Vodka com Gelo
1 Pompeii - (Pelo Narrador)
Era uma sexta feira de manhã, o celular de Pietro tocou, era uma mensagem de Eduardo, que dizia:
"Pipizinhooo, me liga"
Pietro acordou, e logo ligou para Eduardo.
- Fala Duh, qual a razão de você me acordar em uma sexta feira as 8:30 da manhã??
- Poxa Piiih, achei que já estaria acordado, você está sempre acordado a esse horário. Mas ai, é que o Lelo, a Ari, a Luh e a Fefs estavam conversando comigo ontem anoite e eu comentei que nunca tinha ido a um sebo, e o Lelo disse que você conhece muito bem o centro de São Paulo, então estava pensando...
Foi quando Pietro interrompeu:
- Ah! Então só vão me chamar porque eu conheço o centro de São Paulo?? Poxa legal heyn! — Fazendo drama. — Bom, enfim, que horas vocês vão??
- Ah! Pi, não é só por isso, bom espero que o drama seja zoeira, e estamos pensando em nos encontrar umas 13:00 na catraca do mêtro Sé, eae você vai?
- Vou sim, vou levantar e me arrumar, sabe que eu sempre acabo me atrasando, vou ver se chego no horario hoje!
- Ok! Até mais, e não se atrasa, vou falar com o resto do pessoal, e a gente se encontra.
E assim Duh e Pietro desligaram o celular, Pietro foi se "arrumar" e Eduardo, bom não se sabe ao certo o que foi fazer. O que pode-se ter certeza é que era exatamente 13:00 e estavam quase todos nas catracas do mêtro Sé, quando Lelo ligou para o celular de Pietro. Quando ele atendeu.
- Porra Pietro! Onde você está??
- Tô no metro Tatuapé! Jajá to chegando, a culpa não foi minha! ja estou chegando relaxa.
- Ah! Claro a culpa nunca é sua.
- Tah, uns 10 minutos nem isso estou ai, beijão.
E desligou, Lelo sempre ficava nervoso porque Pietro sempre se atrasava para os "rolês" que eles davam, mas os outros já estavam meio acostumados.
- Cara, vou ali comprar um refrigerante. Disse Eduardo — Esperar o Pietro da sede.
- Vou com você. — Disse em Uno sono Luana e Fefs.
- Ah também vou, não vou ficar aqui sozinho, além do mais dali da pra ver se ele chegar! — Disse Lelo. — Vamos Ari.
Passados 15 minutos, estão os cinco esperando sentados no canto próximo a catraca, quando de repente surge correndo entre a multidão enlouquecida da Sé, Pietro, com seu mocassim marro, seu shorts curto, uma regata grande e cavada preta, já chega puxando os amigos.
- AAAAAH! DESCULPA, o Atras..
- Ta a gente já sabe, não foi culpa sua, e bla bla bla. Interrompeu Lelo, dando um abraço em Pietro.
Cumprimentos feitos, abraços, beijos e cocas roubadas foram para a praça da Sé, onde começariam por um dos sebos mais famosos de São Paulo, Sebo do Messias, Como não Pietro não gostava muito do Sebo do Messias, ficaram pouco tempo, logo Pietro lembrou-se do Sebo mais antigo da cidade, que fica localizado na Rua Barão de Itapetininga, e assim foram para lá, chegando no sebo viram aquela porção de livros antigos, livros que ninguém no mundo teria, e logo veio a única pessoa que trabalhava no local, seu nome era Emanuela, uma velha senhora, aparência de uns 60 anos, usava roupas que acredito que competiam em idade com alguns livros ali. Ela logo vei perguntando:
- Posso lhes ajudar?
- Estamos apenas olhando, viemos apresentar o sebo para ele. Disse Pietro, apontando para Eduardo. — Ou melhor Eles. Apontando para os demais amigos.
- Qualquer duvida pode chamar, estarei sentada ali atras ao balcão. — Disse Emanuela, apontando para um balcão todo entalhado na madeira, parecia uma escultura.
- Ok. Disseram todos juntos.
Arícia parecia uma criança em uma loja de brinquedos, ficava pegando os livros, lia os títulos, sentava no chão e começava a foleá-los, Lelo ficava observando algumas espadas que estavam penduradas nas poucas paredes livres o que dava certo charme ao local, Fefs estava meio perdida em meio a tantas fileiras e pilhas de livros, Pietro estava maravilhado com algumas antiguidades que haviam próximo ao balcão em que Emanuele estava, Eduardo e Luana estavam sentados no chão olhando a imensidão de livros antigos e raros, sonhando em ter todos aqueles volumes na sala de suas casas. Emanuele vendo aqueles jovens obseravando tudo e não lhe perguntando nada, resolveu interagir, pegou de uma gaveta um livro envolvido por um pano de veludo preto, chamou todos nós e disse:
- Olhem crianças, sei que meu finado marido me fez prometer que não mostraria esse livro para ninguém, mas vendo vocês aqui, me deu vontade de me desfazer dele, e acho que vocês são jovens, mas trem muita coisa para viver e acredito que esse livro ajudaria muito vocês, não sei muito bem sobre o que se tratam pois eu nunca o li. Mas pelo que já ouvi meu marido falar, esse livro conta sobre os pontos turísticos abandonados de São Paulo, acho que seria uma ótima literatura para vocês, mas peço por favor que não entrem nesses locais após a leitura do livro.
Emanuele entregou o livro nas mãos de Eduardo, que prontamente agradeceu, e chamou todos para ir embora, todos agradeceram, passaram pelo grande corredor de livros que dava para a saída do estabelecimento. Após terem saído, sentaram-se na frente do Teatro Municipal, onde por alguns minutos ficaram foleando as paginas do livro, e vendo alguns dos pontos turísticos descritos no livro, e começaram a ler algumas partes, onde perceberam que por algum motivo esse pontos haviam sido abandonado, pois crimes haviam sido cometidos naqueles locais, o que aguçou a curiosidade de Arícia, Lelo, Fefs e Pietro. Foi quando Arícia se levantou e disse:
- Cara e se nós entrássemos nesses locais, só que anoite, ninguém veria a gente entrando, esses locais estão "abandonados", acho que nada vai acontecer com a gente, não é mesmo?
- Mas a velha disse que não pode Ari, não depois de ter lido o livro. — Disse Luana.
- Caraca, eu acho que seria uma ótima ideia, eu apoio.- Disse Pietro, levantando-se e ajudando Lelo e Fefs se levantar.
-Vocês são malucos e é isso que eu amo em vocês, eu tô dentro. — Disse Eduardo, abraçando o grupo de amigos.
- Cara, não vou passar por medrosa, to dentro também, acho que seria muito legal, medonho, mas legal. — Disse Luana.
- Bom, então vamos fazer assim, todo dia a gente combina um horário e vamos fazer conferencia no Skype para ler o livro ok? um fica com o livro e entra, nos ficaremos uma hora fazendo a conferencia, ou mais. — Disse Lelo, descendo as escadas do Teatro. — Bom galera, acho que ta ficando tarde néh, já esta até escuro. — Continuou, olhando a hora no celular. — Vamos andando?
Todos concordaram, e foram para o mêtro.
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