Você Sabia o Que Estava Por Vir

7 Capítulo VI - E o sol se põe na praia...


Notas iniciais
Heeey you! Como vão as coisas? Espero que goste Boa Leitura :)

–Então vocês dois namoraram por 1 ano e meio?

–É...

–E por que você namorou ele?

–Já te falei! Pode ser difícil de acreditar, mas ele não era nada parecido com o que ele é hoje.

–Ta, vou tentar, então ele não era assim, ok, entendido, mas por que ele te parou?

–Sério? Eu não te falei isso umas 5 vezes? Mas tudo bem, ele me parou por que queria provar que não tinha mudado, que continuava o mesmo.

–Aah entendi!

–Finalmente!

–Parou né?!

–A culpa não é minha! Você que é lenta... – Olhei para o mar. – Eu vou entrar, você vai ficar aqui sentada na areia?

–Não fala assim, não sou lenta... E eu vou entrar sim, só vou esperar um pouco.

Dei de ombros e tirei meu short e a regata e fui para o mar, eu amava e não sabia ao certo o porquê, simplesmente sempre amei estar na água, mas sempre preferi mar, nunca gostei muito da areia, mas sempre valia a pena. Enquanto mergulhava nas ondas e nadava um pouco percebi que um menino de um grupo estava se aproximando, preferi pensar que a culpa não era dele, a correnteza o estava afastando do grupo. Olhei para Dani que estava rindo, e tentei fazer minha melhor cara de “Do que você está rindo?”, ela entendeu, o que significa que sei fazer essa cara, ela intercalou os olhares entre mim e o garoto e voltou a rir, é pelo que parece não era a correnteza...

Continuei mergulhando, até que uma hora senti que alguém tinha batido em mim, quando me levantei, adivinhem? Não é difícil. Isso mesmo, era ele, um menino com o corpo definido e muito mais alto que eu, com os cabelos loiros e olhos mel puxado para o verde me encarava, tudo bem, é bonito, não iria dizer que não, na verdade não poderia, estaria mentindo, ou seja, pelo menos era um menino bonito me olhando.

–O-oi – Disse se referindo a quando bateu em mim, aparentemente “sem querer”. – Desculpa.

–Não tudo bem, não te culpo. – Quase completei com “O mar é pequeno mesmo” em tom sarcástico, mas dei uma chance a ele.

–De qualquer forma me desculpe, devia prestar mais atenção enquanto nado em vês de me perder olhando para onde quero ir... Meu nome é Douglas. – Ok, isso foi estranhamente fofo ou sou eu? É estranho, geralmente cantadas me fazem rir, quando se trata da praia então é ainda pior. Muito estranho.

–Renata.

–Lindo nome. – Ele me olhava nos olhos, não me deixando desviar o olhar. – Você mora aqui?

–Obrigada. – Até falaria que o dele também é lindo, mas soaria como se desse em cima dele, então melhor não. – E sim moro, na verdade acabei de me mudar.

–Ah! Acharia estranho você morar aqui e nunca ter te visto. Não que... Não que conheça todos que moram aqui, só acho que reconheceria alguém com esse rosto se já tivesse visto. – Oook, desta vez foi um pouco mais fraco, mas continua não me fazendo rir, deve ser um bom sinal, somente sorri para ele em resposta.

–Bom te conhecer.

–O mesmo.

–Espera, você disse que acabou de se mudar?

–Sim. – Disse meio rindo. – Algo errado com isso?

–Não! Absolutamente o contrário. – Desta eu até gostei. – Só acho que se acabou de chegar quer dizer que, provavelmente, ninguém te convidou para o luau.

–Luau?

–Isso, não tem os dias marcados, mas a partir das 20:00 começa um luau aqui, vai até o sol nascer, temos uma fogueira, música ao vivo, comida e bebidas. Amanhã teremos um.

–Parece bom.

–E é! É bem legal, então você vem?

–Acho que sim.

–Acha? – Ele me olhou com cara de bebê. – Eu realmente sou assim tão chato?

–Não é isso! – Percebi só depois de dizer qual era a ideia... Infeliz de uma pessoa inteligente.

–Então você vai? Qual é?! Não vai me deixar aqui te esperando!

Suspirei alto.

–Ok eu venho.

–Muito obrigado, me fez feliz.

Ri com o comentário.

–Mas então, você veio sozinha?

–Não, com minha amiga... – Apontei para minha bolsa e roupas, a infeliz me deixou sozinha. – Esquece, pelo que parece ela arranjou algo pra fazer ou gosta de me abandonar.

Ele riu olhando para o lugar antes ocupado por uma Daniella.

–Qual o problema da sua amiga? – O sol já estava perto de se por, e contando que ainda estava no horário de verão, acho melhor voltar para casa logo.

–Muitos... Mas não sei ao certo a qual está se referindo.

–Aquele que faz ela te abandonar.

–Aah... – Ri internamente com isso. – Bem, acho que ela tinha que ir para casa, então não quis vir aqui me chamar ou ao menos me avisar. Inclusive também está na minha hora.

–É já está mesmo ficando tarde.

–É. – Olhei para o sol que se punha no horizonte, nunca tinha visto este espetáculo de um lugar tão privilegiado. – Melhor eu voltar antes de escurecer.

–Fica mais um pouco. – Ele segurou minhas mãos. – Você não pode perder isso. – Disse apontando para o sol.

–É, é realmente lindo.

–Com certeza... – Se virou para mim e me girou, me fazendo o olhar. – Mas existem coisas mais lindas.

Percebi que ele estava se aproximando, talvez, e só talvez ele ganharia um beijo, mas com certeza não seria agora, me virei e disse:

–É melhor eu ir.

–Quer que eu te acompanhe? Está ficando escuro e não seria bom você voltar sozinha.

–Ah obrigada, mas...

–Ah qual é?! Qual o problema?

–Ok.

Tomei uma ducha (graças aquela praia tinha uma, odeio voltar pra casa cheia de areia), me sequei com minha toalha e coloquei de volta minhas roupas. No caminho conversamos sobre nada em especial, coisas do tipo onde você estuda, a quanto tempo mora aqui, por que se mudou...

–Bem é aqui! – Disse quando estávamos à frente do portão de minha casa.

–Já chegamos? Puxa...

–É... já chegamos, Por que tanta decepção? – Eu sei o porquê certo? Não sou idiota ou cega, só gosto de ver como a pessoa se vira.

–É que bem. – Ele se aproximou e colocou a mão em meu rosto. – Eu não consegui, pelo que parece não mereço.

–O que seria isso? – Nem eu me entendo direito, sei o que ele vai dizer agora e o certo seria ter parado por aqui, não sei.

–Seus lábios. – Eu ia fazer alguma brincadeira, iria falar “Mas eles são meus, gosto deles no meu rosto”, mas não tinha tempo para isso. No último momento virei o rosto, fazendo com que ele beijasse o canto de minha boca.

–De-Desculpa – Gaguejei.

–Parece que você tem medo de mim... – Ele não se afastou, continuou ali, com o nariz colado no meu e segurando meu rosto. – Mas tudo bem, se você não quer tenho que aceitar.

–Não é bem isso... É só que... – Isso nunca tinha acontecido comigo antes, nunca simplesmente beijei por beijar alguém, poderia até acontecer, mas nunca na primeira vez que vi a pessoa, isso ia contra o que penso, mesmo que o que tenha acabado de acontecer tenha sido diferente de tudo que tenha imaginado a me levar a seguir essa linha de raciocínio. – É que acabei de te conhecer, e pode parecer idiota dependendo de como pensa, mas não vou beijar alguém que acabei de conhecer.

Ele me olhou espantado, se afastou, mas continuou segurando meu rosto.

–Isso não é idiota... – Ele não desviava o olhos dos meus, mas por um momento, ele pareceu pensar em outra coisa, parecia que me olhava, mas não me via. – Não é idiota de forma alguma... – Soltou meu rosto, se virou e saiu andando, parou repentinamente e se virou de volta. – Tchau Renata, boa noite. E... Não esquece do luau amanhã as 20:00.

–Tchau Douglas, pode deixar, não vou esquecer

Notas finais
O que achou?? Conversa comigo, só clicar no botão aqui embaixo para deixar um comentário, juro que não sou tão chata assim. Até o próximo Beijooos