Notas iniciais
E lá vem mais uma one minha!! Mas opa opa opa. essa não é de Harry Potter, muito menos Jily. É uma Divergente com personagem originais. com um enredo não tããão original assim.
Espero que gostem.

Já fazia 24hrs 37min e certa de 30seg que eu não entrava no meu quarto. Fechei os olhos tentando me concentrar, mas o riso de meu ‘amigo’ não ajudava em nada.

Eu estava no meu quarto escrevendo tranquilamente quanto ouvi um barulho, era algo ao mesmo tempo estranho e familiar. Fiquei de joelho tentando identificar da onde vinha o tal barulho, mas ele parou instantaneamente. Peguei minha faca e paralisei, tentando transforma meus ouvidos em algo super biônicos.

Crack, crack, crack era o barulho de novo, meus olhos treinados se voltaram para o exato lugar onde a criatura se encontrava. Lá estava ela, meus olhos se arregalaram e minha respiração parou. Ela mexeu a anteninhas para mim, como se zombasse de meu medo, enquanto passeava calmamente no MEU espelho! Sem querer, ela perdeu o equilíbrio, e caiu para o chão, batendo as assinhas na tentativa de não se machucar, em seguida andando em direção a minha cama, que era onde eu estava.

Era minha deixa, minha chance, minha única chance, então eu tinha que aproveita... Pulei da cama e corre porta afora, ate o quarto de meu grande amigo Teddy que sempre matava as malditas baratas quando estas insistiam em entrar no meu santuário.

Balancei a cabeça, tirando a memoria da péssima experiência da noite anterior. Quando cheguei ao quarto de Teddy, estava ofegante e ele riu abertamente, pois já sabia do que se tratava. “Só uma barata teria o poder de te deixa assim enquanto tem uma faca na mão” essas foram suas palavras, em um tom irônico, deixando claro sua discriminação para com minha fobia.

Ele foi ate meu quarto, mas a vagabunda correu e conseguiu se esconder. E eu... Bom... Eu dei chilique ate Teddy decidir abrir seu quarto para mim, e foi onde eu dormi e passei todo o tempo em que me recusei a entrar no meu quarto com aquele ser asqueroso lá dentro.

- Vamos amigo, por favor. – falei, já implorando para ele me acompanhar. – é uma barata, e você é o meu exterminador de baratas!

- Ah, Lô, vai você! Não estou a fim de ir brincar de caça.

O olhei com os olhos semi serrados, ele estava presente na minha paisagem do medo, devia se lembrar de que quase não consegui passar pelo meu grande medo.

Eu estava paralisada, mas ainda conseguia senti-las andando pelo meu corpo, rastejando, suas patinhas imundas tocando minha pele, meu rosto, suas anteninhas roçando meu nariz.

Sacudi a cabeça com força, expulsando a lembrança repulsiva. Fiz minha melhor cara de cãozinho sem dono, mas não funcionou dessa vez.

- É uma barata, vá lá e livre-se dela – meus olhos se arregalaram só com a ideia de eu mesma mata-la – você pertence ou não a Audácia?

Ok, era o momento de mostra que eu que mandava! O quarto era meu e aquela barata ia sair de lá agora!

Paralisei na frente da porta...

Droga! Eu tinha uma vassoura na mão esquerda e uma faça na direita, como se eu tivesse coragem o suficiente para ir tão perto... Vamos! Mostre que você é corajosa! Não negue sua facção!

Abri a porta com um estrondo e pulei na cama. Cutuquei as coisas com o cabo da vassoura, nada aconteceu. Ate que cheguei ao espelho. Assim que cutuquei ali o bicho voou, larguei a faca, a vassoura, a coragem, a dignidade, a honra... E corri, só parei no corredor a alguns metros do quarto. Quando olhei para trás vi, para meu total horror, a barata voando em minha direção.

Gritei o mais alto possível, chamando todos para fora de seus quartos, e voltei a correr, os braços para cima protegendo meu cabelo e cabeça, pulando que nem doida e dando gritos histéricos.

Para minha surpresa todos no corredor gritaram e abaixaram-se, mães, crianças, homens que poderiam me quebrar ao meio, ate mesmo Teddy que apareceu do nada, ate mesmo meus superiores...

É, acho que quando a barata voa, ninguém mais é da Audácia.

Notas finais
Então é isso. espero não ter sido tao ruim nessa comedia sem graça.
Façam uma escritora feliz e comentem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!