Você Sempre Vale a Pena
28 Capítulo 28: Stiles
Notas iniciais
Eu sinceramente achei que Derek terminaria tudo ali no jardim, mas quando entramos no quarto, o aroma doce das rosas misturado ao das velas, me fez perceber que ele ainda tinha planos.
— Alguém aqui andou ocupado durante a tarde. — Falei quando ele me colocou no chão e olhei todo o quarto.
— Levaram meu brinquedinho preferido.... Precisava arrumar tudo para quando ele voltasse. — Ele ainda estava parado atrás de mim, suas mãos repousadas suavemente no meu quadril. — Que tal um banho?
Ele nos direcionou para o banheiro e enquanto a banheira enchia, Derek tirou minha cueca, me deixando apenas com a touca e os óculos. Quando a banheira terminou de encher, fiz menção de tirá-los, mas ele me conteve.
— Fique com os dois.... Eu adoro você assim.
Senti minhas bochechas esquentarem e um sorriso bobo formou nos meus lábios. Esse jeito que Derek tinha de me elogiar, me deixava tímido.
— E você? Ainda vejo muita roupa aí. — Falei apontando para sua calça e a blusa preta aberta.
Em um único movimento ele se livrou da blusa, mas permaneceu com a calça.
— Talvez você deva vir aqui e dar um jeito nisso...
Sua respiração quente batia em meu rosto, enquanto eu deliberadamente o apalpava mais do que o necessário ao abrir sua calça.
— Acho que.... Acho que o zíper travou. — Falei maliciosamente e me ajoelhei, a fim de tentar soltar. Como o zíper não estava travado de verdade, o abri de uma única vez e logo tive a bela visão daquele “V” de Adônis do Derek. Estava a centímetros de sua meia ereção e sob o olhar atento dele, comecei a me levantar, passando minha língua por ela e também por seu abdômen.
Derek segurou meus cabelos em um aperto leve, mas duro o suficiente para me fazer levantar e olhar para ele. Aproveitei que estava me levantando e agarrei a bunda dele como forma de obter apoio.
— Atrevido... — Ele disse sorrindo e logo depois me deu um beijo quente. — Para a banheira! Você precisa de um bom banho. Tirar esse óleo maldito do seu corpo.
— Eu preciso de você na banheira. E isso não é negociável. — Ronronei com um sorriso de lado depois que me soltei de seu abraço e fui para a banheira. Entrei primeiro e fiquei observando Derek se afastar e ir em direção ao armário, voltando logo em seguida com uma esponja macia e um sabonete. Ele colocou os objetos do meu lado e depois de retirar sua calça e cueca, entrou na banheira se sentando atrás de mim.
Bem lentamente os dedos dele percorreram por meus ombros, me fazendo relaxar. Senti ele deslizar o sabonete por minhas costas e depois esfregar carinhosamente a esponja sobre ela. Aquela forma que ele tinha de cuidar de mim era tão única e tão perfeita que parecia que éramos conectados.
Derek terminou de me lavar e depois me puxou para seu peito, onde fiquei brincando com os pequenos cabelinhos que haviam. Ele já não tremia quando eu o tocava, apenas suspirava e me encarava. Passei meus dedos pelas cicatrizes dele e depois depositei um beijo em cima delas.
—Você está pronto para o prato principal? — Ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar.
— E o que seria o prato principal? Alguns dos doces da minha cesta? — Me fingi de inocente, como condizia com meu papel.
— O Chapeuzinho Vermelho... — Derek disse e depois senti sua mão em minha virilha. Gemi quando Derek apertou meu mamilo direito e mordeu minha nuca.
Ele continuou a me provocar até que eu estivesse completamente duro e sedento por ele.
— Você faz um bom trabalho em me provocar, Senhor. — Respondi e quando Derek percebeu minha intenção de agarrar o seu pau, segurou minhas mãos.
— A noite é sobre você, meu bem. Só sobre você.
— Então, é isso que eu quero. — Disse e o beijei. Eu queria que ele sentisse tanto prazer quanto eu.
— Vá para o quarto, Chapeuzinho. O Lobo Mal chegará em instantes.
Sai da banheira, dando a Derek uma visão privilegiada da minha bunda, já que não havia me embrulhado na toalha, apenas a usei para tirar o excesso de água que escorria de mim. Me joguei na imensa cama que estava no quarto e esperei Derek voltar para o quarto. Quando o vi passar pela porta do banheiro, apenas com uma toalha branca enrolada na cintura, precisei de muita luta para não me atirar nele e lamber aquelas pequenas gotinhas que escorriam de seu cabelo e desciam por seu peitoral.
Ele se aproximou de mim e sorria como uma criança feliz.
— Para que um sorriso tão grande? — Perguntei beijando seus lábios.
— Para mostrar para o meu Chapeuzinho o tanto que ele me faz feliz. — Ele respondeu, entrando no jogo.
— Para que um corpo tão maravilhoso?
— Para agradar meu Chapeuzinho... — Não pude deixar de sorrir ao notar que as bochechas de Derek haviam ficado vermelhas. Ele também se sentia tímido diante dos meus elogios.
“ Você não deveria ficar tímido, Senhor Hale. Você é gostoso e sabe disso!”
Deliberadamente puxei a toalha e o deixei nu. Ao ver sua ereção completamente formada, fingi uma surpresa e toquei minha boca aberta.
— E para que um pau tão grande? — Ele mal havia acabado a resposta e já havia me prensando contra o colchão.
— É para te dar muito prazer! — A cada palavra, ele descia seus beijos, até que chegou ao meu pau e começou a me chupar.
Eu já estava duro pelas carícias anteriores e isso só aumentou ainda mais minha excitação. Derek parou de me chupar e começou a usar sua boca perversa para me beijar. Quando ele sentiu que eu estava quase gozando ele decidiu me atormentar um pouco mais.
— Você quer isso, Chapeuzinho? Quer que o Lobo Mal lhe faça gozar? — Ele murmurou as palavras enquanto diminuía o movimento de suas mãos. Soltei um gemido de desaprovação pelo seu ato.
— Por favor.... Eu preciso disso. — Implorei.
— Do que você precisa, Chapeuzinho?
— De você, Senhor Lobo Mal. Eu quero você.
Derek sorriu com meu pedido e quando ouvi o barulho do pacote de preservativo sendo aberto, suspirei.
Em questão de segundos, senti ele na minha entrada, me fazendo gemer enquanto entrava pouco a pouco. Derek esperou alguns segundos antes de dar a primeira estocada e me fazer gritar por ter acertado meu ponto.
Ele parecia saber exatamente onde ir, pois quando ele me acertou pela terceira vez seguida, acabei soltando um gemido alto e gozando. Derek me deu mais duas estocadas antes de gozar e cair do meu lado com a respiração ofegante.
— Satisfeito com o jantar? — Perguntei, enquanto me aconchegava nele.
— Melhor que ele, só a sobremesa. — Derek disse, me puxando ainda mais para seu peito e afagando meus cabelos.
Sem dúvidas, melhor do que toda nossa noite, era poder terminar ela abraçado a Derek enquanto dormíamos. Isso fazia tudo valer a pena.
E depois desse final de semana perfeito, eu estava mais do que pronto para voltar para o trabalho. Como sempre, a semana foi intensa e a única coisa que a tornou melhor era poder estar perto de Derek.
Porém de alguma forma, eu sabia que Derek estava escondendo algo de mim. Ele estava ficando cada vez mais ao telefone, como se estivesse planejando alguma coisa. Eu tentei ignorar tudo isso até o jantar de quinta-feira à noite. Estávamos jantando com Scott e Allison, quando Derek se levantou subitamente da mesa para atender uma ligação e deixou todos sem entender nada.
— O que está acontecendo? — Allison perguntou diretamente para mim, ao ver Derek ir para o outro cômodo.
— Eu não sei. Ele tem andando misterioso assim a semana toda. — Resmunguei, cutucando meu jantar com o garfo.
— Vai ver é alguma coisa importante da empresa. Derek tem várias outras empresas para controlar. A Hale’s Entreprise é uma holding poderosa.
— Não, não é nada de lá. Ele sempre menciona essas coisas para mim. E antes que vocês perguntem, eu já tentei perguntar, mas ele sempre responde com “Nada de mais, babe,” ou então “Tudo a seu tempo, amor”. — Falei tentando imitar os eu tom de voz de uma maneira sarcástica.
Derek voltou para a sala e percebeu que ele era o assunto, pois encarou nós três.
— O que foi? Aconteceu alguma coisa? — Ele parecia realmente assustado.
— Sim. Você está todo misterioso aí. Os dois também perceberam isso. O que você está planejando? — Tentei manter a calma, mas se ele me respondesse com mais um “Em breve, babe”, eu jogaria minha couve-flor nele.
— Estou organizando um final de semana em Aspen... — Ele respondeu ao ser confrontado por nós três. — Eu quero esquiar, curtir as festas, exibir meu namorado por aí.
— Ele está mentindo... — Falei para Allison, que balançava o garfo entre os dedos.
— Sim, está. — Ela sorriu para mim e percebi que ela estava armando alguma coisa. — Você vai contar o que está nessa sua cabecinha, ou eu vou ter que apelar?
Derek tomou grande gole do seu suco e depois suspirou.
— Eu só quero aproveitar tudo, enquanto as coisas estão tranquilas... Nós sabemos que algo está por vir! Peter está à solta e ele não vai deixar eu seguir em paz com minha vida. Então é isso... Eu quero ir para algum lugar para aproveitar essa paz que estamos tendo.
— Se era só isso, por que não falou antes? — Perguntei
— Porque eu queria que fosse uma surpresa. Nós vamos amanhã depois do expediente. — Ele encarou todos, querendo dizer que valia para todos ali e que não tinha como dizer não.
E conforme Derek havia dito, na sexta logo após o expediente, já estávamos voando em direção a Aspen.
— Nunca vou me acostumar com essa facilidade de locomoção que você tem. — Falei, enquanto observava Seattle ficar cada vez menor.
— Você devia... Isso tudo será seu também. — Ele disse misteriosamente e um frio percorreu minha espinha.
“Isso foi um aviso?” Joe começou a procurar um terno preto enquanto eu tentava fingir que não tinha entendido a frase.
“Quero um pedido de casamento bem corações e flores.” Revirei meus olhos para essa frase que Joe soltou e o mandei ficar quieto. Ninguém aqui iria se casar, ainda mais com pedido Corações e Flores.
— Então Derek... A matéria está pronta para ser publicada. Você quer dar uma lida antes? — A pergunta de Scott me trouxe de volta a realidade. Eu sabia que Derek havia concedido uma entrevista exclusiva para Scott e que isso estava gerando muita repercussão na mídia.
— Não precisa... Eu confio no seu julgamento do que deve ser preservado ou publicado. — Derek disse com um sorriso.
— Você sabe que a pergunta sobre o incêndio está aí, não é? E sabe também que eu não escondi o fato de que ele foi criminoso.
“O quê? Como ele sabe disso?” Me virei para Derek com o pânico no olhar e depois confrontei Scott, que digitava alguma coisa em seu computador.
— Scott... Como... Como você sabe disso?
— Bro, você esqueceu que sou um jornalista? Eu simplesmente escuto todos os tipos de rumores e eles somado às informações privilegiadas que eu tenho me fizeram chegar a resposta final.
— Você pode colocar o nome do culpado se quiser. Todos já estão especulando mesmo. — Derek disse tristemente. — Peter não vai parar até ter destruído tudo o que eu tenho. Então eu vou destruí-lo antes. O único problema é que ele está muito quieto e precavido por causa de todos os holofotes sobre o que ele fez.
— Isso é verdade, mas não se preocupe, qualquer coisa que ele fizer agora será tido como o principal suspeito. — Ele tentou assegurar a Derek. — As fotos finais estão aqui. Você pode escolher qual delas vai ser a capa e as que vão entrar na matéria;
Derek passou pelas fotos, deletando algumas e adicionando uma foto pessoal nossa seguida por uma outra em que estávamos nós quatro acompanhados por papai, Melissa e Chris. Eram fotos exclusivas, que nunca haviam sido publicadas então eu sabia que isso renderia muito para Scott.
Ao ter cedido a entrevista a Scott, Derek havia feito com que ele rapidamente se tornasse um colunista conhecido. E essas fotos dariam um ótimo retorno, não só no trabalho como financeiramente.
“Algum jornalista finalmente conseguiu entrar na fortaleza Hale!” Joe pensou sorrindo. E juntamente com Joe, senti um imenso orgulho do meu amigo.
Apertei a mão de Derek um pouco mais e sussurrei em seu ouvido:
— Obrigado por isso.
— Todos nós merecemos isso, babe.
Depois de longas quatro horas de viagem, chegamos em Aspen. E é claro que fiquei surpreso com a casa em que ficaríamos.
— “Edifício Laura Hale”. — Repeti o nome que estava no prédio. — Você realmente nomeou todos seus imóveis com nomes da sua família.
— E os barcos também. — Allison falou, jogando sua mala em um canto da sala.
— Barcos? No plural? — Fiquei embasbacado olhando para a cara do Derek.
— Não sei porque está surpreso. O cara tem um jatinho particular, óbvio que teria barcos. — Scott disse me dando um tapinha na cabeça.
— Vocês deixem disso! O governo é quem deve fiscalizar tudo que eu tenho! — Derek rosnou um pouco sem graça. — Agora, se o invetário de tudo o que eu tenho terminou, eu vou dormir. Amanhã teremos um longo dia.
Derek me puxou para o quarto que ficaríamos e depois de um bom banho relaxante dormimos. Estávamos cansados tanto pelo dia na empresa quanto pela viagem.
No outro dia, Derek me acordou cedo e ele estava tão animado que eu queria socar a cara dele.
— Contenha essa animação! São oito da manhã! Ninguém pode ser feliz as oito da manhã! — Rosnei, jogando um travesseiro na minha cara. Derek continuou a me atormentar até que eu me levantei. — Chato! — Gritei enquanto entrava no banheiro para tomar um banho.
Quando desci para tomar café, o encontrei na sala, preparando um par de esqui.
— Nós vamos esquiar hoje! — Ele disse quase saltitando de alegria.
— De onde saiu tanta felicidade? — Rosnei.
— Não sei... Só estou feliz por ter você aqui... Por poder aproveitar tudo isso aqui. É a primeira vez que venho a Aspen a passeio...
Ele confidenciou e aquilo me surpreendeu. Então dei um suspiro e decidi que faria um esforcinho para conseguir acompanhar aquela felicidade toda.
Derek passou toda a tarde animado, sorrindo e brincando como uma criança. E eu estava adorando conhecer aquele lado brincalhão dele. Ele tinha aquela risada que contagiava todos a sua volta.
Na hora do almoço, Scott e Allison deram uma desculpa qualquer e voltaram para casa. E quando voltamos para casa, Allison parecia um tanto quanto feliz, e julgando pelo seu cabelo bagunçado e a roupa amassada eu sabia o que eles andaram fazendo.
— Quais são os planos para a noite? — Ela perguntou animada. — Temos que ir nas boates daqui e conhecer o melhor da vida!
“O melhor da vida está na minha cama, queridinha.” Joe desdenhou.
— Podíamos ir nessa boate que encontramos no caminho! Ali parecia animado. — Derek sugeriu e todos ficaram chocados. Ele raramente sugeria idas a boates ou clubes. Se excluíssemos o Castelo, Derek nunca ia a lugares assim.
— Olha! O Senhor Caramujo decidiu sair da concha! — Allison dançou em volta dele.
— Alguém explica o que tem na água desse lugar? O que levou esses dois a felicidade completa? Poção Felix Felicis? — Perguntei a Scott que apenas me deu os ombros.
— Até aqui você tem que ser nerd! — Derek disse zombando de mim.
— Bom, só lembrando o que a poção significa. — Derek e Allison desdenhou disso, mas eu continuei com a brincadeira que quase tinha um fundo de verdade nisso. —Essa poção significa sorte líquida. Dá sorte durante várias horas. Quando bebida em excesso causa tonteiras, irresponsabilidade e um perigoso excesso de confiança.
Os dois continuaram a brincar como se estivessem recebido presentes extras do Papai Noel e Scott começou a rir deles. Virando para mim Allison gritou:
— Vão se arrumar! Vamos para essa boate daqui a algumas horas!
Derek me agarrou e fomos para o quarto nos aprontar. Foi preciso de muito esforço para manter o foco em me arrumar para a boate, quando vi Derek vestido com uma bela calça de alfaiataria e uma camisa social azul.
— Gostoso! — Disse parando atrás dele.
— Se você não colocar uma roupa, com certeza não vamos para a boate... — Ele falou, me virando de frente e me beijando.
Eu não queria mais ir ao clube, mas sabia que Allison não me deixaria em paz se não fossemos. Então com muito custo, coloquei minha roupa e fomos para a boate.
Estávamos tão felizes que nem nos importamos com a chuva de flashes que aconteceu quando descemos do carro. E continuamos assim até o meio da festa.
Depois de dançar muito, estava exausto e precisava de uma pequena pausa.
— Eu preciso de uma bebida! Você quer alguma coisa? — Perguntei.
— Só uma água, babe.
Eu fui em direção ao bar e comprei as bebidas, porém quando voltava fui surpreendido pela cena mais improvável que eu já presenciei.
Parte de mim queria dizer que o que vi foi um erro, mas infelizmente não era. Derek estava ali, agarrado a um outro cara. Parei atrás dos dois e limpei minha garganta.
— A sua bebida, Senhor Hale. — Disse friamente, enquanto entregava o copo a Derek e o olhava de cima a baixo. — Agora se os senhores me dão licença...
Virei e fui caminhando em direção a porta de saída.
— Stiles! — Derek rosnou, mas eu o ignorei. Não queria conversar com ele. O que vi foi bem claro.
“Como ele se atreveu a beijar outro na minha frente?” Joe estava vestido com sua melhor roupa de luta e pronto para voltar para o bar e fazer uma cena.
Mas eu não voltaria. A última coisa que queria era fazer uma cena para os paparazzi. Peguei um taxi em direção à casa de Derek e fui direto para o quarto em que estávamos dormindo.
Tomei uma respiração profunda antes de decidir qualquer coisa. Eu queria juntar tudo o que era meu e ir embora dali. Mas eu havia prometido que ia parar de fugir.
“Posso não ter feito uma ceninha em público, mas isso não vai me impedir de fazer isso aqui dentro,” pensei furioso.
Então, para me acalmar um pouco, tomei um banho e depois me sentei na cama, onde fiquei vasculhando meu celular em busca de notícias sobre essa noite. Eu havia parado de pesquisar o nome de Derek ou o meu no Google depois que voltamos, mas eu precisava saber se alguma foto dessa noite já havia sido publicada.
— Você tornou a fugir de mim, mocinho. — Ele falou assim que entrou no quarto e me viu sentado na cama, olhando meu celular.
— O que você queria que eu fizesse? Ficasse lá e me oferece para um beijo triplo? — Alfinetei, pronto para briga. — Cadê seu novo amiguinho? Achei que o traria para sua casa.
— Stiles... — Derek tentou se aproximar de mim, mas eu me levantei e usei a cama como uma barreira entre nós dois.
— Você, mantenha distância... — Sibilei. — Volte para a boate e vá agarrar aquele seu peguete!
— Como é? Stiles! Aquele lá era um paparazzi! Eu só o pedi para parar de tirar as fotos. Quando ele viu você se aproximando, ele me agarrou! — Derek soltou de uma vez. — Você precisa parar de tirar conclusões precipitadas. E de fugir de mim!
— Claro, Derek.... Eu vou acreditar nisso. Só no dia de São Nunca! O que eu vi foi sua língua na boca dele!
Derek passou as mãos pelo cabelo nervosamente.
— Só me escuta, okay? Depois você decide se vai embora ou não! — Ele implorou. Não sei dizer o motivo, mas apenas acenei e olhei no fundo dos seus olhos, esperando pela resposta. — Depois que você saiu da pista para pegar as bebidas, esse cara me abordou e disse que tinha uma surpresa para mim. Ele me entregou a câmera e quando comecei passar as imagens havia várias fotos de Allison e Scott em posições comprometedoras. Eu ainda estava olhando para as fotos quando ele me agarrou gratuitamente e disse que eu deveria corresponder, caso não quisesse ver essas fotos sendo divulgadas imediatamente na internet. Então eu o fiz. E enquanto eu o beijava, aproveitei para tirar isso dele. — Ele falou e jogou na cama um celular e logo depois o cartão de memória da câmera profissional. — Eu tinha que proteger minha irmã, da mesma forma que tinha que proteger Scott.
Eu podia ver que Derek estava mais do que só irritado comigo. Ele estava profundamente magoado com minha atitude de ir embora.
— Isso...Isso de você fugir de mim, me destrói. Me faz sentir como se eu não fosse tão importante assim... Como se eu não valesse o tempo ou sua consideração... — Derek murmurou e aquilo doeu tanto quanto um soco no estômago.
“Eu falei que você ia acabar estragando tudo! Você sempre vai fugir! Imbecil!” Joe rosnou e tive que aceitar o fato que ele estava certo.
— Desculpa. — Pedi. — Eu devia ter pelo menos brigado com você no clube e não ido embora. Mas... Eu não sei. Eu só achei que...
Eu não sabia exatamente o que falar. Era como se as palavras tivessem sumido.
— Você confia em mim trancado em uma sala com minha ex, mas acha que vou te trocar por um paparazzi qualquer? Stiles, você precisa ter mais fé em mim. Por que tanto ciúmes se eu nunca te dei motivo?
— Porque sim! Porque eu acho... — Parei e tomei uma respiração profunda. — Eu não sei. Okay? Eu sempre acho que você vai acabar desistindo e vai embora. Sou complicado demais para ter um relacionamento... Você com certeza merecia alguém que daria menos trabalho.
— Nós já passamos desse ponto, babe. Aceite que não somos acessórios um para o outro. Não podemos ser vendidos separadamente, somos parte integrante um do outro. Você não precisa ter medo disso, Stiles. Isso não vai acontecer nunca, mas se acontecesse de terminarmos, nunca que eu ficaria com outra pessoa na sua frente.
— Eu não sou o suficiente para você. A não ser que você analise isso na parte de riscos, porque aí sim eu sou o suficiente.
— Tem razão. Você não é o suficiente. É bem mais que o suficiente! Você me inspira a estar em constante mudança, a tentar sempre ser o meu melhor lado. Você me mostrou que eu não precisava ter vergonha de ser quem eu sou ou dos meus desejos. Como isso não poderia ser suficiente? — Ele tomou uma respiração profunda e diminuiu o espaço entre nós dois, ficando na minha frente. — Estamos impondo riscos um ao outro, mas talvez seja isso o verdadeiro significado de estar junto com uma pessoa. Você saber dos riscos e mesmo assim permanecer ao lado dela.
Me sentei na cama e coloquei minha cabeça entre minhas mãos.
— Você precisa acreditar em mim, Stiles. Isso é impossível, mas se um dia eu fosse terminar com você, eu seria homem o suficiente para fazer isso de forma civilizada. Não com uma traição em uma pista de dança.
— Eu só entrei em pânico quando vi você agarrado a outro. E eu não pensei direito, nem mesmo sei o que pensei. Eu só queria ir embora dali o mais rápido possível.
— Achei que você iria embora de vez. Eu não sabia para onde ir depois que você me deixou no clube. Sabe.... Eu preferia que você tivesse feito uma ceninha lá.
— Eu sinto muito. — Disse e me inclinei em direção a ele.
Derek me manteve assim, aconchegado em seu peito, por alguns minutos e quando me soltou, ele disse autoritariamente:
— Eu quero que você se incline sobre a cama.
— Sim, Senhor. — Respondi e fiz o que ele pediu. Vi que Derek tirou o cinto de sua calça e o segurou entre os dedos.
— Vou te bater duramente cinco vezes. Você sabe o porquê? — Sua voz dura e fria me assustava mais do que o que ele estava dizendo em si.
“Você o magoou, idiota! É claro que ele estaria assim!” Agora não Joe. Eu já tenho problemas demais.
— Porque eu fugi de novo... Porque eu não deixei que você se explicasse no clube. — Respondi meio gaguejando, enquanto ele desabotoava minha calça e a abaixava juntamente com a cueca.
Os golpes eram mais duros que o normal. Derek não exigiu que eu contasse, apenas trabalhou em silêncio.
Tentei lutar contra as lágrimas, mas foi em vão. Quando Derek terminou os golpes, ele parou de frente a mim e secou minhas lágrimas. Ele me puxou para o meio da cama e começou a me tocar, me fazendo ficar duro instantaneamente.
Sem nenhum aviso, senti ele me invadir e quando suas coxas tocaram minha bunda, soltei um gemido. Ele começou a se movimentar e quando eu comecei a dar sinais de que estava próximo do orgasmo ele sussurrou:
— Nada de orgasmo para você, mocinho. — Eu choraminguei. Eu não sabia se aguentaria muito tempo caso ele continuasse com essa invasão. Sentia que a qualquer momento ia explodir quando Derek parou de se movimentar e saiu de mim. Ele se deitou na cama e encarou o teto por alguns segundos. — Nem pense em se tocar! Eu saberei se o fizer. — Ele disse e depois foi para o banheiro.
Ouvi o barulho do chuveiro ser ligado e fiquei atento aos ruídos que vinham do banheiro. Mas nada ali dizia que Derek estava mesmo se masturbando, já que ele também não havia gozado.
Não demorou mais do que cinco minutos o banho dele e quando ele voltou para o quarto, um agradável cheiro de camomila encheu o quarto. Senti a cama se afundar quando ele deitou, mas não ousei me mexer.
Eu não queria me virar e ver o olhar de mágoa dele.
Bem lentamente ele passou uma loção calmante em mim para não deixar marcas e depois se virou para o outro lado da cama e colocou o vidro de creme na sua mesa de cabeceira, apagando a luz do abajur, me deixando a sós com meus pensamentos.
Derek não precisava ter se privado do orgasmo também, mas ele o fez por mim e naquela hora eu finalmente percebi que mesmo quando estava bravo comigo, ele ainda cuidava de mim. Ele me dava aquilo que eu precisava e não aquilo que eu queria. E se aquilo não fosse uma prova de amor, eu não saberia dizer o que era.
— Eu também te amo, Meu Lobo Mal. — Disse, sem saber se ele ouvia, mas quando senti ele virar na cama e me abraçar, tive certeza que ele ouviu.
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