Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)

27 Capítulo 27 - Acerto de contas...


Notas iniciais
Música do Capítulo: David Guetta (Feat. SIA) - She Wolf (Falling To Pieces)

Estavam todos num restaurante próximo à Broadway quando Rachel percebeu que tinha esquecido as entradas em cima da mesa do apartamento. Como Kurt e Blaine também foram convidados, mas teriam que tentar comprar as entradas de última hora na porta do teatro, Quinn se prontificou a voltar para buscar os ingressos em casa, arrastando Santana consigo, indicando aos outros que seguissem ao teatro tão logo terminassem de jantar, para não perderem tempo.


A loira precisava conversar com a latina, para contar sobre o incômodo provocado por Finn mais cedo:


S: E por que você ficou calada? Por que não seguiu o exemplo do seu “galinho de briga” e partiu a cara dele? [perguntava indignada]

Q: Não achei que fosse o momento para perder a calma. [respondeu tranquila] Eu não quis perder o controle. Era isso o que ele queria. Me provocar e me tirar do meu eixo...

S: Eu não teria perdido a chance de bater nele.

Q: Eu sei que não. Mas não era o momento, nem o local...


Entradas recuperadas, elas se apressaram para não perderem mais tempo, quando o elevador parou, fazendo Santana bufar. Quando a porta se abriu, ironicamente Finn entrou, despertando o sorriso sarcástico dela e a irritação de Quinn. O rapaz logo esboçou seu sorriso de canto cheio de cinismo, pronto para soltar mais um comentário desagradável. Tão logo as portas se fecharam e o elevador voltou a se movimentar, Santana não conseguiu se conter, eliminando toda e qualquer chance de ele falar alguma coisa. A latina moveu-se rapidamente e puxou a trava do elevador, fazendo-o parar entre os andares 5 e 4. Finn não entendeu nada. Santana abriu o painel de controle com uma facilidade e rapidez absurda, desligando o circuito de câmera sabe-se lá como:


F: O que você está fazendo? [perguntou confuso]

S: Esse é o seu momento, Fabray! [olhou-a firme]


Quinn entendeu perfeitamente. Numa destreza perfeita, que esbanjou tantas vezes com o uniforme das Cheerios, a loira golpeou as “partes baixas” de Finn com toda sua força, fazendo-o cair urrando de dor.


F: Vo... AAAAAAAH Você tá... louca?! [gritava com a expressão desesperada]


Quinn se abaixou pressionando o joelho sobre ele, que tentava levar as mãos ao local para buscar algum alívio, mas ela impedia. A loira o segurou pela gola da camisa, puxando-o com força para que a encarasse:


Q: Não me faça ter que te dizer de novo tudo o que eu vou dizer agora! [disse autoritária] Eu quero você longe da minha namorada! [seu tom era perigoso] Eu não quero saber de você rondando, fingindo ser um cachorrinho que caiu da mudança. Eu não quero você olhando para ela. Entendeu?! [disse irritada]

F: Vá à merda! [gritou]


Quinn pressionou ainda mais o joelho, fazendo-o chorar:


Q: CALE A BOCA! [gritou de volta] Não me desafie, Hudson! Eu sou capaz de qualquer coisa para nunca perder a Rachel! [garantiu]

F: Sua vadia manipuladora! Você fez a cabeça dela!


Quinn se levantou bruscamente e o chutou entre as pernas mais uma vez, fazendo-o se contorcer desesperado. A loira voltou à posição anterior:


Q: Eu não quero ouvir sua voz! [despejou nervosa] Fique calado! [ordenou] Eu vou deixar você estéril se você continuar me aborrecendo, seu idiota! [ameaçou com ódio no olhar] Escute bem o que eu vou dizer! A Rachel é minha! Toda minha! Não abra sua boca suja para falar sobre o corpo dela novamente! Ela é a MINHA gostosa! É comigo que ela enlouquece na cama, seu retardado! Pouco importa se você teve a sorte de um dia tê-la em seus braços. Agora é comigo que ela está e você nunca mais na sua vida vai sentir o calor daquele maravilhoso corpo perfeito. [sorriu perigosa, fazendo-o estremecer] Aquele corpo é todo meu! [disse orgulhosa]


Quinn o puxou para mais perto e sussurrou em seu ouvido:


Q: Eu a faço gozar como você nunca fez e ninguém nunca seria capaz de fazer. E vai ser assim pra sempre, seu babaca!


Finn choramingava de dor...


Santana estava orgulhosa. Quem visse Quinn naquela situação, teria certeza absoluta de que a loira também era de Lima Heights Adjacent:


S: Adianta aí, Fabray! Tenho que fazer o elevador funcionar antes que venham nos tirar daqui!


A loira assentiu em entendimento e voltou a encarar o rapaz:


Q: Eu não vou te avisar de novo. [disse mais calma, mas com a voz firme] Ouse tentar qualquer gracinha com ela... Ouse cobiçar... Ouse fazer qualquer comentário sobre a delícia que minha namorada é e eu acabo com você! [ameaçou] E nem queira saber de que forma...


Com um sorriso de satisfação, Santana destravou o elevador. Quinn se levantou e se ajeitou, mantendo uma postura firme e fria que lembrava perfeitamente a capitã das Cheerios, tão temida, tão respeitada!


S: Senti sua falta, capitã! [piscou-lhe]

Q: Obrigada, S! [sussurrou sorrindo]


Quando chegaram ao térreo, o porteiro os abordou preocupado:


S: Ajude ao rapaz! Ele teve um ataque de pânico dentro do elevador e não fala coisa com coisa, tadinho... [referia-se a Finn, ainda deitado se contorcendo]


Quinn não conseguiu sufocar a risada provocada pela encenação da latina...


No caminho, Quinn estava agitada pela descarga de adrenalina do momento:


Q: Há muito tempo eu não me sinto tão leve! [sorria]

S: A capitã está mesmo de volta! [sorriu divertida]

Q: Ele merecia! O tanto que ele já nos machucou... [respirou fundo] Ele merecia!

S: Merecia mesmo!

Q: Obrigada por...

S: Sempre, Fabray! [interrompeu] Sempre... [sorriu, passando para a amiga a certeza de que sempre poderia contar com ela]

Q: Como você sabia mexer no circuito de câmeras? [sorriu curiosa]

S: Digamos que eu e minha Brit-Brit temos uma fantasia de transar no elevador e andei procurando conhecer melhor o funcionamento... [respondeu sem olhar para ela]

Q: Digamos? [arqueou a sobrancelha, mesmo sem Santana olhar. Mas a latina sabia exatamente que ela estava fazendo isso]

S: É... Apenas digamos... [sorriu]


Faltavam apenas 15 minutos para começar o espetáculo quando chegaram:


R: Vocês demoraram!

S: Ficamos presas no elevador, acredita?!

R: Sério?! Você está bem? [aproximou-se de Quinn]

Q: Tudo ótimo, meu amor! [sorriu amplamente]


Havia um brilho diferente nos olhos claros e Rachel percebeu. Mas resolveu guardar sua curiosidade para depois. A forma com que a mão de Quinn envolveu a sua a fez se arrepiar. A loira a puxou para si, depositando um beijo quente no pescoço moreno, sem se importar com as pessoas ao redor:


Q: Pele gostosa... [sussurrou sobre o ponto beijado]

R: Santana te deu algo pra beber? [sorriu confusa pelo comportamento excitante da namorada]

Q: Ninguém precisa me incentivar a te desejar... Gostosa como você é, isso é natural... [disse provocante]

R: Está tudo bem? [sorriu encabulada]

Q: Hum hum... [sorriu-lhe carinhosa] Vamos entrar!


Durante todo o espetáculo, as mãos de Quinn se encarregavam de passear pelas coxas de Rachel. Não que a morena não estivesse gostando, mas não era um comportamento normal. A namorada era sempre muito discreta em público:


R: Quinn... [tentou chamar sua atenção] Quinn! [não adiantou] Pare! [disse bruscamente]


Só então a loira se tocou! A mão de Rachel havia afastado a sua e a expressão da morena não era divertida. Ela estava incomodada de verdade com aquele comportamento. Quinn a olhou brevemente, voltando-se para frente, não respondendo sequer ao olhar da namorada. Rachel esperou alguns segundos, na esperança de obter alguma resposta, mas a atenção da loira já havia se desviado. Quinn estava nitidamente chateada, olhando para o palco. A morena decidiu fazer o mesmo e não interagiram mais pela próxima uma hora e meia.


Os aplausos indicavam o fim do espetáculo e a multidão começava a se dispersar. Diferente de todas as vezes em que iam ao teatro, Quinn não perguntou o que Rachel tinha achado. Simplesmente virou-se e deu as costas, saindo da fileira sem segurar sua mão. A morena estranhou mais esse comportamento e seguiu frustrada. Britt elogiava todos os detalhes e Kurt vibrava com a alegria da amiga. Só Santana percebeu a tensão entre Quinn e Rachel, mas nada disse.


Quinn recusou a ideia de estenderem a noite e Rachel acatou o comportamento arredio dela. Se ela queria ficar estranha, ela também ficaria. Qual das duas cederia primeiro? Rachel cedeu... Assim que chegaram em casa e a loira não tinha segurado em sua mão, nem lhe dirigido a palavra nenhuma vez desde que fora repreendida no teatro, a morena resolveu tentar entender o que estava acontecendo:


R: Você acha que tem razão para ficar chateada, Quinn? [provocou]

Q: E não tenho? [respondeu no mesmo tom] Eu não me lembro de uma única vez que você tenha me recusado. Como eu deveria reagir a essa nova realidade?

R: Eu não te recusei! [defendeu-se] Estávamos no teatro e você estava agindo de forma estranha.

Q: Desde quando te tocar é agir de forma estranha? [incomodou-se mais]

R: Você não me toca daquela forma em público. [explicou] Você, inclusive, me repreende quando eu tento fazer isso. [apontou para ela de forma acusatória]


A loira preferiu não continuar a falar e foi direto para o quarto, retirando o casaco, com Rachel em seu encalço:


R: Não me deixe falando sozinha! [elevou a voz]

Q: Eu não tenho o que falar! Não gostei da forma como você falou comigo. [continuava irritada]

R: Você estava passando dos limites! [explicou alto]

Q: Eu não sou nenhuma idiota, Rachel! [seguiu elevando a voz também] É claro que eu não iria avançar naquilo. Estava escuro, ninguém nos via, eu só estava tocando sua coxa.

R: Como eu ia saber que você não avançaria?

Q: Você me conhece!

R: Mas você estava agindo diferente da sua normalidade. Eu não sabia o que esperar.

Q: Quer saber? Deixa pra lá! [tirava os sapatos e os jogava com raiva num canto] Esquece! Eu quero dormir!

R: Não! [insistiu] Eu quero saber o que houve. Seu comportamento mudou completamente depois que você voltou para o teatro. O que você e Santana conversaram? [enfim diminuiu o tom de voz] Alguma coisa tem que ter acontecido para você ter ficado tão acesa.

Q: Você quer mesmo saber? [encarou-a] Quer um bom motivo pra brigar?

R: Quinn... [murmurou, temendo o que ouviria] O que aconteceu?

Q: Eu bati no Finn! [respondeu de uma vez]

R: O quê? [franziu o cenho em confusão]

Q: Não ficamos presas no elevador por acidente. Santana fez o elevador parar para que eu pudesse acertar as contas com ele.

R: Como assim?

Q: Eu não aguentava mais, tá legal?! [ergueu os braços gesticulando com raiva] Aquele palhaço sempre se sentiu por cima todas as vezes em que criou confusão. Eu não admito que ele te deseje e venha jogar isso na minha cara. [dizia nervosa] Eu não admito que ele fale sobre seu corpo! [a voz se elevava mais] Eu não admito que ele ainda tente se colocar entre a gente! Então eu aproveitei a chance e o coloquei no lugar dele. Pronto! [baixou os braços, batendo-os nas coxas] Foi isso! Se quiser brigar de verdade, está aí o seu motivo. Fique à vontade! [finalizou cansada]


Rachel a encarou por alguns segundos sem dizer nada. Sem desviar o olhar, tirou os sapatos e começou a retirar o vestido. Quinn a olhava confusa, sem entender porque ela estava tão tranquila e calada. Logo o vestido se tornou um monte de tecido sobre os pés da morena e a lingerie preta cobrindo as partes gostosas da namorada era o único que a loira conseguia enxergar.


R: Ontem eu quebrei a cara daquela cachorra porque ela se atirou em você. [falava tranquila, caminhando até Quinn] E você se preocupou com a minha mão, em me dar atenção durante o banho... [segurou a barra da blusa da loira, erguendo-a] Hoje você bateu no Finn por minha causa... [deslizava a blusa de Quinn para fora do corpo dela, admirando o sutiã branco da namorada] Nós duas fomos inconsequentes e um tanto estúpidas... Por ciúmes... [levou as mãos ao botão da calça de Quinn, retirando-a facilmente, deslizando-a para baixo sem qualquer pudor] Mas o que mais importa nisso tudo é que somos duas estúpidas e ciumentas apaixonadas! [fitou-a com um sorriso]

Q: Não estamos brigando? [arqueou a sobrancelha confusa]

R: O que te parece? [arqueou de volta com um sorriso provocante] Não acho que violência seja a resposta e continuarei me preocupando sempre que você e Santana saírem sozinhas... Mas agimos da mesma forma em situações que podem ser consideradas semelhantes. Ou brigamos ou nos entendemos. Eu prefiro a segunda opção. E você? [perguntou provocante, enquanto deslizava o dedo indicador pelo vale dos seios da loira]


Quinn não precisava responder. Jogou Rachel sobre a cama imediatamente, arrancando uma gargalhada surpresa da namorada. Logo, os dentes da loira escovavam a pele morena, enquanto os seus dedos afastavam a lingerie preta do corpo quente da namorada. Rachel gemia facilmente com os toques de Quinn, cravando suas unhas do pescoço pálido. A lingerie branca teve o mesmo destino e logo estavam completamente nuas, dividindo o calor de suas peles, partilhando os gemidos tão familiares. Rachel estremecia ao sentir o lóbulo de sua orelha sendo sugado com volúpia, enquanto os dedos de Quinn esfregavam sua intimidade com uma calma torturante. A morena apertava os seios claros, sentindo na palma da mão o quão duros estavam os bicos de Quinn. Rachel se moveu, arrastando-se sob o corpo da namorada, causando certa estranheza nela, que esperou para ver o que ela faria. Logo a morena passou a brincar com os mamilos rosados em sua boca, prendendo o olhar nos olhos claros de Quinn. Era enlouquecedor sentir os lábios carnudos fechando-se em seus seios, enquanto a intrépida língua de Rachel brincava, aumentando a intensidade de seu olhar. A morena gemeu forte, degustando o sabor inebriante da namorada, sentindo-se ficar ainda mais molhada. Quinn se equilibrava com os braços e sentia sua sanidade a abandonar por uns instantes. Rachel deslizou a mão direita entre seus corpos e, sem aviso, penetrou a loira com dois dedos. O gemido alto da namorada a fez sorrir satisfeita. Quinn revirava os olhos de prazer, tentando se segurar ao máximo para não desabar sobre Rachel, que continuava chupando seus seios com desejo incontrolável. Sem conseguir conter o prazer que sentia, a morena levou a mão esquerda à própria intimidade e passou a se masturbar, seguindo o ritmo da outra mão que penetrava Quinn. Ela queria, ou melhor, ela precisava ser a responsável por todo o prazer que acontecia naquele momento. Sua garota precisava apenas sentir...


Percebendo os movimentos erráticos de Quinn, Rachel parou de se tocar e passou a distribuir beijos pelo colo da loira, girando seus corpos para ficar por cima, sem parar de penetrá-la um segundo sequer. Chupou com força o pescoço branco, sentindo os dedos de Quinn engancharem em seus cabelos, buscando proximidade, sustentação...


R: Vem comigo, meu amor... Se derrete pra mim...


A voz sensual de Rachel em seu ouvido fez Quinn se arrepiar completamente, apertando-se ainda mais ao corpo moreno. Algumas poucas estocadas depois e Rachel sentia seus dedos encharcados pressionados pelas paredes internas da namorada, num orgasmo gostoso e eletrizante. Os dedos de Quinn marcavam sua pele com força, como se ela quisesse penetrar o máximo possível em sua existência.


A loira sentiu os beijos delicados de Rachel em seu rosto e a língua da morena deslizar por sua pele suada:


R: Pele gostosa é a sua... [devolvia o elogio recebido mais cedo]

Q: Huuuuum... [murmurava ainda sensível]

R: Desculpa te repreender daquela forma...

Q: Desculpa... precisar de repreensão... [disse ofegante]


Rachel rolou para o lado, puxando Quinn para si. A loira abriu os olhos e se deparou com um sorriso terno da namorada:


R: Mas por que você estava tão diferente? [retirava alguns fios loiros que caíam sobre a testa de Quinn]

Q: Eu não sei... Depois que eu “acertei as contas” com ele, eu me senti mais leve... Quando eu te vi, fiquei louca... [corou] Eu precisava te tocar...

R: Como se quisesse ter certeza de que eu sou sua... [disse segura]

Q: Isso! Exatamente isso! [animou-se por ver que a namorada entendia]

R: Eu sou, meu amor! Sou sua... [puxou-a para mais perto ainda] Toda sua...

Q: Eu sei! [deslizava a perna entre as da morena]

R: Somos um casal estranho... [comentou sorrindo]

Q: Estranho? [afastou-se um pouco para olhá-la melhor, com uma expressão confusa]

R: Pense bem... [disse divertida] Um “galinho de briga” que namora uma “gata selvagem”. Quase uma “loba indomável”... [arregalou os olhos] O casal mais estranho do reino animal! [gargalhou sem conseguir se conter]

Q: Hahahahahahahahahahaha


[CONTINUA...]

Notas finais
Algo me diz que vocês vão gostar deste capítulo! Hahahahahahaha
Mais uma vez, Rachel prova que está diferente. Uma situação que antes ensejaria uma briga de proporções desagradáveis, acabou com uma nos braços da outra...
Espero que gostem! ;-)
Comentem!
Beijos!