Voluntários - Interativa

4 Capítulo 4 - Intriga Entre os Voluntários


Notas iniciais
Então, não achei que o capítulo está muuuito bom, mas acho que dá para os gasto. E, para ser sincera, fiquei com preguiça de revisar o fim do capítulo, então, se vocês virem qualquer erro, me avisem! carro: http://bestcars.uol.com.br/bc/wp-content/uploads/2012/09/Porsche-Cayenne-S-Diesel-04.jpg Enobaria: http://www.ionline.com.br/wp-content/uploads/2011/12/cabelos-loiros-acinzentados-fotos.jpg Finn: http://www.distrito13.com.br/wp-content/uploads/2013/10/ec-still-hq0052.jpg

Lena se retirou da sala, fazendo Elizabeth e Charlotte se entreolharem.

– Ótimo, porque se for o governo, deixa que eu mesmo os mato por me atrapalharem – disse Charles, saindo do centro.

Lizie arqueou as sobrancelhas e soltou uma leve risada, também saindo do cômodo. As duas foram para a sala, onde todos iriam se encontrar, e ficaram aguardando.

Logo todos já estavam devidamente acomodados. Elizabeth se levantou, sentou ao lado de Lena e disse, colocando uma mexa de seu cabelo atrás da sua orelha:

– Lena, por que não vai para o seu quarto desenhar um pouco? Você quer mesmo discutir sobre assuntos chatos, como gastos de dinheiro em comida, economizar a luz e coisas do tipo?

A pequena estreitou os olhos e cruzou os braços, mostrando que dali ela não saia. Lizie suspirou e disse:

– Se não tem outro jeito, tudo bem – depois ela se voltou para todos. – Vamos ser diretos: vocês acham que são eles?

– Eu não sei, mas se forem... – começou Charles.

– Você quer matá-los com suas próprias mãos, já sei – completou Lizie. – Mais algum palpite?

– Não sei quem pode ser – declarou Sora. – Quer dizer, que Voluntário tem um carro tão caro quanto aquele? Impossível! Mas também não acho que sejam agentes do governo, porque você apagou a memória de todos, certo?

– Sim, mas se não são eles, quem mais pode ser? – Perguntou Micah no exato momento que a campainha toca.

Todos se entreolham preocupados.

– Eu vou – disse Lizie se levantando.

– Por que não vamos todos? – Sugeriu Sora.

– Não, não mesmo. Seria arriscado, se forem eles, vão pegar todos de uma vez – insistiu Elizabeth, se ajoelhando na frente de Lena. – Olha, você sobe para o seu quarto, ok? Se acontecer qualquer coisa, fuja.

– Não, Lizie! – Respondeu Lena. – Você prometeu que seriamos como irmãs, lembra? Irmãs não abandonam uma a outra!

Elizabeth olhou para todos os presentes, pedindo com o olhar que eles protegessem ela. A campainha toca novamente e Elizabeth se direciona para a porta, respira fundo, e abre a mesma.

Um garoto e uma garota estavam parados em frente a ela eram extremamente parecidos um com o outro. Vestiam roupas caras e de marca. Novos demais para serem agentes do governo, mas era melhor se prevenir, de qualquer forma. Elizabeth fica um tanto surpresa, mas resolveu não demonstrar.

– Posso ajudar? – Perguntou Lizie.

O garoto, que tinha cabelo loiro e era moreno, olhou Elizabeth de cima a baixo, o que fez Lizie cruzar os braços sobre o peito e lhe lançar um olhar mortífero.

– Posso ajudar? – Perguntou ela de novo. – Porque se era só isso, eu tenho mais coisa para fazer.

– Não! Você é Elizabeth Clark? – Perguntou a garota.

Antes de mais nada, Lizie a olhou nos olhos e procurou alguma informação, mas ficou surpresa ao constatar que a mente da garota estava bloqueada. Então Elizabeth descobriu a mesma coisa que a garota: as duas tinham o mesmo poder. Só telepatas conseguiam bloquear a mente, como a menina tinha feito, e um bom telepata sabe quando estão tentando invadir a mente dele.

– Eu sou a Enobaria Sumpter Bouzan, e este é meu irmão: Finn Sumpter Bouzon – informou a garota.

Lizie assentiu e disse:

– Como vocês já sabiam, sou Elizabeth Clark – ela estava quase dando passagem para eles entrarem, quando lembrou que não sabia nem que poder o tal de Finn tinha.

Elizabeth lançou um olhar para Eno como se perguntasse se ela poderia ler a mente dele. Enobaria deu de ombros, então Lizie olho nos olhos do menino e, ele, achando que ela estava dando em cima dele, piscou e sorriu. Elizabeth apenas ignorou, continuou olhando em seus olhos e viu ele e a irmã, cercados por agentes, quando ele pegou um carro dos deles e lançou em direção dos agentes. Então era isso, ele tinha super-força.

– Tudo bem, podem entrar – declarou Elizabeth dando passagem.

Assim que Finn e Eno passaram, Lizie trancou a porta e gritou:

– Está tudo bem, gente!

Ela começou a se dirigir a sala com os outros dois aos seus calcanhares. Assim que chegou lá disse:

– Esses são a Enobaria e o Finn. Eles também são Voluntários.

Eno e Finn olharam ao redor e torceram ao nariz ao olhar para Micah, que ainda tinha sangue de Charles na roupa.

– Algum problema com ele? – Perguntou Sora, revoltada por eles estarem sendo tão metidos.

– Também não estou entendendo – continuou Charles, se levantando. – Que eu sabia, vocês estão aqui porque querem, então não venham torcer o nariz por aqui, não! Cara feia para mim é fome!

– Charlotte, também não vamos exagerar. Acho melhor ouvir o que eles têm para dizer – sugeriu Sora.

Charles bufou, mas ficou calada.

– Sora tem razão. Expliquem o que vieram fazer aqui. Sei que são Voluntários, mas isso não basta – disse Lizie, se sentando entre Lena e Charles. – Podem se sentar.

E eles sentaram.

– Bem, não tem nada demais para explicar. Ouvimos falar que uma garota que se mudou para cá recentemente está abrigando um bando de sem-tetos, então começamos a te observar e vimos o que vocês estão fazendo. Queremos fazer parte disso – disse Enobaria.

– Quem te disse isso? – Perguntou Charles.

– Todo mundo diz! Lógico, as pessoas com dinheiro.

Elizabeth e Micah tiveram que segurar Charlotte, porque a garota estava prestes a voar em cima de Enobaria.

– E você seria uma das pessoas com dinheiro? Como? – Perguntou Sora.

– Simples. Usando nossa beleza – respondeu Finn.

– Isso é ridículo! – Exclamou Charlotte se levantando. – Lizie, faça o que quiser com esses dois metidos, mas isso é demais para mim! Estou no meu quarto!

– Vou tentar acalmá-la – disse Elizabeth, já se levantando, mas Micah a impediu.

– Deixa que eu vou – disse.

Então Micah subiu as escadas e foi tentar acalmar os nervos de Charles, o que era extremamente difícil e perigoso.

– Muito bem – prosseguiu Eno –, vamos ser sinceros uns com os outros. Eu sei que você é telepata, e você sabe que eu também sou.

– Ah, é! Antes que você se ache ainda mais – falou Lizie –, quando eu olhei nos seus olhos, eu não estava dando em cima de você, estava lendo sua mente!

Finn abriu a boca para falar algo, mas fechou logo em seguida. Elizabeth falou:

– Como não sei se posso confiar em vocês, vou ler a mente de cada um, ok?

– Se não tem outro jeito – Finn deu de ombros. – Se bem que não vai ser tão ruim assim, quer dizer, você já estaria nos meus pensamentos de uma maneira ou outra.

– Essa foi podre! – Exclamou Lizie revirando os olhos.

Elizabeth olhou primeiro nos olhos de Finn. A primeira coisa que Elizabeth viu foram duas crianças sendo largadas na porta de alguém. Um homem abriu a porta e, rapidamente, acolhei as crianças. Lizie viu os anos se passando e esse home – que ela descobriu se chamar Robert – treinou as crianças, mesmo ele não sendo um Voluntário. Mais alguns anos se passaram e Elizabeth viu Robert sendo sequestrado. A partir daí, viu Finn e Enobaria crescendo cercados de luxo e fama.

Depois disso, olhou nos olhos de Eno e viu exatamente as mesmas coisas.

– Pronto. Eu só não entendi uma coisa: por que querem vingança? – Perguntou Lizie.

– Acho que todos tem seu direito de ter vingança, não importa quais sejam os motivos deles – interveio Sora, que tinha visto tudo junto com Lizie.

Acontece que um telepata pode fazer isso, apenas tocando a pessoa com quem ele quer dividir a visão.

– Tudo bem, Sora. Concordo com você. O que acha, Lena? – Disse Elizabeth.

– Eles são metidos e arrogantes! Não parecem ser legais – disse a garota. – Mas se eles vão ajudar, tudo bem.

– Nesse caso, se não estiverem de frescura, vou dar um quarto para vocês ficarem. Só não deixe que Charlotte descubra o passado de vocês, e acho melhor ficarem longe dela – aconselhou Lizie.

– Então nós vamos pegar nossas malas no carro – disse Finn.

Elizabeth ficou de boca aberta. A maioria dos Voluntários trazia apenas uma malinha e eles tinham duas malas cada um. Mas ela foi ajudá-los, ela subiu as escadas e mostrou um quarto para o Finn e quando ia mostrar outro para Eno, ela disse que preferia ficar no mesmo que o do irmão.

Enquanto Lena, Sora, Finn, Eno e Lizie estava discutindo no andar de baixo, Charles estava uma fúria no andar de cima.

Ela entrou no seu quarto batendo a porta e, minutos depois, Micah bateu na porta.

– Elizabeth Clark, se for você vá embora agora! Não quero ninguém me dando sermões!

– Não é a Lizie, é o Micah – respondeu ele, já entrando no quarto.

– Adoro o fato de você achar que, por não ser a Lizie, tem direito de entrar no meu quarto!

– Calma, senhorita Wood! – Falou Micah rindo. Ele se sentou na cama de Charles, de frente para a garota.

– Calma, nada! Você viu como eles são arrogantes?! Não passam de metidos! Andam por aí, desfilando com suas roupas de grife e acham que tem direito a vingança!

Micah sabia que o melhor seria deixar que Charles falasse, deixasse todo o estresse sair e depois, apenas depois, ele poderia falar algo.

– E ainda por cima atrapalharam o meu treino! Imagino que vieram para cá porque estavam com tédio e pensaram “opa, vamos fingir que nossa vida tem algum propósito” então resolveram fingir que fariam algo de bom!

Charles passou mais alguns minutos reclamando, então Micah achou que ela já podia falar:

– Eu também não gostei deles, Charles. Mas vai ver que eles têm algo que presta lá no fundo. Quando nos conhecemos, você me odiou! E Sora tem um senso crítico incrível quando se trata de pessoas, li isso na ficha dela. Também estou meio revoltado e, no fundo, espero que Lizie os mande embora! Mas você sabe que ela é centrada demais para fazer isso, provavelmente vai ajudá-los a treinar e ter a maior paciência do mundo. Então, o que nos resta a fazer é ter paciência.

Charlotte tinha trezentas coisas para falar, mas apenas disse:

– E quem disse que eu não te odeio mais?

– Ah, qual é! Você tinha concordado que íamos tentar ser amigos!

Charles pegou seu travesseiro e bateu em Micah com ele.

– Eu estava brincando, seu idiota! Eu sei que concordei em tentarmos ser amigos.

– Então vamos começar assim: pare de me chamar de Micah!

– É o seu nome – rebateu Charles.

– E é muito formal. Me chame de Mik.

– Ok, Mik.

E nesse momento os dois escutaram passos nas escadas e ouviram a terrível voz de Enobaria – que, na verdade, não era terrível, mas naquele momento era a pior coisa que eles poderiam escutar.

Charles se irritou tanto que ela teve que levantar e ficar andando de um lado para o outro, então ela tropeçou no tapete e iria cair, se os braços fortes de Mik não tivessem a segurado.

Então eles caíram na cama dela, os rostos ficaram próximos e Micah começou a olhar para a boca da garota. Ele estava hesitante, não sabia se era certo com Alexys, mas Charlotte não teve paciência para esperá-lo decidir o que era certo ou não. Puxou Micah em sua direção e o beijou como nunca tinha beijado ninguém antes. Naquele momento, ambos estavam com as emoções à flor da pele e nem sabiam o que faziam direito.

Notas finais
E o primeiro beijooooo! O que acharam do casal, combinou? Garanto que a Charles ainda vai brigar muito com o Micah! Falem o que acharam do casal, sim? E, como eu já disse, o capítulo não ficou perfeito, mas, vai, ficou razoável... e qualquer erro, AVISEM