Notas iniciais
Como havia prometido aqui está o capítulo. E Bruh gostaria de estar lhe presenteando com um capítulo mais alegre, mas fica a minha promessa de que coisa boas já estão vindo nos próximos capítulos.Feliz aniversário pra você e que Deus ilumine seus caminhos sempre. E as minhas outras leitoras, desde já desejo um Feliz Natal e um grande beijo!

Paralisado. Era assim que Grissom se encontrava diante daquele sujeito que lhe apontava uma armada. Não fazia a mínima idéia de quem fosse aquele homem, entretanto, pelo que pode perceber o sujeito sim parecia conhecê-lo, pois sabia perfeitamente seu nome. E esse fato fez com que uma perguntasse viesse de imediato à sua mente: Quem era aquele homem que sabia seu nome?... Outra dúvida era: como ele tinha conseguido entrar ali? De certo, já estivesse ali, porem os policias não o encontraram quando fizeram a revista na casa por ele estar muito bem escondido em algum canto daquele lugar abandonado.

_Não vai dizer nada?

_Quem é você?

Ele expôs a pergunta que até então só estava presa em sua mente. Agradeceu aos céus por Sara não estar ali junto com ele, e pediu silenciosamente para que ela não aparecesse em hipótese alguma por ali.

_Quem sou? – O sujeito não conseguiu conter o sorriso diante da pergunta feita. Era obvio que aquele homem não podia imaginar ou sequer desconfiar de quem ele fosse. _ Essa é uma boa pergunta, sabia?

Como um predador astuto indo até sua presa, o sujeito armado foi lentamente aproximando-se do supervisor até ficar há pouca distância dele e mantendo-o bem sob sua mira. Mal podia acreditar que aquela cena de crime a qual teve o cuidado de forjar muito bem, havia dado tão certo que cá estava ele diante do homem a qual ansiava estar cara-a-cara. Seu irmão seria vingado naquela noite!

_Sou Jack, aquele que veio acabar com sua vida, como o senhor acabou com a do meu irmão!

Grissom não entendeu nada. Irmão?? Como assim??

_Seu irmão? Eu não sei do que está falando!... E se eu fosse você daria o fora daqui agora mesmo. Essa casa está cerca de policias. Não vai demorar em...

_Cala a boca! – O sujeito se alterou e encostou o cano de sua arma bem na testa de Grissom que fechou os olhos temendo que o homem apertasse aquele gatilho. _Não me importo com os policiais. Eles não vão me pegar. Vim aqui pra acabar com você e depois que fizer isso, me mato também. Esses tiras não vão me prender.

_Poderia me explicar o porquê disso tudo? Juro que não consigo entender.

Diante de tal situação onde qualquer um estaria apavorado, algo totalmente compreensivo nesses casos, Grissom ao contrario tentava manter-se o mais calmo possível, enquanto sua mente brilhante tentava achar uma maneira de conseguir sair dali.

_Já disse! Você matou meu irmão.

_Está completamente equivocado. Eu nunca matei ninguém na vida.

_Matou sim! – Teimou em repetir. E depois, recuando uns passos, Jack continuou: _Você matou meu irmão. Se não lembra, então eu refresco sua mente!... Tudo ocorreu há três anos...

Sem tirar os olhos de Grissom, Jack voltou mentalmente no tempo e então começou a contar que naquela noite seu irmão para salvá-lo de ser preso, voltou até a casa a qual ele, Jack, tinha cometido um crime, e tentou recuperar seu celular que havia ficado no lugar.

Sem ser visto, ele conseguiu entrar na casa, mas acabou dando de cara com uma ‘’tira’’ num quarto. Rendeu-a, porem ela acabou reagindo e os dois acabaram entrando em uma briga. Mas num descuido dela, ele pegou sua arma e atirou nela. Depois com medo do que tinha feito, ele fugiu do lugar antes mesmo da policia conseguir pegá-lo. Um mês depois conseguiram apanhá-lo. Seu irmão foi julgado e sentenciado com a pena de morte.

Ao ouvir aquele relato Grissom ficou petrificado e pálido como se todo o sangue de seu rosto tivesse fugido completamente. Aquela história que acabara de escutar lhe parecia tão familiar. Seria a mesma? Não podia ser! Talvez, ele estivesse imaginando demais e fosse uma terrível coincidência aquilo. Todavia, o supervisor arriscou em fazer uma pergunta pra tirar sua duvida.

_Seu irmão por acaso se chamava Tom Ashamore?

_Tô vendo que lembrou né?

O sorriso perverso de Jack ao responder, despertou a raiva de Grissom.

_Seria impossível não me lembrar do sujeito que matou a minha mulher! – O supervisor retrucou alterando-se. Sua tentativa de manter-se calma foi para longe ao reviver mentalmente o que aconteceu com Susan. Ele olhava para Jack e só conseguia lembrar-se do irmão daquele sujeito que tirou a pessoa que tanto ele amava. Alguém inocente que não merecia o fim que teve. _Como...

_Se der mais um passo sequer, eu estouro os seus miolos antes do que tenho em mente. – Alertou Jack quando Grissom fez menção de vir pra cima dele. _Olha aqui... Meu irmão não tinha intenção de matá-la. Ele somente foi àquela maldita casa pra recuperar meu celular. Se sua mulher não tivesse reagido, ela estaria viva agora. Meu irmão agiu em legítima defesa, pois se ele não atirasse na sua mulher, ela atiraria nele com certeza.

O supervisor sentiu o sangue ferver e se aquele sujeito não tivesse uma arma apontada pra si, Grissom partiria pra cima dele e lhe daria uma boa lição.

_É muito cinismo de sua parte me dizer isso!

_Meu irmão era inocente! Você o caçou e não descansou enquanto não o encontrou.

_Ele matou uma pessoa!... Não era inocente coisa alguma!... Ele tinha mais que pagar pelo crime que cometeu.

_E você vai pagar pela morte dele!

Pouco lhe importava o crime que seu irmão havia cometido naquela noite. Pra ele seu irmão era inocente mesmo tendo feito o que fez e desse modo, merecia ser vingado. E com isso em mente, ele traçou um objetivo: vingar-se do sujeito que pôs seu irmão na cadeia. A raiva que alimentou durante esses anos havia cegado e tudo que ele queria agora era vingança. Algo que não fazia sentido algum!

Enquanto no porão Grissom se via sob a mira daquele sujeito desequilibrado, que havia deixado claro que pretendia matá-lo, do lado de fora da casa e dentro do carro do supervisor, Sara já se impacientava com a demora do supervisor em vir. Os cinco minutos que ele disse que precisava já haviam virado quinze e nada dele vir.

_Grissom ainda não saiu da casa? – O investigador veio saber de Sara.

_Não. Eu vou lá ver o motivo disso. Vai ver, ele encontrou alguma evidência importante.

_Ok! Quer que um policial te acompanhe?

_Não vejo necessidade!

Ela saiu do carro e seguiu de volta para casa. Não demorou nada pra chegar à porta do porão, e ao tentar abri-la notou que a mesma se encontrava trancada. Imediatamente estranhou esse fato.

_Grissom?? – Ela chamou pelo supervisor enquanto batia na porta.

Do lado de dentro, Grissom gelou ao ouvir o chamado. Era obvio que a qualquer momento ela ou qualquer outra pessoa apareceria ali. Mas ele tinha esperanças que fosse um dos policiais e não ela. Não a queria no meio daquela situação toda. Ela estava grávida e não se perdoaria se algo acontecesse tanto a ela quanto ao bebê deles.

_Você está aí? Abre a porta! – Ela batina na porta.

Ele pensou em gritar pra ela sair dali, entretanto, o sujeito que lhe apontava a arma lhe ordenou silenciosamente que abrisse a porta. Com um balançar negativo, ele recusou-se a fazer isso. Como um raio viu o sujeito vir até ele e colocar novamente, a arma em sua testa.

_Você vai até aquela maldita porta, a abrirá agora mesmo e mandará a pessoa entrar, me entendeu? – O sujeito murmurava pra que a pessoa que se encontrava do lado de fora não o ouvisse.

_Por favor, não! Deixa que eu diga pra ela ir que está tudo bem comigo.

_Não! Abre agora, vai! E sem gracinha. Vou estar escondido atrás da porta. Se tentar alguma coisa, eu atiro em você e depois na outra pessoa. Então faça exatamente o que mandei.

O supervisor viu Jack se esconder aonde ele disse que se esconderia. E dali, o sujeito lhe fez sinal pra abrir a porta a qual Sara seguia insistentemente batendo e chamando pelo supervisor.

Contra a sua vontade, Grissom seguiu até a porta e relutante abriu-a.

_Até que enfim! Por que se trancou aí?

Ele sentiu o cano da arma tocar sua costa. Teria que mandá-la entrar mesmo não querendo.

_Por nada. Entra, Sara!

Ela notou pelo seu tom de voz que ele parecia meio estranho, arriscaria até em dizer que estivesse nervoso. Mas nervoso com quê?

_Tá tudo bem?

Ela indagou enquanto entrava. Ao se virar pra ele e notar à figura de um sujeito desconhecido lhe apontando uma arma por cima do ombro do supervisor, foi que a morena entendeu o motivo do nervosismo Grissom.

Seu primeiro instinto foi levar à mão a sua própria arma presa a cintura, mas o sujeito viu o que faria e mandou que não fizesse isso. Em seguida, ele lhe ordenou que jogasse sua arma pra ele, ou do contrário, atiraria em Grissom. Obviamente, ela fez o que o sujeito ordenou. Logo depois de ter a outra arma em seu poder, Jack empurrou Grissom pra se juntar a Sara e ao olhar bem para a morena, ele lembrou-se de quem ela era e a importância dela para o homem que pretendia matar.

_Olha só... Você aqui? Que grande coincidência! — Jack sorriu apontando uma arma pra Grissom e outra pra Sara. _Sei perfeitamente quem você é!... Há bem pouco tempo, você era casada com ele, mas aí se separaram depois que ele descobriu que você o traia.

Grissom se surpreendeu espantosamente com o fato de aquele homem saber de algo tão pessoal assim. Como isso era possível?

O supervisor nem imaginava, mas Jack ao longo de um ano vinha acompanhando de maneira assídua cada passo do supervisor bem como, cada pessoa que fazia parte de sua vida e rotina. Tudo pra achar a forma perfeita de se vingar.

_Quem é você? E como sabe de algo assim?

Sara estava chocada com aquilo. Aquele sujeito tinha conhecimento de um fato que era de caráter muito intimo da vida dela e de Grissom.

_Pra você não importa muito isso. Ele... – Jack olhou para Grissom. _... Sabe perfeitamente quem sou e isso já basta. E agora tirem os coletes e joguem pra cá. Andem! Rápido!

Enquanto os dois CSI’S seguiam a ordem dada, Jack em sua mente desequilibrada e doentia teve uma idéia que lhe parecia perfeita pra infringir mais dor naquele homem a sua frente.

De posse dos coletes, Jack os descartou sobre um monte de porcarias que havia naquele lugar e depois, compartilhou com Grissom a idéia absurda que teve.

_Sabe que a presença da sua ex aqui, não poderia ser mais oportuna? E esse fato me fez ter uma ótima idéia, doutor Grissom!... Ao invés de me vingar de você matando-o, eu vou primeiro matar sua ex-mulher assim como meu irmão matou aquela outra que era casada com você. O que acha disso?

Um pânico enorme tomou conta de Grissom da cabeça aos pés. Aquela historia de perder de novo a pessoa que ama, não! Ele não ia deixar aquele pesadelo tornar a acontecer. Não permitiria que aquele sujeito fizesse qualquer coisa a Sara! Faria tudo até mesmo dar sua vida pra que nada de acontecesse com ela.

_Você não fará nada contra ela! Eu não vou deixar. – Grissom pôs-se diante de Sara como um escudo protetor, tirando-a da mira da arma de Jack. _Seu problema é comigo. Deixa-a fora disso!

Atrás do supervisor uma Sara apavorada tentava entender toda aquela situação e também tudo o que ouviu até agora. Mas a bem da verdade é que tudo parecia tão confuso de ser compreendido ali. Entretanto, uma coisa estava bem clara pra ela, aquele sujeito pretendia se vingar de Grissom matando-o, ou pior, matando-a, agora o motivo daquela vingança era desconhecido pra ela. Talvez tivesse relação com esse irmão do qual ele mencionou e que pelo que pode entender malmente, matou a outra mulher com quem Grissom foi casado.

‘’O irmão desse sujeito matou a Susan?!’’, Sara conseguiu concluir em choque.

_Doutor Grissom... Doutor Grissom... Até parece que vai conseguir me impedir de alguma coisa estando desarmado, enquanto eu tenho duas armas em meu poder. E quer saber? Chega de conversa! Se preferir morrer primeiro, tudo bem. Eu te mato e depois mato sua ex, sem problema.

Jack sabia que precisava terminar logo com aquilo e com isso em mente, ele engatilhou a arma. Depois disso, veio uma sucessão de coisas que ocorreram em uma fração de segundo. Alguém bateu na porta do lado de fora do porão e chamou por Grissom e Sara; Jack se assustou com isso e desviou por segundos sua atenção para a porta; Grissom então aproveitou esse momento de distração do sujeito e foi pra cima dele, conseguindo com um golpe dado na mão do Jack fazê-lo largar uma das armas que mantinha em seu poder. Já a outra arma passou a ser alvo da disputa dos dois homens. Eles a seguravam ao mesmo tempo e mantinham-na presa entre eles. De repente, em meio à disputa dos dois, a arma disparou duas vezes para o total desespero de Sara.

_GRISSOM??