Você Sempre Vale a Pena
22 Capítulo 22: Stiles
Notas iniciais
Eu sabia que sentia falta de Derek, mas só tive a dimensão do quanto, quando ele caiu ofegante ao meu lado. Não havia como quantificar a saudade que eu sentia de dormir ao som da respiração dele, daquele nosso cheiro misturado, de sentir as batidas descompassadas do seu coração depois de fazer sexo e a calma e serenidade das mesmas quando ele estava tranquilo ao meu lado. Não havia conseguido me recuperar da melhor cena que eu havia entrado. De todas as formas que podia, Derek me surpreendeu.
Ainda estávamos deitados lado a lado quando Derek tentou se levantar e eu o impedi enroscando nossas pernas.
— Sti... Eu preciso me levantar e cuidar de você. — Ele falou e fez um afago em meus cabelos.
— Não... — Gemi enquanto me aproximava ainda mais dele e passava meu braço por sua barriga, de forma que ele realmente não pudesse se levantar. Eu não queria me mover nem um milímetro. Além de estar muito cansado, parte de mim acreditava que aquilo era só mais um sonho erótico que eu costumava ter quando estávamos separados e a qualquer hora eu podia acordar.
Derek deu um suspiro profundo antes de voltar a falar:
— Sub, eu preciso me levantar. Agora. — Ele não alterou o tom de voz, contudo eu sabia que aquilo era uma ordem irrecusável. Tirei meu braço de cima dele e enquanto soltava um muxoxo, me espalhei na cama, ocupando o lugar que ele estava antes e me agarrando ao travesseiro com seu cheiro.
Eu estava adorando essa versão de Derek e, se é que era possível, eu estava ainda mais apaixonado por ele. Bem lentamente deixei que o sono me dominasse e quando estava quase dormindo, senti a cama afundar com o peso de Derek.
— Babe... Como você está se sentindo? — Ele sussurrou no meu ouvido, sua respiração fazendo cócegas.
— Incrível... aaah... — Gemi, quando ele espalhou algo gelado pela minha bunda. E naquele segundo eu percebi que, por mais que tenha recebido inúmeros cuidados posteriores, nenhum nunca significou tanto quanto o de Derek. Ele não foi meu primeiro, mas com certeza foi o que mais significou alguma coisa.
“O único que significou algo, na verdade.”
Parte de mim sabia que Derek iria me “punir” por ter terminado com ele daquele jeito, até eu faria isso comigo mesmo, mas nunca imaginei que seria assim. Nunca imaginaria que ele entraria de cabeça no mundo BDSM ou que ele seria o Dom mais incrível com quem eu já havia estado.
Derek continuou a espalhar o creme em mim, me trazendo uma agradável sensação de acolhimento. Era como se a vida inteira eu tivesse sentido falta disso, mas só soube depois que eu o conheci. Ele terminou a massagem na minha bunda e em meus pulsos, para prevenir marcas permanentes e depois se deitou do meu lado onde ficamos nos encarando por alguns segundos.
— Eu já disse que amo seus olhos? — Murmurei um pouco embolado, arrastando meus dedos por sua sobrancelha. — São tão lindos... Expressivos... Janel... as... da... Almaa...
Tentava a todo custo me manter acordado e compartilhar essa experiência mais um pouquinho com ele, mas estava difícil. Estava relaxado demais e meus músculos pareciam gelatina.
— Durma um pouco, babe. — Ele sussurrou, puxando meu travesseiro em direção ao seu peito. Eu ainda me ressentia por não poder tocá-lo ali, contudo sabia que não havia nada para se fazer no momento quanto a isso. Me aconcheguei nele e em questão de segundos estava dormindo.
No outro dia, acordei com a luz do sol aquecendo meu rosto e um leve roçar de dedos em minhas costas. Rolei na cama e me deparei com Derek sentado, olhando para mim. Ele brincava de ligar os pontos com as pintas que eu tinha espalhadas pelo corpo.
“Parecia um garotinho brincando com o seu novo puzzle.”
— Bom dia, meu amor. — Ele sussurrou, me beijando.
— Eu nem escovei os dentes ainda. — Reclamei, mas aquilo não o impediu de me beijar novamente.
— Eu não ligo. — Derek disse com um sorriso.
— Preciso de um banho...
— Podemos providenciar isso. — O sorriso de Derek se ampliou e agora eu via o desejo estampado em seu olhar.
— Se você for comigo, ampliaremos nossa reserva até amanhã. — Disse enquanto escapulia para o banheiro rapidamente para ele não me convencer do contrário e o deixava com um biquinho.
Ao entrar no banheiro, parei em frente ao espelho e acabei encarando meu corpo. Não havia ficado nenhuma marca da noite de ontem. Derek havia sido impecável em tudo. Dei um sorriso satisfeito ao acariciar minha bunda e entrei para o banho, saindo de lá minutos mais tarde, me sentindo totalmente renovado.
Abri a porta do banheiro e senti cheiro de café tomando conta do quarto. Caminhei até a cama e encontrei Derek segurando uma xícara de café. Quando ele me entregou e eu provei a bebida, imediatamente um sorriso se formou em meu rosto. Não éramos um casal que vivíamos dizendo “Eu Te Amo”, mas sempre demonstrávamos isso com pequenas ações e que para nós tinham muito mais significados.
— Obrigado. — Disse, me aconchegando nele e lhe dando um beijo na bochecha. Derek sorriu e enquanto ele ligava a TV fui para a pequena mesa do quarto, onde estava nosso café da manhã.
— Alguém aqui acordou com fome. — Derek falou ao me ver comer um enorme pedaço de bacon. Ele estava sentando na cama, apenas me observando.
— Alguém aqui usou toda minha energia ontem! Preciso repor!
Continuei comendo, ainda sob o olhar reprovador de Derek, quando uma matéria do telejornal chamou minha atenção. A âncora do jornal falava sobre a investigação do incêndio da empresa. Parei de comer e comecei a prestar atenção na reportagem, até que Derek desligou a TV.
— Hey, eu estava assistindo! — Protestei.
— Você sabe que o que eles estão falando ali é mentira. — Derek permanecia sério, encarando a TV desligada.
— Se é mentira, por que você não está investigando? Derek...
— Eu sei onde você quer chegar, Stiles. — Dele me cortou duramente, mas prosseguiu. — Sim, foi Peter quem te atacou. Não sei se ele não sabia que estávamos separados, se ele queria apenas me torturar, ou se tudo foi intencional, só sei que ele é o responsável pelo incêndio.
— Se você sabe que foi ele, por que não denunciou para a polícia ainda? — Parei de comer e fui na direção dele.
— Porque é exatamente isso que ele quer. Ele quer atenção, me fazer viver com medo. Eu já vi esse jogo dele acontecer uma vez... E eu não estou disposto a perder tudo por causa dele. É um jogo que dois podem jogar, meu bem. Ele não vai encostar em você novamente. Se ele fizer, será um homem morto. — Derek decretou ameaçadoramente.
— Não tenho medo por mim. — Sussurrei enquanto me sentava ao seu lado. — Ele seria capaz de tudo para te machucar. Prometa que terá muito cuidado daqui para frente. Okay?
— Claro, babe. — Ele disse. Porém não tinha certeza de suas palavras. Derek não havia desviado os olhos da TV desligada desde que começamos essa conversa.
— É um pedido sério. — Falei virando seu rosto em direção ao meu e olhando no fundo de seus olhos. — Me prometa que você terá cuidado, Senhor?
— Você está usando nossa relação D/s para me manipular?
— Talvez... — Assumi sem nenhuma culpa. — Eu já tive uma amostra de como é perder você. Não quero passar por isso de novo.
Derek acariciou meu rosto e me abraçou.
— Eu prometo, meu bem. Como seu namorado... Como seu Dom... Eu prometo que vou tomar cuidado daqui para frente.
— Se ele te machucar, eu juro que vou bater nele! E em você por não se cuidar direito! — Rosnei e Derek deu uma risadinha. Ele me empurrou para a cama e ficou pairando em cima de mim.
— Achei que você era o sub aqui! — Com uma mão ele mantinha minhas mãos presas acima da minha cabeça e com a outra fazia caminhos pelo meu abdômen.
— Eu estou cuidando do que é meu... E se eu tiver que ser autoritário, serei. — Ouvi aquela risada gostosa de Derek e logo fui surpreendido por um beijo.
— Talvez eu deva te mostrar quem manda aqui! — Ele sussurrou, mordendo meu pescoço forte o suficiente para deixar uma marca.
Derek passeava com sua barba pela minha barriga e descendo quando meu celular começou a tocar incessantemente. Atendi a ligação sem ver quem era e me surpreendi ao ouvir a voz de Lydia.
— Sti! Você vem hoje, não é?!
— Claro. Eu vou hoje... — Respondi sem perceber, me deixando levar pela agradável sensação de ter a barba de Derek causando leves arrepios em mim. Então, como um click, me lembrei do que Lydia estava pedindo e me sentei de uma vez na cama, deixando Derek com uma cara de desaprovação pela interrupção. — Sua exposição! Na galeria!
— Você esqueceu! Stiles, não acredito nisso! — Lydia parecia brava no telefone.
— Não, Lyds... Claro que não. — Tentei enrolar, mas sabia que seria em vão. Ela já sabia que eu havia esquecido completamente daquela exposição.
— Espero que você apareça aqui hoje. Deixarei seu ingresso com Scott.
Dei um suspiro e olhei para Derek, que estava brincando com meus dedos do pé sem nem se importar com a conversa que eu estava tendo. Totalmente concentrado em mim.
— Vou precisar de mais um... tenho acompanhante. — Falei desligando o telefone antes que ela pudesse continuar a conversa.
Fiquei pensando em como fui estúpido ao ponto de ter esquecido dessa exposição, mas daí tudo fez sentido. Na noite em que Lydia veio para comemorar foi o dia da minha entrevista com o Derek. Na época era o Sr. Derek Hale quem eu entrevistava para fazer um favor para o meu amigo.
Logo depois, tudo em minha volta virou uma loucura. Na festa em que eu estava com Lydia e Scott eu liguei para ele e partir daí tudo só foi se intensificando. Eu me perdi naquele dia em que eu encontrei Derek Hale pela primeira vez.
“Na verdade, eu acho que eu me encontrei de verdade naquele dia.”
Fiquei viajando nos meus pensamentos, me lembrando da minha história com Derek e de o quanto nós já tínhamos vividos juntos e tudo o que nos aconteceu, parecia uma vida atrás e...
— Stiles. — Meus pensamentos foram cortados pela voz de Derek me chamando.
— Ham... Desculpa? Eu estava viajando aqui. — Eu falei com uma cara que destacava ‘culpado’ e sorri.
— Quem era, meu amor? — Ele disse com um sorriso e agradeci internamente por ele não ter se importando com a minha gafe.
“Se ele se importasse tanto com isso, você já estaria ferrado desde o primeiro dia em que se viram, não é querido?”
Meu querido subconsciente adorava me rechaçar e zoar com a minha cara. Ficou pior na época da separação e agora não cala a boca mais.
— Lydia. — E o sorriso que tinha em seu rosto desvaneceu.
— O que ela queria? — Derek disse em um tom de poucos amigos.
— Hoje é a exposição dela da Galeria Henry no centro daqui de Seattle. Ela me ligou para lembrar de que eu tenho que estar lá.
— Você não vai sozinho. Eu não abro... — Eu o calei com um beijo e segurando o seu rosto disse:
— Nós vamos, meu amor.
Ele fez uma cara de que não estava entendendo nada e eu continuei a falar me sentando em seu colo para deixar a conversa mais íntima e ir acalmando a fera, já que ele era tão possessivo comigo.
— Nós vamos juntos para a exposição. Eu disse a ela que tinha um acompanhante. E além do mais está na hora de exibir meu namorado gostoso por aí. — Eu disse dando outro beijo nele e me levantando para irmos embora.
— Desde quando você está tão confortável com a mídia?
— Eu não estou, mas eu não tenho como lutar contra. Se eles querem notícias, melhor eu mesmo disponibilizar elas, do que eles conseguirem de outras formas e inventarem mentiras em cima delas. — Eu disse calçando meus sapatos.
— Então quer dizer que nosso namoro vai ser mais que público?
— Sim. — Eu disse com um sorriso sapeca. — Além do mais se eu mesmo postar fotos nossas, a maioria dos paparazzi não vão ganhar tanto para disponibilizar para as revistas. Ou seja, eu saio ganhando de qualquer forma.
— Ganhando de qualquer forma?
— Eu, além de fazer o trabalho deles valerem menos, eu ainda saio bem exibindo o meu namorado por aí. Quando é que o Senhor Derek Hale foi amarrado por alguém, ainda mais um homem? — Eu disse engrossando a voz no final com um ar de segundas intenções.
Nós dois rimos disso e saímos do Castelo para irmos para casa, já que tínhamos que nos arrumar para a noite que prometia ter muita ação.
Quando Derek passou com uma limusine na porta do meu apartamento com Scott para nos buscar, ele estava divino como sempre. Ele estava com Allison no carro já que ela era a acompanhante de Scott e ele o meu. Todos nós iríamos juntos para a Exposição que tinha direito até a tapete vermelho na porta.
Nós entramos todos na limusine e enquanto íamos para o nosso destino resolvi fazer uma sessão de fotos para postar nas redes sociais. Tirei fotos só com Derek, algumas ‘zoadas’ com Scott, algumas de nós quatro junto e postei todas. Antes de chegarmos lá já estava bombando na internet as fotos, likes, compartilhamento, o twitter não parava.
Eu, pela primeira vez, estava me divertindo com todo esse alvoroço. Era engraçado de se ver como as pessoas eram e como elas reagiam a isso. Assim, era muito mais fácil de controlar todos eles.
Quando chegamos lá, nós quatro tivemos que fazer uma parada no tapete vermelho do evento e tirar fotos para mídia contratada para cobrir o evento. Sozinhos, juntos, com os acompanhantes, sérios e sorrindo.
Mas nada se comparava com o trabalho bem feito que estava dentro da galeria. Lydia era incrível com uma câmera e as fotos dela não eram só momentos guardados para sempre em um ‘click’, elas contavam uma história sobre os personagens da fotografia e isso era o que ela fazia de melhor. E eu tinha orgulho dela por isso.
As fotos de Lydia estavam por todos os lugares. Haviam fotos de tudo e de todos na galeria. Não era atoa, que ela tinha conseguido essa oportunidade. Era tudo muito lindo.
Mas uma delas me chamou a atenção. Era uma que estavam Chris, meu pai e Melissa sentados na mesa do apartamento deles, os três sorriam de uma forma tão pura que era quase como se a felicidade estivesse materializada naquela foto. Fiquei quinze minutos observando a foto e quando dei por mim, já estava próximo dela, acariciando-a.
— É uma foto linda. Eu nunca os vi tão feliz. — Derek disse, se aproximando de mim.
— Nem eu... me pergunto quando foi que ela bateu essa foto.
— Ela tem talento. — Pude notar a sinceridade daquelas palavras, ainda que Derek estivesse emburrado.
Ele estava com uma possessividade fora do normal. Até parecia que ele não entendia que a Lydia nunca teria uma chance comigo. Pelas razões mais óbvias.
“Daqui a pouco ele irá sair daqui rosnando para todos ficarem longe de você.” Disse o meu subconsciente tirando uma com a minha cara.
Continuei circulando pela galeria com Derek, atraindo alguns olhares e vários flashes. Tentava não me aborrecer com os fotógrafos, pois já bastava Derek com cara amarrada. Se nós dois ficássemos irritados, com certeza brigaríamos. Dei mais dois passos quando um paparazzo surgiu na esquina e bateu uma foto, me deixando completamente atordoado com o flash.
— Maldito! Se quer uma foto é só pedir... — Comecei a xingá-lo, mas assim que meus olhos se ajustaram a luminosidade da sala e eu vi as fotos que estavam penduradas naquela ala e senti meu corpo travar.
— Merda!
Na parede haviam cinco retratos enormes em que eu era o protagonista. Eles eram preto e branco e todos eles seriam ótimos retratos para propagandas de cuecas, já que em apenas um deles eu estava devidamente vestido. Disfarçadamente olhei para Derek, que encarava a minha foto seminu com uma fúria contida misturada com orgulho. Mas a possessividade no seu olhar era palpável, ele não queria me compartilhar de nenhuma forma. Era isso que estava escrito em sua face.
— Parece que não são só os paparazzi que te perseguem. — Ele resmungou de uma forma misteriosa. — Com licença.
Derek saiu de perto de mim e me deixou atordoado, olhando enquanto ele desaparecia pela multidão.
— Lydia, você está morta! — Falei assim que eu a vi caminhando em minha direção.
— Eu ia te contar, mas achei que você não fosse vir se soubesse deles. — Ela disse sem se importar em sentir culpa.
— Você pode ter arruinado meu recomeço de relação! Lydia, você não tem noção do que fez?! — Disse furiosamente. Eu estava muito bravo com ela, mas acima de tudo estava aterrorizado com o fato que Derek poderia ter ido embora e me deixado sozinho aqui.
Lydia foi chamada por uma assistente e me deixou sozinho, encarando aqueles retratos tão íntimos. Não conseguia manter o controle sobre meu corpo, por isso acabei indo pelo caminho que Derek fez, a fim de encontrá-lo de alguma forma. Quando o vi parado perto do balcão de compras, quase corri em direção a ele.
— Não faça mais isso! Eu achei... eu achei que você tinha ido embora! —Rosnei no ouvido dele. — Seu... seu... seu idiota!
Ao ouvir meu xingamento, Derek deu uma risada e acariciou meu rosto.
— Eu não iria embora sem você. Fui apenas tomar providências para que nenhum outro ser vivo pudesse mapear essas pintinhas sexys que você tem aqui. — Ele disse, passando a mão pela minha barriga até as minhas costas.
— Você comprou uma das fotos? — Perguntei me afastando dele, pois vi alguns paparazzi mirando suas câmeras em nós.
— Só cinco delas. — Ele me disse, tentando esconder a satisfação de seu ato.
— Pervertido! — O xinguei, mas não surtiu efeito.
— Não posso contrariar esse fato. — Derek tinha um olhar predatório sobre meu corpo e aquilo estava me deixando em chamas.
— Não me olhe assim!
— Assim como? — Ele perguntou inocentemente.
— Como se quisesse me comer! — Disse segundos antes de Lydia voltar com sua câmera e pedir para tirar uma foto nossa.
— Mas eu quero te comer. — Ele sussurrou em minha orelha, segundos antes de Lydia bater a foto. Dei um tapinha em seu braço e me aproximei de Lydia para checar a foto.
— Espero que não esteja zangado comigo. — Ela pediu. — Mas as cinco fotos foram vendidas. E a pessoa pagou a mais para entregá-las agora.
— Com certeza deve ser um velho excêntrico que gosta de jovens gays. — Disse, mas mantive um olhar firme no sorriso de Derek, que fingia estar muito interessado em uma das fotos.
— Senhorita Martin... Você tem um talento extraordinário. Parabéns pela exposição. — Ele disse estendendo a mão para que Lydia o cumprimentasse. — Sinto muito não podermos ficar mais, mas temos algumas coisas planejadas para hoje.
Havia terminado de me despedir de Lydia quando Derek me arrastou pela galeria, até chegarmos a um beco sem saída ao lado da rua. Ele me encurralou na parede e colocou os seus braços ao meu lado me cercando.
— O que você tem contra Lydia? Ela nunca te fez nada! — Falei assim que ele começou a me encarar, como se esperasse uma explicação.
— Ela não é confiável! Eu não gosto dela! – Ele rosnou.
— É... Eu tendendo sua preocupação. — Disse com um sorriso torto. — Eu também estaria se estivesse no seu lugar. Lydia é linda, ruiva, simpática, dona de um sorriso cativante...
Derek me empurrou contra a parede, me prendendo ainda mais e fazendo um biquinho adorável quando comecei a elogiar Lydia.
— Você está com ciúmes, garotão? — Perguntei, deixando minha mão passear pela lateral de seu corpo.
— Não! — Ele rosnou, mas continuou me encarando com aquele biquinho. — Talvez...
— Ela pode ser isso tudo mesmo, meu amor... Mas sabe de uma coisa? — Eu disse arqueando uma sobrancelha.
— Ela não tem esse biquinho sexy e muito menos isso... — Falei enquanto apertava o pau dele para dar ênfase. Derek gemeu quando eu fiz isso.
— Você anda bem provocador ultimamente, não é garotinho?
— Eu não resisto a essa carinha emburrada. — Continuei a massagear Derek até que ele tivesse uma meia ereção.
Ele rosnou mais alto e atacou o meu pescoço, me marcando como sua propriedade exclusiva. Prendeu meus pulsos em cima da minha cabeça e começou a me beijar. Devastando a minha boca ele roçava em mim, deixando nós dois duros. Eu poderia facilmente me integrar àquele muro da forma como ele me pressionava.
Ele afastou a boca de mim para olhar profundamente e me ordenar:
— Enrole suas pernas em volta de mim.
Com isso ele já passou os braços pelas minhas coxas me levantando e me pressionando de novo na parede para dar apoio. Com as pernas firmes ao seu redor ele começou a desabotoar as nossas calças e a pegar uma camisinha no seu bolso.
— Você está sempre pronto?
— Só quando se trata de você, babe.
Eu me sentia um devasso fazendo sexo naquele lugar, qualquer um podia passar por ali, ou ir naquele lugar e nos ver. Nós com certeza iríamos deixar uma marca naquele muro se Derek me fodesse do jeito que ele estava agarrando.
Ele parecia um animal com fome e eu era a sua presa. Ele iria me devorar por inteiro e eu não iria fazer nada para impedi-lo. Na verdade, eu iria aproveitar muito o passeio.
Ele me segurava pela cintura me pressionando na parede com o quadril e mantendo nós dois. Eu me apoiava com as mãos em suas costas. Me sentindo nas alturas por poder tocá-lo assim de uma forma ‘quase’ livre. Aquilo aumentou minha excitação ao máximo.
Quando Derek me penetrou eu gemi e seu beijo veio sobre a minha boca para abafar o som e ele continuou estocando até o nosso ápice, com ele dentro de mim ele pediu:
— Se toque para mim. Se dê prazer para que eu veja, sub.
Eu gemi como resposta e comecei a me tocar. O olhar de excitação em seu rosto aumentou, em níveis que eu nunca tinha sentido antes a minha própria excitação aumentou. E logo, estávamos caminhando para o clímax.
Não desgrudávamos as nossas bocas e minha mão agarrava o seu paletó para me manter sobre a borda, mas eu não estava aguentando mais. Até que Derek me deu uma estocada profunda e disse:
— A quem você pertence, Stiles?
— A você. Eu sou seu! — Eu disse e ele acenou a cabeça como uma autorização para gozar.
E nós juntos chegamos ao glorioso gozo, respirando ofegantes com as testas juntas tentando nos controlar naquele beco escuro, podendo ser pegos a qualquer hora. Nós éramos impulsivos, loucos, excêntricos e possessivos, mas de uma coisa a gente podia ter certeza.
“Nós pertencíamos um ao outro.”
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