Notas iniciais
Ei gente. Voltei com mais uma fanfic. E dessa vez, com a melhor companhia do universo: Miss Cavendish (aka Nat, my BFF). Precisamos dar os créditos do roteiro e ao primeiro capítulo ao Edy, que em menos de duas semanas, ou melhor dias, transformou nós duas em algo doce e meigo a ponto de fazer uma fanfic dessas. A fic foi baseada na Trilogia 50 Tons, então teremos várias partes da trilogia aqui, mas não é uma fic da série e aqui os personagem são humanos comuns.

Acordei ridiculamente atrasado para alguém que tinha uma entrevista importante. Encarava furiosamente o espelho com a visão de mim mesmo, enquanto tentava consertar meu cabelo bagunçado. Sabia que não deveria ter dormido com ele molhado, mas agora era muito tarde para me arrepender, ou lavá-lo novamente. Se não fosse por meu melhor amigo, Scott McCall, nunca estaria aqui. Dei uma última olhada no espelho, desejando ser como Scott que nunca precisou se preocupar com sua aparência, pois ele sempre foi uma pessoa autoconfiante e soltei um gemido, me afastando do espelho e esperando que pelo menos estivesse apresentável.

Scott é meu colega de quarto e melhor amigo desde que nos conhecemos no primeiro dia do ensino fundamental. Ele tinha escolhido hoje, de todos os outros dias, para se submeter à uma gripe e como ele estava doente, ele não poderia comparecer para a entrevista que tinha organizado com alguém que atende pelo nome de Senhor Hale.

O que significava que agora, eu seria o substituto. Eu deveria ser um pouco mais cruel com ele e dizer que não poderia ir, mas saber que Scott gastou meses de sua vida para conseguir essa entrevista e ver a cara de cão sem dono dele, me deixa sem condições de negar o favor.

É por isso que agora, eu me preparava para fazer uma viajem de 145 quilômetros para Seattle, para uma entrevista com o dono da Hale Enterprises.

Entrei na sala de estar e fui recebido com um gemido de Scott, que estava deitado no sofá, com uma tigela ao seu lado e um cobertor enrolado em torno do corpo. Scott fungou e olhou para mim, com um pouco de culpa no olhar

— Stiles, use meu carro. – Falou jogando as chaves da sua Mercedes preta para mim. — Eu te devo uma.

— Sim, você me deve Scott.

—Você vai usar isso? — Ele perguntou criticamente. Parte de mim queria jogar o conteúdo da tigela nele, mas me contive.

Não estava tão mal vestido assim. Usava uma camisa cinza lisa, que estava por baixo de um camisa quadriculada vermelha, jeans justo e um tênis.

— Que tal, falar menos e comer mais? — Rosnei, enquanto pendurava minha bolsa por cima do ombro e bagunçava o cabelo de Scott. — Não é culpa sua ter adoecido, mas bem que você poderia me dar uma trégua.

— Você é o melhor amigo do mundo! — Scott disse com um sorriso enorme e dei um sorriso cansado para ele.

— Estou ciente disso. — Disse, saindo do apartamento.

Eu sabia que Scott realmente teve muita sorte para conseguir a entrevista. E não estava disposto a deixar que uma doença ficasse no caminho do melhor amigo e uma grande entrevista. Cheguei até o estacionamento e fui direto para o carro de Scott. Deslizei para o banco do carro liguei o motor. Depois de acariciar o volante, comecei a dirigir em direção ao endereço que eu tinha em mãos.

Estacionei o carro em uma das vagas de frente a empresa e ao sair dele, fiquei alguns segundos parado em frente ao enorme edifício de aço. “Hale Enterprises” estava escrita em grandes letras cinzentas acima a grande porta que foi feito de vidro temperado escuro e aço.

Assim que entrei no prédio e reparei nas pessoas e no lugar, me senti mal vestido. Eu deveria ter colocado alguma coisa mais formal. Deslocado e estranho era assim que me sentia.

Fui em direção à mesa sólida que se situava do lado esquerdo e nela estava uma mulher loira, perfeitamente alinhada em seu vestido de alfaiataria cinza chumbo com os cabelos presos e um coque elegante, que me encarava de cima à baixo.

— Em que eu posso ajudá-lo? — Ela perguntou com um sorriso no rosto.

— Estou aqui para ver o Senhor Hale.

— Scott McCall? — Ela perguntou.

— Bem, ele está doente no momento. Sou Stiles Stilinski.

— Stiles? — Ela olhou para cima e arqueou uma sobrancelha bem desenhada para mim.

— É meio um apelido. Mais fácil de dizer do que o meu nome real. — Ruborizei e amaldiçoei meu pai por ter decidido fazer uma homenagem a minha mãe me dando o nome do meu avô, que era quase impronunciável.

— O escritório do Senhor Hale é no vigésimo andar. Pegue o elevador no final do corredor. Você será recebido pela secretária do Senhor Hale quando você chegar lá. — Assenti, pegando o crachá de visitante que a mulher me oferecia.

— Obrigado. — Sorri e segui pelo corredor.

Caminhei pelo enorme corredor que ia em direção ao elevador e não pude deixar de reparar em como as coisas eram impecavelmente limpas e organizadas. Mais uma vez, fui recebido por uma mulher loira e involuntariamente comecei a me perguntar se esse tal de “Senhor Hale” tinha algum fetiche com loiras gostosas. Desta vez, me disseram para esperar na ante sala. Me sentei em uma das cadeiras brancas e tirei as perguntas para olhar. Não sabia nada sobre este homem, se ele era um homem velho com um rosto cheio de rugas e se tinha uma personalidade tão cinzenta quanto seu império. “Oh Deus, o que estou fazendo?” gemi internamente. “Scott, você me deve sua vida.”

— Senhor Stilinski? — A mulher estava em pé em minha frente a algum tempo.

— Sim? — Sai do meu devaneio. Senti o sangue correr pelo meu rosto e sorri cautelosamente para a mulher.

— O Sr. Hale vai vê-lo agora. — Disse a mulher com um brilho nos olhos quando ela apontou para o corredor. Reuni suas coisas e sorri educadamente enquanto fazia meu caminho pelo corredor. Parei de frente a porta e comecei a me perguntar se deveria bater. Como não me foi dito nada, apenas empurrei a porta.

Mal havia aberto a porta e dado um passo dentro do escritório quando o avistei, de costas, olhando pela enorme janela de seu escritório. Derek se virou para mim e quando fui andar em direção a ele não percebi que tinha pisado num dos cadarços do meu tênis que tinha se desamarrado e automaticamente estava no chão de joelhos.

— Merda. — Xinguei antes de olhar para cima e encontrar um homem moreno atraente, seus músculos se escondendo dentro de um lindo terno azul royal e uma calça de alfaiataria, perfeitamente bem colocada em seu corpo. Ele tinha cabelos negros e caminhava em minha direção.

— Senhor McCall, está tudo bem? — Seu braço estava parado no ar, como se estivesse prestes a me levantar. “Claro, tinha que ser eu para cair na frente de um homem gato desse, com a sorte que eu tenho eu deveria era me jogar na frente de um caminhão de ração.”, minha mente rosnou. O mais rápido que consegui me levantei correspondi ao aperto de mão. — Senhor Hale.

— Derek Hale. — Tentei sorrir, apesar de ter certeza da vermelhidão evidente em meu rosto e pescoço. Assim que meus olhos cruzaram com aquele par verde e gélido, senti um calafrio percorrer por todo meu corpo. — Sou Stiles Stilinski. — Derek me aprofundou seu olhar como se fizesse uma pergunta muda. — Na verdade, senhor McCall está gripado e me pediu para vir em seu lugar. — Eu gaguejei um pouco.

— Entendo. E você também é estudante de jornalismo?

— Não, Sistemas de Informação. Scott é meu colega de apartamento.

— Como falei, só tenho 10 minutos. — Ele me disse e voltou para sua mesa, mas não antes de apontar para a poltrona de couro preto. — Por favor, sente-se.

Derek abriu o botão de seu paletó, que o permitiu se sentar confortavelmente. Ao se sentar, tive uma pequena oportunidade de reparar em seus músculos escondidos pela camisa de linho branca que ele usava por baixo. Ele combinava perfeitamente com seu escritório. Era como se ele tivesse sido concebido para se sentar em um lugar tão imperial quanto aquele. Eu sabia que fantasiaria com o “Sr. Hale” por semanas. Naquelas roupas e sem elas também. Um sorriso pecaminoso cruzou meus lábios ao pensar nele daquela forma.

— O Senhor está pronto? — Perguntei, após organizar as coisas em meu colo.

— Comece quando quiser.

— Está bem. — Dei uma olhada na folha de perguntas, respirei fundo e li o cabeçalho. — A entrevista é para a edição especial de formatura do jornal.

— Sim, vou ser o orador na cerimônia deste ano. — Ele me informou.

— Vai? — Vi que Derek me olhou surpreso, como se esperasse que eu soubesse daquela informação. — Quer dizer... Eu sei. É que...

“Parabéns Stiles. É a Segunda gafe em menos de cinco minutos. Brilhante. Desse jeito vai ganhar o troféu imbecil do ano.” Minha mente rosnava furiosamente. Torci para a entrevista acabar logo, ou eu provavelmente seria expulso da sala dele por alguma outra mancada.

— O senhor é muito jovem para possuir um império tão grande. A que atribui...

— A que eu atribuo meu sucesso? — Derek me interrompeu antes que pudesse terminar. — Sério?

— Sim. — Apenas acenei com a cabeça.

— Negócios tem a ver com pessoas. E sempre fui bom com pessoas. Sei o que as motiva, o que as incentiva e as inspira. É fácil ganhar um império de herança. Difícil é mantê-lo.

— Talvez seja apenas sortudo. — Murmurei.

Derek soltou um sorriso amargo.

— Desejaria não ter toda “essa sorte”. O segredo do meu sucesso é identificar gente talentosa e explorar o seu potencial.

— Tudo bem. A sua empresa é do ramo de telecomunicações. Mas o Senhor também investe em inúmeros projetos em corpo de bombeiros. Inclusive alas hospitalares de pró-queimados, reconstituições faciais em vários hospitais. É uma paixão sua? Cuidar de feridos?

— É um investimento inteligente. — Derek falou monotonamente, mas seus olhos diziam que aquilo era um assunto delicado. — Não concorda?

— Pergunto-me se o seu coração talvez não seja maior do que deixa transparecer. — Confessei, ficando um pouco mais confiante. Aquele homem não parecia ser tão frio quanto demonstrava.

— Há quem diga que nem tenho coração. — Ele murmurou sombriamente.

— Por que diriam isso?

— Porque me conhecem bem. – Ficamos alguns segundos em silêncio apenas um olhando dentro dos olhos do outro até que Derek quebrou o silêncio.

— Continue.

— Tem algum interesse além do trabalho?

— Pratico diversas atividades físicas.

—Oh. Você perdeu toda família aos quinze anos. — Soltei surpreso, ao ver a próxima pergunta que era “Como você acha que a perda da sua família influenciou no seu caráter?”

— Esse assunto é de domínio público.

— Desculpe, eu não...

— Você tem alguma pergunta de verdade nessa folha, senhor Stilinski? — Ele perguntou duramente.

— Sim, desculpe. — Fiquei tão desconcertado com aquele tom de voz que apenas li a próxima pergunta em voz alta, sem nem reparar no que estava escrito. — O Senhor é gay?

Ao me dar conta do que tinha falado, senti meu corpo inteiro petrificar e meu rosto esquentar tanto que eu pensei que estivesse em chamas.

“Três... Mais uma e ele te joga pela janela. Com certeza.” Senti um ódio inexplicável por Scott naquele momento e tudo o que queria era passar por cima dele com meu carro.

— Está escrito aqui. — Tentei concertar e Derek riu.

— Eu não posso negar. Mas eu preferiria que minha sexualidade permaneça entre mim, amigos e família.

— Desculpa ter lhe ofendido. — Murmurei. — O Scott pode ser....

— Intrometido?

Mexi um pouco a cabeça colocando a caneta entre os lábios mordendo a ponta.

— Curioso...

— O que você faz para se divertir, senhor Stilinski? — Essa pergunta direta me assustou e precisei de alguns segundos para me sintonizar e responder.

— Stiles, por favor. Me chame de Stiles. — Foi tudo o que consegui.

— Bem, Stiles, o que você faz para se divertir? — O jeito que ele disse meu nome me deixou desperto e consciente. A forma que ele movia os lábios foi o suficiente para fazer meu coração acelerar. E os seus olhos não saiam do meu colar com uma triskele de pingente.

— Eu... eu... eu gosto de jogar... – Droga! Péssima escolha de palavras. — Videogames, é, basquete, futebol, além de ler... leio muito. As coisas chatas habituais de um universitário. — Xinguei-me novamente por não ser mais interessante e pelo modo rápido e desconcertado que eu pronunciei as palavras. Ou pelo menos, por não poder revelar minhas verdadeiras atividades para diversão.

— Eu poderia mostrar-lhe como se divertir. — Derek disse com firmeza e um sorriso incrivelmente encantador. Senti minhas bochechas esquentarem e um pensamento maldoso cruzou minha mente:

“Talvez EU devesse lhe mostrar como se divertir.Você quer jogar?”

Notas finais
Esperamos que vocês gostem. Comentem com suas opiniões. Beijocas ♥