Você não entende...

3 Capítulo 3: Confissão.


Notas iniciais
Olá! Estou tão feliz pelos comentários e por favoritarem, essa é uma maneira de eu saber que tem gente acompanhando/lendo a história, fico tão emocionada, obrigada! Sério, vocês não sabem o quanto eu fico feliz em saber que alguém está gostando da história ou lendo, talvez eu poste o próximo capítulo ainda essa semana, o dezembro é tão complicado pra mim! T^T Boa leitura!

Depois de sairmos da escola, tenho que acompanhar Lorena em casa, já que moramos "perto" um do outro e o doentão mora na direção contrária. Sinceramente, eu não deixaria ele acompanhá-la de jeito nenhum.

Andamos sem trocar uma palavra. O céu estrelado e as ruas totalmente desertas.

– Que horas são? — pergunto pra quebrar esse silêncio perturbador.

– Só na igreja — ela abafa o riso com a mão.

– Sério isso? Você tem o quê? Dez anos?

Ela vira o rosto sem dizer nada. Fico pensando se sou muito ignorante com ela, não que eu me importe com isso, mas ela realmente me irrita, às vezes tenho tanta vontade de dar outro soco bem na fuça dela.

– É aqui — ela diz me tirando de meu pensamento — obrigada por me acompanhar, mesmo eu recusando — ela cruza os braços.

– Uma garota ir pra casa sozinha essa hora... — reviro os olhos. — E isso já é caminho pra eu ir pra casa, não custava nada...

– Sei me defender sozinha — ela diz friamente.

– Tudo bem então, valentona — digo tentando controlar minha raiva, mordendo minha bochecha por dentro. — Tchau — digo virando as costas e indo embora.

– Tchau — ela grita quando já estou longe.

Não entendo o porquê da minha raiva e da minha revolta, eu já esperava isso, então apenas deixo pra lá, quero apenas deitar na minha cama e dormir.

Quando chego em casa, meu pai como sempre não está, olhei para o relógio e é quase meia-noite. Ficamos na escola até agora a pouco? Puta que pariu.

~.~

Depois de reclamarmos com a coordenadora, ela resolveu acabar com o nosso castigo pra compensar tudo. Já é hora do intervalo e resolvo ir na cantina comprar uma Coca-Cola. Antes de comer, olho para os lados pra ver se não vem nenhuma Lorena esbarrar em mim. Tudo limpo.

Quando acabo de comer vou ao banheiro e lá está Murilo, vendendo sua mercadoria. Estava saindo de lá quando ele me chama.

– Meu amigo John — ele diz envolvendo o braço em volta do meu pescoço.

– Você quer morrer? — pergunto furioso e ele me larga.

– Calma, calma! — ele faz um gesto com a mão. — Esses caras aqui tão duvidando da autenticidade do meu produto.

– E daí?

– Você foi o primeiro comprador, dá pra dar uma força – ele pisca.

– É verdadeiro. Se não for vocês enchem ele de porrada e pegam o dinheiro de volta, simples — saio do banheiro.

Quando entro na sala, estão Lorena e suas amiguinhas nojentas fofocando nas primeiras carteiras e eu sento no meu lugar, o fundão. Eu pego meu livro e abro para disfarçar e fico apenas observando, por que eu tô fazendo isso mesmo?

Uma delas olha pra mim e fala baixinho com as outras, logo depois todas olham pra mim e a primeira reclama com raiva. Lorena olha pra mim e fala alguma coisa, todas riem e eu fico puto da vida com essa situação e o sinal bate na hora.

Todos se sentam e a professora Elsa chega.

– Bom dia alunos, vamos trabalhar um pouquinho? – ela diz pondo várias pastas na mesa.

Sinceramente, não sei porque eu venho pra escola todos os dias... Odeio assistir aula e sempre tiro nota boa em quase tudo, menos na maldita matemática. Finalmente a aula acaba e saio da escola rapidamente, vai que me prendem aí de novo.

– Brutamontes!

Olho pra trás e lá está Lorena com uma das amiguinhas.

– Que é? — pergunto quando elas estão próximas de mim.

– Nada, ué – ela sorri.

Olho suspeito pra ela e continuo andando enquanto elas conversam atrás de mim. Que saco, só queria um pouco de paz. Eu bufo várias vezes e elas apenas me ignoram.

– Tchau gente, — diz Lorena — até amanhã! — eu apenas aceno pra ela.

– Tchau "miga" — diz a garota do meu lado... Qual o nome dela mesmo? Vejo Lorena piscar pra amiga.

Andamos em silêncio até ela quebrá-lo.

– Então... O que você gosta de fazer?

– Por que você quer saber? — eu digo a encarando, baixinha.

– P-Por nada — ela diz vermelha. Não acredito...

– Okay então... Eu gosto de jogar... E ver séries... E dormir e de ficar sozinho. Acho que é isso.

– Então eu estou te incomodando? — ela pergunta com os olhos brilhando de lágrimas. — Desculpa, desculpa!

– Ei, ei, calma. Não foi isso que eu quis dizer.

– Ah!

– E você?

– Eu gosto de... Ouvir música, assistir animes e jogar videogame e... Sair com minhas amigas e dormir também, oh, e de comer também! — ela diz sorrindo ainda corada pra mim.

– Legal... — digo só por dizer.

– Ah! É aqui que eu fico.

– Mas... Você é minha vizinha...

– S-Sim, você não sabia?

– Foi mal, não lembro de você.

– Tudo bem — ela diz olhando pra cima.

– Tchau... — droga, qual o nome dela?

– Camila...

– Desculpa – digo cabisbaixo.

– Não precisa se desculpar... — ela olha pros pés e passa a mão no rosto, fiz ela chorar, droga.

– Claro que preciso — ponho a mão em seu cabelo loiro e o bagunço.

– Johnny, — ela diz olhando pra mim vermelha igual uma acerola (sim, gosto de acerolas) — eu gosto de você.

Eu apenas fico parado na frente dela sem saber o que dizer.

– Mesmo eu sendo invisível pra você... E-Eu apenas gosto se você, no sentido de estar apaixonada! Só queria que você soubesse — ela fecha os olhos — que eu sempre te observo e torço pra você não faltar! Desde aquele dia que brincamos juntos você nunca mais saiu de casa... Eu fiquei tão triste... Por você. — ela olha pra mim — Desculpa... Mas...

– Já entendi. — chego perto dela e a abraço — Obrigado por gostar de mim. Mas eu não posso te corresponder... — eu a solto.

– P-Por quê? Você namora? A Lorena disse... — ela tampa a boca e chora.

– Não... Mas eu simplesmente não posso... Desculpa novamente – eu bufo.

– Você gosta de alguém, certo?

– Eu n...

– É da Lorena, certo? — ela me interrompe.

– É claro que não — digo olhando pro nada. — Quem gostaria de uma garota tão irritante quanto ela?

– Mas ela é bonita, né? Não estranharia se você gostasse dela, já que estão tão próximos nesses dias.

– Você também é bonita, — eu digo meio constrangido — outro garoto deve gostar de você e ter capacidade de te corresponder. Não quero te roubar dele te dando falsas esperanças, okay?

– Okay, — ela seca as lágrimas e sorri pra mim — pode deixar que eu não conto pra ninguém que você gosta da Loh.

– Cala a boca, eu não gosto dela — ela ri.

– Tá bom. Tchau, vou entrar — ela acena.

– Tchau Camila.

~.~

– Boa tarde — Camila diz pra mim.

– Boa tarde...

– Ei Camila — uma garota a chama e ela acena pra mim, retribuo por preguiça de falar.

Hoje estranhamente a patricinha não veio pra escola. Cara, será que a Camila acha mesmo que eu gosto dela? Pelo amor de Deus. Acho que nunca. A aula estava chata como sempre e o dia tão irritante que se fosse uma pessoa, eu espancava até a morte. E chega o recreio, comida finalmente.

– E aí carinha — olho para o lado e é Murilo.

– Eu não sou seu amigo, sai daqui.

– Tão suave como um coice de mula.

– Copiou isso de alguma "Castiete"? – reviro os olhos.

– Uma o quê?

– Esquece.

– Eu só gostei de você, carinha.

– O que você quer?

– Ah, eu só saquei que as garotas gostam mais de um "Bad Boy" do que um gentleman e queria andar um pouco contigo pra aprender as manhas e tal.

– E o que eu ganho com isso?

– Um amigo!

– Dispenso.

– Vai, por favor, eu faço tudo que você quiser.

– Tudo? — eu olho pra ele malicioso só de zoas.

– Tudo... O que eu conseguir, lógico.

– Trato feito, se você quebrar eu espalho sobre antes de ontem e sobre você ser um tarado.

Ele estende a mão e eu a aperto, fria...

Notas finais
Até mais, qualquer erro e/ou sugestão por favor comentem ou entrem em contato comigo, obrigada novamente!