Voltas Da Vida
4 Irritante
Notas iniciais
Espero que gostem.
Fui caminhando para a sala de aula, meus pensamentos dispersos, Sasuke estava logo atrás de mim. No caminho falávamos pouco, apenas o básico.
Logo chegamos à sala. Kakashi mais uma vez me cumprimentou.
-Oi de novo Sakura! -
-oi
-Foi à enfermaria? O que ela disse?
Kuso, por que Kakashi tinha que falar nesse assunto novamente. Sasuke estava ouvindo tudo.
-Eh.. eu fui à enfermaria sim, esta tudo ok.
-Ainda bem, fiquei preocupado, agora se sentem.
-Ok
Sasuke me olhava de um jeito curioso, ele sabia que eu menti.
As aulas seguiram normalmente, mais ninguém viu como meu braço estava, eu não conseguia mexe-lo, pois estava dolorido. Eu não queria que as aulas acabassem, não queria ir para casa, estava com medo, papai nunca agiu assim comigo antes, ele me bateu.
Para minha infelicidade o sinal tocou, demorei o máximo que pude, se pudesse ficaria na escola, mas era proibido.
Fui andando lentamente, as ruas estavam desertas, logo estava na frente da minha casa, por fora parecia à casa perfeita, mas por dentro estava desmoronando aos poucos, sem que ninguém soubesse.
Entrei em casa. Estava silenciosa.
Subi para meu quarto, fiz o que sempre fazia, adiantei as lições, tomei banho, fiquei mexendo no meu Iphone.
Ouvi a porta sendo aberta, um medo tomou conta de mim. Logo passos estavam pertos, cada vez mais perto.
A porta do meu quarto abriu.
Não queria ver a pessoa que estava atrás dela.
-Olá filha!- Era apenas minha mãe. Fiquei aliviada.
-Oi Mãe.
-Como foi seu dia querida?? Seu braço melhorou??
-Foi muito bom meu dia, sim, meu braço está melhor.
Praguejei baixinho pela dor.
Mamãe parece ter escutado.
-Mostre-me.
A contra gosto, levantei a manga da blusa.
-Está feio Sakura! Vamos cuidar disso!
Protestei logo em seguida.
-Não! Eu não quero, eu mesmo vou cuidar disso!
-mas.. filha
-Mãe, nada de mais, eu não quero que isso vire problema para a senhora.
Mamãe saiu do meu quarto, eu queria ficar sozinha, pensar e pensar.
Lagrimas saíram do meus olhos, eu não chorava apenas pela dor, chorava também pela prisão que meu pai me impôs.
Poxa, eu era apenas uma garota, que tentava ser normal.
A noite caiu, eu estava no meu quarto ainda, escutei mais uma vez a porta sendo aberta, meu coração perdeu um compasso. Agora, era papai que tinha chegado.
Não desci, permaneci onde estava, até que ouvi minha mãe me chamando.
-Filha, venha jantar!
Respondi
-Não estou com fome.
Para logo em seguida eu perder a cor.
- Haruno Sakura, desça agora, obedeça a sua mãe, se não..
Era papai que falava.
Olhei ao meu redor, tudo parecia distante, diferente, como se aquilo não fizesse mais parte de minha vida.
Olhei para a janela, a noite estava linda, calma, abafada. Por um momento fiquei pensando se deveria obedecer meu pai ou não. Olhei mais uma vez para a janela. Iria dar uma volta. Não pensando no que poderia acontecer, pulei, o mais discretamente possível. Eu nunca havia me comportado desse jeito, sempre era a menina certinha, que fazia tudo o que os outros mandavam, já estava farta de ser assim.
Caminhei pelos parques, ficar longe de casa me acalmava bastante, como se a noite fosse minha casa. Era um total silêncio.
Fui até uma pracinha, fiquei ali sentada, de frente para uma arvore de cerejeiras, que se chamava Sakura, essa era a origem de meu nome, tive um pequeno flash back sobre minha infância.
-”Filha venha, vamos à igreja” –Era mamãe que me chamava.
-Sim, estou indo mamãe, estou colocando a saia.
Arrumei-me correndo. Desci as escadas as pressas, cai no meio do caminho. Ralei meus joelhos e comecei a chorar.
-Ora! Vamos Sakura, isso não é nada, apenas um machucado, vamos à igreja.
-Mas papai está doendo muito.
-Não me importa, ande logo.
-Hawe, isso é jeito de falar com sua filha, ela se machucou, vá você, vou cuidar dela.
Papai bufou e saiu.
Eu e mamãe ficamos ali, ela cuidava do meu joelho, eu continha lagrimas nos olhos, não por causa do machucado, sim , por papai.
-Que foi filha? Oh, meu bem não chore, vai sarar.
-Hunf.. mamãe, o papai me odeia?
-Claro que não sua bobinha, ele só ficou bravo por estar atrasado.
Fiquei em silêncio, analisando os fatos. Nesse mesmo momento eu fiz uma promessa, que iria fazer tudo o que papai pedisse, queria que ele sentisse orgulho de mim’.
Com meu desvaneio, não senti que uma pessoa sentou ao meu lado e que me encarava. Olhei e vi Sasuke.
-Oi
-Oi
-O que faz aqui?- perguntei
-Não é da sua conta.
-Hunf.
-Eu que te pergunto o que faz aqui??
-Não é da sua conta.
-Irritante.
-o que?
- Isso mesmo, irritante.
-Bobo.
Depois dessa mini discussão, ficamos em silencio, eu olhei para ele e comecei a rir. Ele me olhou com uma cara de desentedido e riu também.
-Você é louca.
-Eu?
-Sim.
- Respondendo a sua pergunta eu queria ficar um pouco longe de casa.
-Por quê ?
-Motivos pessoais. Agora que eu falei me fala o porquê de você estar aqui Sasuke!
-Hunf, família.
-Parece que temos algo em comum.
O tempo passou, nós dois ambos em nossos mundos particulares, por algum motivo eu queria saber o que acontecia na família dele.
Percebi que já estava ficando tarde.
-Tchau
-Até.
Fui caminhando de volta para casa, não entrei pela porta, sim, pela janela, as luzes estavam acessas, eles estavam me esperando. Entrei no meu quarto, a primeira coisa que fiz foi trancar porta, mas foi em vão, papai estava atrás dela, quando ouviu o barulho da chave, abriu a porta com tudo, eu cai para trás, ele avançou sobre mim.
-O que deu em você?
-Nada
-Como nada, você me desobedeceu.
-Hunf
- O que você pensa que é? Apenas é uma fraca garota, nem deveria ter o nome Haruno.
Não queria chorar na frente dele, aquele homem não era meu pai, era um desconhecido, tentei ficar firme, mas estava difícil, as lagrimas teimavam em cair.
-Diga alguma coisa!
-E- eu queria tomar um ar.
-Ha, faça-me rir.
Ele se aproximou mais de mim, puxou meu cabelo e disse:
-Se me desobedecer mais uma vez haverá consequências piores.
Notas finais
Mereço reviews???
Podem mandar criticas, o que devo melhorar ,elogios, etc.
Beijos, até o proximo capitulo
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