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1 UNICO
Sentada naquele parque olhava agora as crianças e seus pais correrem pelo lugar, casais passearem de mãos dadas. Ela se encorava num vaso que estava ali suspirou fundo não sabia por que estava ali sabia que aquilo que lhe foi tirado nunca voltaria, era passado e tinha que seguir em frente, tinha pessoas á conhecer e quem sabe ser feliz.
Mas, os medos e fantasmas do seu passado simplesmente a perseguia por mais que cada pessoa que passava em sua vida era diferente, os medos eram os mesmos. Não conseguia controlar o que sentia, tinha medo de parecer irritante, chiclete, tudo que era quando se tratava de conversar com as pessoas todos os dias.
Ela amava seus amigos e amores, queria saber se eles estavam bem e estar presente em suas vidas. Mas, sempre trazia problemas e brigas por causa disso, podiam não dizer que não era sua culpa, só que sempre a origem era ela. Uma lágrima escorreu de seus olhos castanhos e a noite ia caindo.
Ela queria do fundo do seu coração ser feliz, tinha a certeza que nascera com um proposito: Fazer uma pessoa feliz e estava a procura dessa pessoa, queria mostrar quanto amava e que era especial para ela. Mas, seus medos estavam lá e a sua voz não saia mais de sua garganta, o desespero já tomara sua voz e não conseguia mais dizer o que sentia nem que fosse para as paredes do seu quarto.
Conhecia a solidão e sabia como era estar sozinha sem amigos e sem um amor verdadeiro, uma dor lhe tomava em seu peito, e lágrimas rolavam mais ainda por seu peito, queria gritar pedir socorro, mas não conseguia sua voz não saia. Seu conto de fadas foi envenenado por uma bruxa que conseguiu lhe tirar o seu maior tesouro, era vitima, mas não conseguia ter ódio queria viver não tinha forças para enfrentar.
Foi então que ela deixou suas lágrimas rolarem, socou o chão a sua frente, já estava sozinha no parque e somente ela estava ali acompanhada pelo luar. Não conseguia esquecer seu passado, fechou seus olhos e se levantou indo com calma em direção ao lago, olhou seu reflexo na água.
Ao soltar seu corpo para cair nas profundezas daquela agua gelada, sentiu braços macios lhe acolher e viu anjo ao seu lado lhe abraçando, sorrindo lhe dizendo que tudo ficaria bem, então um cavalheiro prateado veio em um corcel negro lhe estendendo a mão. Ela olhou o anjo que só assentiu e ela estendeu sua mão ao cavalheiro que a abraçou quando subiu em cima do corcel lhe beijando os lábios fazendo sua voz voltar e seu peito aquecer.
Ela ficaria bem, pois por mais que ela queira fraquejar ela tem algo que a deixara de pé: amizades verdadeiras. Um amor tão indestrutível, que nada poderá destruir. Naquele dia nunca mais ela perderá sua voz.
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