Voluntários - Interativa

13 Capítulo 13 - Tic-tac, Nós Vamos Morrer


Notas iniciais
Oi, gente! Demorei muito? Eu AMEI escrever este capítulo, principalmente uma parte da Mely! Enfim, tem muitas partes legais, nos reviews vocês me contam suas favoritas, ok? ok. Agora vamos ao capítulo.

A maioria dos Voluntários já estava tomando café da manhã. Dessa vez, eles nada falavam. Não tinham mais as constantes brigas entre Charles e Micah e, sem isso, tudo ficava muito estranho.

Eles estavam quase terminando quando os dois últimos Voluntários que faltavam aparecem no topo da escada. Eno e Ed surgiram de mãos dadas e quando todos olharam para eles, Ed tentou largar a mão da garota, mas Eno segurou firme. Os dois desceram a escada, Eno de cabeça erguida e Ed envergonhado. Mely sorriu ao ver a cena, encantada com o casal.

– Eu sei que não tem muito romance na sua vida, mas não precisa ficar praticamente babando ao ver um casal – sussurrou Jake no ouvido de Mely.

– Olha quem fala! Você não tem sequer amigos! – Rebateu a garota.

Eno, ao chegar à mesa, deu um beijo na bochecha de Ed e foi se sentar entre Mely e Sky. As duas imediatamente começaram a perguntar sobre o Ed e Eno respondeu sobre tudo, sorrindo.

Finn olhou para Ed com um olhar mortífero e ele, inteligente, se sentou ao lado de Lizie. Ed sabia que, se Finn quisesse bater nele, as únicas pessoas que poderiam impedir seriam Lizie e Eno. E, lógico, não seria muito sábio sentar perto de Eno na frente de Finn.

Todos terminaram de comer sobre o clima ainda mais pesado. Lizie começou a falar para Ed que eles ainda deviam treinar o disparo com as armas. Então Ed responde que ele iria errar miseravelmente, como sempre. Lizie começa a rir, lembrando dos treinos.

E foi aí que a raiva de Finn explodiu. Ele, por cima da mesa, agarrou a blusa de Ed, o puxando para cima. Todos os pratos e copos foram ao chão, se partindo em mil pedaços. Todos começaram a gritar ao mesmo tempo. Os pés de Ed começaram a sacudir no ar e o punho de Finn estava levantado, pronto para socar.

– FINN! – Gritou Eno. – Não faz isso!

– Por que eu não faria? – Perguntou Finn. – Está defendendo seu novo amorzinho? Você contou a ele quantos namorados já teve?

– Finn... – tentou Lizie. – Larga ele, por favor.

Finn fechou os olhos e respirou fundo. Depois olhou primeiro para Eno e depois para Lizie. E então, soltou a blusa de Ed, que caiu no chão, em cima cos cacos de vidro. Lizie se apressou para ajudá-lo.

– Se machucou? – Ela perguntou.

– Não, acho que nem me cortei direito.

– Acho melhor você ir tomar outro banho, para não ter mesmo chance de ter algum caco de vidro na sua pele.

– Tudo bem.

Ed olhou para Eno, perguntando com os olhos se ela estava bem e se ele poderia ir. Ela assentiu com a cabeça, então Ed foi tomar outro banho.

– Todos para fora da cozinha – ordenou Lizie, ao ver os olhares mortíferos de Eno e Finn. – Vamos começar o treinamento.

Já na Sala de Treinamentos, cada um retomou suas atividades. Sora estava treinando com Metamorfo, quando Sky chegou perto deles.

– Sem a Charles para me ajudar, nunca vou conseguir controlar inteiramente meus poderes! – Disse a pequena.

– Hey! Você sabe lutar melhor que todos nós juntos! Mesmo que não conseguisse controlá-los (e você vai conseguir), já seria uma ótima Voluntária! – Disse Sora.

– E nós podemos te ajudar a controlar seus poderes – disse Metamorfo. – Sora já está conseguindo controlar seus poderes perfeitamente.

Annie parou de treinar e começou a prestar atenção na cena que ali ocorria entre os três. Um lado dela, bem no fundo, estava orgulhoso de Metamorfo. Era incrível como ele tinha começado a se socializar. E Annie tinha certeza que Sky continha todo o crédito por isso.

Metamorfo e Sora começaram a ajudar Sky, a pequena conseguia mover objetos, mas não por uma longa distância. Então Sora lembrou como Lizie conseguiu ensinar Charles a controlar os poderes dela. Sora se abaixou na frente de Sky e, colocando a mão em seus ombros, disse:

– Que tal você pensar em Alex? Com Charles isso funcionou.

– Ótima ideia – disse Sky, meio triste.

Sora deu um sorriso triste e deu espaço para que a pequena tentasse. Então, Sky conseguiu ficar dez minutos apenas levitando um livro.

– Eu consegui! – Gritou ela, pulando nos braços de Metamorfo.

Ele a abraçou, mas estranhou. Não era do tipo que trocava carícias. Nem conseguia lembrar da última vez que abraçou alguém.

Sky o largou e abraçou Sora. Então Annie, que reparou na reação de Metamorfo, foi falar com ele. Ela parou ao seu lado e falou:

– Quem vê de longe acha até que você é simpático!

Metamorfo vira-se para ela, pronto para xingá-la e mandá-la parar de encher a paciência dele, quando vê que Annie estava sorrindo.

– Por que está rindo de mim? – Ele pergunta, seco.

– Não estou rindo! – Ela responde. – Eu estou sorrindo, estou orgulhosa de você, por incrível que pareça.

Com um último sorriso, Annie vira-se e continua treinando. Deixando, então, Metamorfo com um sorriso bobo no rosto, mas que logo se esvai.

Lizie tinha feito uma descoberta fantástica. Como já não precisava treinar lutar com armas, ela começou a explorar seus poderes. Então, ela percebeu que conseguia ler a mente dos outros, mesmo sem olhar a pessoa nos olhos.

A garota estaria super empolgada com aquilo, se não estivesse estressada com Mely e Jake. Eles até agora não tinham começado a treinar, estavam apenas discutindo.

– Já chega! – Ela disse indo até eles. – Vocês dois, fora daqui! Irão treinar juntos no bosque. Só vocês dois! Então vamos ver se conseguem, finalmente, se entender!

Ambos tentaram argumentar, mas era impossível, quando Lizie tomava uma decisão, era difícil fazê-la mudar de ideia. Assim sendo, os dois passaram rápido pela cozinha – evitando a discussão dos irmãos – e foram para o bosque.

Ao chegarem lá, Mely foi a primeira a se manifestar:

– Ok. Lizie disse para treinarmos juntos, mas nossos poderes são extremos opostos! Como iremos fazer isso?

– Não faremos! – Ele deu de ombros. – Ela não irá saber.

– Para de ser idiota! Nós vamos dar um jeito, sim!

Jake olhou para ela de cima a baixo e deu uma risada, indicando que ele definitivamente não iria treinar com ela.

Mely olhou para ele, fervendo de raiva. Mas depois sorriu, tendo uma ideia.

– Não vai querer trabalhar junto? Tudo bem. A escolha foi sua – ela disse, sorrindo.

A garota levantou uma mão e apontou para árvore, que logo começou a queimar.

– VOCÊ FICOU MALUCA? PARE COM ISSO! – Disse Jake, desesperado. Ele já começava a suar, desesperado e apavorado. – VAI NOS MATAR!

– Não sei se você reparou – respondeu Mely, calmamente –, mas que vai nos matar é você. Use os seus poderes!

As mãos de Jake começaram a tremer quando um galho incendiado encostou-se a outra árvore, fazendo com que o fogo percorresse, rapidamente, para outra árvore,

– PARE COM ISSO! – Ele gritou.

Mely apenas levantou mais uma mão, ateando fogo em outra árvore.

– Tic-tac – ela disse. – Daqui a pouco isso tudo vai ser carvão.

Jake começou a passar mal. Ele caiu no chão, quase desmaiando. Então Mely reparou que tinha algo de errado.

– JASON! – Ela gritou, correndo até ele. – O que houve?

– O fogo... minha mãe morreu num incêndio... eu tenho trauma – ele disse, se forçando a não desmaiar. A sua cabeça estava no colo de Mely.

Melody olhou a sua volta e viu as árvores pegando fogo, se aquilo não parasse agora, eles realmente poderiam virar carvão.

– Ok, Jacob, eu posso conter o fogo, mas não vou poder parar com o incêndio. Afinal, não dá para desaparecer com fogo, certo? Por isso, preciso que você respire e me ajude. Vai ter que superar seus medos e me ajudar, ok?

Mely deixou, carinhosamente, a cabeça dele na grama e se levantou. Rapidamente, começou a conter o fogo, mas ela não poderia fazer isso para sempre.

Jake respirou fundo e olhou para o céu, lembrando de sua mãe. Seria uma terrível brincadeira do destino se ele morresse assim. Ele precisava se levantar, então foi isso que ele fez. O garoto ergueu suas mãos e água surgiu entre as árvores.

– Fogo e água podem trabalhar juntos, não podem? – Disse Mely.

Os dois estavam lado a lado. Mely continha o fogo e Jake o apagava. Era bonito de se ver, água se misturando ao fogo, trabalhando juntos.

Depois de alguns momentos de tensão, o incêndio acabou e os dois desabaram na grama, aliviados.

– Desculpa, Jacob... não sabia sobre sua mãe.

– Não tinha como você saber, Melody. Eu não te contei – ele disse, soando meio impaciente, mas, na verdade, ele estava aliviado.

– Eu sei disso.

Eles permaneceram um tempo calados, até que Mely voltou a falar:

– Sabe... eu também tenho um trauma com água. Quando eu era feita de experimento pelo governo, eles várias vezes me afogavam num tanque cheio de água, só para ver se eu conseguia sobreviver.

Ela estremeceu com a lembrança e Jake, percebendo isso, se sentou e disse:

– Vem aqui. – Ela se sentou em frente a ele. – Sabe, hoje nós dois vimos que não precisamos ter medo de fogo e água. Que tal fazermos assim... Na próxima vez que você vir água, não vai lembrar quando te faziam de vítima, mas de mim. E quando eu vir fogo, não irei lembrar da minha mãe, vou me lembrar de você.

– Feito! – disse Mely, sorrindo. – E, além disso, podemos prometer que sempre vamos proteger um ao outro. Então iremos nos lembrar de proteção ao encarar nossos antigos medos.

– Feito! – Disse Jake.

~~~

Quando Lizie expulsou Mely e Jake da sala de treinamentos, ela foi até a cozinha, ver como andavam os irmãos. Assim que ela entrou, eles pararam de brigar.

– Preciso falar com você – ela disse, se dirigindo a Eno.

– Ah, claro! Já até imagino o que seja! “Bom dia, Enobaria, vim te avisar que irei roubar teu irmão!”. – Disse, sarcasticamente.

– De nada me interessa suas discussões – cortou Lizie, que já estava impaciente. – Mas preciso que você os esquece na hora de treinarmos. Descobri coisas sobre nossos poderes, por isso teremos que trabalhar juntas. E você sempre lutou melhor ao lado de seu irmão, por isso terão que esquecer as brigas, por enquanto.

Eno já estava pronta para gritar que ela nunca faria isso. Mas ela se segurou, tendo uma ideia melhor.

– Tudo bem. – Ela disse, com um sorriso maligno. – Mas eu tenho uma condição. Você terá que desistir de vez do meu irmão.

Lizie pensa no último conselho que Charles a deu antes de partir. Em como ela falou para Lizie tentar ter algo sério com Finn e que tudo valia à pena. Ela fechou os olhos. “Desculpa, Charles” ela pensou.

– Claro. Mas você terá que convencê-lo, não a mim – disse Lizie.

A garota queria se fazer de indiferente, e conseguiu. Mas a verdade, era que ela gostava de Finn, via nele um futuro feliz, mas isso seria algo que ela teria de abrir mão. Para continuar com o papel de indiferente, Lizie se virou e foi caminhando para a Sala de Treinamentos.

Chocado, Finn correu atrás dela e a segurou pela cintura, a fazendo se virar para ele.

– O que está fazendo? Lizie, por favor, não faz isso...

– Finn, por favor, você não iria conseguir aguentar, eu te deixaria maluco.

– Você não entende, eu já estou maluco! Não faz isso, Lizie...

– Não, Finn. Quem não entende é você – ela disse, tirando as mãos dele de sua cintura. – Sempre deixei claro que nós éramos diferentes. Simplesmente não fomos feitos para o outro.

– Eu me recuso a acreditar nisso – ele disse.

– Me desculpa, Finn – ela sussurrou, se virando e indo embora. Dessa vez, ele não a segurou.

Finn se virou para a irmã. Ele nunca, em toda sua vida, teve tanta raiva dela quanto agora.

– O QUE VOCÊ FEZ?! POR QUE FEZ ISSO?! – Ele gritou.

Eno se encolheu. Ela não esperava essa reação do irmão.

– EU FIQUEI COM CIÚMES DE VOCÊ E O ED? SIM! MAS NÃO SEPAREI VOCÊS! – Ele respirou fundo. – Você o ama?

– Eu... é... – gaguejou Eno, fazendo Finn se estressar mais.

– VOCÊ O AMA? – Ele gritou.

– Eu... – Eno pensou. Viu que a única pessoa que ela se importava com que pensasse dela, era ele. Viu que foi a ele que a garota recorreu quando brigou com Finn. Então respondeu o irmão. – Sim.

– Então sabe como é! Imagina se meu ciúme fosse tanto que eu não deixasse vocês ficarem juntos! EU A AMO, ENO! E ISSO NÃO ME FAZ DEIXAR DE TE AMAR!

Sem dar chances de a irmã responder, ele sobe as escadas, pisando forte e vai para seu quarto, batendo a força com tanta força que quase quebrou a fechadura. Eno, então, viu que talvez tenha passado dos limites. Ela se imaginou no lugar do irmão e lágrimas surgiram nos seus olhos. Era claro que ela não conseguiria encarar Finn por muito tempo, ela tinha vergonha do que acabara de fazer.

Eno, sem tem a quem recorrer, correu para o quarto de Ed e bateu na porta. O mesmo abriu segundos depois. Ao ver Eno, a beira de um choro que duraria horas, Ed apenas a abraçou forte e depositou um beijo na cabeça da menina. Ele, ainda abraçado com ela, a trouxe para dentro de seu quarto e fechou a porta. Eno contou toda a história para Ed, que a consolou. Ela ficou abraçada a ele a tarde inteira, às vezes o choro voltava, mas Ed sempre secava suas lágrimas.

Notas finais
Então, o que acharam? Vocês também amaram a parte da Mely e do Jake? E aí, Finzie shippers... querem me matar? Ou só matar a Eno mesmo? Brownie MM, o que achou da briga? Ficou do jeito que você imaginou, ou achou que eu podia ter caprichado mais? Gente, tem alguma coisa que vocês querem que eu bote na fic? Querem que eu puxe mais para ação... ou qualquer coisa? Estou aberta a opiniões sempre, ok? E tive uma ideia. Que tal escolher uma música para cada casal? A primeira que eu pensei foi para a Eno e o Ed (não sei dar nomes para shippers, se alguém quiser ajudar, ficarei feliz), enfim, a música seria essa: http://www.vagalume.com.br/colbie-caillat/bubbly-traducao.html Eu achei que tinha tudo a ver com eles. Mas o que vocês acham. Para Finzie (não, não fui eu que criei o nome do shippe), pensei nessa: http://www.vagalume.com.br/christina-perri/a-thousand-years-traducao.html Mas não tenho muito certeza quanto a essa... Enfim, opinem e mandem sugestões! Até a próxima, meus lindos!