6:20 da manhã o meu despertador toca, não sei nem qual é o meu nome, são efeitos estranhos sobre mim e isso se chama sono, MUITO sono.

Me levanto ainda com os olhos fechados e oro pra que minha mãe não chegue no meu quarto gritando, qual é , primeiro dia de aula com mal humor? Não! Obrigada.

— Sophia, acorda. -- É , eu disse que ela iria chegar, fiz uma cara bem estranha quando ela abriu a porta.

— Ata filha, tu já acordou. -- Ela fez uma cara de quem acabou de fazer merda, sabe? Então.

Vou até ao banheiro e tomo um banho bem rapidinho e já aproveito e escovo os dentes.

Saio do banheiro e vou escolher uma roupa. Escolhi uma calça preta da adidas (Sabe aquela bem larguinha? então) e escolhi uma blusa mostrando um pouco a barriga. Na minha escola nunca teve essas coisas de que não pode usar tal roupa ou algo do tipo. Por isso a maioria das meninas vão de saia curta.

Pego o meu material e vou até a cozinha, eu nunca como pra ir pra escola e muito menos como lá, eu não quero é nada.

—Pai, tem como me levar hoje? -- Já cheguei fazendo manha.

—Ta bom Sophia, mas amanhã você trate de ir com um amigo seu ou pegue o ônibus. -- Ele disse isso porque minha escola fica umas meia hora longe de casa, também não sei porque estudo lá.

No caminho da escola eu mudei de música MIL VEZES, eu tenho esse mine problema. Desculpa.

—Prontinho, chegamos. -- Meu pai olhou pra mim e eu já entendi aquele olhar, ele quis dizer "Toma cuidado e sem bagunça".

—Ta pai, já entendi , bobinho. -- Eu sorri e dei um beijo em sua bochecha.

— Bye bye. -- Desci do carro e entrei na escola.

E de novo eu estava encarando as meninas daquela escola, ah qual é, vai me dizer que nunca fez isso? Eu já.

— OLHA ELAAAAAAAAAAA. -- Iiiiiih , lá vem. Essa daí é a Karine, uma amiga minha.

— Oi meu amor. --Abracei ela com força e ela olhou pros meus olhos e depois pra minha boca. --Ata, ela tem essa mania de olhar pra boca das pessoas , sabe? Então...

—Eai ? Tu caiu na minha sala. --Ela deu um sorriso gigante

— Sério? que legaaaal. -- Parece que não estou animada, né? Mas estou. Acredite.

Saímos andando pelo o corredor e fomos conversando sobre as nossas férias.

O sinal bateu e fomos todos pra sala. Eu estava prestando atenção na aula até que recebo um bilhete. É da Karine.

"Amor, olha que menino gato que entrou na escola esse ano, ele está sentado atrás de você" . Pera aí, ela quer que eu vire pra olhar pra cara dele? Ah, ta bom. Eu virei pra trás e ele me encarou.

— Senhorita Sulzbach? Esta com algum problema com o aluno aí de trás?-- Bom professor, se beleza for um problema, nós temos um probleminha aqui. LÓGICO QUE EU NÃO FALEI ISSO, a única coisa que fiz foi balançar a cabeça em sinal de negativo e virei pra frente com vergonha.

A próxima aula seria de Educação Física e eu to lascada.

— Alunos, todos pra quadra , AGORA. -- Essa professora só pode ter problema, pra que gritar? Eu hein.

Todos saíram e chegando na quadra a professora mandou todos correr.

Comecei a correr e correr e correr e correr. Até que BUM. Começou.

Minha boca estava dormente e meu rosto estava formigando, comecei a sentir falta de ar e comecei a tossir. Esbarrei em alguém mas to pouco me lixando. Droga! Minha pressão caiu, eu deveria ter comido alguma coisa.

Tudo que eu queria naquele exato momento era ÁGUA.

— Você esta bem?. -- Aquele agaroto que senta atrás de mim acabou de falar comigo? QUE?.

—Não, preciso de água. -- Respondi com a voz falhando.

Ele me segurou e me levou até o bebedouro , molhei minha cara e sentei no chão.

— Cara, o que foi isso? -- Ele perguntou e sentou do meu lado.

— Isso se chama pressão baixa e sempre quando eu corro demais, pulo demais ou me esforço demais...acontece isso. -- Olhei pra ele e respirei aliviada.

— Tu deveria cuidar disso, baixinha. -- Ele olhou pra mim e passou a língua entre os lábios.

— Qual é o teu nome? -- Perguntei de imediato.

— Gustavo e o seu?

—Sophia e obrigada por ter me ajudado. -- Sorri pra ele e levantei. Saí andando e deixei ele lá.

— Pra quem esbarrou em mim enquanto estava passando mal, eu deveria pelo menos tentar ajudar, né?! -- Ele falou meio alto pela a distância que havia entre nós.

Virei pra trás e apenas sorri.

Eu não vou gostar dele. É sério. Eu acho.

Notas finais
Espero que tenham gostado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.