Tem vezes que você só precisa de uma oportunidade, uma chance perfeita pra conhecer uma pessoa melhor e ver que ela não é exatamente como você julgava ou achava ser. Que aquela impressão que teve dela a primeira vez não era verdadeira. E era isso que naquele passeio Sara e Grissom iriam perceber em ambos, iriam ver que nem sempre a primeira impressão é certa e que eles poderiam parar com aquela implicância e quem sabe de algum jeito começarem a se entender isso é claro se os dois quisessem.

Depois de vinte minutos de carro eles chegavam ao local do passeio pra alegria de Lívia que a todo instante enquanto Grissom dirigia perguntava a ele se já estavam chegando e ele com toda calma dizia que ainda não. Após estacionar o carro eles desceram e seguiram pra entrada do lugar, assim que chegaram lá Sara olhou pra Grissom sem entender bem o que via.

_Pensei que tivesse dito que o passeio seria a um borboletário e não a um Parque Ecológico.

Sara comentou enquanto eles haviam parado em frente ao portão central dali. Lívia que segurava a mão de Sara parecia encantada com o que via seus olhinhos encaravam aquela imensidão a sua frente com alegria.

_Mas é só que me esqueci de mencionar que o borboletário ficava aqui dentro do parque. – deu de ombro.

_Esqueceu??

_É... Além disso, aqui tem outras coisas bem interessantes que podemos ver além do borboletário e acho que a Lívia vai gostar de vê-las.

_E como sabe que minha filha vai gostar se você nem conhece bem o gosto dela?

_Talvez tenha razão, mas algo me diz que ela vai gostar sim.

_Ah é, e o que te faz falar esse sim tão certo? – Grissom revirou os olhos com aquela pergunta. Pelo visto estavam começando aquele passeio com o pé esquerdo e sem motivo algum pra isso.

Liv que estava louca pra entrar logo e via os dois só falando resolveu chamar atenção dos dois.

_Eu quero entrar, podemos?

Sara olhou pra filha que fazia um bico e estava agora com os braços cruzados encarando os dois adultos a sua frente e então resolveu parar aquilo que estava fazendo porque não queria estragar o passeio da filha com brigas e discussões bobas com Grissom.

_Podemos sim filha.

_Podemos Gil? – a pequena olhou para o supervisor.

_Podemos!

E assim passado esse pequeno atrito eles cruzaram a entrada daquele lindo lugar.

Com um terreno cercado de algumas vegetações e com um rio como plano de fundo o Parque Ecológico foi resultado da revitalização de uma área de 40.000 metros quadrados, onde seria construído um condomínio de luxo, mas por algum motivo desconhecido a obra não foi à frente. Então um grupo de empresários comprou o grande terreno que ate então estava abandonado e aproveitando a beleza do lugar o transformaram em um enorme Parque Ecológico o único de toda a região. As matas de várzea, alguns animais e mais de trezentas espécies de arvores nativas plantas estão presentes ali. Dentro do parque o visitante também encontra: o Paradise um dos melhores restaurantes da região. O viveiro dos pássaros, onde os visitantes têm contanto direto com uma impressionante quantidade de pássaros. O Farol Fênix com 47 metros de altura, a monumental Torre-mirante Sunset que oferece dois níveis de observação. O borboletário que fica numa área de 1.400 metros quadrados. Orquidário. O criatório e viveiro de plantas. Um charmoso Armazém, onde os visitantes podem comprar plantas, artesanatos, livros variados sobre natureza e animais e onde também se é possível saborear no local um requintado serviço de café. Ainda tinha o lago artificial, onde aves pernaltas, marrecos, quelônios e alguns peixes conviviam e um pequeno parque de diversão para as crianças brincarem.

Os três caminhavam em direção as placas de sinalização que apontavam aos visitantes onde eles encontrariam as opções que de distrações que o lugar oferecia quando um homem de cabelos grisalhos e altura mediana veio na direção deles.

_Quem é vivo sempre dá as caras não é Arthur? – falou em um tom zombeiro.

Grissom na mesma hora sorriu conhecendo o homem que se aproximou deles.

_Thomas! – o supervisor cumprimentou o amigo com abraço e recebeu uns tapas nas cosas de seu velho amigo.

Thomas Lewis foi um dos poucos amigos de faculdade que Grissom continuou a amizade e contato após se formarem. Um ano amis velho que o supervisor Thomas é um sujeito bem humorado. Casado e com dois filhos já adultos ele consegue fazer amizades facilmente por seu jeito brincalhão de ser.

_Ate que enfim resolveu sair da toca e dar as caras por aqui. Juro que quando me ligou dizendo que viria não levei muito a serio, mas fico contente que tenha vindo e pelo que vejo veio muito bem acompanhado não é velho amigo? – disse com um sorriso maroto notando a presença de Sara ao lado de Grissom.

O supervisor percebendo a intenção do amigo por trás daquele sorriso dele tratou logo de fazer as apresentações pra esclarecer as coisas.

_Thomas não é nada disso. Essa é a Sara ela trabalha comigo no lab. Sara esse é o Thomas um velho amigo meu ele é diretor do parque.

Thomas a cumprimentou educadamente com um aperto de mão e não deixou de notar como era bonita a mulher que acompanhava seu amigo. Depois de ter apresentado Sara Grissom apresentou Liv, o homem ficou surpreso quando o supervisor lhe contou que a menina apesar da pouca idade sabia bastante coisas sobre borboletas. Os dois homens trocaram mais algumas palavras e depois Thomas se despediu e foi embora porque um dos funcionários o avisou que alguém o esperava na administração.

....

Aquele parque era mesmo muito bonito um verdadeiro paraíso. Com um ar puro, as arvores, sem o habitual barulho de buzinas, pessoas falando alto e tudo mais contribuíam para fazer daquele local um encanto total. Os três já tinham passado pelo viveiro das aves e das plantas. Também pelo farol que fica perto do viveiro das aves. Foram ao orquidário onde Sara ficou admirada com a beleza das orquídeas. Foram também ao mirante onde puderam ter uma vista ampla do lugar ao redor do parque e depois foram ao lago artificial. A cada coisa nova que via e não sabia o que era Lívia perguntava a Grissom e ele lhe explicava prontamente. Sara às vezes só observava a interação entre sua filha e Grissom e tinha que reconhecer eles se entendiam e se davam muito bem, parecia ate que já se conheciam a anos. O supervisor mostrava uma paciência e um jeito todo especial pra explicar as coisas a sua filha que deixava a menina vidrada em tudo que ele dizia e isso não passou despercebido por Sara.

Assim que chegaram ao borboletário que era o ultimo lugar que faltava irem Sara viu a alegria estampada no rosto de Liv, não tinha como negar o quanto a menina era fascinada por aqueles seres. Dentro do borboletário que consistia numa estufa diferenciando-se dessa por ser envolta por telas e com vegetação propicia as espécies que ali habitavam Sara, Liv e Grissom viram varias espécies de cores, formas e tamanhos diferentes, todas elas sem distinção eram lindas ao seu modo. O supervisor como um bom conhecedor daqueles seres por sua formação e também por sua paixão por eles explicou nos mínimos detalhes tudo sobre as borboletas a Liv e também a Sara. Ali eles puderam ver as varias formas desde os ovos, larvas, pupas ate as borboletas em sua beleza. Sara viu o fascínio e o encantamento que Grissom demonstrava à medida que ia explicando cada coisa. Ela sabia sobre ele ser formado em Entomologia e constatou pelo modo como falava o quanto ele era apaixonado por aquele mundo de insetos.

Em dado momento quando Liv falou algo engraçado sobre uma determinada espécie que viam e isso fez os três rirem Sara olhou pra Grissom e o vendo tão descontraído ali podia jurar que aquele homem a sua frente nem em sombra se parecia com o que ela costuma implicar no lab. Depois daquele inicio de passeio meio desentendido por parte dela e à medida que o passeio ia avançando ela ia percebendo que ali ele parecia diferente, tinha um brilho diferente nos olhos e um sorriso de satisfação que mostrava que ele estava gostando de star ali e sem contar no jeito como ele tratava sua filha, tudo aquilo de alguma forma deu uma mexida de leve com ela. Tinha que ser honesta ele não era tão chato quanto pensava só às vezes e assim aos poucos ela começava a dissipar aquela má impressão que tinha dele.

Eles ficaram mais alguns minutos ali vendo aquelas maravilhas. Liv pode ver de perto sua borboleta preferida assim como outras que não conhecia e um pouco depois eles saíram dali.

......

_Tinha quase me esquecido o quão incrível é esse lugar.

Grissom e Sara estavam sentados em um banco conversando enquanto mais a frente Lívia brincava no parquinho que havia ali.

_Realmente é um lugar incrível e lindo.

_É... – suspirou

_Sempre vem aqui?

_Vinha... Há dois anos que não pisava aqui. Eu evitava vir nesse lugar por causa das lembranças que tenho, elas me machucavam.

Sara o olhou de soslaio e notou seu olhar distante e vazio.

_Sabe tive ótimos momentos aqui com minha esposa, foi aqui que eu a trouxe no nosso primeiro encontro e foi aqui também que a pedi em casamento então era difícil vir aqui sem ela. — Ele olhou pra Sara. _ Essa é a primeira vez que venho desde a morte dela e posso dizer que as lembranças que tenho já não me machucam mais. Eu consigo lembrar do vivemos aqui sem ficar triste, sem me sentir tão mal quanto antes por ela não está mais aqui comigo.

Sara ficou surpresa com aquelas revelações podia ver que eles estava sendo sincero em suas palavras.

_Que bom isso ostra que aos poucos está conseguindo superar a perda dela.

_É, talvez...

A conversa foi interrompida pela vinda de Lívia que se sentou no colo de Sara.

_Olha só como está suada parece ate que correu uma maratona.

Ela passava a mão no rosto suado da filha que ofegava cansada de tanto brincar e correr. Grissom olhava as duas admirado, percebeu que elas eram muito apegadas uma na outra. O carinho, a atenção e cuidado que Sara mostrava a todo instante com Lívia o deixou surpreso porque não imaginava que ela fosse uma mãe tão dedicada daquele jeito. Era curioso, mas ele notou que ela era bem diferente quando estava com a filha e ate mesmo ali apesar do pequeno conflito no começo ele podia ver ela estava diferente com ele não parecia tão azeda quanto era no lab.

_Mãe!

_Que foi filha? – ajeitava o cabelo da menina que estava todo bagunçado a trança já começava a se desfazer por ela ter corrido tanto.

_Eu tô com fome! – reclamou ponde as mãos na barriga

Sara olhou em seu relógio e com certa surpresa viu que horas era.

_Também pudera já são mais de meio dia.

_Bom aqui dentro tem um ótimo restaurante podemos almoçar lá e depois levo vocês pra casa já que acabamos de tudo que tem aqui. Aceitam meu convite?

Apesar de ter usado o verbo no plural a pergunta foi dirigida a Sara. Por segundos ela ficou muda então ele insistiu.

_Sara?

_Bom... Olha eu acho melhor deixarmos quem sabe para outra vez. Não quero abusar da sua generosidade e nem do seu dinheiro. Já gastou demais comprando coisas e fazendo as vontades da Lívia então é melhor não.

E era verdade ele já tinha comprado varias coisas dentre elas um balão no formato de uma borboleta que Liv havia ficado encantada, além de revistas pra colorir, pipoca e sorvete.

_Não será abuso nenhum se aceitar e sobre as coisas que comprei não querendo ser arrogante ou alguma coisa do tipo o que gastei aqui não vai me deixar pobre e nem vai me fazer falta alguma posso te garantir. Então vai aceitar meu convite?

Ela pareceu pensar, mas como demorava pra responder ele buscou uma aliada pra convencer Sara a aceitar.

_Liv você pode me ajudar a convencer sua mãe a aceitar que almocem comigo?

_Mãe aceita eu quero almoçar aqui!

_Isso foi golpe baixo Grissom. – o fuzilou com os olhos.

_Que seja então! – riu e deu de ombros.

_Hein mãe?

_Tudo bem filha nos almoçamos aqui está bem.

_Eba!! – a menina comemorou dando um beijo estalado no rosto da mãe.

_Aceitei seu convite, satisfeito agora?

_Sim, vamos!

Notas finais
Ate o proximo!!
Deixem reveiws