Notas iniciais
Olá! Desculpem se o capítulo tiver algum erro, somente eu os reviso, normalmente faço isso a noite, já cansada haha

Caminhavam tranquilos enquanto decidiam para onde ir.

“Tem uma cafeteria muito boa perto daqui, só que agora deve estar lotada, estava pensando em ir numa lanchonete na ala sul, é um pouco longe, mas o caminho é bonito e não precisaremos ficar em meio a pessoas famintas. O que acha?”

“Por mim está ótimo. Estou morrendo de fome e não quero esperar em filas.”

Os dois foram caminhando, já era fim de tarde, o sol caia suave nos prédios. O céu estava azul com algumas nuvens vermelho-alaranjadas. Uma brisa batia leve.

Os dois foram conversando amenidades até chegarem na lanchonete.

McCoy abriu a porta para que ela entrasse, fizeram o pedido e sentaram.

“Caramba, foi cansativo hoje, não”

“Nem diga, estou só o pó também.”

“Que acidente chato, né Essa galera que não checa a parte de engenharia da nave, isso é um perigo.”

“Sim, mas pelo que sei eram pessoas bem simples, talvez nem tiveram percebido que poderia ter algum problema.”

“É. Mas que bom que deu tudo certo, porque poderia ter sido pior. E o que achou? Você mal entrou e já teve que participar de uma emergência dessa.“

“Sim, Foi tudo bem corrido, e fico feliz que tudo terminou bem, os alunos são muito capacitados. Escutei que você fez um parto de emergência em uma bajoriana sem supervisão.” Nyota dizia admirada.

“Ah mais ou menos. Eu estava com um padd caso precisasse dos oficiais médicos.”McCoy disse de forma modesta.

“Mas isso é fantástico, Leonard. Você é muito capacitado, com certeza será enviado a uma nave muito boa quando se formar.”

“Obrigado.” Estava um pouco sem jeito diante ao elogio.

“Mas você também não se saiu mal, vi que conseguiu fazer o reencontro de um casal e ajudou muito a equipe especializada com os feridos leves. Pode acreditar que isso faz uma diferença danada pra gente. Esse é o espírito.”

“Sim, me senti muito bem fazendo esse trabalho, gostaria de me voluntariar mais vezes.” Da risada.

“Bom, se você realmente quiser eu sou voluntário de um pequeno hospital próximo do campus. Com alguma regularidade eu vou lá com alguns alunos daqui mesmo, nossa faculdade tem convênio com o hospital, então garantimos uma boa pontuação, claro que isso não é o mais importante, mas da uma baita ajuda no currículo.”

“Interessante, vou me organizar nos estudos e pensar no assunto com carinho.”

O pedido chega a mesa. Nyota pediu um sanduíche natural de peru com suco de laranja e McCoy um misto quente com café.

“E como foi sua primeira semana?”

“Um pouco cansativa, mas estou adorando os conteúdos das aulas. Há muitos lugares que ainda não conheço, o complexo da universidade é muito grande.”

“Estou lembrando de como era nos meus primeiros meses aqui, também fiquei empolgado.” Diz saudosista.

Ficaram conversando por mais um tempo, até que resolveram ir embora. Havia anoitecido quando saíram da lanchonete se depararam com um vento gelado.

“Nossa, que frio.” Diz McCoy se encolhendo.

“O tempo deu uma virada.”

“Vai parecer aproveitamento, mas podemos caminhar de braços dados para dar uma aquecida até chegarmos ao alojamento.”

“Por mim tudo bem.”

Nyota morava no bloco B, enquanto McCoy no bloco E. Apesar de se conhecerem a pouco tempo, eles estavam bem a vontade na presença um do outro, McCoy era transparente com ela, inspirando confiança e Nyota gostava de sua sinceridade. McCoy a achava inteligente e engraçada.

Chegaram a porta do alojamento de Nyota.

“Bom, está entregue.”

“Obrigada, Leonard. Gostei muito do nosso passeio.”

“Obrigado pela companhia.”

“Então, até mais. Boa noite!”

“Boa noite.”

Nyota fecha a porta e é surpreendida por Gaila.

“Humm... Se deu bem foi? Demorou tanto pra chegar.”

“Eu e Leonard fomos tomar um café.”

“Isso ai garota, fico feliz por você.”

“Gaila, somos apenar amigos.”

“Tudo bem, eu sei que você tem seu tempo e por mais que não pareça eu respeito ele, mas te conhecendo acredito que não deva demorar muito pra se tornarem algo a mais... Kirk me disse que ele está gostando de você.”

“Eu não sei, Gaila.”

“Eu sei que você tem medo, Ny. E eu confio em você, sei que não daria chance para outro imbecil.”

Nyota gostava da companhia de Leonard, os dois tinham muitos pontos em comum, mas será que devia arriscar outro relacionamento depois de tudo que passou? Estava ainda o conhecendo, será que não seria ousar demais? E ainda tinha outro fator: seu professor, por algum motivo Nyota ainda pensava nele, tinha vontade de conhece-lo mais, o achava muito interessante, mas porque raios ele tinha que ser professor? Havia regras na academia que Pike deixou claro no primeiro dia, alunos não podiam ter relação com funcionários além do profissional. Com todos esse emaranhado de pensamento, Nyota finalizou a noite e se deitou.

...............

Sua mãe sempre que possível entrava em contato com seu filho, mesmo depois de três anos ela ainda se preocupava com sua adaptação na Terra e sabia que mesmo para um meio-vulcano a adaptação não era algo fácil, ela já tinha todos os horários de trabalho de Spock, sabia mais que ninguém que seu compromisso com o trabalho era algo sagrado, então sempre se conectava com ele em um momento que não iria atrapalhar, geralmente fazia isso nos final de semana ou na sexta feira, como era o caso.

“Vida longa e próspera, meu filho” disse fazendo a saudação vulcana.

Spock fez o mesmo, olhando para o visor ligado no seu quarto no qual via sua mãe em tempo real. “Vida longa e próspera, mãe.”

“E então, meu filho, como você está? Estava morrendo de saudade de conversar com você. Agora com esse seu novo horário esta cada vezes mais difícil de nos conectar” Amanda disse num tom manhoso.

“Mãe, nossa última conversa foi há aproximadamente 40 dias, não vejo motivos para reações sentimentais, isso excluindo o fato de eu tê-la atualizado dos acontecimentos via e-mail”

“Eu sei, filho, por isso quis falar com você. Queria dar meus parabéns por essa notícia maravilhosa, fiquei muito orgulhosa de saber que meu menino se tornou professor da Academia, parabéns meu filho” Amanda limpava seu olho esquerdo, sabia que Spock não gostava de vê-la chorar, justamente por não saber lidar com a situação.

“Como expliquei no e-mail, será por pouco tempo apenas, assim que o capitão Pike conseguir encontrar outro professor eu voltarei a meu cargo padrão.”

“Entendo meu filho, mas só por você ter sido considerado capacitado para isso me deixa muito orgulhosa.”

Spock fica em silêncio.

“Bom, me conta como está sendo a experiência nessa primeira semana? ”

“Tivemos a cerimonia de abertura onde eu apresentei a premissa do curso para os novos alunos, nos dias que se seguiram tivemos duas reuniões do corpo docente com os supervisores para as metas do ano letivo. Nesta primeira semana meu cronograma não foi completo como enviei no e-mail, pois os alunos novos estavam tendo atividades diferenciadas, mas a partir da semana seguinte meu cronograma será como previsto.”

“E como você acha que foi na aula? Não ficou nervoso?”

“Foi tudo como havia planejado, muito do que será abordado está na minha linha de pesquisa, não há motivo de nervosismo.”

“Certo, eu lembro que no meu primeiro dia de aula eu estava muito nervosa, chegava a tremer”. A mãe de Spock que também fora professora na Terra recorda as lembranças de forma nostálgica. “Eu era novinha, lembro que um aluno me perguntou há quanto tempo eu dava aula e eu na inocência respondi que era o primeiro dia, eu era muito boba.” Complementa com um sorriso. Como percebeu que Spock não falaria nada continuou a falar.

“Fico feliz com sua nova fase, mas filho, você me aparenta melancólico, tem mais alguma coisa que eu não sei?”

“Eu não fico melancólico, mãe. Esse sentimentos são humanos.”

“Tudo bem, mas instinto de mãe nunca falha, me diga o que esta acontecendo.” Amanda conhecia muito bem seu filho para perceber que ele tinha mais de humano do que ele gostaria.

“O único motivo de eu não ter aceitado o pedido do almirante Pike assim que ele me constatou foi porque estava mergulhado em minha pesquisa com o planeta Miracles, e se eu aceitasse o cargo teria de abdicar da pesquisa. Então em conversa com o almirante ele disse que iria fazer o possível para que eu continuasse no projeto, porém de forma menos ativa.”

“COmpreendo, eu sei o quanto você gosta de pesquisar, mas conhecendo o Pike ele vai conseguir fazer você continuar no projeto, você é uma peça chave porque foi você que teve a iniciativa. Eu te garanto.”

Spock não diz nada e depois de alguns segundos quebra o silencio.

“E como estão indo as coisas? Como estão suas plantas e papai?” Spock sabia que sua mãe gostava que ele perguntasse também como ela estava, em vulcano as pessoas não conversavam sobre banalidades do dia a dia e Spock sabia que sua mãe sentia falta.

“As coisas estão ótimas, minhas plantas crescem como grama, estão muito saudáveis. Conheci uma senhora vulcana que tem um jardim lindo, ela me deu algumas mudas e me ensinou a cuidar, estão ficando lindas. E seu pai sabe com é né? Não para um minuto.” Dá uma leve risada. “Semana passada teve de viajar para uma reunião com o conselho de vulcano, mal chegou e já está indo viajar de novo. Não sei como ele aguenta, eu só de pensar já me canso.”

“Você disse sobre meu cargo como professor?”

“Sim, ele não esboçou muitas reações, mas pelo que eu notei ele gostou da notícia, me convidou na noite do dia anterior a viagem para jantar fora. Ele não disse mais, mas eu sei que foi para comemorar sua conquista. Estamos muito felizes.”

Spock suaviza o olhar, mesmo que não admitisse estava contente por saber que seu pai aprovava.

“Mãe, agora preciso ir, ainda tenho que organizar as aulas da semana que vem e ir para uma reunião com o almirante.”

“Filho, antes de ir gostaria de pedir uma coisa. Gostaria de poder falar mais com você, pra não perdemos a intimidade. Não me entenda mal, sei que você sempre me mantém informada das novidades, mas conversar por aqui me traz uma tranquilidade maior. Tem algum problema?”

“Se a senhora não julga suficiente minhas mensagem tudo bem, só que devido a minha nova rotina terei poucos horários disponíveis então assim que eu tiver com minha agenda de horários organizada eu entro em contato novamente para definirmos os dias.”

“Ok, meu filho, muito obrigada. Fico muito feliz de você ter conseguido tempo de falar comigo. Caso precise estarei sempre aqui para conversar. Eu te amo.”

“Eu te amo, mãe.”

Notas finais
Espero que tenham gostado e saber o que vocês estão achando é meu incentivo para escrever.