Você Sempre Vale a Pena
12 Capitulo 12: Stiles
Notas iniciais
Meu final de semana resumiu a uma boa maratona de seriados, pois Derek havia me dito que teria uma consulta de emergência com Deathon, seu psicólogo e que sentia muito por estar ausente. Mesmo maratonando cinco temporadas do meu seriado preferido, eu ainda não consegui me divertir e tudo parecia frio e vazio sem Derek por perto.
Na segunda feira, logo quando entrei na empresa, senti como se uma onda me submergisse. A princípio não conseguia distinguir de onde vinha essa sensação de proteção e saudade, até que a caminho da minha sala, me deparei com uma foto de Derek em um dos quadros e um sorriso involuntário se formou em meu rosto.
“Ele está aqui”.
O motivo de me sentir seguro e me fazer sentir coisas que eu nunca pensei em sentir antes.
“Meu namorado”.
O jantar com pedido de namoro ainda queimava em minha memória. Derek era mesmo uma agradável surpresa. Ao olhar minha mão e ver a aliança, me senti nas nuvens ao mesmo tempo confuso.
Eu jamais havia me sentindo assim, e de certa forma, eu estava começando a me assustar.
Comecei meu dia de trabalho, ainda pensando no nosso jantar e tentando não ser consumido pela ansiedade ao saber que Derek havia se interessado de verdade pelo Castelo.
Não fiquei surpreso com toda aquela atenção no clube e até mesmo o Mestre Nolan notou como eu estava diferente. Claro, aquela era a primeira vez que eu levava alguém de fora ao Clube, um lugar que sempre foi sagrado para mim.
“Ele bem que poderia ter ficado calado!” Pensei, quando me lembrei daquele comentário, ainda bem que cortei Derek antes que ele pudesse me perguntar porque eu subitamente fiquei vermelho igual um pimentão.
Porém, parte de mim já sabia que frequentar o Castelo com Derek seria assim. Todos comentariam, não só por ele ser Derek Hale, milionário, lindo e charmoso e estar em um Clube BDSM, mas porque Stiles Stilinski o submisso mais impenetrável, baixou a guarda para alguém. Pela primeira vez eu estava apaixonado.
“Apaixonado? O quê? Tira isso da sua cabeça Stiles, vocês se gostam e estão curtindo um bom tempo junto, só isso.” Pude sentir a fúria do meu subconsciente.
Continuei a trabalhar solitário por boa parte da manhã e passavam das dez, quando meu telefone tocou pela primeira vez.
— Stilinski, TI. Em que posso ajudá-lo?
— Você na minha sala neste momento. — Eu demorei apenas um segundo para reconhecer a voz que estava me atormentando o final de semana inteiro.
— Eu estou trabalhando, não posso ir para sua sala só por capricho, senhor Hale. — Disse, mas um sorriso sacana se formou em meu rosto. Apenas a voz de Derek era o suficiente para melhorar meu humor.
— Se você não aparecer aqui em dois minutos, eu dou pane no sistema inteiro dessa empresa... E aí sim, você terá muito trabalho a fazer. Então, eu não vou pedir de novo. Na minha sala, Stiles. Agora. — Derek disse com uma autoridade que me deixou duro e desligou sem nem ouvir a minha resposta.
“Como negar, quando a minha vontade era de passar a tarde toda ao lado dele?”
Saí da minha sala mais animado do que um adolescente indo ao seu primeiro encontro. Quando cheguei na recepção do andar de Derek, fui cumprimentado por Érica, que tinha um sorriso conspirador e quando passei por ela, ouvi uma alfinetada:
— Bela aliança, Stiles. — Parei em choque e quando me virei, Erica sorria ainda mais. — É melhor você ir entrando, ele está tenso desde a hora que chegou. E você não vai querer que ele fique bravo com por você atrasar...
— Você é louca... — Sussurrei para ela e abri a porta da sala de Derek.
Entrei rápido na sala e o encontrei virado para a sua grande janela de vidro, as mãos nos bolsos parecendo nervoso. Perdi alguns segundos apreciando ele e quando ele ouviu a porta bater, se virou em minha direção.
Assim que nossos olhares se encontraram, soltei um suspiro e fui em direção a ele, pronto para abraçá-lo e não o soltar mais. Ele correspondeu o abraço com a mesma intensidade e logo me puxou para um beijo quente. Era como se nossa vida dependesse daquele beijo.
“Stiles! Se controla Rapaz!” Meu subconsciente rosnou.
Os braços dele me agarraram e me pressionaram contra a janela e eu poderia sentir quão excitado ele estava. Eu enfiei meus dedos no seu cabelo e o puxei mais em minha direção. Eu não conseguia me saciar daqueles lábios.
“Era ele. Tudo era por causa dele,” constatei, quando senti as mãos dele se enfiarem embaixo da minha camisa e suas unhas me arranharem de leve.
Nos beijamos por um longo tempo e ainda não era o suficiente para mim. Nos afastamos aos poucos, mas ainda dentro dos braços um do outro.
— Estava morrendo de saudade de você... — Disse pesaroso.
— Eu também, meu amor. — Ele disse com um sorriso que valia o meu dia inteiro. — Me recuso a ficar sem te ver novamente. — Ele voltou a me puxar para seu abraço, beijando suavemente meu pescoço.
— Bom, eu tenho que voltar ao trabalho. Tenho certeza de que não há nenhum problema no sistema para resolver. — Disse, morrendo por dentro em ter que ser sempre a pessoa racional no nosso relacionamento. Mas no final da minha fala, eu dei um sorriso para esconder meu desapontamento.
— Stiles, você é meu namorado e eu não tenho nenhuma vergonha disso. Então, você também não deveria ter. Além do mais, eu quero almoçar com você.
Senti uma parte minha reluzir e faiscar de excitação pelas palavras dele. Ele não sabia ainda como isso era diferente para mim. Algo que eu sempre quis, mas nunca tive coragem de falar em voz alta. Derek era totalmente diferente de tudo o que eu tinha imaginado e mil vezes melhor do que qualquer coisa que eu merecia.
A semana estava passando normalmente, todos os dias Derek me chamava na sala dele no meio do expediente para que nós pudéssemos nos ver e conversar, já que dormir na casa um do outro em dias úteis não era algo muito recorrente. Nós nunca excluímos essa possibilidade, mas tínhamos o cuidado de não querer ser muito apressados em nossa relação. Era melhor ir aos poucos, principalmente por causa de minha nula experiência em relacionamentos amorosos.
Na quarta-feira, mal havia chegado em casa, quando me deparei com Allison e Scott, abraçados no sofá. Assim que ela me viu, correu em minha direção e me abraçou.
— Hey, cunhadinho mais lindo do mundo. Como você está?
Assim que ela me soltou, olhei desconfiado para ela.
— Muito bem, Allison. O que você está querendo?
— Nossa, Stiles! Eu só estava te cumprimentando, já tem um bom tempo que não te vejo!
— Claro... — Respondi ainda mais desconfiado — Diz logo, Allison. Você não consegue me enganar.
— Okay... — Ela deu um suspiro e seu sorriso alegre se desfez, dando lugar a uma expressão confusa e levemente assustada — Você poderia ficar o final de semana com Derek? Na minha casa...
— Bom, posso. Mas tem algum motivo especial? Porque, bem, eu tenho certeza que Derek é capaz de se cuidar sozinho por um final de semana inteiro. — Disse, ainda mais desconfiado. Derek era um adulto.
— Sim, ele é bem capaz disso e nós sabemos. Mas acontece que ele fica rabugento, mais que o normal, quando fica sem ver você por um longo tempo. E também... — Ela parou, como se decidisse de devia contar ou não.
— Também? — A incentivei.
— Ele voltou a ter crises de parassonia mais fortes, desde que Peter voltou a cidade. Então não queremos que ele fique sozinho e tenha um desses pesadelos sem ter ninguém para ficar com ele. Eu sei que é complicado te pedir algo como isso. Às vezes a gente não consegue lidar com os nossos próprios pesadelos e temos que cuidar dos outros, mas eu estou te pedindo, porque você é a única pessoa que eu confio para poder cuidar do Derek, igual ou melhor do que nós fazemos.
Depois daquela declaração, eu não poderia negar nem se eu quisesse. E é claro eu queria muito ficar um final de semana inteiro com Derek, com pesadelos ou não. Já estava começando a me acostumar com aquela pequena voz dentro de mim me falando que eu estava apaixonado por ele.
— Claro, Allison, eu fico com Derek no final de semana. E pode deixar que eu vou cuidar dele direitinho. — Disse com um grande sorriso deixando claro que eu realmente não me importava em gastar todo meu final de semana com meu namorado.
Allison me agradeceu e logo depois saiu com Scott, me deixando sozinho em casa. Mas acabei não me importando, pois sabia que eles também queriam um pouco de privacidade para seu namoro que começava.
Na quinta-feira, eu tive a minha última surpresa da semana antes de ir passar um final de semana com Derek. Meu celular tocou e logo que vi o número, meus alertas foram ativados. Breaden era uma grande amiga minha e jamais me ligaria em um dia comercial sem nenhum motivo de força maior.
— Breaden? — Perguntei, visivelmente preocupado.
— Stiles... Como você está? — Ela respondeu calmamente e podia ver seu belo sorriso.
— Bem, Breaden. Aconteceu alguma coisa? Por que você está me ligando?
— Bom, meu querido... Aconteceram várias coisas! Primeiro você começou a namorar e não me falar nada, segundo trouxe o cara para o Clube e passou aqui para me dizer ‘Oi’, terceiro não me disse que ele ia começar o treinamento para Dominador aqui.
— Calma, o quê?? Como assim ele vai começar o treinamento para Dominador no Clube e como você sabe que é meu namorado?
— As notícias correm... Você, pela primeira vez, trouxe alguém de fora. É claro que todos estão especulando. Depois eu apenas joguei seu nome no Google e me diverti com algumas fotos. Belo homem esse seu... Eu diria... Um gato. — Soltei um ruído de insatisfação ao ouvi-la elogiando Derek e segundos depois, sua risada ecoou pela linha. — Calma, baby. Você sabe que eu não tenho interesse nenhum no seu boy.
— A não?!
— Nossa, então o relacionamento é mesmo sério. Eu estou escutando Stiles Stilinski, o submisso mais gelado que já tive a chance de conhecer, com ciúmes! — Ela soava triunfante e eu podia jurar que ela estava sorrindo. — E olha que eu te conheço desde que você entrou no Clube, hein?!
— Okay, Breaden. Desculpe... Mas você é linda e Derek também, como não ficar com ciúmes? Além do mais, você está sabendo de coisas que nem eu sabia.
— Oh, meu anjo. Você sabe que eu sou uma Estrela de Ouro, então eu nunca ficaria com seu homem, por mais lindo que ele seja. E até onde eu sei você arrumou um Dom e eu sou uma Dominatrix, eu não tenho interesse eu virar uma Switcher. Nem em terminar a noite brigando para ver quem vai assumir o poder!
— Okay, você tem um ponto... — Eu sabia que Breaden nunca havia ficado com nenhum homem, apenas mulheres, desde sempre, daí o status de “Estrela de Ouro”. — Mas a que devo a honra da sua ligação?
— Eu só liguei para te atormentar mesmo! Estou chateada por ter descoberto isso pelos corredores, meu bem. Se ainda fosse sua Dommie, você estaria em apuros!
— Me desculpe.... — Soei um pouco arrependido. — Mas como você sabe que ele começará o treinamento? Ainda não estão abertas as inscrições no Clube para o curso.
— Ele veio aqui com os papeis preenchidos e com todos os requerimentos para se tornar um membro do Castelo. Depois, pediu para fazer o curso para ser tornar um Dom. Mestre Zane disse que não estava aberta as inscrições e que ele deveria esperar. Eu estava passando por perto de onde eles estavam conversando e quando ele disse que queria isso o mais rápido possível e que ele era o seu Dom, eu não pude resistir, eu tinha que conhecer o homem que fez o meu mais belo amigo ficar de quatro por ele. Em todos os sentidos da expressão. — Ela terminou tudo com uma risada que era tão contagiosa que eu não pude deixar de rir também.
— Então, quer dizer que você vai treiná-lo....
— Bom, se ele for um bom aluno, tanto quanto você, nós nos daremos bem. Eu já gosto dele por te fazer feliz. Então nada como ajudar um amigo.
— Obrigado Breaden, sempre soube que podia contar com você e obrigado por ter me ligado. Sei que nessas últimas semanas tenho andando afastado, mas é que agora estou trabalhando e tentando terminar a faculdade — Me lamentei.
— De nada, meu anjo. Pode deixar que eu irei construir para você um Dom exatamente do jeito que você gosta e precisa.
— Eu iria agradecer muito, querida. — Terminamos a nossa conversa com risadas e marcamos de nos encontrar para conversar em uma tarde.
Eu gostava muito de Breaden. Ela foi a minha mentora anos atrás e tudo que eu sabia corretamente do que era BDSM foi por ela, ela era quase como minha mãe.
Eu confiava nela como uma mentora excepcional e uma ótima amiga que eu sempre pude contar dentro desse estilo de vida, muito desconhecido para alguns.
“Derek não poderia estar em melhores mãos.”
Sexta feira chegou e depois de um dia tumultuado na empresa, mal podia esperar para ir para casa. Tudo o que queria era um bom banho e descansar. Conforme havia combinado, fui direto da empresa para a casa de Derek. Mas antes de irmos de fato para sua casa, ele acabou indo jantar comigo e Scott, que estava emburrado por ficar longe de sua namorada.
Mas mesmo assim, nosso jantar foi agradável e eu gostei de ver como Derek se esforçava para dar certo com tudo que estava relacionado a mina vida, incluindo meu melhor amigo. Quando finalmente fomos para casa, Derek me guiou para seu banheiro, onde tomamos um longo banho de banheira. Era agradável ficar abraçado a ele, sentindo o calor da água nos aquecer. Depois que a água já estava fria, acabamos saindo e fomos em direção a cama.
Senti o olhar de Derek em minha bunda, que estava escondida por uma única cueca boxer cinza.
— Não encare meu traseiro! — Rosnei, enquanto montava a pequena muralha de travesseiro. Ele não havia pedido ou sequer mencionado, mas eu sabia que ele se sentia melhor assim. E tudo o que queria era trazer um pouco de calma em sua vida. Principalmente depois que Allison me falou que ele estava tendo pesadelos piores.
— Não posso me conter... Essa cueca e esse traseiro são lindos. — Ele disse, me puxando para um beijo. Depois que ele me soltou, acabamos nos deitando para ver um filme e em questão de minutos, eu adormeci, sob o leve afago que ele fazia em minha mão.
Eu acordei no meio da noite, sentindo a cama vazia e fria. Rolei por alguns minutos e depois decidi procurar Derek pelo apartamento. Não precisei ir muito longe. O encontrei debruçado sobre o lustroso piano.
— Que foi? — Eu perguntei, me sentando ao lado dele. E fazendo um pequeno afago em sua cabeça.
— Pesadelos. — Derek murmurou e eu logo compreendi. Eu sabia que ele ainda era assombrado por alguns fantasmas do passado. Mesmo que ele conseguisse dormir na mesma cama que eu, alguns de seus medos precisariam de mais tempo para serem superados.
— Você sabe tocar? — Foi uma pergunta sutil, apenas para mudar o tópico da conversa.
— Não... Minhas irmãs sabiam. Minha mãe tocava para nós quando éramos pequenos. Eu comprei um para me sentir mais ligado a elas. É como... É como se com ele, eu pudesse sentir aquela sensação que tinha ao ouvi-las tocando. Como se elas ainda existissem e nunca tivessem me deixado.
A tristeza naquele tom de voz foi capaz de fazer com que meu coração ficasse dolorido.
— Você quer me contar o seu pesadelo? — Sugeri, mas eu sabia que ele não me contaria. Derek tentava me proteger do seu passado, como se ao me contar as coisas eu fosse fugir.
— Não, Stiles. — Ele disse em um tom ríspido.
Eu não o respondi, qualquer coisa que eu dissesse podia ser capaz de iniciar uma briga ou um desentendimento. Por isso apenas passeei os dedos pelas teclas e comecei a tocar uma música, doce e tranquila. I Know You – Skylar Grey. Era uma música que eu sabia que dizia muito sobre minha relação com Derek.
— Você toca... — Ele murmurou fascinado, com um brilho no olhar que me fez sentir a melhor pessoa do mundo.
— Você deveria aprender. Se quiser eu posso te ensinar isso também... — Eu disse com um meio sorriso, fazendo com que minhas mãos deslizassem sobre as de Derek. Eu movi suas mãos pelo piano, o ensinado a tocar um pouco da música e não pude deixar de sentir um bobo, ao ver Derek sorrindo como uma criança feliz. Eu amava aquele sorriso. Aquela cara de menino inocente que sempre trazia esse meu lado à tona.
“Eu amava fazer esse homem feliz. É... Eu estava amando ele.”
— Essa música é sua cara. — Ele respondeu com um sorriso perverso.
— Não sei do que você está falando... — Fiz de bobo. Eu sabia que ele havia associado a música a uma de nossas primeiras conversas.
“Eu não sou material de namoro”, eu havia dito. Claro que ele não me deixaria esquecer disso.
Derek me observou tocar e depois de alguns segundos começou a cantarolar.
“I believe, I believe there's love in you
Eu acredito, eu acredito que há amor em você
Grid locked on the dusty avenues
Grades bloqueando nas avenidas empoeiradas
Inside your heart, just afraid to go
Dentro do seu coração, apenas com medo de ir
I am more, I am more then innocent
Eu sou mais, eu sou mais do que inocente
But just take a chance and let me in
Mas apenas dê uma chance e deixe-me entrar
And I'll show you ways that you don't know
E eu vou te mostrar caminhos que você não conhece
Don't complicate it
Não complique isso
Don't let the past dictate
Não deixe o passado tomar
I have been patient, but slowly I'm losing faith”
Eu tenho tido paciência, mas aos poucos eu estou perdendo a fé
A medida que Derek ia cantando, eu me perdia em sua voz rouca. Ele não era o melhor cantor do mundo, mas algo em sua voz grossa me fazia sentir arrepios e uma enorme vontade de sentir aquela voz sussurrando em meu ouvido.
“I believe, I believe you could love me
Eu acredito, eu acredito que você pode me amar
But you're lost on a road to misery
Mas você está perdido no caminho para a miséria
And what I gave to you
E o que eu dei a você
I can never get back!
Eu nunca poderia ter de volta!
Don't complicate it
Nãocomplique,
Don't drive yourself insane
Não deixe você mesmo insano
Say what you will but I know that you want to stay!”
Diga o que quiser, mas eu sei que você quer ficar!
Derek parou de cantar e se levantou, ficando atrás de mim.
— Não pare de tocar. — Ele sussurrou em meu ouvido e começou a acariciar meus braços. E eu tentei continuar tocando e cantando conforme ele havia pedido.
Apenas a sensação dele falando em meu ouvido foi o suficiente para que eu ficasse excitado. Derek continuou com as carícias, só que agora, sua percorria minha barriga. Dei um suspiro pesado quando ele desceu sua mão até o cós da cueca. Quando ele puxou o elástico e ela estalou em minha pele me desconcentrei e errei a nota, fazendo com que a música fosse por água a baixo.
— Que feio, senhor Stilinski. Achei que o senhor era capaz de mais. — Ele falou e esfregou sua barba em meu pescoço.
— Me desculpe, Sr. Hale. Estou tendo alguns problemas de concentração... — Sussurrei e ele deu uma risada.
— Talvez eu possa lhe ajudar. Volte a tocar. — Ele soava como um professor severo e agora eu realmente estava excitado. Voltei a tocar a música e fiquei sem entender quando ele saiu da sala e quando ele voltou, havia um tudo de lubrificante em sua mão.
Ele deixou o tubo em cima do piano e voltou a me acariciar, dessa vez, sussurrando em meu ouvido enquanto suas mãos acariciavam meu membro por cima do tecido da cueca.
— Você deveria se ver... Tão inocente, tão gostoso.
Mais uma vez ele movimentou suas mãos e eu errei as notas da música.
— O mocinho está desatento hoje... Onde ele está com a cabeça?
— No mesmo lugar que o Senhor. — O provoquei e senti Derek rir em minhas costas.
— Bom, eu sou pago para lhe ensinar a tocar perfeitamente. Talvez deva mudar meus métodos. — Ele fez um gesto para que eu me levantasse e quando o fiz, ele fez com que eu me inclinasse sobre o piano. — Isso é porque você se recusa a se concentrar em suas tarefas, jovenzinho.
Senti ele retirar minha cueca e acariciar minha bunda. Muito de repente, ele me deu o primeiro golpe que aqueceu minhas coxas e soltei um gemido. Ouvi a respiração dele mudar, ficar mais dura e mais alta. Derek tornou a me bater e eu soltei outro gemido alto. Ele acariciou o lugar onde bateu e logo batendo novamente, criando um padrão.
Carícia, golpe, Carícia...
“Por essa eu não esperava”, pensei. Eu mal podia controlar meus gemidos e aquilo parecia deixar Derek ainda mais excitado.
Não foram muitos golpes, apenas seis, mas Derek tinha a mão grande e dura o suficiente para deixar minha pele sensível.
Ele parou os golpes, pegou o tubo de lubrificante e passou em seu dedo e na minha entrada, fazendo movimentos circulares, me deixando ainda mais excitado. Eu podia sentir pré-sêmen escorrer pelo meu pênis. Sem um aviso prévio inseriu um dedo em mim, começando a movimentá-lo rapidamente, ele logo inseriu dois com um pouco mais de lubrificante e começou a me fazer ofegar. Depois de alguns segundos assim, ouvi o barulho do pacote de preservativo sendo aberto e Derek entrou em mim, arrancando um gemido ridiculamente de minha boca.
Senti ele me alargando e me preenchendo de uma formata tentadora. Ele começou a se mover rapidamente, estocadas duras e firmes. Minha bunda ardia com o contato da pele dele, mas aquilo só aumenta minha excitação.
— Senhor... Eu não... — Minha voz se perdeu quando ele deu mais uma estocada dura.
— Você pode gozar, mocinho. — Ele disse com dificuldade e senti suas mãos me masturbando.
Em apenas quatro movimentos dele eu gozei e assim que eu o apertei dentro de mim, ele também gozou, caindo sobre mim.
Derek nos puxou em direção ao chão, onde ficamos deitado, ofegantes.
— Espero que você treine mais em casa, jovenzinho. Quero você perfeito na próxima aula.
— Vou me esforçar mais, Professor Hale.
Estava tão cansando que seria capaz de dormir ali mesmo, mas ele se levantou e me levou para o quarto, onde ele me colocou no meio da cama, jogando os travesseiros da nossa muralha no chão e depois se afastou. Estava cansando demais para protestar e pedir para que ele ficasse por isso, apenas puxei o travesseiro dele ao meu encontro e fechei os olhos.
— Você não achou que eu fosse te deixar dormir assim, não é?! — Ele perguntou, enquanto passava uma toalha úmida em minhas pernas e minha barriga e logo depois espalhava o creme refrescante por toda minha pele sensível da surra. Um suspiro de alívio escapou de mim.
— Talvez. — Respondi meio sonolento. Ele continuou a passar o creme e quando terminou deu um beijinho.
— Tudo fica melhor com um beijinho.
— Você vai ficar? — Perguntei. Eu não queria soar carente, mas seria bom poder dormir abraçado ao meu namorado.
— Claro. — Ele falou carinhosamente.
Derek se ajeitou na cama de forma que meu travesseiro ficasse em cima de seu peito e começou a afagar meus cabelos.
Não era bem o que eu queria, mas aquilo já servia. Ele estava fazendo um esforço para me dar o que eu desejava e aquilo era o que mais contava. Dormi melhor do que imaginava e além do mais eu sabia que depois do sexo que nós tivemos seria bom naquele momento para afastar as más lembranças dele e colocá-las dentro do baú que não deveria ter sido aberto.
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