Você é uma vergonha, Rose Weasley !

34 Capítulo 32 - Surpresas de Ano Novo


Notas iniciais
Gente, me perdoem pela demora )): Estou com uma amidalite ferrada e vou ter que operar, estou com uma dor imensa mas enfim, sem mais demoras tá aqui o capítulo ! PS: a fic tá com 17 favoritos, UHUUL

A carta que recebi da menina me deixou completamente em choque e sem reação, por horas. Era inacreditável o quão cruel as pessoas poderiam ser , o quão nocivas eram as consequências de seus atos..acho que isso não vai deixar de me surpreender tão cedo. Respondi todas as cartas que havia recebido naquela tarde, com Alvo ao meu lado, e depois de terminar, voltei minha atenção para a carta misteriosa que havia recebido.

— Acho irônico essa carta ser anônima, principalmente porque algumas pessoas gostam de se gabar por ter reconhecido seus erros e preconceitos – Alvo começou e eu fui obrigada a concordar com ele. A vaidade é uma coisa muito comum, ainda mais quando se trata dos herdeiros dos heróis do mundo bruxo. – Pelo menos isso mostra que essa pessoa se arrependeu de verdade, eu acho

— Eu achei isso bem estranho, pra falar a verdade – Eu disse, analisando novamente a carta – Ela foi escrita com uma pena enfeitiçada, acho que nunca vamos descobrir quem a enviou – Disse e Alvo ficou em silêncio por alguns segundos, apenas encarando o papel.

— Pode até ser, mas esse jeito de escrever e essa escolha rebuscada de palavras está me parecendo mais familiar do que eu gostaria – Alvo disse e eu o olhei sem entender. Mérlin, esse menino enlouqueceu !

— O que você quer dizer com isso ? – Perguntei

— É que..ano passado, eu encontrei uma carta do Malfoy caída no chão do dormitório – Ele começou e eu arqueei a sobrancelha. Se Alvo acha que Scorpius Malfoy me escreveria uma carta com um pedido de desculpas, ele realmente cheirou pó de flu durante a noite – Sei lá, parece o jeito dele de escrever.

— Estamos falando do Malfoy, Alvo – Eu disse como se fosse óbvio, olhando novamente para a carta em minhas mãos – Ele jamais escreveria uma carta de desculpas, ainda mais para mim

— Você viu como ele estava ontem ? Ele sempre olha pra gente com aquele olhar esnobe de superioridade, mas ontem mal conseguia olhar na cara de ninguém na casa da vovó e muito menos na nossa – Alvo disse e eu continuei em silêncio, apenas esperando que ele concluísse seu raciocínio – Ele estava todo estranho na noite de Natal, sem aquele olhar de metido, depois de você ter feito uma entrevista jogando toda a verdade para o mundo..e ai essa carta chega , de uma pessoa do mundo bruxo, que diz ter infernizado sua vida na escola. O James já se redimiu , boa parte do pessoal de Hogwarts também e depois dessa entrevista, todo mundo vai te amar ainda mais.. só sobra ele.

— Isso é surreal demais Al – Eu disse, me levantando – Enfim, vamos deixar isso pra lá.. – Eu disse e rapidamente mudamos o assunto. Esse era um dos motivos pelo qual eu amava conversar com Alvo: não tinha pressões, o assunto era leve e tudo ia bem. O resto do dia se passou sem maiores anormalidades e no final ficou tão tarde que ele acabou dormindo em casa, o que gerou um ataque de ciúmes por parte de Lily Luna.

No dia seguinte eu fui para a casa dos Potter e fiquei por lá até o ano novo. Minha relação com meus padrinhos estava ficando mais próxima do que jamais fora e isso ainda me causa um pouco de estranheza, mas óbvio, está longe de ser uma coisa ruim no meu ponto de vista. No mesmo dia, o professor Longbottom veio nos visitar, juntamente com Hannah e Alice, que mal olhava na nossa cara. A tensão entre os quatro adolescentes naquela casa era palpável, e até mesmo tio Harry ( que é extremamente lerdo para essas coisas) percebeu que havia algo errado.

Quando eles foram embora e nós estávamos voltando para o quarto, tia Ginny nos impediu.

— Ok vocês três, o que aconteceu entre vocês e a Alice ? — Ela perguntou sem rodeios. Nós três nos encaramos receosos – Agora ! – Nós permanecemos em silêncio, afinal aquilo dizia respeito somente ao Alvo, eu e Lily não tínhamos o direito de contar a terceiros um assunto que não nos dizia respeito e tia Ginny pareceu perceber isso. – Tudo bem, não vou força-los a falar..mas saibam que eu vou acabar descobrindo – Ela nos lançou um olhar significativo e se afastou novamente.

— Obrigado por não falarem – Alvo disse assim que chegamos em seu quarto , e ele fechou a porta cuidadosamente. Lily tinha ido ajudar o pai com alguma coisa que eu não entendi o que era no momento.

— Não tem o que agradecer, não vou sair falando sobre um assunto que não me diz respeito – Eu disse, enquanto me jogava preguiçosamente em sua cama. Alvo me olhou com uma sobrancelha arqueada, mas depois sorriu.

— Intimidade é uma merda mesmo, quando foi que eu deixei você se apoderar da minha cama assim ? – Ele perguntou enquanto empurrava minhas pernas, me fazendo soltar uma enorme gargalhada.

— Como se você nunca tivesse feito isso na minha cama né ? – Eu perguntei

— Nunca fiz mesmo ! Eu sou um Lord, um amor de pessoa, um doce e o genro dos sonhos de todo pai – Ele disse convencido e eu gargalhei mais uma vez, antes de jogar o travesseiro nele. Ele pegou o outro travesseiro da cama e logo começamos uma das guerras de travesseiros mais patéticas que já tivemos, em que os dois caíram da cama em uma posição nada confortável. – Você ainda me mata garota – Alvo disse, depois de nos recuperarmos de uma crise de risos.

— Você me ama, admite – Eu disse rindo, enquanto tomava impulso para me sentar no chão. Alvo repetiu meu gesto.

— É até que eu tenho um afeto por você , mas não passa disso – Ele me disse e eu gargalhei novamente, enquanto dava um leve tapa no braço dele.

Os dias seguintes se passaram assim, até que finalmente chegou a noite de ano novo, onde teríamos que nos encontrar com os Longbottom novamente e fingir que nada havia acontecido. Eu estava no quarto de Lily e, quando estava me preparando para ir tomar banho, duas corujas se aproximaram da janela, e eu as deixei entrar.

Peguei os potes de comida e agua que Lily costumava deixar perto da janela e os enchi, enquanto retirava as cartas de suas patas. Uma das cartas era de James, me arrancando um sorriso bobo e imenso, e ao ler o remetente da outra, tive que ler mais algumas vezes para me certificar de que não estava lendo errado, mas pelo jeito, minha visão estava ótima. A carta era de Scorpius Malfoy.