si. – Vamos voltar semana que vem.
— Não aguento ver ela triste Emma, Sophia nunca foi assim, ela sempre foi muito alegre. Quando eu cheguei estava com uma cara abatida, tenho medo até dela ficar doente.
— Amor, calma, isso não irá acontecer.
Emma queria ajudar mais não sabia o que fazer.
Assim que chegaram em casa Regina foi tomar um banho, Emma ligou para a sua avó. Emma Blanchard era uma senhora muito influente era bem conhecido por seus vários projetos sociais envolvendo crianças. Sua neta logico que sabia disso, por isso desde o momento que saíram do orfanato a loira já planejava conversar com sua avó.
~
Emma e Regina passaram a visitar o orfanato duas vezes por semana, Sophia sempre chorava muito e sempre pedia para que Regina ficasse ou levasse ela junto. Regina se acabava em prantos.
Passaram-se 3 meses, Emma havia se mudado para a casa de Regina, Mary e David tinham sua própria casa. Emma havia viajado para a capital para resolver uns assuntos, Regina achava que era relacionado ao centro d educação.
Emma estava esperando uma resposta e esta havia chegado, o que ela tanto esperava aconteceu, não via a hora de contar a sua amada. Mas primeiro precisava passar em um lugar.
Era uma sexta-feira, Emma acordou cedo, sua avó a acompanhou até o fórum, assim que entraram na grande estrutura a loira viu um garoto, ela reconheceu seu rosto, era o mesmo de Sophia, Emma se aproximou do menino.
Henry era uma garoto com cabelos escuros e lisos, seus olhos castanhos lembravam muito os de Regina, sua pele era branquinha com poucas sardinhas claras espalhadas pela face, Emma sorriu e acenou para o garoto, ele parecia impaciente, mas sorriu de volta, Emma achou engraçado mais via Regina nos traços do garoto.
— Vamos vovó quero resolver tudo de uma vez.
Emma estava feliz demais, conseguiu mais uma vitória, estava na estrada de volta pra casa, olhou para o lado. E viu o garoto entretido com a vista da estrada. Emma respirou fundo.
“Emma, este é um grande passo, esta é mesmo a sua decisão?” Emma lembrou das palavras de sua avó. “Sim, é o que eu quero”
— Ei garoto. – Emma chamou a atenção do menino que se virou para ela. – Esta com fome?
— Emma, eu gosto do seu nome, já li uma história onde a filha da branca de neve tinha este mesmo nome – O garoto sorriu – Estou sim com fome.
Emma esticou a mão e bagunçou o cabelo do garoto.
— Vamos parar aqui pra comer.
Estacionou o fusca em um posto a beira da estrada.
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