Voluntários - Interativa
11 Capítulo 11 - O Coração Dele Começa a Derreter
Notas iniciais
Todos os Voluntários já tinham tomado café da manhã e já estavam na Sala de Treinamentos, menos Lizie, que ainda não tinha saído do quarto.
– Ela não vai vir treinar? – Perguntou Jake. – Por que nós todos temos que nos matar de tanto treinar e ela pode ficar o dia inteiro no quarto?
– Lizie já sabe controlar seus poderes perfeitamente bem – defendeu Finn.
– Alguns de nós também – disse Matthew.
– E, do mesmo jeito, Lena e Lizie tinham uma ligação muito forte. É compreensível que ela esteja abalada – argumentou Sora.
– Todos nós ficamos – disse Sky, triste.
– Eu não fiquei. Menos uma pirralha para termos que cuidar – falou Matthew, sem emoção alguma na voz.
– Você tem que parar com isso! – Se estressou Annie. – Fingir que não se importa com nada não dá certo, porque se fosse verdade, não estaria aqui.
– Eu só me importo com a minha vingança contra o governo. Apenas isso. Não faço (e nem quero) dessa “família” de vocês – rebateu o garoto.
Ele se encaminhou para a porta e já estava a abrindo e saindo, quando Charles gritou:
– Ninguém vai sair daqui! Comecem a treinar, AGORA!
Todos obedeceram e, alguns segundos depois, Lizie passa pela porta, como se nada tivesse acontecido, como se Lena não tivesse ido embora. Lizie caminha firme e de cabeça e para no centro da sala.
– Eu andei pensando – começa ela – e achei melhor todos os Voluntários que não tem poderes muito utilizados para a luta deveriam aprender a lutar. Corpo a corpo, com facas, espadas, armas de fogo. Tudo possível.
Ela se encaminhou até a parede do fundo da sala e pressionou sua mão ali, ao fazer isso, a parede se abriu, mostrando um arsenal de armas. Todas as armas existentes estavam ali e em muita quantidade.
– Todos os Voluntários que não precisam disso, voltem a treinar normalmente – pede Lizie.
Matthew se aproximou um tanto sem graça de Lizie e perguntou:
– Eu devia treinar com vocês ou...
– Primeiro vamos treinar apenas eu, Ed e Eno – disse Lizie, o cortando. – O resto tem mais capacidade de se defender apenas com seus poderes. Mas, já que você está aqui, que tal ajudar Sora a controlar sua invisibilidade. – Os dois olharam para a garota, que ficava invisível e voltava a ficar visível, não conseguindo controlar seu novo poder. – Ela ganhou este poder, de repente, no seu aniversário. E você o teve durante a vida toda. Pode ajudar a controlá-lo. – Matthew, para o espanto de Lizie, concorda com a cabeça e já se dirigia a Sora, quando Lizie o chamou de volta. – Escuta Matthew, se precisar falar alguma coisa com alguém... A Sora é uma ótima ouvinte.
Matthew revirou os olhos, mas Lizie sorriu e voltou a ficar com o Ed e a Eno. O clima tenso entre os dois era completamente perceptível. Por isso, Lizie tentou tomar a dianteira do grupo.
– Então gente... querem começar com qual arma? – Ela perguntou.
– Tanto faz – responderam eles ao mesmo tempo e depois coraram um pouco.
Lizie revirou os olhos. Isso era ridículo.
– Ok, que tal as armas de fogo? Quando estivermos lutando com os agentes, será mais fácil de arranjá-las.
A garota foi até o arsenal e pegou três pistolas junto com três alvos. Ela os posicionou e entregou as armas para os dois, fincando com uma para si mesmo.
– Quando eu estava com Beatrice, ela me ensinou muitas coisas, inclusive a atirar. Faz muito tempo que não atiro, mas ainda me lembrou como se faz – disse Lizie.
Então, ela se posicionou e atirou. As duas primeiras balas foram parar muito longe do centro do alvo, mas, a terceira, atingiu quase o centro exato.
– É bem fácil – continuou ela. – Eu vou mostrar, devagar, como se faz e vocês me imitam, ok? – Os dois assentiram. – Primeiro vocês posicionam a perna de vocês, firme – eles a imitaram –, então você segura à arma com as duas mãos. Quando vocês dispararem, estejam preparados para um tranco, segurem firme. Agora, disparem.
Os três dispararam. Lizie foi bem, mais uma vez, mas não tão bem quanto a última. Edward foi péssimo. Quando a arma deu um tranco, ele tentou segurá-la, mas não conseguiu e ela foi para trás, o atingindo no nariz. Eno também não foi bem, depois de atirar, ela largou a arma, assustada com o tranco da arma.
– Eu não sirvo para isso! – Reclamou Ed, massageando o nariz. – Fico melhor com meus computadores.
– E eu também não preciso aprender a lutar, Finn luta por mim! – disse Eno.
– Ed, você tem razão, mas sempre é bom aprender a se defender. Por isso, vamos treinar mais um pouco, logo você poderá voltar a preparar a segurança de casa e os planos estratégicos. E quanto a você, Eno, Finn não poderá te proteger para sempre, por isso, pegue a arma e continuem, vocês dois, a treinar!
Lizie e todos os outros ainda andavam muitos estressados com os irmãos Sumpter. Afinal, Finn poderia ter morrido! Foi uma grande idiotice e falta de responsabilidade deles dois, por isso, todos estava pegando muito pesado com eles.
Enquanto Lizie, Ed e Eno treinavam com as novas armas, Matthew se estressava com Sora.
– Não é tão difícil assim, é só... ficar invisível!
– Nossa, com você falando desse jeito, até parece fácil! – Ironizou a garota e depois respirou fundo. – Tudo bem, vou tentar mais uma vez.
Sora fechou os olhos e se imaginou olhando para o espelho, imaginou que seu reflexo fosse se desfazendo aos poucos. Logo, o espelho não refletia nada, mas Sora continuava assim.
– Muito bem Sora! – Exclamou Matthew. – Já está assim há uns dez minutos, o melhor tempo que você já conseguiu.
Então a menina lembrou-se do dia que Alex foi pego tentando protegê-la, tentando proteger a todos. Lembrou de como as lágrimas escorriam pelo seu rosto e de como ficou aterrorizada ao olhar seu reflexo pelo lago e não ver nada. Então, rapidamente, Sora se tornou visível.
Isso sempre acontecia, sempre que ela conseguia ficar invisível, lembrava do seu terrível aniversário e isso a desconcentrava. Era horrível.
– Isso já foi um começo – comentou Matthew.
– Eu preciso descansar – disse ela.
– Mas já se cansou?
Sora não respondeu e saiu da Sala de Treinamentos, ao reparar nisso, Sky vai atrás dela. Sora caminha até a cozinha, pega uma água, senta e a bebe calmamente, tentando se acalmar. Sky se senta ao lado de Sora e fala, quase num sussurro:
– Você não está conseguindo ficar invisível por causa dele, não é? – Sora assentiu com a cabeça. – Eu também lembro muito dele. Quando ficávamos soltos na rua, na hora de dormir, ele sempre ficava de vigia, cuidando de mim... me contava histórias... –Sky estava com o olhar distante, lembrando dos velhos tempos, e sorrindo, ao fazer isso.
– Fiquei com ele por tão pouco tempo... queria ter tido oportunidade de conhecê-lo melhor – comentou Sora.
– Você o conhecia tão bem quanto eu. Alex me contava que, bastava um olhar seu, que você já sabia exatamente o que ele estava pensando ou sentindo. O tempo que vocês ficaram juntos foi pouco, eu admito, mas tenho certeza que valeu a pena e que foi melhor do que muitos romances que duram por anos.
Sora olhou para Sky, sorriu e perguntou, sarcasticamente:
– Certeza que você tem apenas dez anos?
Sky sorriu, mas o sorriso não se comparava aos que ela dava antes da partida de Alex. Sora a abraçou de lado e depositou um beijo na cabeça da menina.
Todos sentiam falta da antiga Sky, a que estava sempre rindo e pregando peças nas pessoas. A Sky que já tinha passado pasta de dente na bochecha de Alex enquanto o mesmo dormia e que já tinha colocado talco no secador de cabelo de Enobaria. Parecia que, quando Alex foi embora, ele levou um pedaço daquela Sky com ele e o outro pedaço, a Lena levou.
– Péssima hora? – Perguntou Mely, se sentando em frente às duas. – Eu sei que esse é um momento meu íntimo de vocês duas. Mas não suporto ver gente triste – Sky e Sora sorriram, elas sabiam que Mely fazia qualquer coisa para agradar aos outros. – Sabe, Sora, até hoje eu lembro do dia que vocês me encontraram. Você adivinhou a melhor maneira de me abordar, falando de música. Se fosse outro jeito, teria saído correndo ou lutado, pensando que fossem agentes. Nunca te agradeci por ter sido tão compreensiva comigo. E é dessa forma que eu vou agradecer.
– De que forma? – Perguntaram Sky e Sora.
– Lizie me disse que tem uma sala de música em algum lugar dessa enorme casa... só temos que achá-la.
Então as três saíram abrindo e fechando portas, procurando a sala. Quando acharam, Mely voou para o piano e começou a tocar uma música animada. Sora sentou-se ao lado da garota e as duas revezam para tocar o piano. E Sky sorriu fraco ao escutar a música.
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– Ok, o que você fez com a Sora? – Perguntou Annie para Matthew.
– O que eu fiz?! Eu estou a ajudando e você me acusa assim?
– É claro! Se não, por qual outro motivo ela sairia assim do treinamento? – Perguntou Annie, cruzando os braços.
– Eu não sei e não é da minha conta, nem da sua. Fiz o que Lizie me pediu, ajudei Sora, se ela quis parar de treinar, a culpa não é minha. Então que tal você ir treinar em vez de ficar me irritando, como sempre?
Annie revirou os olhos, mas não disse mais nada, ela apenas voltou a treinar.
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Todos passaram o resto do dia treinando. O jantar foi silencioso porque todos temiam o que aconteceria depois do jantar. Eles iriam, finalmente, discutir sobre o caso dos irmãos Sumpter. Nada bom poderia acontecer.
Então, quando finalmente a hora tinha chegado, eles se reuniram na sala de estar – que já tinha virado um lugar ou para reunião ou para todos sentarem e, simplesmente conversarem.
– Finn e Enobaria se drogaram aqui na Mansão sem responsabilidade alguma. Se eu não tivesse descoberto a droga e Micah não estivesse aqui, Finn estaria morto – começou Ed.
– E além disso – Jake se pronunciou –, eles poderiam ter feito um grave acidente. Poderiam ter posto fogo na casa.
– Por que tem tanto medo de fogo? – Irritou-se Mely. – Está sempre falando em incêndios e fogo!
– É que água e fogo, naturalmente, não se dão bem – alfinetou ele, com um sorriso sarcástico.
– Ok, chega disso! Estamos aqui para falar de Finn e Eno apenas! – Interveio Lizie. – Continuando. Quero que todos falem o que acham que devemos fazer.
– Eu acho – logo disse Sora –, que devemos escutar o lado deles.
Finn e Eno se levantaram e foram até o meio da sala, então começaram a falar:
– Há um tempo um namorado meu nos deu a droga para experimentar. Não achamos que íamos ficar... viciados. Costumávamos usá-la muito mais, mas percebemos que isso nos fazia muito mal e tentamos para. Continuamos tentando. Hoje em dia, usamos apenas quando nós dois estamos muito tristes, depressivos, e não temos ninguém para nos apoiar – explicou Eno, praticamente implorando perdão com os olhos, que estavam fixos em Ed.
– E podemos saber o motivo de tanta tristeza? – Perguntou Micah,
Mik estava extremamente bravo com Finn. Lizie, Charles e Lena foram as pessoas que o acolheram aqui, ele tinha muito carinho por todas elas. Agora que Lena se foi, ele tinha que cuidar das restantes. E queria matar Finn por ter feito tanto mal a Lizie.
– Você ama a Charlotte? – Foi o que Finn falou.
O coração de Charles começou a bater mais forte dentro do próprio peito. Eles nunca falaram “eu te amo” um para o outro, embora Charles sabia que ela amava ele. E muito.
– Mais do que jamais amei outra pessoa – respondeu Micah, fazendo Charles arregalar os olhos.
A garota queria sair correndo até ele e dar um beijo nele, mas ficou quieta. Não era hora para isso.
– Então, eu amo tanto a Lizie que meu coração chega a doer. Cada vez que olho para ela, minha vontade e de abraçá-la e mantê-la em meus braços para sempre. Lizie me ignora plenamente, sem querer ofendê-la, entendo o lado dela, mas isso não torna mais fácil. E cada vez que olho ela e o Edward muito próximos, quero dar um soco nele! E, ainda por cima, ele ganhou o coração de Eno também. Mas a subestimou demais e não dá atenção a ela. Então esses são os nossos motivos.
Todos olharam para Lizie, mas ela estava chocada demais para fazer algo. Ninguém sabia que eles quase tinham se beijado. E ninguém sabia que ele tinha se declarado para ela no dia que ele se drogou. Era um segredo e devia ter permanecido assim, pois, daquele jeito, era mais fácil.
Elizabeth, sem saber o que fazer, se levantou e saiu da sala, indo direto para seu quarto e gritando, no caminho:
– Resolvam o que vão fazer com eles sem mim!
Depois de muita conversa e discussão, resolveram perdoar os irmãos, quer foram direto para seus quartos.
– Você a ama tanto assim? – Perguntou Eno, deitada na sua cama e olhando para o teto.
– Sim. Está com ciúmes?
– Não, não posso ficar. Não seria justo porque acho que estou me apaixonando pelo Ed. Nunca fiquei tão boba na frente de um garoto quanto eu fico na frente dele. Chega a ser ridículo.
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Todos já tinha ido se deitar para dormir. Então, Charles foi até o quarto de Lizie e bateu na porta.
– Eu sei que está acordada, Lizie – ela sussurrou, para não acordar os outros. – Sou eu, Charles. Abre a porta.
Lizie abriu, como Charles pediu e depois voltou a fechá-la. Charlotte sentou na cama de Lizie e falou, sorrindo:
– Então... o que está acontecendo entre você e o Finn?
– Nada. Nós nunca nem nos beijamos. Quase uma vez.
– E... você sente algo por ele?
Lizie olhou para Charles, pensou em mentir. Seria muito mais fácil. Mas, afinal de contar, era com Charles com quem ela estava falando. Tinha que falar a verdade para sua melhor amiga.
– Sim... eu acho. Mas nada disso importa, tenho que me concentrar nisso tudo. Não tenho tempo para relacionamentos complicados.
– Relacionamentos complicados? Você, por acaso, já reparou no Mik e eu? – Perguntou rindo. – Lizie, o que Finn falou hoje... foi lindo. E, acredite, vale a pena arriscar isso tudo por amor. Quando Mik se declarou hoje eu achei que meu coração ia pular para fora do meu peito! Se alguém me dissesse que eu ia ficar desse jeito há alguns anos atrás, eu riria da pessoa!
Então Lizie e Charles começaram a conversar besteiras, como se fossem apenas duas adolescentes normais, dormindo na casa das amigas e conversando sobre garotos.
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Sky não conseguia dormir. Ela ficava lembrando-se de Alex a segurando nos seus braços e a deixando fazê-lo de travesseiro. Ela sentia tantas saudades, e ainda tinha a partida de Lena, para piorar a situação.
Sendo assim, a garota resolveu sair do seu quarto. Afinal, de que adianta ficar deitada sem conseguir dormir? Ela foi para a escada e se sentou nos degraus, esperava encontrar alguém acordado, mas não tinha ninguém. Restando apenas ela e suas lembranças, não demorou para que lágrimas começassem a cair pelo rosto da pequena.
Matthew acordou no meio da noite com vontade de beber água. Ele se levantou e saiu do quarto para ir até a cozinha. Quando chegou perto da escada, ele começou a escutar soluços de choro.
Ele procurou de onde o som vinha e viu Sky sentada e chorando muito. Matthew se sentou ao lado dela e procurou alguma maneira de consolá-la. Ele não era bom em palavras. Então pensou em como Sky costumava ser brincalhona.
– Ei, Sky – ele chamou, sussurrando –, que tal parar de chorar e dar um susto no Micah?
Ao falar isso, ele mudou. Não era mais Matthew, era Charles. Ao ver isso, Sky sorriu.
– Só se for agora! – Ela respondeu, já mais animada.
Eles foram até o quarto de Micah e conferiram que a porta estava destrancada.
– Você não vai poder entrar – sussurrou Matthew para Sky, já na porta de Micah –, se não ele vai perceber que não é a Charlotte de verdade. Vai ter que ficar espiando pela porta, ok?
Sky assentiu com a cabeça e Matthew entrou no quarto, deixando um pouco a porta um pouco aberta para que a garota pudesse ver.
– Micah... – sussurrou Matthew, com a voz de Charles, no ouvido do garoto. – Acorde...
Então, bem devagar, ele foi acordando e abrindo os olhos. Quando viu Charles ali, arregalou os olhos, surpreso.
– Charles o que faz...? – Ele ia perguntar, mas Matthew o interrompeu.
– Não fale nada! Apena fique quieto e aprecie o show.
Como a blusa que Matthew/Charles era de botão, ele se distanciou um pouco da cama e começou a abrir os botões, de baixo para cima, bem devagar. Quando ele estava prestes a abrir a parte que daria visão aos peitos, ele disse:
– Vem abrir o resto, Mik
Micah levanta da cama e vai correndo até Matthew. Ao chegar lá, tenta dar um beijo, mas Matthew vira a cara e volta ao normal.
– Ei! Vai com calma, cara, eu não sou gay! – Ele disse empurrando Micah para longe.
Sky entrou no quarto, chorando de tanto rir. E essa sim era a Sky de antes, era esse riso que todos tinham saudade.
Ao perceber a pegadinha, Micah voltou para cama e foi pegar o travesseiro. Mas Sky foi mais rápida, ela sabia o que ele pretendia bater nela e em Matthew com o travesseiro, por isso, usou seus poderes e levitou-o da cama, trazendo-o até ela. E então ela começou a bater em Micah com ele.
Micah logo arranjou um travesseiro e então começou uma guerra que acordou a casa inteira. Matthew não participou da guerra, ele recuou e ficou observando de longe. Mas sorrindo, não o sorriso sarcástico e maldoso de sempre, mas um verdadeiro. E isso tudo provava que, afinal de contar, ele tem um coração.
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