Você É O Meu Alguém.

3 Capítulo 2 - Nobody's Home.


Subi ás escadas e não pude evitar ás malditas lágrimas. Corri pro meu quarto em busca do meu violão.

Eu precisava do meu refúgio.

Abri a porta da varanda do meu quarto com o meu violão em mãos e me sentei no chão. Fitei o céu e respirei fundo, antes de começar a cantar a tão conhecida letra.

.

I couldn't tell you

Why she felt that way

She felt it everyday

I couldn't help her

I just watched her make

The same mistakes again

What's wrong, what's wrong now

Too many, too many problems

Don't know where she belongs

Where she belongs

(Chorus)

She wants to go home, but nobody's home

That's where she lies, broken inside

With no place to go, no place to go

To dry her eyes, broken inside

Open your eyes

And look outside

Find the reason why (why)

You've been rejected (You've been rejected)

And now you can't find

What you left behind

Be strong, be strong now

Too many too many problems

Don't know where she belongs

Where she belongs

(Chorus)

She wants to go home, but nobody's home

That's where she lies, broken inside

With no place to go, no place to go

To dry her eyes broken inside

Her feeling she hides

Her dream she can't find

She's losing her mind

She's falling behind

She can't find her place

She's losing her faith

She's falling from grace

She's all over the place (yeah!)

(Chorus)

She wants to go home, but nobody's home

That's where she lies, broken inside

With no place to go, no place to go

To dry her eyes broken inside

She's lost inside, lost inside (oh, oh)

She's lost inside, lost inside (oh, oh, yeah)

~~

Suspirei alto assim que terminei a música. Fitei a rua parada de Forks e franzi o cenho ao ver um volvo parado próximo a minha sacada. Fiquei olhando para o carro tentando entender quem estava dentro mas a pessoa deve ter percebido pois acelerou e saiu cantando pneus.

Olhei meu violão e em seguida a cicatriz em meu pulso.

Foi uma das maneiras que eu tinha encontrado de aliviar minha dor, antes de conhecer a música. E sim, foi ela que me salvou.

Não sei quanto tempo fiquei lá fora, tocando notas sem sentido e pensando na vida. Mas quando percebi, já estava anoitecendo, entrei e mordi o lábio inferior com força ao perceber o silêncio.

Se tem uma coisa que eu tenho pavor, é do silêncio. Ele corrói, faz agente se afogar em lembranças do passado.

Peguei meu celular e me assustei ao vêr ás 32 ligações da Alice.

Bosta.

Retornei e ela atendeu no segundo toque.

– SUA GRANDE IDIOTA! Você tem celular pra que se nunca atende, hm? Eu estava preocupada Bells, poxa. Rose disse que viu seus pais no aeroporto de Seattle e Renné estava sorrindo. Aquela cobra nunca sorri! Sem contar que você tinha prometido aqui em cas... – A interrompi antes que ficasse surda.

– Desculpe Lice, eu precisava de um tempo sozinha e ouvi meu celular. Renné e Charlie foram viajar, um ano fora. Esse é o motivo do sorriso dela. E o que Rose estava fazendo no aeroporto? – perguntei confusa.

Ouvi algumas vozes baixar ao fundo e alguém provavelmente destravou o alarme do carro.

– Na boa Bella, eu odeio sua mãe. Ah e ela foi buscar o Edy, aliás ele tá o maior gatinho ein amiga, um partidão.

Revirei os olhos.

– Não tente jogar seu primo pra mim Alice. E eu posso te pedir um favor?

A risada de sinos foi alta e eu acabei sorrindo também.

– Diz minha pequenina.

– Vem dormir aqui em casa comigo? Eu não gosto de silêncio muito menos do escuro e essa casa vazia é assombrosa.

Ela pareceu pensar por uns segundos.

– Ótimo. Tive uma idéia, você arruma sua bolsa que eu tô indo te buscar em 15 minutos. Você dorme aqui em casa, porque só nós duas não vamos fazer muita diferença nessa casona né. E aproveita e conhece o Edward!

Eu podia até imaginar o tamanho do sorriso dela.

Bufei e antes que eu pudesse negar ela continuou.

– E eu não aceito um não como resposta. Tô chegando neném, beeeeijos. – E desligou.

Olhei pro meu celular incrédula. Aonde foi parar minha opnião, hm?

Fiz minha bolsa de pressa agradecendo mentalmente por amanhã ser sábado e não ter aula. Alice chegou antes do previsto e só deu tempo de pegar meu violão pra fora de casa.

– Obrigada fadinha, eu nem sei o que faria sem você – comecei a falar enquanto descia as escadas. Eu realmente pensei que fosse a Alice.

Mas não era.

Antes que eu pudesse perguntar quem era o estranho de cabelos bagunçados e olhos verdes, meus pés deslizaram o último degrau antes do necessário e eu já me preparei pra queda.

Porém, dois braços fortes seguraram minha cintura e me puxaram pra cima, me fazendo colar o rosto em seu peito.

Seja lá quem for, o estranho cheirava absurdamente bem.


Notas finais
Comentem, nenéns.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.