Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)

99 Capítulo 99 - Sentindo a realidade...


Notas iniciais
Música do Capítulo: Imagine Dragons - Not Today

Quinn observava cada movimento de Rachel com bastante atenção, como se não quisesse perder nada, como se quisesse se certificar de que estava tudo bem, de que era real... A morena preparava uma jarra de café. Precisava se manter acordada. Quinn não queria dormir e ela não a deixaria acordada sozinha...

Estavam em casa. A loira tinha recebido alta e seria fora do hospital que ela tentaria entender o que houve. Como um pesadelo a tinha mantido tão fora da realidade, naquele universo paralelo do qual ela não conseguia fugir?

Quinn não quis mais ninguém com ela. Mesmo diante de toda a preocupação de todos, tudo o que ela queria era ficar sozinha com Rachel. E ela estava. Como se o mundo se resumisse naquilo e em mais ninguém. Mais nada...

A morena voltava ao sofá, sentindo os olhos verdes sobre ela. Colocou a jarra de café na mesinha de centro e sentou no colo de Quinn, com a propriedade que sempre teve, sabendo que a namorada precisava de contato físico. De carinho. De amor...

Q: Você pode dormir, Rach...

A voz rouca ainda era mais baixa do que o normal.

R: Se você não vai dormir, eu também não irei.

Q: Eu não quero dormir!

A morena sentiu a apreensão de Quinn e passou a acariciar os ombros dela, passando ao pescoço, até chegar ao rosto:

R: Eu entendo que você esteja assustada. Mas deixa eu te ajudar. Me conta o que de tão ruim aconteceu em sua mente durante todo o tempo em que não acordava.

Q: Eu perdia você! [disse agoniada] Eu perdia você!

Rachel sentiu Quinn tremer ao falar aquilo. Até a voz da loira saiu tremida...

R: Mas eu estou aqui, meu amor... Estou aqui com você. Você não me perdeu. Nem vai me perder.

Q: Eu não quero dormir e perder você de novo...

R: Meu amor... Eu vou te ajudar a se esquecer do pesadelo, ok?!

Q: Foi muito real, Rachel! Muito real! Eu não quero ter que entrar em detalhes, porque vai parecer real de novo. Eu só... [respirou fundo] Eu só perdia você e naquele momento eu não fazia mais sentido. Nada fazia sentido. Eu me senti vazia. Eu tinha seu corpo sem vida colado ao meu e o cheiro de sangue que me invadia.

Quinn começou a chorar e Rachel logo percebeu o quanto era difícil submetê-la àquelas lembranças. A loira sentiu o abraço da morena. Forte. Possessivo. Carinhoso... Ela se fazia sentir. Ela se fazia completa na plenitude que era seu significado na vida da namorada.

Rachel a conduziu até o quarto. Deitadas, elas se observavam. O café ficou na sala. A morena não precisaria mais dele. Ela ficaria acordada com Quinn o tempo que fosse necessário. O amor a manteria acordada, não mais a cafeína.

As pernas entrelaçadas, o toque das peles... Era ali onde Quinn se sentia em paz. No corpo de Rachel, no cheiro que ela emanava...

O coração da morena se partia um pouco mais a cada vez que ela via a dor nos olhos de Quinn. A loira estava acordada, mas não conseguia esquecer o pesadelo...

Rachel a puxou para mais perto e a beijou na testa. Devagar, seguiu em direção ao nariz, descendo aos lábios e os prendendo entre os seus. Quinn a puxou pela cintura. Com força, aprofundando o beijo. A morena sentiu a língua invadindo sua boca e se entregou. Ela ofereceu silenciosamente o seu corpo para ser trilhado por Quinn. Se o que a loira precisava era senti-la real, explorá-la para ter a certeza de que ela estava ali, assim seria. Sem limites. Sem amarras.

As roupas abandonaram seus corpos. Havia em Quinn uma necessidade que há muito tempo Rachel não via. Nem parecia que ela estava inconsciente há pouco tempo...

A morena sentia as mãos de Quinn por todo seu corpo. Os lábios, a língua... Mas foi quando a loira voltou a encará-la que ela sentiu o quanto aquele momento era significativo. Quinn a penetrava com paixão enquanto os olhos verdes encaravam os castanhos. E Rachel mantinha os olhos abertos, sentindo aquele embate com os verdes. Um embate de pura contemplação. De amor transbordando pela retina de uma, invadindo a da outra... Era em Rachel que Quinn se encontrava. Era mergulhando em Rachel que ela se descobria. Era em Rachel que ela vivia...

A loira estava deitada no peito da morena, que acariciava seus cabelos carinhosamente...

Q: Desculpe por te fazer perder a audição em Juilliard...

Rachel se moveu para que Quinn mudasse de posição e a encarasse:

R: Dane-se Juilliard. Dane-se o mundo inteiro! [disse apaixonada] Você é a minha prioridade. Não há nada mais importante do que você. Eu perderia qualquer coisa. Qualquer coisa... Só pra ter você segura ao meu lado.

Q: Mas...

R: Eu te amo, Quinn! Você não tem ideia do meu desespero ao não conseguir acordar você. Ao imaginar que sua inconsciência tinha a ver comigo. Nada mais me importava. Nada mais me importa além de você...

E por várias horas nada mudou. Quinn não queria dormir. Rachel também não dormia. E elas alternavam entre carinhos singelos e sexo quente...

A morena estava exausta. Ela ficou acordada o quanto pôde, até que não aguentou mais. Quinn velava seu sono. Observava a respiração serena, a maciez do corpo nu... Sentiu um aperto imenso no peito. O medo irrefreável de perder o amor de sua vida. O pesadelo não era real. Isso era certo.

Mas algo havia se igualado à realidade. Russel estava morto. E ela sabia daquilo. Quando Judy contou, ela não se surpreendeu. Não era como se fosse uma novidade. Ela o tinha visto morrer, mesmo que em sonho. E ela não sabia o que sentia. Não sabia que sensação era aquela que o conhecimento da morte dele lhe causava...

Quando Rachel acordou, Quinn continuava olhando para ela:

R: Desculpa... Eu acabei dormindo...

Q: Você precisava dormir...

R: Mas eu não queria também...

Q: Eu quero ver o Russel.

Um baque. Foi como aquela frase soou para Rachel. Ela não esperava que ouviria aquilo. Não mesmo.

R: Meu amor... O que isso trará de bom?

Q: Eu preciso saber se é real. Se ele morreu mesmo.

A morena se sentou, puxando o lençol para cobrir os seios desnudos.

R: É real, Quinn! Sua mãe o viu, sua irmã também. Ele realmente faleceu.

Q: Eu quero ver com meus próprios olhos. [levantou-se]

Rachel a viu procurar as roupas pelo chão e começar a se vestir.

Q: Não é real para mim até que eu veja.

A morena se levantou também e foi na direção dela. Largou o lençol. Percebeu que Quinn a devorou com os olhos, dos pés à cabeça, desconcentrando-se totalmente.

R: Olha pra mim! [levou as mãos ao rosto dela] Confia em mim. Não vai lá! Por favor!

Quinn respirou fundo e fechou os olhos. Sentia o toque de Rachel em sua pele e sabia que ali ela encontrava a força para fazer qualquer coisa...

Q: Eu vou. E preciso que venha comigo.

Poderia ter havido uma discussão. Mas não houve. Rachel poderia ter se recusado, mas não o fez. Ela faria o que Quinn precisasse. Ela iria onde ela quisesse...

O necrotério era tão mórbido quanto parecia na televisão. Havia policiais na porta e Quinn precisou assinar vários documentos para conseguir autorização para entrar. Rachel sentia a força com que ela segurava em sua mão. Um funcionário do local se aproximou e abriu um gavetão. O som da engrenagem deslizando fez a loira se arrepiar. Um lençol branco a separava da comprovação de que seu pai estava ali embaixo. Seu algoz. Seu maior pesadelo... Ela assentiu levemente e o homem desconhecido puxou o tecido para que ela pudesse ver o defunto.

Uma série de imagens passou em sua mente: Ela aprendendo a andar de bicicleta com Russel incentivando. Ela criança levando para casa desenhos da família, com destaque para o pai. Ele a chamando de princesa... Mas as imagens pulavam para o homem rude que a expulsou de casa. Para o homem violento que machucou Rachel. Para o homem descontrolado que a fez tentar atirar na própria cabeça...

Rachel sentiu o estômago embrulhar ao ver a imagem rígida e de coloração estranha de Russel morto. Ela se odiou por se sentir aliviada. Nunca pensou em sua vida que se sentiria bem pela morte de alguém. Mas aquele homem quase a matou. Aquele homem quase provocou a morte de Quinn. A morte dele significava um tipo estranho de paz e ela não se sentia orgulhosa daquele sentimento...

Q: Noah atirou em você por ordem do Russel. [a voz sem emoção da loira se fazia presente] Primeiro em Shelby. Depois em você. Eu atirei e matei o Noah. Russel apareceu e se matou na minha frente. Eu te abracei com força no chão ensanguentado e cantei para você. [emocionou-se] Eu chorei implorando para você voltar... [disse com a voz embargada] Russel morreu no meu sonho... Ele morreu no meu sonho também...

Rachel estava petrificada. Quinn tinha finalmente conseguido falar sobre o pesadelo. Finalmente a reação dela parecia fazer algum sentido. Não era um pesadelo qualquer. Era a materialização imaginária de um cenário que seria bem possível.

A morena apertou a mão da loira com mais força. Ela não sabia o que dizer ou o que fazer além daquilo.

Quinn não tirava os olhos do rosto de Russel. Parecia que ela estava estabelecendo algum tipo de comunicação com ele. Mas não era isso. Ela buscava no rosto inerte algum tipo de movimento. Ela queria ter certeza de que não havia mais vida ali. Ela tinha medo de que houvesse...

Q: Como é que tudo acaba assim?

R: Eu não sei o que você está querendo dizer, meu amor...

Foi a primeira vez que Quinn olhou para ela naquele local. O olhar da loira parecia vazio, cansado...

Q: Uma vida inteira acabada numa mesa fria de um necrotério. Uma misteriosa vida de ilegalidades, onde ele sonegava impostos e lavava dinheiro acabada assim, como se fosse qualquer coisa. Todo o sofrimento que ele nos fez passar, todo o vazio que ele causou em mim... Tudo resumido numa gaveta fria e um lençol vagabundo... De que valeu tudo o que fez? De que valeu tudo o que ele foi?

A morena não sabia o que dizer. Ela não sabia decifrar os sentimentos de Quinn naquele minuto até que a loira lhe deu a resposta. Até que ela explodiu num choro forte:

Q: Que tipo de pessoa eu sou por me sentir aliviada agora? Meu Deus!

Rachel a puxou para um abraço. Quinn a segurou forte. Afinal, a morena era seu ponto de equilíbrio. Seu eixo. Sua sustentação...

R: Você é humana, meu amor... Você é o ser humano mais maravilhoso do mundo!

Q: Não sou... [soluçava] Eu não me sinto bem por me sentir aliviada agora...

Sem saber, Quinn sentia a mesma coisa que Rachel sentia. Sentimento que não a orgulhava, que não a fazia se sentir uma pessoa melhor...

A morena a fez se mover para olhá-la:

R: Você não está feliz pela morte dele. Você apenas sabe que agora tudo acabou. Você não vai mais precisar sentir medo. Você não vai mais precisar se preocupar com a nossa segurança. Não por causa dele. [dizia carinhosa] Eu sinto muito por isso também, mas eu não posso mentir para você. Eu me sinto da mesma forma. Eu me sinto aliviada também. Mas porque eu não queria mais te ver sofrendo por causa dele. Ele tentou destruir a sua vida e me usou para isso. E eu não posso desejar o bem a quem queria te fazer o mal... A quem te fez tanto mal...

Q: Ele quase matou você...

R: E você também...

Q: Eu espero que Deus me perdoe...

Rachel voltou a abraçá-la. Ela não sabia mais o que falar. Ela não tinha mais o que dizer...

A volta pra casa foi toda em silêncio. Ver Russel morto tinha sido um momento muito pesado para as duas. E mesmo que compartilhassem do mesmo sentimento, havia algumas peculiaridades na forma como cada uma encarava aquela nova realidade.

Para Rachel era um novo começo sem ter que sentir o medo diário de Russel fugir da cadeia ou de controlar a vida delas mesmo que ele estivesse atrás das grades. Era a esperança de que ele não interferisse mais no psicológico da namorada. Era a esperança da paz que ele levou delas...

Para Quinn era um sentimento nebuloso. Ela o odiou por muito tempo. Agora ela se perguntava o que fazer com aquele ódio... O que fazer com aquele sentimento? No que ele se transformaria? O desprezo que ela sentia pelo bandido, pelo quase assassino de sua Rachel... E por último, bem distante de todos os sentimentos ruins que ele despertou nela, estava o pai que ela perdia em definitivo. O pai que por muito tempo ela considerou que não tinha. Mas foi ali, naquele momento que ela entendeu que não o tinha de verdade. O pai que ele deveria ter sido. O pai que ele nunca seria... Um pedaço que sempre faltaria nela, mas que ela não queria sentir falta... Ela não sentiria. Ela jamais sentiria. Ela não se permitiria...

Quinn sentou no sofá e levou as mãos à cabeça. O choro convulsivo assustou Rachel, que sentou ao seu lado e a acalentou em seus braços, acariciando as costas com carinho...

Q: Acabou! Acabou! Finalmente acabou...

A morena assentiu com a cabeça, mesmo que a loira não visse...

R: Sua mãe está preocupada com você. [disse calma] Frannie também. Todos estão. Todos querem te ver...

A loira se soltou do abraço:

Q: Eu não quero ver ninguém. Não quero ninguém aqui. Não hoje. Ninguém além de você! Você é tudo o que preciso agora. Tudo o que quero. Só você!

Como Rachel discordaria daquilo? Como?

R: Meu amor... Eu não sei como te ajudar... [choramingou] Eu não sei como. Eu estarei aqui sempre. Sempre estarei com você. Mas nessa situação, eu não sei como ajudar. Eu tenho medo de negligenciar você. De não enxergar o que você precisa e, por isso, não te dar o necessário. De me ver cega de amor e não te ajudar de verdade.

Q: Você não precisa fazer nada além de ficar aqui comigo.

R: Mas eu não me sinto o suficiente...

Foi a vez de Quinn se incorporar e levar as mãos rosto dela, encarando-a com firmeza:

Q: Você é mais do que suficiente! Você é meu tudo, Rachel! Ver Russel morto é confuso pra mim, e o alívio é estranhamente doloroso. Mas isso também significa que você está a salvo. Que eu consegui proteger você dele. Que eu não te perdi. A existência dele sempre me remetia ao seu rosto machucado pelo soco dele. Ao medo que você passou a sentir de qualquer coisa. Ao pavor que eu senti de que alguma coisa acontecesse com você. O pesadelo de te ter morta em meus braços. [fechou os olhos com força, reabrindo em seguida] Russel me resumiu em alguém infeliz. Ele me resumiu em alguém problemática. E a única coisa que me faz normal é você. É ter você. É estar com você. Por enquanto eu preciso disso. Eu preciso ficar só com você. Eu e você. Pra me sentir real... Pra te sentir comigo...

Rachel a puxou de volta para seus braços... Era onde Quinn deveria estar...

Enquanto Quinn mergulhava em seu mundo com Rachel, Judy e Frannie resolviam os assuntos relacionados a Russel. Apesar de já estar divorciada dele há um bom tempo, Judy não queria que nada respingasse em Quinn e atendeu ao pedido dos pais dele. Então ela decidiu que ele seria cremado e providenciou tudo o que seria necessário para que isso se concretizasse. Ainda havia todo o mistério em torno da inconsciência de Quinn. Ninguém, além de Rachel, tinha alguma noção do que houve. Os Berry e Shelby continuavam preocupados. Beth sentia saudades...

Santana e Brittany respeitavam a clausura que Quinn se impunha. E enquanto respeitavam, dividiam o mesmo espaço:

S: Eu gostaria que você ficasse aqui. É seu apartamento também.

B: Eu não sei, San...

S: Eu preciso que você fique perto. Eu só posso consertar as coisas entre a gente se você estiver ao meu alcance.

Brittany a olhou confusa:

B: Você me deixou livre demais. Não pensei que ainda se importava tanto.

A latina se aproximou. Havia uma sinceridade imensa nos olhos escuros:

S: Eu te deixei livre por te amar demais! Por me sentir um lixo por ter decepcionado você. E eu espero que tudo o que a Q e a Rachel passaram sirva de exemplo para a gente. Porque o nosso problema não chega aos pés de todas as provações que elas passaram. E elas estão juntas. Cada dia mais juntas. A cada problema mais unidas...

Brittany se afastou um pouco. Estava balançada com a forma como Santana a olhava, pelo que ela havia acabado de falar...

B: Não compare... Cada relacionamento tem suas peculiaridades.

S: Eu te amo. Vou continuar amando mesmo que você não esteja aqui. Mesmo que você não volte para mim... [disse com a voz quebrada] Não permita que eu ame sozinha. Não me deixe sozinha nessa...

B: Não faça isso comigo! [disse séria]

S: O quê?

B: Não minimize meus sentimentos. Não tem a ver com amor. Porque eu te amo. E é um absurdo que você pense que é fácil lidar com a distância de você.

S: Eu não penso que seja fácil! [defendeu-se] Eu não disse isso.

B: Mas pensa. Você pensa que eu estou apenas te punindo. Mas não é isso. Não é só isso. Eu só não sei se posso confiar em você de novo. Você usou a Quinn e a Rachel para comparar com a gente, então eu vou te dizer uma verdade. Elas confiam uma na outra muito mais do que em qualquer outra coisa na vida. Se elas conseguiram passar por tudo o que passaram foi porque elas têm entre elas o suporte mais forte da vida delas. Eu tinha isso em você, até que eu já não sabia mais quem você era de verdade.

Santana avançou sobre ela e beijou. De repente. Sem aviso. Um beijo voraz, cheio de saudade. Para calar a boca. Para senti-la de novo.

S: Essa sou eu de verdade. Louca por você. Insana... Eu preciso de você de volta. Não me diga não. Não me deixe de novo...

Brittany não tinha uma resposta diferente para ela. Não naquele momento. Mas seu corpo tinha. E foi seu corpo que puxou o da latina em direção ao quarto...

Rachel observava os olhos de Quinn pesarem e ela lutando contra o sono:

R: Você precisa dormir...

Q: Não quero... Não posso...

R: Pode sim. Você deve dormir...

A morena puxou o cobertor para cobri-las:

R: Você está há quase quarenta e oito horas sem dormir. Nós fizemos amor, tivemos um dia cansativo. Por favor, eu preciso que você durma.

Quinn ameaçou se levantar, mas Rachel a segurou.

R: Você confia em mim?

Q: Não se trata disso.

R: Eu quero que você confie em mim e durma. Eu garanto que você não terá outro pesadelo daquele. E se tiver, eu estarei aqui. Para te acordar. Para te libertar.

Q: Eu não quero dormir.

R: Você não pode ficar acordada para sempre!

Um sorriso... Um sorriso surgiu do nada... Quinn sorriu. Um sorriso leve, como se desse conta de uma verdade...

Q: Eu não posso mesmo ficar acordada para sempre...

Era tão óbvio... Ela podia fugir o quanto quisesse. Em alguma hora ela teria que voltar a dormir...

R: Vem... Deita de novo... Eu vou fazer você dormir...

Quinn obedeceu... Rachel dedicou-se a fazer muito carinho, acalmando-a, distribuindo cheiros e beijos na pele macia... Não foi fácil. Quinn relutava. Os olhos pesavam, mas ela insistia em continuar acordada. Ela tentava aprofundar os beijos, mas a morena a freava. E se havia uma coisa que Rachel sabia era controlar a loira. E havia chegado a hora de se impor novamente. Ela a faria dormir e nada a impediria. Ela precisava que as coisas voltassem ao normal, que ficassem em ordem. Ela precisava que Quinn confiasse nela e se sentisse segura. Quando percebeu, a loira estava adormecida e um sorriso imenso surgiu nos lábios carnudos da morena... Ela havia conseguido levar um pouco de paz ao amor da sua vida...

Havia muito verde e a luz do sol se pondo contornando as imagens um pouco borradas. Uma sensação de felicidade a dominava. Algo entre a paz e o êxtase. As imagens iam ficando mais claras... Rachel e um sorriso lindo surgiram a sua frente. Ela vestia branco e segurou em sua mão, guiando-a de forma leve... O cenário ela lindo, mas não tão lindo quanto Rachel... A morena a puxou para si e a beijou apaixonadamente, enquanto segurava sua mão, deslizando o dedo sobre a nova aliança que as unia...

Rachel observava Quinn dormindo, e sentiu o coração inflar de amor ao perceber um sorriso se formar nos lábios da loira...

O pesadelo havia acabado... Quinn voltava a sonhar de novo...

[CONTINUA...]

Notas finais
Mil desculpas pela demora em postar! Espero que vocês ainda estejam aí para ler. Mesmo com todos os empecilhos que apareceram, esta fic é o meu xodó. Eu precisei de tempo para poder postar. Este é o penúltimo capítulo, afinal... Dessa fase, né?! Porque, logo depois, começará a 3ª e última parte dessa história tão especial para mim. ♥ Espero que gostem deste capítulo! E que comentem... Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.