Você É Meu Verdadeiro Amor!
39 Incomodada e conversa tensa
Notas iniciais
Sobre o cap ele está um tanto tenso, culpa do Grissom e tambem do gênio da Sara. Mas não se preocupem q essa tensão vai acabar no proximo. Agora boa leitura.
Depois do sonho que teve Grissom passou a evitar ter tanto contato com Sara, pois sempre que isso acontecia aquele sonho vinha a sua cabeça lhe deixando totalmente sem rumo. O supervisor apenas falava o necessário com ela e evitava encará-la quando falava porque tinha medo deque se fizesse isso acabasse se perdendo e não resistindo, fazendo assim com que aquele sonho que vinha lhe tirando o sono e o juízo nos últimos dias se tornasse a mais pura realidade.
“Eu queria ter um pouco mais de coragem pra tentar descobrir e enfrentar o que acontece dentro de mim, mas o medo me priva disso!”
......
Olhando da janela de seu quarto a chuva fina que começava a cair naquela tarde Sara se questionava sobre o que devia estar acontecendo com seu chefe que há uma semana vinha se portando de uma maneira estranha com ela. A perita tinha certeza de que o problema que ele tinha era com ela porque com os outros ele não estava sendo assim só com ela que ele agia diferente. Ela sentia que ele a evitava, se falava com ela era apenas sobre o trabalho nem perguntar por Liv como ele costumava fazer de vez enquando não fez em nenhum desses dias e o mais estranho ainda nem lhe olhava na cara, esse comportamento dele estava lhe deixando incomodada e não sabia por quê. Aquilo tudo estava esquisito pra ela porque eles estavam ate se dando bem aí de uma hora pra outra ele mudou de tal forma que ela não entendeu foi é nada. Podia muito bem deixar aquela situação pra lá e nem ligar afinal pouco lhe importava se ele falava ou não com ela, porem não conseguia deixar isso pra lá aquele “gelo” dele estava lhe incomodando demais parecia ate que ele tinha voltado a ser com ela aquele Grissom de antes que vivia lhe evitando a todo custo assim como ela o evitava também. Buscou em suas lembranças mais recentes algo que tenha feito e que justificasse aquele tratamento que estava recebendo só que não se lembrou de nada relevante apenas de tê-lo chamado de limão azedo como costumava fazer,mas isso foi só uma vez e na ocasião ele ate riu disso então aquilo era o motivo. Pois então o que seria? O que ela tinha feito a ele?
Por mais que buscasse respostas não as encontrava e ainda por cima tinha que conviver com uma estranha sensação que não lhe deixava em paz só por está sendo tratada daquele jeito por ele. O que era aquilo afinal? Orgulho ferido por está sendo ignorada por seu chefe? Claro que não onde já se viu!Pouco lhe importava se ele a ignorava ou não só não queria ficar recebendo um tratamento que tinha certeza que não merecia porque não havia feito nada de errado.
Uma batida na porta à fez sair de seus devaneios. Era Any dizendo que tinha acabado de fazer um café e perguntou se ela não queria. Sara respondeu que sim então as duas desceram pra cozinha.
Aproveitando que Lívia estava dormindo Any resolveu usar do nome da menina pra fazer uma de suas armações. Enquanto se servia de café ela começou a falar.
_Sara, a Liv me falou ontem que gostaria de ver o Grissom de novo já que faz um tempo desde que ele veio aqui que ela não o vê. Bem que você podia dizer pra ele vir aqui de novo não é?
A morena nem respondeu estava com o pensamento longe que sequer tinha ouvido o que Any havia dito. A jovem percebendo isso a cutucou de leve chamando assim a atenção de Sara que a olhou no mesmo instante.
_O que foi? – perguntou assim que olhou pra Any
_Sara está com algum problema? – ela tinha um olhar distante quando olhou pra Any por isso a loira perguntou a ela.
_Não.
Essa resposta não convenceu muito Any. Tava na cara que ela tinha algo.
_Desculpa, mas não acredito. Sei que tem algum problema, você está muito quieta e pensativa. O que foi? Não quer me contar talvez eu possa te ajudar.
_Não tenho problema algum Any!
_É claro que tem Sara.
_Any me deixa em paz ok? – disse sendo um pouco ríspida.
Com isso Any teve certeza que tinha algo de errado com Sara e resolveu não insistir mais uma hora ou outra ela ia acabar dizendo sempre era sim. Só que não deixou de ficar um pouco sentida com aquela resposta de Sara.
_Ok, não está mais aqui quem perguntou.
Ela se levantou indo ate a pia pra lavar sua xícara. Sara percebeu que tinha ríspida demais e se sentiu mal por ter agido assim com Any então resolveu pedir desculpas a ela.
_Any, desculpa, não devia ter falado assim com você.
_Tá tudo bem. – disse de costas pra Sara. _Eu fiquei preocupada e por isso perguntei, porque queira saber pra quem sabe poder te ajudar só isso.
_Eu sei, não duvido disso... Serio! Desculpe-me de verdade.
_Tá bom! – disse se virando pra Sara. _Vou acordar a Liv já está na hora do lanche dela.
Any enxugou as mãos e depois foi em direção a porta, porem antes que ela se fosse Sara falou de uma só vez qual era o problema.
_O problema é aquele limão azedo do Grissom!
Any parou no meio do caminho voltou e sentou-se em frente a Sara.
_Qual é o problema com o Grissom? Vocês brigaram de novo?
_Não, ele... Ele... – ela buscava palavras pra completar sua frase.
_Ele o que Sara?
_Ele anda estranho comigo.
_ E isso tá te incomodando?
_Não devia, mas está. Eu não fiz nada a ele pra que me trate da forma como vem me tratando Any.
_Tem certeza Sara?
_Absoluta! Nós ate estávamos nos dando muito bem aí ele passou a me evitar, mal fala comigo e nem me olha... Não sei qual é problema dele.
_Fala com ele ora pra saber.
_Eu não! Ele mal fala comigo pra que vou falar com ele?
_Ai Senhor! – Any bufou e revirou os olhos. _Sara se não for falar com o Grissom como vai saber por que ele tá te tratando assim? A não ser que você seja telepata e eu não saiba é isso?– diz com certa ironia
A morena a encarou com os olhos quase fechados não gostando nada daquela ironia da amiga. Como ela não disse nada Any prosseguiu.
_Serio Sara, fala com ele e tira essa situação a limpo ou vai deixar ele continuar te tratando do jeito que está se você não fez nada pra isso?
Com essas palavras Any deu uma cutucada que surtiram efeito em Sara.
_Tudo bem! Você me convenceu. No final do turno eu vou falar com o Grissom e perguntar qual é o problema dele comigo se não fiz nada a ele. E ele vai ter que me dizer! – disse firme.
_É, mas pergunta com jeito!
Jeito era o que ela menos tinha quando se tratava de seu chefe.
.....
O turno começou um pouco mais cedo que o normal. Assim que chegou ao lab Grissom foi avisado por Judy que era pra ele passar na sala de Ecklei por que ele queria falar com o supervisor e também pra pegar os casos daquele inicio de noite. Grissom foi a sua sala deixar sua pasta e de lá foi à sala de Ecklei nada contente. Chegou à sala de Ecklei e ele lhe entregou os casos e lhe informou que havia um caso que era em uma cidade vizinha. E por ordens do xerife o supervisor é que iria investiga-lo. Na sua ausência naquele turno Conrad disse que Catherine faria às vezes de supervisora no lugar dele.
Pensando em irritar e provocar o supervisor ele disse que Grissom levasse Sara junto porque o caso se tratava de estupro então com certeza a vitima que era uma garota se sentiria mais a vontade em revelar o que aconteceu a perita do que ao supervisor mal sabia Ecklei que isso que fez seria a chance de Grissom se entregar e viver aquilo que viveu em seu sonho.
Quando Conrad lhe disse que era pra levar Sara Grissom gelou. Que ótimo! Disse ironicamente em seus pensamentos. Ele que passou uma semana evitando ter um contato maior com Sara agora teria que dividir um caso em uma cidade vizinha junto com ela. Alguém lá em cima queria ver o circo pegar fogo e faze-lo ficar mais confuso perto dela só pode!
Depois de sair da sala de Ecklei Grissom seguiu pra sala onde a equipe geralmente costumava espera-lo. Chegou lá e todos já se encontravam ali. Dividiu os casos em seguida informou que ele iria à cidade vizinha investigar um caso por ordens do xerife. Olhou pra Sara e lhe disse que ela iria com ele, a morena o olhou com uma das sobrancelhas erguidas, mas não fez nenhuma objeção. Depois de avisar Sara Grissom falou a Catherine que ela seria a supervisora naquele turno. Desejou um bom trabalho a todos e logo em seguida saiu com Sara em seu encalço.
.....
Rápido o céu se escureceu, as nuvens cinza escondiam as estrelas dando indícios fortes de que logo mais tardar uma chuva cairia pra esfriar mais ainda aquela noite.
Eles já estavam há quinze minutos dentro daquele carro a caminho da tal cidade. A estrada estava com pouquíssimo movimento, poucas eram as vezes que cruzavam com outro carro pelo caminho. O silencio ali dentro era enorme as poucas palavras trocadas entre eles foram relacionadas ao caso.
Grissom dirigia quieto e atento à pista, porem vez ou outra ele olhava de soslaio para Sara que nem percebia os olhares dele porque lia os relatórios do caso.
Em meio a leitura Sara lembrou-se do que Any lhe disse mais cedo na conversa que tiveram:
“Serio Sara, fala com ele e tira essa situação a limpo ou vai deixar ele continuar te tratando do jeito que está se você não fez nada pra isso?”
Quer momento melhor que aquele em que está só os dois ali pra tirar aquela situação a limpo? Impossível!!
Sem tirar os olhos do relatório ela primeiro questionou Grissom a respeito de quanto tempo ainda faltava pra eles chegarem à tal cidade ele respondeu.
_Uma hora e meia no máximo duas. Por quê? – olhou-a rápido enquanto perguntou.
Ela fechou os relatórios em suas mãos, descansou-os em suas coxas e encarando ele respondeu:
_Porque é tempo suficiente pra me dizer por que está me tratando tão estranhamente?
Ele engoliu seco. Suas palavras o pegaram desprevenido. Arriscou olha-la de canto de olho agora e pode ver que ela mantinha um olhar firme em cima dele. Naquele momento Grissom desejou que seu carro andasse tão rápido quanto um trem bala pra que chegassem logo ao lugar que estavam indo e assim poderia encerrar aquele assunto que o levava a certo sonho que não lhe dava trégua há uma semana. Sem saber como explicar o comportamento que vinha tendo com ela nesses últimos dias ele então dissimulou.
_Não estou te tratando estranhamente coisa alguma Sara!
_Ah não?!... Hum...
Sara entortou um pouco a boca fazendo um bico e balançou a cabeça de leve. Por instante ela desviou os olhos dele pra encarar a estrada deserta e o céu que cada vez se tornava gris.
Com o que ela disse ele pensou que o assunto tinha sido encerrado ali.
Ledo engano!
Logo ela voltou a encara-lo e lhe perguntou.
_Então mal olhar na minha cara e mal falar direito comigo é o que?
Ele nada disse.
_Há uma semana vem fazendo isso... Qual é o seu problema comigo hein Grissom?
Tentando não transparecer que havia algo ele disse.
_Nenhum Sara!
_Então o que eu te fiz? Porque tenho certeza que não foi nada pra que me trate desse jeito.
Ela o pressionava queria saber a todo custo qual era o problema. Só que Grissom não diria o porquê de agir do jeito que vinha agindo.
Como o movimento de carros era pouco ou quase nenhum no trecho que estavam ele resolveu parar no acostamento pra que pudessem conversar melhor.
_Olha Sara, de fato você não me fez nada, então gostaria que me desculpasse pelo
_Guarde suas desculpas pra você. – o interrompeu o pegando de surpresa com suas palavras.
Não era desculpas que queria e sim motivos que justificassem todo aquele tratamento repentino. E como ele não disse ela se irritou.
_Quer saber? Pra mim esse assunto termina aqui! Foi uma péssima ideia dá ouvidos a Any.
_Any? O que ela tem haver com isso?
_Não quero mais falar. Agora faz o favor de ligar esse carro pra irmos porque ainda temos um caso pra investigar.
Sua paciência tinha ido para o espaço.
Ela acabou de falar e virou o rosto se pondo a fitar pela janela do carro a noite nublada colocando um ponto final naquela conversa. Se ele não queria dizer qual era o problema ótimo não dissesse, porem não inventasse mentiras porque era evidente que havia algo e ele não queira lhe dizer. E como ficar insistindo não era seu forte resolveu parar por ali já que já estava perdendo a paciência com aquela conversa.
Maldita hora que resolveu ter aquela conversa! Mas antes não ter aberto a boca e ter deixado as coisas como estavam que era melhor!
Ele a chamou uma vez, mas ela nem respondeu e muito menos se virou. Com isso não restou a ele outra opção se não ligar o carro e seguir viagem. O restante do caminho ate chegar a cidadezinha foi feito em total silencio.
....
O caso foi resolvido sem muitos problemas e ate mais rápido que o esperado. Conseguiram descobrir que o estuprador da garota tinha sido um vizinho que a espreitava há uma semana. Durante as investigações se ela lhe dirigiu cinco ou seis frases com mais de dez palavras foi muito. E agora o incomodado com o tratamento que recebia era ele!
....
Eram quase duas horas da manha quando eles pegavam a estrada de volta pra Vegas. O clima dentro do carro era o mesmo que instaurou depois da conversa que tiveram, silencio absoluto. Ela vinha de cara fechada e ainda irritada, enquanto isso ele não ousava dizer nada apesar de quer.
E pensar que eles estavam indo tão bem ate que aquele sonho aconteceu e mudou tudo pra ele. Viu-se no meio de uma confusão enorme de sentimentos que surgiram de repente. Não se sentia preparado pra eles que a melhor solução que achou pra não ficar mais confuso foi fazer o que vinha fazendo, evita-la e manter distancia dela.
Porem aquela situação que se formou fez Grissom ver a boa relação que eles haviam começado a ter antes de evita-la ir por ladeira abaixo os fazendo voltar aparentemente a estaca zero.
Uma chuva fina começou a cair enquanto Grissom dirigia atento a pista. Alguns instantes depois os dois se assustaram ao ouvir um estrondo alto vir do lado direito do carro que era onde Sara estava. Ele parou no acostamento e desceu. Sara o viu dar a volta em frente ao carro e parar na direção do pneu dianteiro direito. Baixou o vidro e perguntou a ele o tinha sido isso.
_Foi o pneu, ele estourou... Vou troca-lo antes que essa chuva fique mais forte.
Ela o acompanhou com os olhos dar a volta de novo e ir ate a janela do motorista. Ele tirou o caso pesado e o jogou sob o banco que estava sentado. Depois foi ate a traseira da suv e logo depois voltou com o macaco e o step. Por não ser muito bom naquela tarefa Grissom demorava pra acabar de trocar o pneu. À chuva foi ficando cada vez mais forte e ele não terminava.
De dentro do carro Sara mesmo irritada com seu chefe não deixou de se preocupar com ele por estar sob aquela forte chuva. Baixou o vidro o suficiente pra não molha-la e falou com ele.
_Grissom entra no carro! Deixa essa chuva passar um pouco pra acabar de trocar isso! – falou alto pra ele ouvir.
_Essa chuva não vai passar agora Sara. Além do mais já estou acabando.
_Vai acabar pegando um resfriado nessa chuva forte.
_Se ficar resfriado tomo um remédio.
_Então fica aí teimoso! – levantou o vidro.
Minutos depois ele acabou de trocar o pneu e entrou no carro sentando-se diante do volante totalmente ensopado. O revestimento impermeável do banco não deixou que seu estado encharcado molhasse o acento.
Ele tremia de frio e ela percebeu isso.
_Viu o que dá pegar essa chuva? Tá tremendo de frio. Passa pro banco detrás e procura algo pra se aquecer enquanto eu dirijo. Teimoso!
Ele fez o que ela disse sem protestar feito um garoto obediente e ela foi pra frente do volante. A chuva piorou mais ainda tornando a visibilidade quase pouca.
Sara lembrou-se de ter visto uma pequena pousada há dois quilometro atrás. Então deu a ideia deles voltarem devagar e ficarem hospedado no lugar já que aquela chuva não tava com cara alguma que ia passar tão cedo. E quando fosse de manha cedo eles voltavam pra Vegas. Grissom concordou com ela.
Sara aproveitou que não passava carro naquele momento e fez o retorno na pista e assim eles seguiram de volta em direção a pousada.
Notas finais
Agora nos vemos no tão espero cap 40.
Bjs e ate ele.
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