Você é minha droga
22 Vamos nos entender?
Pov Joe:
–Vadia! – gritei chutando a mesa de centro do apartamento de Santiago.
–Que isso Joe? Minha mãe vai me matar! – gritou ele furioso.
–MATAR é o que eu vou fazer quando ver Kevin de novo. Como ele é duas caras, enquanto eu viajo para arrumar uma grana extra, ele dá em cima da minha garota! – continuei gritando. Santiago revirou os olhos.
–Joe. Você deu bobeira, e daí que tu tava gostando bastante da garota? Para que se afastar? Continuasse até ela abrir as pernas para você, como Anne fez comigo.
–E caiu de dores? – perguntei. – Você não tem tudo isso de pau.
–Quer pegar uma régua e medir?
–Quero.
[...]
–Há Há Há! – comecei a rir e puxei a cueca para cima. – Falei que não tinha tudo isso. Eu ganho de você...
–Por um centímetro Joe. – disse ele.
–Um centímetro nada... – falei. – É porque não estava duro. Eu tenho 20 cm e você...
Começamos a rir.
–Vamos parar com essa viadagem vai... – disse ele fechando seu zíper. – Você vai ou não atrás de sua mina?
–Não sei... Ela entrou no carro dele. E sei lá para onde foram...
–Você não achou os dois parecidos.
–Parecidos como?
–Sei lá. Ambos têm cabelos castanhos, são magrelos e bom a única diferença é o olhar e que um é homem e a outra é mulher.
–Você ta achando que os dois são irmãos? – perguntei pensativo.
–Bingo! – disse ele balançando a régua. – Kevin nem sabia da existência da garota até você viajar.
–Até que você não é burro cara. – falei.
–É, mas irmãos não se beijam. – lembrou-me ele e cerrei os punhos. – Calma Joe!
–Viu isso ai é coisa de sua cabeça, irmãos não se beijam! – repeti.
–Mas se eu tivesse uma irmã tão gostosa quanto Clary, eu beijaria.
Olhei-o incrédulo.
–Digo, esquece! – corrigiu.
–É melhor que eu esqueça mesmo que disse isso! – fui em direção a porta. – Aliás, você tem razão, é melhor eu ficar com ela e resolver essa parada.
–Dê valor a sua mina se não outro vai dar tipo o Kevin!
–Obrigado por me lembrar desse desgraçado. – falei abrindo a porta e saindo.
–Eu só quis ajudar! – gritou ele antes que eu fechasse a porta. Encontrei Michelle no corredor, Droga agora não.
–Veja só se não é o bonitão... – disse ela me olhando daquele jeito estranho. – Tenho um trabalho para você, mil dólares!
Parei tudo inclusive de pensar só para ouvi-la.
–O quê? – perguntei.
–Hum... É só falar em dinheiro que você se acalma né?
–Fale logo eu tenho um assunto para resolver. – falei.
–Eu tenho uma irmã, o nome dela é Wanessa. Acredita que ela dormiu uma noite ai com um branquelo e engravidou dele? – olhei-a totalmente ofendido. – Desculpe não quis ofender sua raça.
–Porque vocês negros odeiam os brancos. Eu amo vocês. – ela riu.
–É meu jeito, fui criada odiando qualquer tipo de branquelo. Só te suporto porque é bonitinho e amigo de Santiago.
–E sua irmã? — perguntei ignorando o elogio.
–Ah sim. O apelido do cara é Black. Mas meus informantes disseram que ele ta metido com a polícia. E não é qualquer polícia não, FBI.
Arregalei os olhos. Eu já tinha ouvido falar desse Black, eu não me lembro quando.
–E? – perguntei franzindo a testa.
–Que se o cara ta metido com a polícia, todo mundo vai rodar. Gangue, traficante, máfia... Ele conhece todo mundo que ta no crime, deve até estar ligado em você. E de pensar que eu confiei naquele cara, e que além de tudo ele é casado com minha irmã. – do jeito que ela falava balançando a cabeça suas argolas na orelha balançavam.
–Fala logo o que quer que eu faça. – falei.
–Mate-o. Te pago até dois mil só por que é você. – sussurrou ela me olhando bem maliciosa.
–Hum... Assim eu não resisto quem negaria um favor a você?
–Ninguém.
–Ta. Mas eu não posso matar o cara do nada, se ele realmente estiver metido com a polícia vai fuder com todo mundo.
–Tem razão. Então segue ele, investiga o que ele anda fazendo por ai. Dois mil dólares se me trouxer provas disso.
–Você que manda! – falei antes de me afastar.
–Joe, as mulheres gostam de flores. Leve uma para ela e ela vai te desculpar! – gritou. Como que ela sabia que eu ia... Ah esquece.
Entrei no Torino e sai cantando pneu. Antes de fazer o favor a Michelle eu ia me entender com Clary. Parei o carro numa floricultura no centro da cidade e comprei o maior buquê que tinha por lá, segui rumo a sua casa.
Desci do carro e ajeitei minha roupa, ultimamente eu estava usando mais roupas de Santiago e de Kevin (eu ainda bato nele) do que minhas. Afinal só restou um par de tênis que era meu. Eu estava apresentável, mas nem tanto. Bati na porta várias vezes aguardando. A porta foi aberta e as rosas eram tantas que nem pude ver.
–Ai, eu sabia que você iria vir me pedir desculpa! – disse Anne animadamente.
–Sou eu Joe! – falei tentando fazer com que ela me visse.
–Achei que fosse Diamond, por causa dos tênis... – ela suspirou. – Clary! – gritou em seguida.
–Anne eu estava ocupada... Ah meu Deus. Santiago trouxe rosas para você? – a voz de Clary foi se aproximando.
–Não é o Diamond, é o Joe. – respondeu Anne. – Joe se mostra ai!
Praticamente afastei as rosas da minha frente e tentei sorrir. Clary ficou boquiaberta.
–Você trouxe rosas para mim? – perguntou ela sorrindo. – Ai que fofo!
–Ai meu Deus. Depois sou eu a iludida. – resmungou Anne.
–Cala a boca Anne. – disse Clary. – E nos dá licença?
–Tchau vou para minha casa. – Anne passou por mim empurrando. Entreguei o buque a Clary que entrou na casa e eu a segui fechando a porta em seguida.
–Então Joe. – disse Clary deixando as rosas em cima do balcão da cozinha. – Porque trouxe as rosas?
–Para pedir desculpa.
–Depois de ter transado com quantas na sua viajem? Quinze? – perguntou irônica.
–Clary, eu errei e por isso estou aqui. – fiz uma cara de cachorro sem dono.
–Está com medo de me perder porque viu outro fraudando seu lugar! – disse ela apontando para mim. – Mas se acha que me convenceu está enganado.
–Ta, eu não gostei de te ver com Kevin. Porque saiu com ele?
–Negócios.
–Negócios? Desde quando você faz negócios com meu melhor amigo?
–Ele é seu...
–Não te contou? – tive que rir. – Clary, praticamente nascemos, crescemos e vivemos a nossa infância juntos. Pergunta para ele, eu Kevin e Santiago. Era tanta amizade que eles estavam comigo no dia que meu irmão morreu.
–Joe... Eu não preciso saber tanto assim da sua vida. – disse ela desviando o olhar e me segurei para não fazê-la voltar a sua atenção para mim.
–Precisa. Você acha que eu minto para você, não. Tudo que quiser saber eu lhe conto.
–Ah é? Então o que foi fazer nessa viajem?
–Eu estava precisando de grana. – falei.
–Mas o que exatamente teve que fazer?
–Eu, trouxe um carregamento de drogas. – respondi olhando para ela que voltou seu olhar para o meu.
Ela ficou boquiaberta. Aprendam casais, sinceridade demais sempre estraga o relacionamento.
–Drogas? – gaguejou. – Pensei que não se intrometesse em questões comerciais da gangue.
–Foi para ganhar dinheiro, só isso. E nada aconteceu comigo. Estou aqui não estou? – falei abrindo os braços e girando. – Todinho para você.
–Ah... Eu não sei Joe... Está acontecendo muita coisa na minha vida... – sussurrou ela.
–Eu estou acontecendo na sua vida. –afirmei e ela riu. – Viu? Fiz-te rir.
–Pare de tentar me fazer mudar de idéia. Já disse não.
–Você disse que eu fui fofo. – falei implorando. – Por favor, deixe-me lhe mostrar que posso ser mais que isso.
–Assuma um compromisso.
–Assumir um quê? – engasguei com minhas próprias palavras.
–É ai que a gente pega o malandro! – gritou ela batendo palmas. –É só falar em compromisso que foge, desviam do assunto. Admita que só me queira levar para a cama, como Diamond fez com Anne.
–Eu realmente gosto de você Clary. Achei que não sentia o mesmo então resolvi viajar para esquecer ta legal? Mas pelo visto, eu tenho razão. Você não está nem ai pra mim, foi um erro ter gastado tempo e saliva aqui! – falei me afastando em direção a porta. Três... Dois... UM...
–Joe espera! – gritou ela. Essa com certeza era a melhor chantagem emocional que eu fazia. – Você realmente está dizendo a verdade?
Assenti com a cabeça e ela se aproximou.
–Promete não fazer mais isso? – perguntou novamente.
–Prometo. – falei. – E eu vou assumir compromisso com você, se quiser a gente até casa! – Ta eu estava sendo radical demais até esse ponto. Mas para conseguir seu perdão eu diria até que andaria de skate na lua.
Ela se aproximou com um sorriso torto, entrelaçou suas mãos ao redor de minha nuca e colou suavemente seus lábios aos meus.
–Está desculpado. Mas não pense que vou fazer isso de novo. – sussurrou ela. Não controlei minha felicidade pós conquista e retribuiu o abraço colando ainda mais seu corpo ao meu, e começamos um beijo diferente de todos os outros.
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