Você Nunca Me Amará.

1 Você nunca me amará.


Notas iniciais
Nyah..devaneios de uma madrugada depressiva.

Você nunca me amará,certo?!

Sim,eu sei que não.

Afinal quem me amaria?!

Eu sou um monstro, é isso, não é?!

É o que eu sou.

Sou pior que você. Muito pior.

Não, no final eu estava errado, você não é um monstro.

Eu sou.

Você é amado por muitos.

Monstros não são amados.

Monstros não podem amar.

Você ama.
Eu “amo” apenas os seres humanos.

Todos me odeiam.

Tem medo de mim.

Tem raiva de mim.

Minhas irmãs me odeiam.

Eu as amo.

Irônico não?!

Porque eu me mataria por elas.

E elas me matariam por você.

E você me mataria de qualquer forma.

As lágrimas corriam pelo seu rosto, um sorriso triste estava em seus lábios. Ele continuou escrevendo mesmo que suas lágrimas estivessem molhando o papel.

Sozinho naquele quarto, na escuridão, ele podia ser ele mesmo. Sem máscaras. Observou o homem loiro dormir calmamente na cama e soluçou sem querer.

Não sabia por que estava escrevendo se aquilo nunca seria lido, pois tão logo terminasse a carta ,ela seria rasgada e jogada fora assim como ele fazia com seus sentimentos.

Qual seria sua reação se me visse neste estado?!

Implorando pelo seu amor.

O que você faria?!

Não responda.

Eu sei o que você faria.

Isso é, talvez, a única coisa que posso prever em suas ações.

Você sentiria pena de mim.

E isso eu não quero.

Sabe, Shizu-chan, você tem razão quando me chama de parasita.

Eu sugo dos outros o que eu não posso ter e os “destruo” depois.

Você diz que eu tento agir como um Deus.

Mas é minha natureza.

Eu amo os seres humanos.

Não, não.

Eu gosto dos seres humanos.

E eles me odeiam.

O informante olhou para os últimos trechos que escrevera, Um sorriso sarcástico tomou conta do seu rosto.

Namie se sentiria orgulhosa se lê-se isso, sem dúvidas.O homem ao seu lado se mexeu um pouco se virando.

Izaya suspirou, em qualquer outro dia ele simplesmente iria até onde Shizuo mora e o provocaria até que eles transassem depois ele esperaria o loiro dormir e sairia da casa sem maiores explicações.

Não precisava, ele deixava o loiro achar que ele simplesmente era mais um na vida do informante e assim o ex-barman continuaria a odiá-lo.

Você acha que quando estamos juntos, na cama, tudo é um jogo.

Isso eu posso afirmar porque você me diz isso.

Mas você está mais que errado.

Isso não é um jogo.

Nunca foi e nunca será.

Devo lhe dar os parabéns, Shizu-chan.

Mas antes de explicá-lo o porquê destes parabéns quero deixar algo claro.

Lembra-se dos tempos da Escola?!

Rá, claro que lembra.

Sabe, tem algo que você nunca soube que acontecia.

Você sempre achou que com sua força monstruosa nenhuma garota iria gostar de você.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA elas gostavam.

Vadias.

Era isso que elas eram, sempre deixando aquelas cartas de amor para você.

Você nunca as recebeu, não é mesmo?!

Sabe por quê?!

Por que eu sempre pegava todas , rasgava-as e humilhava aquelas malditas que tentavam tirar você de mim.

Algumas eram corajosas e se declaravam para você.

Sim, depois aquela coragem ia passear no inferno que eu formava para elas.

Ninguém pode ter nada de você.

Nenhuma informação que não seja as que eu quero que saibam.

Ninguém pode tentar te consolar como eu.

Ninguém pode te beijar se não for eu.

Você é meu, Shizuo Heiwajima.

Aprenda isso.

Ou melhor, ignore isso.

Continue achando que eu sou um bastardo com complexo de Deus que não serve para nada.

Pois eu prefiro o seu ódio a sua rejeição.

Novamente, parabéns Shizuo, Você finalmente fez o que queria.

Matou Izaya Orihara.

Mesmo que só por dentro.

Eu te amo, Shizu-chan.

Ao terminar a carta Izaya amassou o papel e deu um beijo na testa do outro.

O moreno se levantou, enxugando as lágrimas e procurando suas roupas se preparando para sair como sempre,pensou ter colocado o papel no bolso porém em sua pressa de sair antes que o outro acordasse ele errou e deixou o papel cair no chão sem perceber.

Deixou a casa do outro com o típico sorriso presunçoso e os olhos cruéis, novamente à tão desgastada máscara estava sendo usada.

Shizuo acordou pouco depois, passou as mãos nos cabelos bagunçados e rosnou, O cheiro da “pulga” havia ficado em seus lençóis e aquilo o irritava, ao se levantar ele acabou tropeçando em uma bolinha de papel no chão e se perguntou o que diabos estava fazendo lá, ao desamassar a bolinha ele leu o que estava escrito lá tentando adivinhar algumas palavras que estavam borradas devido as lágrimas que molharam o papel.

Pasmo ao ler tudo aquilo a única coisa que ele podia fazer agora era correr atrás do informante para que ele lhe explicasse o que significava aquilo.

Fim. (Ou não)

Notas finais
Desfrutem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.