Você é minha droga

7 Para a minha casa


Pov Clary:

Quando abri a porta de casa não tive nenhuma surpresa como na noite anterior. Agradeci aos céus por isso, e fui para meu quarto. “Vou pensar no seu caso” foi o que eu disse a Joe, mas no fundo eu não tinha nada para pensar. A resposta eram sim para tudo, o que ele quisesse e perguntasse. Joguei minha mochila no chão e respirei fundo apoiada no batente da porta. Ele disse que estava a fim de mim, mas seria verdade? Meu celular vibrou em meu bolso e já fui verificando quem era. Anne:
“Festa hoje, na boate “Jungle” estejam lá as oito em ponto.”
Balancei a cabeça, eu não queria ir à festa e instantaneamente, como se ela lesse meus pensamentos recebi outra mensagem:
“Os Touros estarão lá. Inclusive Joe:*”
Comecei a rir e desta vez eu queria ir. Mas não ia de qualquer jeito não, eu ia mostrar que Clarice Krueger podia ser tão bonita e gostosa como qualquer uma das garotas que, estariam por lá. Ia provar a mim mesma que posso pegar quem eu quiser, mesmo se esse alguém for Joe. Mordi os lábios e em seguida desatei a rir sozinha.
[...]
Depois do banho coloquei um vestido branco de alcinha que era colado na cintura e sua saia era rodada. Era curto, mas nem tanto, fiquei parecendo jovial. Uma criança inocente e gostei disso. Soltei o cabelo e me atrevi a passar um batom rosa e mascara de cílios deixando meu olhar tentador. Coloquei algumas argolas gigantes de minha mãe na orelha e balancei. Gostei disso. Calcei meus all-star branco e girei como quando eu era pequena e me senti bonita. Talvez mais viva, ou isso tudo era minha imaginação. Desci as escadas e enfiei dentro de minha pequena bolsa meu celular e o batom rosa. Também minhas chaves, como minha mãe ainda não havia chegado e faltavam vinte minutos para as oito da noite, escrevi um bilhete: “Fui viver minha adolescência. Volto antes das dez.”
Tranquei a casa e atravessei a rua chamando Anne em sua residência luxuosa (mais luxuosa que a minha) e ela veio toda vestida como a Barbie, para variar, com um vestido rosa choque. Mas tão choque eu quase fiquei cega ao vê-la.
–Uau Krueger. – disse ela abrindo o portão e me fitando de cima a baixo. – Está parecendo uma patricinha. Vejo que passou maquiagem, está tão fraco.
–Claro, vou a uma festa não a parada gay! – falei e ela riu suavemente.
–Santiago vai me dar uma carona. Vai com a gente?
–Se vocês não ficarem se agarrando eu agradeço.
–Não se preocupe. Eu o encarreguei de chamar um amigo. Talvez ele leve Joe para você.
Revirei os olhos.
–Não se preocupe, eu como a responsável entre nós garanto que não vou ficar bebendo nem ficando com caras.
–Então porque está indo a festa? – perguntou ela. – Clary! Beijar na boca, beber e talvez se drogar. Mas acho que isso não é a nossa praia certa?
–Acertou em cheio! – exclamei. – Aliás, Anne, eu até acho que vou experimentar algumas coisas novas.
–Coisas novas? Com essa roupa de puritana? Acho que nem entrar na boate você vai conseguir. – disse ela totalmente sincera, mas a olhei tão friamente. – Ok.
Continuamos aquela conversa totalmente sem sentido. Ela me contou o quanto estava apaixonada por Santiago e parecia uma adolescente inocente de mais, iludida. Era como eu me sentia cada vez que percebia que estava gostando de Joe. Uma iludida que nunca teria seu amor, nada além de beijos em seu carro e ele iria me arrastar para a cama dizendo que me amava, me iludir sem limites. Tudo para destruir o meu coração em seguida, só esse pensamento já me deixava horrorizada. O carro de Santiago dobrou a esquina, não que eu soubesse qual carro ele tinha, mas pela expressão de Anne ao vê-lo e seus pulinhos de alegria, tive que deduzir que era seu Ken.
Era um sedã preto. Ela entrou no banco da frente e eu como sempre lá atrás. Resolvi ficar quieta e jogar algum jogo idiota e tosco no meu celular, enquanto os dois começavam a conversar, fingindo ou querendo acreditar que eu não estava ali. Revirei os olhos quando Santiago prometeu levá-la a um racha de carros antigos. E tive que segurar o riso quando ele disse que ela era a garota mais importante da vida dele, e é por isso que eu evito e tento de todo modo esquecer as sensações que tenho quando estou com Joe. Porque se ele me dissesse todas as idiotices que Santiago diz a Anne eu ia me derreter toda, querendo ou não, era isso que aconteceria comigo. Porque nós garotas somos tão idiotas quando amamos ou gostamos de alguém?
–Uau! – disse Santiago parando o carro num sinal. Ele olhou pelo retrovisor para mim. – Clary certo? Joe disse que gostaria muito de encontrar você na festa.
–Eu não. – sussurrei e ele ouviu.
–Então quer dizer que não vai dar uma chance a meu amigo? – perguntou franzindo a testa. – Ele é um cara legal, apesar de ter uma garota atrás dele...
–Que garota? – perguntou Anne curiosa. Eu também ia perguntar isso.
–Tal de Yara. Ele diz que os dois terminaram e não tem mais nada. Mas hoje quando ela saiu do quarto dele deu para perceber que era o contrário porque ela estava descabelada e com o zíper de seu vestido meio aberto. Ta que eu não tinha que reparar na garota dos outros... – ele parou de falar de repente e deduzi que foi pelo olhar frio que Anne lançou para ele. – Quero dizer, os dois não têm nada!
–Não precisa mentir para mim. – falei. – Eu não me importo. Não temos nada, ele fica com quem ele quiser.
–Você devia calar a boca de vez em quando Diamond. – gritou Anne o cutucando.
–Foi mal... – disse ele avançando quando o sinal abriu.
–Não se preocupa amiga. – ela se virou para mim. – Santiago cuida da vida dos outros. Até quando não deve e aumenta as coisas, aposto que nem foi isso que viu! – Nossa? Porque eu tive a certeza que depois dessa sua frase, os dois me parecerão um par perfeito? Ah é, Anne é exatamente assim, mas acho que ainda não percebeu.
Os dois ficaram discutindo o resto do caminho quem era ou não o mais enxerido. Acredito que sejam os dois, então deu um empate. Ele nos deixou na porta da boate e foi atrás de um lugar para estacionar o carro. Anne ajeitou seu vestido que já estava subindo e chegando acima da metade de sua coxa. Ela olhou para mim enquanto entravamos na fila.
–Desculpa pelo Diamond, ele fala sem pensar. – disse.
–Não! Ele disse a verdade. E gostei de saber que não sou a única na área de Joe. – respondi.
–Amiga, eu só acho que faz tanto tempo que você não fica com ninguém. Lembra a ultima vez? Foi tipo a um ano atrás. E você ainda mordeu o cara porque ele passou a mão na sua bunda.
–Mas isso não quer dizer que eu esteja desesperada por um cara, a ponto de ficar com ele mesmo o cara namorando. Ou tendo um caso com outra! Não sou encalhada.
–Mas não é mesmo! – disse ela rindo. – Só fica ai sozinha por querer. Olha vai estar cheio de gatinhos na festa...
–Não Anne. Eu até posso ficar com alguém, e nada sério. E não vou ficar segurando vela sua e de Santiago né? – balancei a cabeça e as argolas em minhas orelhas balançaram.
Ela me deixou no vácuo enquanto ficava trocando mensagens com Santiago. Ele só estava longe da gente há uns cinco minutos e os dois já estavam nesse grude? Peguei meu celular e joguei mais um pouco de Minion Rush. Quando elevei o olhar já era a nossa vez de entrar na boate. Anne deixou algumas pessoas passarem na nossa frente enquanto esperava seu namorado. Santiago voltou e já foi trocando um beijo de tirar o fôlego com ela enquanto eu segurava uma de vela de seis metros de altura.
Entramos na boate e Anne se afastou dele para pegar na minha mão, como duas amigas entrando juntas numa festa. O lugar era escuro e para todo lado tinha gente se beijando ou dançando conforme a musica eletrônica tocava. A área VIP era numa espécie de segundo andar, em cima da pista de dança e de lá dava para ver toda a boate por causa de seu chão de vidro e algumas grades onde as pessoas se apoiavam como sacadas. Surpreendi-me pelo fato da gente estar subindo as escadas nessa direção.
Santiago conversou com o segurança no alto da escada e o mesmo entregou três pulseiras para nós. Anne continuou com sua mão na minha enquanto o namorado ia à frente.
–Ele tem direito a área VIP, tipo assim para, todo o sempre. – disse Anne para mim.
–Por quê?
–Os Touros comandam o lugar, recebem uma parte dos lucros e a gangue vive por aqui. – disse ela. – Sei que não vai acreditar, mas é verdade.
Depois de Joe eu acreditava em qualquer coisa. Continuamos andando até deixar a pista de dança longe, pude perceber isso por causa do chão de vidro. Parecíamos andar sobre a cabeça de todo mundo e até passamos por cima do bar. Mas desta vez o lugar para onde Santiago estava nos levando tinha dois guardas a frente e era reservado por cortinas de veludo. Ele não disse nada e deixou nos atravessar, o espaço era cheio de mesas e sofás de couros e tinha pouca luz, apenas os néons do lugar se destacavam.
Numa dessas mesas fumando (para variar) estava Joe. Usava uma jaqueta de couro e por baixo vi uma regata branca. Calças pretas e tênis da mesma cor. Seus cabelos negros estavam despenteados e meio arrepiados, confesso que o deixo ainda mais bonito. Ele não se preocupava em andar estiloso, mas ele tinha estilo não importa o que vestisse. Santiago se sentou ao seu lado e pegou seu cigarro colocando em sua boca. Isso era nojento. Joe me fitou com aqueles olhos azuis e um calor subiu por toda a minha espinha. Anne se sentou do outro lado e eu junto.
–O que Krueger faz aqui? – perguntou Joe olhando para Santiago. Os dois murmuraram algo um para o outro e depois assentiram com a cabeça.
–Eu e Anne vamos dançar, não é Amor? – Diamond se levantou e estendeu a mão para An, que a agarrou. Enquanto o casal Barbie e Ken se afastava, Joe sorriu.
–Krueger? Não respondeu minha pergunta. – disse ele.
–Já disse que gosto de Clary. – falei tentando não olhar para ele que tossiu. Ele não gostou.
–Está diferente. Bonita. Gostei do vestidinho, principalmente da maneira que ele define sua cintura. – disse ele ainda olhando para mim. Não Clarice, não olhe para seus olhos. – Vai me deixar falando sozinho?
–Vou. – respondi. – Porque não chama Yara para falar com você.
Ele riu, e logo abaixo de seus olhos apareceram duas covinhas. Ele tocou no alargador em sua orelha e pareceu pensar numa boa resposta, isso era o que ele fazia de melhor. Responder-me de um jeito convencido.
–Está com ciúmes Krueger? – perguntou satisfeito. Droga. – Não sei o que Santiago disse, já que ele é tão fofoqueiro assim... Mas eu e Yara não temos nada.
–Ter nada, é o que nós temos Joe. – falei. – Então, descabelar e abrir o zíper do vestido dela, não é nada?
Ele deu um soco na mesa e estremeci. Seus olhos pareceram escurecer ou era a pouca luz do ambiente que me fez pensar isso.
–Eu disse nada. Posso ter quase feito algo com ela, contudo no último momento ela não quis. E eu também não. Afinal, não vale investir em algo que já acabou. Agora, se insiste em acreditar em algo abstrato o problema é seu.
–Uau! Não sabia que usava um linguajar formal. – falei.
–E eu não sabia que vinha a lugares como este.
–Não posso vir a boates?
–Pode. Mas sua amiga disse que você não era de ficar saindo, nem de se divertir.
–Ela é tão fofoqueira quanto Santiago. – falei para ninguém em particular. – Aliás, vou dançar.
Levantei-me e agarrei fortemente minha bolsinha. Joe também se levantou e caminhou atrás de mim para fora do camarote.
–Aonde quer que esteja indo Krueger, eu também vou. – respondeu a uma pergunta da qual pensei em lhe fazer. – Este não é um lugar para patricinhas.
Revirei os olhos e atravessei a área VIP ainda seguida por ele. Algumas garotas me lançaram um olhar, totalmente de inveja não era fácil ser seguida por Joe, que era de despertar o interesse de qualquer uma, até o meu. Mas eu não ia me entregar tão facilmente. Desci as escadas e quando cheguei à pista de dança, me enfiei na multidão e quando o procurei não o vi mais. Ufa, me deixou em paz. Deve ter achado outra garota para se distrair. No fundo me senti frustrada, achei que ele fosse tentar ou insistir mais um pouco. Eu queria que ele insistisse.
Comecei a me mexer conforme as batidas de Blame¹ começava a tocar. Algumas garotas mais ousadas rebolavam até o chão e outras se esfregavam nos seus supostos namorados, mas no fundo eram apenas garotos que elas nunca mais veriam. Quando dei por mim já estava mais solta e as vezes mexia no cabelo e movimentava os quadris. Até que eu dançava bem, ou pelo menos achava que estava dançando bem. Tudo estava ótimo até que sinto alguém chegar por trás e sussurrar em meu ouvido:
–Eae gatinha. Sozinha?
–Estou! – respondi ao bêbado querendo que ele me deixasse em paz. – E pretendo continuar.
–Ah... Me de uma chance de te provar o contrário. – disse ele me girando e colando seu corpo ao meu.
–Eu não estou a fim. – falei o empurrando, mas suas mãos apertaram meus pulsos.
–Ah... Por favor, você é tão gostosa. A mais bonita de toda a pista (também a menos vulgar). – tentou me convencer.
–Já disse que não. – tentei me soltar, mas ele me beijou a força. Seu gosto era horrível, uma mistura de vodka (posso ser santa, mas já provei) e cerveja. Ele tentava me fazer abrir a boca para sua língua se juntar a minha. Droga, eu não consigo empurrá-lo. Então de repente, ele se afasta como se eu tivesse o empurrado com tudo para trás, mas tudo foi só uma ilusão.
As luzes da pista ficavam piscando e vi um cara se aproximar dele e lhe socar o rosto. Eu fiquei meio tonta, e arregalei os olhos tentando ver melhor. A nossa volta as pessoas se afastavam para ver a suposta briga e reparei que o outro cara, era Joe.
–Ela disse que não! – gritou ele tão alto e furioso que até eu ouvi. A musica parou e algumas luzes da boate foram acesas. Joe estava a ponto de lhe acertar outro soco quando a pista foi invadida por garotos de vermelho e preto (Touros) que já foram agarrando o bêbado e o levando para fora de lá. Joe me encarou enquanto a DJ dizia que tudo foi um mal entendido e as luzes voltavam a apagar e a musica a tocar.
Procurei Joe, mas não o vi, acabei girando e o procurando pela multidão que voltava a dançar como se nada tivesse acontecido.
–Me procurando Krueger? – uma voz tão sínica ecoou pelo meu ouvido esquerdo. Virei-me e fiquei de frente para ele. – Pelo visto eu mereço um obrigado.
–Obrigado Joe. – respondi sarcástica e ele sorriu. Adorava seu sorriso. Quero dizer, não!
–Então... Agora me deixa dançar com você?
–Se não me agarrar à força.
–Prometo. – ele colocou seus dois dedos cruzados a frente da boca e os beijou. Acabei rindo.
A música já havia sido trocada. Agora o som que a galera começava a dançar e a curtir era Charlie Brown da banda Coldplay. Senti o corpo de Joe atrás de mim e comecei a me mexer conforme estava dançando antes do bêbado aparecer. Solta e mexendo no cabelo só para provocá-lo, ele evitava se mexer, tentava a todo custo me tocar enquanto eu me afastava cada vez mais e movimentando os quadris e os ombros tentando seguir o ritmo da música. Quando eu finalmente deixei ele se aproximar, seus dedos deslizaram suavemente pelo meu braço nu até meu ombro, eu girei e seu azul penetrante encontrou os meus olhos castanhos.
Tentei sorrir, mas fiquei totalmente sem graça quando suas mãos rodearam minha cintura me apertando contra si e me beijando totalmente de surpresa. Fechei os olhos com força, minha vontade era abri-los para ter certeza que era realmente ele ali. Apertei sua nuca sentindo sua língua cada vez mais contra a minha e tive a certeza de que eu realmente estava gostando dele. Porque ele me defendeu, ele não me abandonou aqui na pista como eu havia pensado. Devia ter ficado me espionando e quando percebeu que um idiota me agarrou me salvou. E eu ainda estava começando a gostar dele, pelo simples fato de sentir que era errado.
Talvez as coisas erradas e proibidas fossem melhores, no meu caso não parecia ser. Ele me soltou quando o ar nos faltou e eu quis beijá-lo novamente, mas ele recuou.
–Calma. – ele pegou em minha mão fazendo seus dedos se encaixarem nos meus. – Que tal irmos para um lugar mais reservado?
Assenti com a cabeça porque se eu tentasse falar minha voz ia acabar falhando. Deixei que ele me conduzisse pela pista, olhei para cima encontrando o olhar de Anne e Santiago que estavam abraçados junto à grade onde tinham a visão privilegiada da pista de dança. Ela acenou e sorriu, concerteza estava gostando do fato de eu estar finalmente me relacionando com alguém.
Saímos da boate e continuei caminhando, ainda com a mão dele grudada na minha. Senti frio, o tempo já estava pior. Percebi que ele havia estacionado o carro a poucos metros da entrada da boate, e ele fez a gentileza de abrir a porta para eu entrar. Quando já estávamos dentro e pronto para partir ele fez questão de me olhar mais uma vez, nos olhos.
–Eu juro que não tenho mais nada com Yara. – disse ele.
–Eu acredito em você. – falei.
–Não. É errado você ficar pensando coisas que não existem. – ele engoliu em seco e percebi que tinha um desenho descendo por seu pescoço. Uma tatuagem?
–Você realmente está interessado em mim? – criei coragem e perguntei.
–Mais do que isso. – respondeu. – Mais do que eu gostaria que estivesse.
Acabei rindo e ele me acompanhou.
–Bom... Agora não é nem nove horas ainda... – comecei. – Eu tenho que estar em casa as dez.
–Não se preocupe. Vou te levar para onde a gente não perca a noção do tempo. – ele ligou o carro e deu partida.
–Pode só me dizer, se não for inconveniente... O que você e Yara tinham?
–Um namoro, um quase noivado de dois anos. Isso basta?
–Basta. – falei. Joe não era tão frio como pensei, ele tinha um coração e pelo visto foi partido por essa garota. Eu não queria ser a garota que ele usava como válvula de escape, que o ajudaria a colar esses pedaços. – Para onde vai me levar?
–Para a minha casa. – respondeu. – Calma, só vamos fazer o que você quiser que façamos.
Mordi o lábio e desviei o olhar dele.

Notas finais
Desculpa a confusão gente, é que tive de excluir alguns capítulos e aumentar outros. Esperam que entendam.